ESTADOS UNIDOS - BATALHA DO GOLFO DE LEYTE: MAIOR BATALHA NAVAL CONTEMPORÂNEA - 1944!!!

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ESTADOS UNIDOS - BATALHA DO GOLFO DE LEYTE: MAIOR BATALHA NAVAL CONTEMPORÂNEA - 1944!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qua Mar 07 2018, 18:21

Compartilho com os colegas, "Batalha do Golfo de Leyte: Maior Batalha Naval Contemporânea - 1944!!!".


                                                             BATALHA DO GOLFO DE LEYTE.
                                                   MAIOR BATALHA NAVAL CONTEMPORÂNEA.

Qualificada por historiadores militares como o maior enfrentamento naval da história contemporânea, a Batalha do Golfo de Leyte foi a derradeira oportunidade da Marinha Imperial Japonesa reverter a situação na Guerra do Pacífico. Sobre as águas das Filipinas, os Estados Unidos e o Japão travaram um combate com unidades que superaram a cifra de mais de dois milhões de toneladas de deslocamento. Ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial entre 23 a 26 de outubro de 1944 em torno da ilha de Leyte, essa foi uma campanha naval dividida em quatro batalhas: Batalha do Mar de Sulu, Batalha do Estreito de Surigao, Batalha do Cabo Engaño e Batalha do Mar de Samar. Os Aliados invadiram a ilha de Leyte com o objetivo de cortar as linhas de suprimento entre o Japão e suas colônias no Sudeste Asiático, assim como o fornecimento de petróleo para a Marinha Imperial. Os japoneses tentaram reprimir o desembarque das tropas aliadas com suas forças navais, mas acabaram derrotados, com muitas baixas. As Filipinas eram um ponto estratégico básico para que os Aliados pudessem vencer o Japão na Guerra do Pacífico de maneira rápida e simples. Se os Estados Unidos ocupassem o arquipélago filipino, a rota marítima pela qual o Império Japonês se abastecia de matérias primas e petróleo procedente da Indochina, Indonésia e Malásia ficaria interrompida. Ante tal fato, o Japão seria incapaz de abastecer-se e resultaria economicamente estrangulado, não tendo saída se não capitular, pondo-se fim à guerra. Contudo, antes disso, a Frota Naval Americana teria de destruir a Marinha Imperial Japonesa. Os japoneses se puseram em marcha, após o primeiro desembarque. A frota do almirante Jisaburo Ozawa – quatro porta-aviões, mais dois porta-aviões auxiliares, dois encouraçados, vários cruzadores e destróieres – buscou a frota norte-americana para "servir de isca", enquanto a do almirante Takeo Kurita – sete encouraçados, treze cruzadores, três cruzadores ligeiros e 23 destróieres – se dividia em três formações para tentar surpreender os norte-americanos, destruir seus transportes e bombardear as tropas desembarcadas em Leyte. A força principal, comandada por Kurita, se dirigiu ao estreito de San Bernardino e as forças secundárias, comandadas pelos vice-almirantes Shoji Nishimura e Kiyohide Shima, ao estreito de Surigao, a fim de convergir ambas sobre as cabeças de praia norte-americanas no golfo de Leyte. O almirante William Halsey "mordeu a isca" e seguiu Ozawa que atraiu à sua quase desarmada esquadra o mais poderoso grupamento naval da terra, enquanto a 7ª Frota do almirante Thomas Kincaid ficava sob o risco de ser envolvida, como de fato ocorreu. Entre os dias 23 e 26 de outubro se travou em quatro cenários distintos, o que em seguida se denominaria a Batalha de Leyte, em que a superioridade de fogo da Marinha dos Estados Unidos, apesar dos erros de seus comandantes, se impôs aos japoneses, que dispunham de armamento mais obsoleto. No início da batalha, madrugada de 23 de outubro, as coisas começaram a andar mal para os japoneses. A esquadra de Kurita, que avançava paralelo à costa de Palawan, foi descoberta e seguida por dois submarinos norte-americanos, que deram o alerta a Halsey e, de passagem, lançaram com sucesso seus torpedos, afundando dois cruzadores pesados e avariando um terceiro. Um destes cruzadores carregava o almirante, que foi obrigado a ficar na água por várias horas, estabelecendo o caos entre os comandantes da Força Centro até ser finalmente resgatado e transferido com sua bandeira de comando para o encouraçado Yamato. A esquadra continuou então em direção ao Golfo de Leyte, entrando no Mar de Sulu, onde teve lugar a Batalha do Mar de  Sulu, quando sofreram o ataque de aviões norte-americanos lançados de porta-aviões nas proximidades de Leyte e onde o encouraçado Musashi foi afundado. Com o ataque, a frota de Kurita, duramente atingida – apesar do afundamento do porta-aviões americano USS Princeton pela aviação japonesa baseada em terra - deu a volta saindo da região, o que fez o comando aliado imaginar que ele recuava, mas durante a madrugada, ele retornou e atravessou em velocidade o Estreito de San Bernardino para aparecer de surpresa pela manhã no Mar de Samar, em frente à frota aliada. Na mesma madrugada em que os navios de Kurita atravessavam San Bernardino, a