ESTADOS UNIDOS - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO HAILSTONE/GRANIZO, O ATAQUE A GIBRALTAR DO PACÍFICO - 1944!!!

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ESTADOS UNIDOS - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO HAILSTONE/GRANIZO, O ATAQUE A GIBRALTAR DO PACÍFICO - 1944!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Dom Mar 11 2018, 15:26

Compartilho com os colegas, "Operação Hailstone/Granizo, O Ataque a Gibraltar do Pacífico - 1944".


                                            OPERAÇÃO HAILSTONE (GRANIZO),
                                          O ATAQUE A GIBRALTAR DO PACÍFICO.


Chuuk Lagoon conhecida em inglês como Truk Lagoon, é um recife de coral circular em torno de um cone vulcânico (atol) no centro oeste do Pacífico. Situa-se a cerca de 1.800 km a nordeste da Nova Guiné, 1.028 km (617 milhas) a sudeste de Guam e 5.436 quilômetros (3.262 milhas) a sudoeste do Hawai. Em 1914, o Japão entra na Primeira Guerra Mundial declarando guerra a Alemanha. Como recompensa (Tratado de Versalhes), o país recebe o Mandato do Pacífico Sul, administrando várias ex-colônias alemãs como Palau, Ilhas Marshall e Micronésia. Assim, em 1919, após o fim da 1ª Guerra Mundial em 1918, Chuuk Lagoon passa a possessão do Império Japonês como compensação de guerra e seria utilizada como base para a manutenção dos demais territórios do Pacífico sul. Em 15 de novembro de 1939, a quarta Frota Combinada da Marinha Imperial Japonesa, formada por navios de combate e transporte, sob o comando do almirante Katagiri Eikichi chega a Chuuk. Nos primeiros anos da guerra, mesmo antes do ataque a Pearl Harbor, o departamento japonês de engenharia instalou na ilha de Tonoas um centro de comunicações, com estação de radar. Nas ilhas de maior porte do atol foram construídas, estradas, cinco pistas de pouso, sendo a maior delas sobre o mar, bases de hidroavião, uma estação de lanchas torpedeiras e oficinas de reparo de submarinos. Para proteger as instalações foram montadas, trincheiras, bunkers providos com dezenas de canhões e morteiros de defesa costeira. A guarnição para operá-los consistia em mais de 27.000 homens sob o comando do vice-almirante Masami Kobayashi. Chuuk ficaria conhecida pelos aliados como a “Gibraltar do Pacífico”, devido à sua estrutura natural e fortificações. Ela foi a maior base japonesa fora do seu território e é comparável em importância a Pearl Harbor para os americanos. Em 26 de julho de 1941, o presidente Roosevelt ordenou o congelamento dos bens japoneses nos Estados Unidos e estabeleceu um bloqueio naval, o que agrava a crise diplomática entre os dois países. Na manhã do dia 7 de dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa atacou de surpresa a base militar de Pearl Harbor na ilha de Oahu no Hawai, iniciando a guerra entre os dois países. Até final de 1943, uma parte significativa da frota japonesa com porta-aviões, cruzadores, destróieres, petroleiros, cargueiros, rebocadores, caça-minas, submarinos entre outras embarcações de apoio as tropas, foi baseada em Chuuk, inclusive o encouraçado pesado Yamato e o Musashi. A presença de Chuuk era uma grande ameaça aos aliados, principalmente aos Estados Unidos, no cenário de guerra do Pacífico Sul. No início de fevereiro de 1944, depois da captura das Ilhas Marshall pelos americanos, a base ficou muito vulnerável e a inteligência japonesa preveniu o Alto Comando Imperial da iminência de um ataque a Chuuk. Assim, no dia 10 de fevereiro, os japoneses transferiram seus maiores navios de guerra, como os porta aviões, cruzadores e destróieres pesados para Palau. Na manhã de 15 de fevereiro de 1944, partiu das Ilhas Marshall a Força Tarefa Naval 58 da marinha dos Estados Unidos chefiada pelo Vice-Almirante Marc A. Mitscher. Capitaneada pelo porta-aviões USS Intrepid, ela tinha mais quatro porta-aviões: Bunker Hill, Enterprise, Essex e Yorktown e quatro leves Belleau Wood, Cabot, Cowpens e Monterey, com mais de 500 aviões, que incluíam bombardeiros, torpedeiros e caças. Além da frota de porta aviões, estavam sete cruzadores, destróieres, submarinos e outros navios de apoio. Seu objetivo era executar a Operação Hailstone (Granizo), que consistia em um ataque surpresa contra a base naval japonesa de Chuuk Lagoon, suas pistas de pouso, navios ancorados na laguna ou embarcações fugindo do ataque. Nos dia 17 e 18 de fevereiro de 1944, partiram dos porta aviões americanos durante o dia e a noite, aviões com cerca de 400 toneladas de bombas e torpedos. Cada uma das esquadrilhas tinha seus alvos prioritários definidos e identificados pelo serviço de inteligência que realizou dezenas de voos sobre Truk antes do ataque iniciar, assim, bombardeiros de mergulho e torpedeiros