ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O CERCO DA CIDADE DE SEBASTOPOL - 1941-1942!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O CERCO DA CIDADE DE SEBASTOPOL - 1941-1942!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Mar 22 2018, 21:49

Compartilho com os colegas, "O Cerco da Cidade de Sebastopol - 1941 - 1942".


                                                           O CERCO DA CIDADE DE
                                                                    SEBASTOPOL.

Na Operação Barbarossa, travou-se uma das mais terríveis batalhas da Segunda Guerra, o cerco da cidade soviética de Sebastopol. O Grupo de Exércitos Sul da Wehrmacht, comandado pelo Marechal Erich von Manstein, avançou pela península da Criméia e o cerco a cidade de Sebastopol começou em 30 de outubro de 1941 e durou até 4 de julho de 1942. A batalha foi travada pelo Exército Vermelho e pela Wehrmacht com o objetivo de controlar a base de Sebastopol, no Mar Negro. Durante um cerco de dez meses, a cidade soviética de Sebastopol, as margens do Mar Negro na região da Criméia, enfrentou o poderoso exército nazista que esperava conquistar a cidade em duas ou três semanas, mas esse atraso nos planos nazistas na conquista da cidade, contribuiria para sua derrota em Estalingrado futuramente. A tomada dessa estratégica base naval em 1942, custou ao Exército alemão 170 mil baixas. No inicio das operações de cerco, os nazistas cercaram a cidade por terra, restando apenas acesso por mar e pelo porto da cidade, contudo, os nazistas minaram essas aguas, única via de abastecimento dos defensores. Em uma prova de heroísmo soviético entre tantos outros, os marinheiros atiravam-se nas aguas e a nado afastavam as minas que eram jogadas dos aviões alemães até a margem, desobstruindo o mar para a passagem dos navios em seegurança, muitos explodiram em contato com as minas, mas o trabalho foi feito, e os navios de suprimento tiveram acesso ao porto, mas sempre sob fogo da artilharia nazista de longo alcance. O Centro de Comando Soviético das Operações era realizado de dentro de túneis escavados nos rochedos. Os bombardeios da cidade eram sempre intensos. Sebastopol estava em ruínas, após a onda de 30.000 toneladas de explosivos disparados pelo canhão ferroviário "Gustav", a maior arma já consruída pelo homem até hoje, sendo disparados 300 projéteis que pesavam de 4,8 toneladas e 7,0 toneladas. Um oficial russo após uma visita a superfície, exclamou emocionado, "já não existe Sebastopol, as casas já não tem telhado e as ruas estão bloqueadas por montanhas de escombros". Não havia um só lugar que não estivesse coberto pela ação das bombas inimigas, aqueles fora do alcance da artilharia e que aguardavam evacuação próximo a margem eram atacados e soterrados pelas bombas da Luftwaffe. Os defensores de Sebastopol faziam o que podiam para manter sua cidade forte o suficiente para repelir os ataques do inimigo. O fundo do Mar Negro, próximo as margens do porto, estavam abarrotados de naufrágios ocasionados pelos ataques aéreos e colisão com as minas, e os comissários soviéticos haviam designado equipes de mergulhadores para fazer o resgate de todo o material submerso possível. Eles primeiro faziam um levantamento do que ainda poderia ser utilizado na superfície, a lista era variada, consistindo desde obus e projeteis até medicamentos. Em certa ocasião, o comissário cobrou a retirada de seis motores de aviões e a resposta do chefe dos mergulhadores mostra a dificuldade de tal ordem: "os motores estão nos porões dos navios cobertos por montes de cavalos mortos". "E quanto aos medicamentos?", indagou o comissário, "estão numa cabine cuja porta mal se abre, cercada por cadáveres de crianças. A visão de tais coisas são insuportáveis para meus homens e é perigoso perder a cabeça enquanto se mergulha, é melhor não arriscar", mas o comissário insistia, "por medo de enfrentar as crianças mortas você deixaria as vivas morrer por falta de proteção e remédios?"A discusão se encerrava e no outro dia tudo era resgatado para ser usado na defesa da cidade. A sobrevivência da cidade dependia do seu porto, nele todas as noites chegavam barcos trazendo reforços, víveres e munições e evacuando as mulheres e crianças, os nazistas iluminavam os pontos de atracagem com foguetes sinalizadores e potentes refletores e os bombardeavam, com resultados devastadores, os depósitos de combustível voavam pelos ares, todo o tipo de munição explodia, os caminhões que efetuavam a descarga faziam-no a toda velocidade por entre o fogo e a destruição, enquanto a outros tentavam combater o fogo e efetuar os reparos necessário, o serviço de carga e descarga não podia parar mesmo sob fogo intenso e tinha que ser muito rápido, pois logo ao amanhecer, os barcos tinham que estar longe do porto, a salvo da artilharia e da Luftwaffe. Aqueles que não rendiam o esperado pelos oficiais soviéticos, eram fuzilados. Um cemitério da cidade foi bombardeado pelos nazistas que procuravam depósitos escondidos de combustível, os restos dos mortos da famosa guerra da Criméia foram arremessados longe de suas tumbas, nem os mortos podiam descansar em paz. Os nazistas, após cada fotografia de reconhecimento aéreo, aonde vislumbravam a destruição total da cidade, sentiam-se otimistas e acreditavam numa queda rápida que não acontecia, a cidade teimava em