INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO PEDESTAL, O COMBOIO QUE SALVOU MALTA - 1942!!!

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INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO PEDESTAL, O COMBOIO QUE SALVOU MALTA - 1942!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Ter Mar 13 2018, 08:02

Compartilho com os colegas, "Operação Pedestal, O Comboio que Salvou Malta - 1942".


                                                  OPERAÇÃO PEDESTAL,
                                           O COMBOIO QUE SALVOU MALTA.

A importância estratégica da ilha de Malta (Malta significa "refúgio") não podia ser exagerada: com a guerra no norte da África, Malta deu aos aliados uma base vital para operações aéreas e marítimas para atacar os comboios de suprimentos vitais para as forças do Eixo. No verão de 1942, apenas 40% dos navios de abastecimento alemães chegaram à Tunísia para suprir o Afrika Korps e seus aliados italianos. Malta era um elemento estratégico e, portanto, o principal alvo do inimigo. Durante os anos de 1940-1942, bombardeiros alemães e italianos bombardearam a ilha em um esforço para conquistá-la, mas seus defensores - tropas britânicas e os impetuosos ilhéus malteses - lutaram contra a mais longa ação épica de defesa da guerra. Em julho, com o panorama mais sombrio do que nunca, o general John V. Gort, governador de Malta, enviou uma mensagem ao primeiro-ministro britânico, Winston Churchill: "A estimativa de estoques de alimentos e gasolina será esgotada até 21 de agosto, apesar do racionamento severo. Não posso garantir a segurança de Malta, após essa data sem outros fornecimentos". O Almirantado Britânico planejava um grande comboio naval para salvar Malta, denominando esta como Operação Pedestal. Até chegar em Malta foi dividida em duas: Força Z: composta pelos encouraçados HMS Nelson e Rodney, os porta-aviões Indomitable, Victorious e Eagle com 46 Sea Hurricanes, 16 Fulmars e 10 Grumann Martlets (designação da Marinha Real para os Wildcats), três cruzadores Charybdis, Phoebe e Sirius e 14 destróieres, protegendo 13 navios mercantes com 42 mil toneladas de alimentos, munição, etc e um petroleiro carregando combustível de aviação de 12 mil toneladas. Força X: composta pelos cruzadores pesados HMS Nigéria, Kenya e Manchester, cruzador Cairo e 11 destróieres. A missão desta força era cobrir o comboio até Malta, depois que a Força Z voltasse para Skerki Narrows, entre a Tunísia e o sudoeste da Sicília. O Comboio partiu da Grâ-Bretanha em 03 de agosto de 1942, atravessou o Estreito de Gibraltar adentrando no Mar Mediterrâneo em direção ao porto de Argel na Argélia, chegando na noite de 9/10 de agosto de 1942.  No dia 11 de agosto, a poderosa frota zarpou do porto de Argel e rumou para Malta, escoltando os 14 navios mercantes. A viagem de alto risco tinha início e era o mais importante comboio enviado para Malta até então. Naquela época, Malta estava prestes a perder toda sua capacidade de resistir aos ataques aéreos dos alemães e italianos. Sua reserva de combustível estava à níveis muito baixo, bem como a munição das aeronaves e de suas armas anti-aérea. O comboio era constituído pelos navios mercantes: petroleiro Ohio, Santa Elisa, Almeria Lykes, Wairangi, Waimarama, Empire Hope, Brisbane Star, Melbourne Star, Dorset, Rochester Castle, Deucalion, Glenorchy, The Port Chalmers e Clan Ferguson. As forças do Eixo sabiam da importância deste comboio, e já haviam feito planos de modo a garantir que ele nunca alcançasse seu destino. Um total de 700 aeronaves do Eixo estavam estacionadas na Sardenha e na Sicília, especialmente para este ataque, incluindo 18 submarinos italianos de patrulha, lanchas torpedeiras italianas e três submarinos alemães. No dia 11 de agosto, o submarino italiano Uarsciek vislumbrou o comboio, atacando-o sem causar dano algum. Entretanto, as forças do Eixo estavam em alerta total e sabiam a posição do comboio. O submarino alemão U-73 atacou o comboio e conseguiu afundar o porta-aviões Eagle, matando 200 homens e fazendo com que apenas 4 aeronaves fossem salvas. Naquela mesma tarde, o comboio chegou ao alcance das aeronaves baseadas em terra, e assim, bombardeiros alemães Junkers 87 Stuka e torpedeiros Heinkel 111 atacaram o comboio, mas não infligiram dano algum. Na tarde do dia 12 de agosto, 5 levas de aeronaves do eixo atacaram o comboio. A primeira consistia de bombardeiros Savoia escoltados por caças Macchi. Neste ataque, utilizou-se a denominada motobomba, invenção italiana de uma bomba com alto poder explosivo que era lançada com um para-quedas, equipamento