tinham destino certo. Entre os mais importantes aviões estavam: o bombardeiro de mergulho SBD-3 Dauntless, o torpedeiro TBF Avenger, o caça F4U Corsair e o F6F Hellcat. Embora prevenidos pela inteligência japonesa, as patrulhas aéreas não conseguiram detectar a aproximação da frota dos EUA e o primeiro ataque, ao amanhecer do dia 17, pegou os japoneses de surpresa. O objetivo inicial era obter a supremacia aérea. Assim, os americanos direcionaram seu fogo aos aviões que estavam em solo. Em seguida seriam destruídas as pistas de pouso, para só então, atacar os navios na laguna. Fora do atol, uma frota de navios e submarinos americanos patrulharia as possíveis rotas de fuga de Chuuk, para por no fundo do mar os navios japoneses que conseguissem escapar do ataque aéreo. O ataque ocorreu como esperado. Ao amanhecer do dia 17 de fevereiro de 1944, o céu caiu sobre os japoneses, que pouco puderam fazer para proteger a máquina de guerra do império japonês ou suas próprias vidas. As colunas de fumaça oriundas de Chuuk podiam ser vistas a milhas de distância, anunciando o sucesso da operação. No saldo final do ataque, mais de 250 aviões entre caças e bombardeiros foram danificados ou destruídos, a maioria ainda no solo. Os poucos aviões que foram capazes de decolar em resposta ao ataque, foram abatidos rapidamente pelos caças ou artilheiros dos bombardeiros e torpedeiros norte-americanos. Como resultado da operação, foram afundados na laguna e fora dela doze navios de guerra, três cruzadores leves (Agano, Katori e Naka), quatro destróieres (Fumizuki, Maikaze, Oite e Tachikaze), três cruzadores auxiliares (Aikoku Maru, Akagi Maru e Kiyosumi Maru), dois apoios de submarinos (Heian Maru e Rio de Janeiro Maru) e outros três navios auxiliares menores, incluindo os caça submarinos CH-24 e Shonan Maru 15. Foram postos a pique ou destruídos trinta e dois navios cargueiros japoneses, os MARU (navios mercantes), que hoje caracterizam os naufrágios de Chuuk, num total de mais de 220.000 toneladas. A principal frota de transporte da marinha imperial, vital para o abastecimento da frota japonesa e manutenção das ilhas ocupadas no Pacífico, foi destruída. No mesmo dia 17, um comboio que partira do atol tentando alcançar Yokosuka (Japão) foi interceptado a 40 milhas a noroeste de Chuuk e os cruzadores Akagi Maru e Katori foram afundados a tiros pelos cruzadores Minneapolis, New Orleans e pelo encouraçado New Jersey. O destróier Maikaze, juntamente com vários navios de apoio que tentavam fugir do ataque aéreo, foram afundados; no Maikaze, todos pereceram a bordo. O cruzador Agano que já estava em rota para o Japão quando o ataque começou, foi afundado pelo submarino Skate dos EUA. O destróier Oite resgatou seus 523 sobreviventes e voltou a Chuuk para auxiliar na defesa. Assim que chega ao atol é afundado por um bombardeiro de mergulho, matando todos a bordo. O ataque havia sido arrasador. Poucos tripulantes a bordo dos navios afundados sobreviveram e muito pouco de suas cargas foi recuperada. Os EUA perdeu apenas vinte e cinco aviões, a maioria, devido a intensa defesa antiaérea que havia sido instalada em Chuuk nos anos anteriores. Dezesseis tripulantes das aeronaves americanas foram resgatados por submarinos ou hidroaviões. O porta aviões Intrepid foi atacado a noite por uma aeronave torpedeira, provavelmente lançada de Rabaul ou Saipan, maior das Ilhas Marianas do Norte. Onze tripulantes morreram e a embarcação muito danificada foi obrigada a voltar para Pearl Harbor para reparos. O encouraçado Iowa também foi danificado por bombas de uma aeronave japonesa, mas continuou em combate. Após o ataque a Chuuk, os japoneses transferiram os últimos 100 de seus aviões de Rabaul para Chuuk, na tentativa de reestruturar a base. Dez semanas depois, em 29 e 30 de abril, um segundo ataque utilizando bombardeiros B24 e B29 lançaram 92 bombas sobre os aeródromos, destruindo o restante da aviação de Chuuk e afundando mais 8 cargueiros, o que provocou o colapso da infraestrutura da ilha. Por mais de dois anos depois da guerra, o óleo dos navios afundados cobriu as praias e recifes do atol de Chuuk. Depois da reestruturação do Japão, já na década de 60, com o desenvolvimento do mergulho autônomo, muitos familiares dos japoneses mortos na ilha viajavam a Chuuk para remover os restos mortais dos destroços e realizar as cerimônias fúnebres xintoístas. Esse processo acabou desenvolvendo a atividade de mergulho na ilha. Alguns anos depois, já na década de 70, a retirada dos ossos foi proibida pelo governo da ilha, como forma de manter a fonte de recursos turístico, o mergulho, principal atividade econômica da ilha.
Chuuk Lagoon é hoje um dos maiores destinos de mergulho em naufrágio do planeta!!

