ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O DECRETO NERO, DESTRUIR TUDO - 1945!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O DECRETO NERO, DESTRUIR TUDO - 1945!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Seg Abr 02 2018, 09:48

Compartilho com os colegas, "O Decreto Nero, Destruir Tudo - 1945".

                                                               
                                                                   O DECRETO NERO,
                                                                    DESTRUIR TUDO.
   
Em 19 de março de 1945, Adolf Hitler assinou aquele que ficaria conhecido como o Decreto Nero. Ordenava a destruição da infra-estrutura da Alemanha e dos países ocupados para evitar que as tropas aliadas, principalmente as soviéticas, tivessem acesso às obras e construções da era nazista. Foi intitulado primeiramente de Demolições do Território do Reich, e mais tarde foi renomeado por lembrar o ato do imperador romano Nero, que supostamente teria sido o autor do grande incêndio de Roma em 64 d.C. Com as forças aliadas avançando, tanto a partir do oeste, como a partir do leste, o objetivo de Hitler era evitar que as infra-estruturas alemãs fossem capturadas e utilizadas pelo inimigo. Para evitar isso, neste dia, Hitler ordenou que todas as infra-estruturas que estivessem na iminência de serem capturadas fossem explodidas e destruídas, incluindo barragens, estradas de ferro, rodovias, indústrias, fábricas, hospitais, portos, aeroportos, etc. Desde o dia anterior, Albert Speer, arquiteto do 3º Reich e Ministro do Armamento e da Produção Militar, tentava convencer Hitler a não assinar o Decreto, alegando que tal medida colocaria em risco a capacidade de recuperação alemã após a guerra, mas foi em vão. O máximo que Speer conseguiu foi convencer Hitler a colocá-lo como o responsável pela execução do Decreto Nero, um posto que usaria justamente para sabotá-lo. Speer ficou chocado com a ordem e perdeu a fé no Führer. Um caso semelhante, ocorreu alguns meses antes. Pouco antes da Libertação de Paris, Hitler ordenou a colocação de explosivos em torno de marcos/monumentos importantes, como a Torre Eiffel, centros de transporte, museus, etc. Se os aliados chegassem perto da cidade, o governador militar, General Dietrich von Choltitz, deveria detonar essas bombas, deixando Paris "em completa ruína". Von Choltitz, no entanto, não cumpriu a ordem e rendeu-se aos Aliados. Assim como o exemplo do General Dietrich von Choltitz, Speer deliberadamente, também, não cumpriu a ordem. Através de relatórios falsos e a não transmissão de ordens, Speer conseguiria poupar as principais infra-estruturas alemãs. Nos últimos dias da guerra, com Berlim cercada, Speer encontrou-se com Hitler no seu bunker e contou-lhe sobre o não cumprimento do Decreto. De acordo com as memórias de Speer e da secretária particular de Hitler, o ditador alemão limitou-se a despedir-se de Speer com um aceno de mão, tendo sido visto algumas horas depois pela sua secretária, a chorar no seu gabinete. Para muitos, Speer era visto como uma das únicas pessoas que Hitler considerava como um amigo, o que provavelmente serviu para salvar-lhe a vida, após ter reconhecido o não cumprimento da ordem, haja visto que muitos outros oficiais foram executados por ordem de Hitler por muito menos do que isso. O não cumprimento do Decreto Nero foi utilizado pela defesa de Albert Speer nos Julgamentos de Nüremberg, o que o ajudou a escapar da pena de morte, tendo sido sentenciado a 20 anos de prisão.

A seção mais pertinente do Decreto Nero, diz o seguinte:

"É um erro pensar que as instalações de transporte e comunicação, os estabelecimentos industriais e os depósitos de suprimentos, que não foram destruídos, ou que tenham sido temporariamente desativados, possam ser utilizados novamente para nossos próprios fins, quando o território perdido tiver sido recuperado. O inimigo não nos deixará nada, além de terra queimada, quando ele se retirar, sem prestar a mínima consideração à população.

1) Todas as instalações militares de transporte e comunicação, estabelecimentos industriais e depósitos de suprimentos, bem como qualquer outra coisa de valor dentro do território do Reich que possa de alguma forma ser usada pelo inimigo, imediatamente ou no futuro previsível para o prosseguimento da guerra, será destruído".


SELO EM HOMENAGEM A ALBERT SPEER.


GENERAL DIETRICH
VON CHOLTITZ.


O CRIADOR DO DECRETO NERO, ADOLF HITLER E O EXECUTOR, ALBERT SPEER.


HITLER E SPEER. HITLER O CONSIDERAVA UM AMIGO.


ALBERT SPEER EM PARIS COM HITLER.


A FRENTE DE PRETO, ALM. KARL DÖNITZ, ESQ, AO FUNDO CHEFE EXÉRCITO ALFRED JODL E ALBERT SPEER.


ALBERT SPEER NO JULGAMENTO DE NÜREMBERG. 5º NA ÚLTIMA FILA SUPERIOR DIR. PARA ESQ.


ALBERT SPEER EM NÜREMBERG.

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Antonio C. Pulsy

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