este que a fazia cair em trajetória errática. A intenção desta bomba era fazer com que o comboio se separasse em várias direções, facilitando os futuros ataques. Essa arma só funcionava se lançada perto do alvo, mas os bombardeiros italianos as lançaram muito cedo e de muita altura. O comboio rapidamente conseguiu se reagrupar. A segunda leva consistia de 40 aviões torpedeiros, que não foram capazes de atacar efetivamente o comboio por causa da proteção dos caças e do intenso fogo anti-aéreo. A terceira leva incluía bombardeiros de mergulho alemães que conseguiram afundar o primeiro navio do comboio, o Deucalion. Na quarta leva, utilizou-se uma outra arma italiana, o hidroavião Cant, controlado remotamente e carregado de explosivos, mas o mecanismo de detonação falhou e a aeronave prosseguiu seu vôo até o Norte da África, onde caiu. A leva final, foi constituída de dois caças italianos que não foram atacados, provavelmente por sua semelhança com os Hurricanes, e lançaram uma bomba cada um contra o porta-aviões Victorius. Uma quase atingiu-o, mas a outra mesmo atingindo o convés de vôo não explodiu. Nesta mesma tarde, o submarino italiano Emo foi danificado por cargas de profundidade e o Ithuriel afundado. O último ataque do dia foi o mais bem sucedido. Um grupo de aviões torpedeiros italianos Savoia, juntamente com bombardeiros de mergulho alemães Stuka, conseguiram finalmente chegar próximo aos navios. O comboio tornou-se um cenário caótico, enquanto os Savoia lançavam seus torpedos e os Stukas lançavam suas bombas no porta-aviões Victorius. Seu convés de vôo ficou tão danificado que suas aeronaves que estavam no ar tiveram que ser desviadas para pousar no porta-aviões Indomitable, que já estava abarrotado com as aeronaves que sobraram do porta-aviões Eagle. No final do ataque, o HMS Foresight foi afundado. Às 19:45 daquele começo de noite, o cruzador pesado Nigéria, sob o comando do Almirante Burrough, foi o primeiro navio a penetrar no Canal de Skerki, logo seguido pelo cruzador Cairo. Lá estavam esperando pelo comboio os submarinos italianos Axum, comandado pelo Tenente Renato Ferrini e o Dessie. Às 19:55, os dois submarinos lançaram seus torpedos. O cruzador pesado Nigéria e o cruzador Cairo foram atingidos na popa, sendo que este último afundou. O navio-tanque Ohio também foi atingido no ataque. Um outro submarino italiano, o Alagi, juntou-se aos outros dois e torpedeou o cruzador pesado Kenya. Um coordenado ataque aéreo atingiu os navios mercante Brisbane Star e o Clan Ferguson, vindo este a afundar. O navio mercante Empire Hope também foi atingido por um bombardeiro de mergulho e teve que ser abandonado. O cruzador pesado Nigéria, navio capitânea da escolta, não podia mais realizar sua missão, e aí o Almirante Burrough ordenou que ele voltasse para Gibraltar e passou a comandar o comboio a bordo do destróier HMS Ashanti. Quando o comboio estava ao largo do Cabo Bon, no meio da noite, lanchas torpedeiras italianas lançaram um furioso ataque. A primeira vítima foi o cruzador pesado HMS Manchester, que ficou imobilizado ao ser atingido por dois torpedos, tendo que retirar-se do combate no dia seguinte. Em seguida foram atingidos o Almeria Lykes, o Glenorchy, o Santa Elisa e o Wairangi todos navios mercantes. A noite sem lua foi iluminada pelo combustível que queimava dos navios. As lanchas torpedeiras italianas afundaram nesta noite 5 navios. O comboio amanheceu no dia seguinte a 200 milhas a oeste de Malta, quando um ataque final realizado por Junkers 88 afundou o navio mercante Waimarama e danificou ainda mais o petroleiro Ohio. O Dorset também foi atingido, afundando horas depois. Finalmente, no dia 13 de agosto, os navios The Port Chalmers, Rochester Castle e Melbourne Star, seguidos pelo bastante danificado e mais importante do comboio, o petroleiro Ohio, deram entrada no Grande Porto de Valletta em Malta. O petroleiro Ohio, após ser atingido foi mantido flutuando graças aos esforços de três destróieres da Marinha Real Britânica que, operando em conjunto, rebocaram-no vagarosamente até o fim da viagem. Os danos ao petroleiro foram tão intensos que, depois de sua preciosa carga ter sido descarregada em segurança, o petroleiro Ohio teve que ser afundado. Mas os estoques de gasolina para aviões de Malta estavam assegurados e nunca mais voltariam a sofrer tal ameaça. Para surpresa geral, um quarto navio mercante chegou a Ilha de Malta, Brisbane Star com muitas avarias. Um total de 32 mil toneladas de suprimentos conseguiram chegar à ilha. Malta foi salva mais uma vez e esta foi a última chance que o Eixo teve para derrotá-la.