resistir. Pequenas fabricas subterrâneas funcionavam vinte e quatro horas por dia e todos contribuíam com trabalho. Viam-se mulheres idosas e mulheres ainda amamentando seus filhos de colo diante das máquinas das fabricas, enquanto que as turmas que eles renderam dormiam em beliches de três andares, descansando para rendê-los também. Todos esforçavam-se por manter a cidade com o pouco de vida que lhe restava. A propaganda de guerra, também se fazia presente através da guerra dos alto-falantes colocados nas linhas nazistas e soviéticas. Os nazistas tentando abalar a moral dos defensores, enquanto os defensores replicavam desdenhando as ofertas de rendição nazistas. Os soviéticos possuíam uma gravação de uma sonora gargalhada que usavam para rechaçar as propostas de rendição nazistas. Mas a superioridade da Wermacht nesse estágio da guerra, decretará que a cidade cairia em face da superioridade dos recursos. O cerco era comandado pelo Marechal Erich von Manstein, o melhor estrategista alemão. Diante a resistência decidida e feroz, von Manstein conduziu um ataque bem planejado, conseguindo isolar os acessos à cidade, o ataque as ultimas linhas ocorreu com alemães e romenos, apoiados por Divisões Panzer, que inicialmente foram repelidas com muitas baixas entre as duas nacionalidades, mas as divisões Panzer conseguiram destruir a artilharia soviética que guarnecia a linha principal, enfraquecendo-a muito, então, von Manstein envia seus bombardeiros de mergulho  Stukas que destroem tudo na linha defensiva: a artilharia com as suas guarnições foram dizimadas pelos Stukas, que sem oposição aérea, foram mortíferos. Os Panzer se lançam à luta novamente e vencem a primeira linha defensiva, atacam a segunda linha das quatro restante. Os defensores não se rendem, e morrem lutando. Os soviéticos defendem tenazmente a terceira linha, mas não tendo mais forças e nem reservas, os nazistas aniquilam os defensores e passam para a quarta linha e não encontram praticamente nenhuma resistência. Os defensores foram aniquilados, restando apenas 130 homens vivos das linhas de defesa. Os nazistas avançando para dentro da cidade, se apoderam da Fortaleza de Konstantinovski, garantindo dessa maneira, o domínio do porto e do canal, mas os 130 homens ainda resistiam desesperadamente, tentando conseguir a evacuação dos homens feridos pelo porto. Eles estavam logo adiante da fortaleza ocupada pelo alemães. Os nazistas suspenderam o ataque e pediram reforços. Esses 130 homens eram Fuzileiros Navais soviéticos que os nazistas respeitavam, e a luta prosseguiu por um longo tempo. Os alemães lançaram ataques cada vez mais intensos até sobrarem apenas 40 defensores, e durante três dias e três noites esses 40 homens resistiram a tudo o que os nazistas lançaram contra eles, até ficarem sem munição e tombarem. Von Manstein se preparou para essa operação, ele lera tudo sobre a guerra da Crimeia e se informou muito bem a respeito do tipo de fortificações que os soviéticos oporiam ao seu ataque a cidade, em 1 de junho de 1942, von Manstein fez questão de conhecer o sul da Crimeia. Ele tinha receio que os russos manobrassem no sentido de lhe cortar a rota de suprimentos, fracassando os planos de ataque a cidade, e para isso, requisitou um barco patrulha italiano que veio de Malta para levá-lo. O barco foi atacado e seus ajudantes foram metralhados, mas ele conseguiu escapar. Sebastopol era considerada a mais sólida fortaleza do mundo e von Manstein conhecia o porquê disso, o seu esplendido porto natural era à base da Frota Russa do Mar Negro. Se Sebastopol caísse, a Frota Russa se veria obrigada a se refugiar no extremo oriental da costa, situação estrategicamente bastante desfavorável, por isso ele sabia que a ordem de Stalin era resistir a qualquer preço. Von Manstein compreendia que ao mesmo tempo em que dominava os portos do Mar Negro, desde Novorossiysky a Batum, como seu objetivo estratégico, sabia que só a tomada desses portos, a oposição as suas forças em terra cessaria definitivamente, tendo em vista que a resistência era justamente abastecida pela Frota Russa do Mar Negro, e enquanto durou a batalha, tudo fizeram os alemães para neutralizar os portos, enquanto os soviéticos ao contrário, tudo fizeram para mantê-los aberto à sua navegação. Em 27 de junho, Sebastopol é conquistada: bunker após bunker, forte após forte, casamata após casamata, por quase um mês inteiro de lutas. Os alemães conseguem levar praticamente toda a área, após três semanas de duros confrontos. A data final de sua queda foi fixada no final do mês, pois alguns grupos isolados continuaram a luta até 3 de julho, o dia em que foram completamente exterminados. Para esta vitória laboriosa, Hitler oferecerá o bastão de Marechal a Erich von Manstein.


BLOCO EM HOMENAGEM AO MARECHAL ERICH VON MANSTEIN.


ESCUDO COMEMORATIVO A CONQUISTA DA CRIMÉIA.


CANHÃO FERROVIÁRIO GUSTAV.


PROJÉTIL UTILIZADO PELO CANHÃO FERROVIÁRIO GUSTAV.


VICE-ALMIRANTE OKTYABRSKY ORGANIZANDO AS DEFESAS DE SEBASTOPOL.


SOLDADOS RUSSOS DESEMBARCANDO EM SEBASTOPOL.


AS TRINCHEIRAS RUSSAS EM SEBASTOPOL.


NAVIO ATRACADO NO PORTO DE SEBASTOPOL.


TROPAS A CAMINHO DE SEBASTOPOL.


BATERIAS COSTEIRAS DO FORTE MAXIM GORKI I.


BATERIAS COSTEIRAS DO FORTE MAXIM GORKI I, DESTRUÍDAS.


ENTRADA FORTE MAXIM GORKI II.
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