FDC 50 ANOS OPERAÇÃO HAILSTONE/ATAQUE A GIBRALTAR DO PACÍFICO - 17/02/1944.


CHUUK LAGOON, UM DOS MAIORES DESTINOS DE MERGULHO EM NAUFRÁGIO DO PLANETA!!


LOCALIZAÇÃO DE CHUUK LAGOON.


PLANO DE ATAQUE TASK FORCE 58.


TASK FORCE 58 A CAMINHO DO SEU OBJETIVO.


PORTA-AVIÕES DA TASK FORCE 58.


PORTA-AVIÕES USS INTREPID.


PORTA-AVIÕES USS BUNKER HILL.


PORTA-AVIÕES USS ENTERPRISE.


PORTA-AVIÕES USS ESSEX.


PORTA-AVIÕES USS YORKTOWN.










AS PISTAS DE VOO FORAM OS PRIMEIROS ALVOS A SEREM DESTRUÍDOS.


ÁREA DE ANCORAGEM PARA REPAROS.


UM TORPEDO ATINGE SEU ALVO EM CHEIO...


MOMENTO DA EXPLOSÃO DE UMA BOMBA AO ATINGIR SEU ALVO.


ATAQUE AO DESTRÓIER OITE QUE POSTERIORMENTE EXPLODIRIA MATANDO TODOS A BORDO.


LOCALIZAÇÃO DOS NAVIOS AFUNDADOS EM CHUUK LAGOON. PARTE 1.


PARTE 2.
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Antonio C. Pulsy

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