FDC 30º ANIVERSÁRIO OPERAÇÃO PEDESTAL - 10/08/1942.


FOLHINHA 70º ANIVERSÁRIO OPERAÇÃO PEDESTAL - 1942 - 2012.


75º ANIVERSÁRIO OPERAÇÃO PEDESTAL - 1942 - 2017.


ROTA E AÇÕES DO EIXO CONTRA O COMBOIO ATÉ MALTA.


MAPA DO RAIO DE AÇÃO DA AVIAÇÃO, JUSTIFICANDO A IMPORTÂNCIA DE MALTA.


CONVÉS DO HMS VICTOURIS, AO FUNDO HMS INDOMITABLE E HMS EAGLE.


VISTA AÉREA DOS TRÊS PORTA-AVIÕES.


SEA HURRICANE DECOLANDO DO PORTA-AVIÕES INDOMITABLE.


PORTA-AVIÕES HMS EAGLE ADERNANDO, APÓS SER ATINGIDO POR 4 TORPEDOS. AFUNDOU EM 8 MINUTOS.


AO FUNDO, PORTA-AVIÕES HMS INDOMITABLE.


PORTA-AVIÕES INDOMITABLE ATINGIDO POR DUAS BOMBAS DE 550 LIBRAS.


ORIFÍCIO DE 14 POLEGAS PENETRAÇÃO BOMBA DE 550 LIBRAS.


FOTO ITALIANA BOMBARDEIRO TORPEDEIRO SAVOIA MARCHETTI 79 EM AÇÃO.


NAVIO MERCANTE WAIMARAMA EXPLODE, APÓS SER BOMBARDEADO.


PETROLEIRO OHIO, AMPARADO PELOS DESTRÓIERES
PARA EVITAR SEU AFUNDAMENTO.


COMBOIO ALIADO CHEGANDO AO PORTO DE MALTA.


PETROLEIRO OHIO DESCARREGANDO SUA CARGA.


CONDECORAÇÃO GEORGE CROSS CONCEDIDA A
ILHA DE MALTA POR SUA BRAVURA NA SEGUNDA
GUERRA MUNDIAL. WAR MUSEUM DE MALTA.
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Antonio C. Pulsy

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