frota do almirante Nishimura surgia ao sul, no Estreito de Surigao, avançando diretamente para a frota americana de guarda na região. Na Batalha do Estreito de Surigao, os japoneses perderam dois encouraçados, Fuso e Yamashiro, e Nishimura foi morto, com os sobreviventes da frota se retirando para oeste. Surgindo logo em seguida à devastação da frota de Nishimura, os navios do almirante Shima pouco podiam fazer contra o poderio de fogo Aliado e após recolherem os sobreviventes do Fuso bateram em retirada, na qual dois de seus cruzadores colidiram e ficaram fora de ação. Com a fuga das duas frotas e o desaparecimento dos navios de Kurita, que o comando aliado acreditava ter se retirado da região, os Aliados já comemoravam a vitória na batalha, quando aviões de reconhecimento enviaram a notícia da descoberta da frota de porta-aviões do Almirante Osawa se aproximando pelo norte, o que pegou de surpresa o Almirante William Halsey, comandante da Força Tarefa aliada, que imediatamente deslocou sua força em direção à inesperada e muito mais poderosa ameaça. Osawa chegava para cumprir seu papel de alvo flutuante (tiro-ao-pato), desviando o foco das atenções das outras três esquadras de encouraçados e cruzadores, cuja missão era destruir os navios e porta-aviões americanos sem escolta aérea, com a ação de seus potentes canhões de longo alcance, enquanto ele era atacado pela aviação inimiga. Entretanto, o destino o havia colocado sob a mira dos aviões americanos, quando duas das outras frotas japonesas já batiam em retirada quase aniquiladas e a terceira havia desaparecido, tornando seu sacrifício completamente vão. O encontro de Osawa e Halsey se deu em 25 de outubro na Batalha do Cabo Engaño, sendo quatro dos cinco porta-aviões japoneses afundados por ataques aéreos, entre eles o Zuikaku, último sobrevivente do ataque a Pearl Harbor - obrigando os navios sobreviventes a fugirem de volta ao Japão. Faltava o desaparecido Kurita. A ainda poderosa esquadra do almirante, que os aliados acreditavam ter fugido da área de combate após as perdas que sofreu no ataque do dia anterior, navegou toda a madrugada em velocidade de batalha pelo Estreito de San Bernardino e as seis horas da manhã de 25 de outubro, irrompeu pelo Mar de Samar, onde se encontrava a parte da frota americana que não havia partido para o combate contra o Almirante Osawa. Composta de porta-aviões de bolso e de navios menores, principalmente destróieres, era a frota que protegia os desembarques de soldados em Leyte e foi completamente surpreendida pela aparição dos navios japoneses e seus mastros em forma de pagode. Iniciava-se a Batalha do Mar de Samar. Com os porta-aviões inimigos na alça de mira de seus poderosos canhões – o Yamato era então o mais potente encouraçado do mundo e seu poder de fogo era igual ao de toda esta parte da frota americana junta – à 32 km de distância, Kurita abriu fogo contra os surpresos americanos. Escondidos numa cortina de fumaça, a frota americana respondeu ao ataque, mas era uma luta desigual, entre os mais potentes e modernos encouraçados do mundo contra destróieres e porta-aviões com poucos aviões, na maioria armados apenas com cargas de profundidade e metralhadoras e não com torpedos, e a marinha japonesa começou um massacre contra os navios aliados. Mesmo batendo em retirada protegidos por uma cortina de fumaça, os Aliados perderam dois porta-aviões e diversos navios menores. Entretanto, num determinado momento, liderados pelo destróier de escolta USS Johnston, os barcos de apoio da frota avançaram em linha num ataque quase suicida concentrado contra as forças japonesas, destróieres contra cruzadores e encouraçados, apoiados pelos aviões dos pequenos porta-aviões que foram lançados ao ar com os armamentos que dispunham para tentar impedir o bombardeio dos porta aviões pelos navios de superfície inimigos. Na batalha que se seguiu, diversos navios japoneses foram atingidos e três destróieres aliados, incluindo o USS Johnston foram afundados, além do porta-aviões de escolta Gambier Bay. As armas japonesas, entretanto falavam mais alto e a perseguição continuava, com os gigantes japoneses sendo atacados pelos pequenos destróieres e pelos aviões tentando interceptá-los, mas os lentos navios da frota que fugia na fumaça se encontravam cada vez mais dentro do círculo de fogo e de impactos diretos dos japoneses. O porta-aviões de escolta St. Lo, também foi afundado a tiros de canhão. Porém, quando parecia que o fim estava próximo para os Aliados, as 9 horas da manhã o almirante Kurita, inexplicavelmente, parou o ataque e deu ordem a todos os navios da frota de cessar fogo e se retirarem para o norte em velocidade de batalha. Apesar da maioria de seus navios estarem ainda intactos, os ataques aéreos e as formações de destróieres haviam quebrado a linha de ataque da frota japonesa e, assim, perder o controle tático da batalha. Três cruzadores pesados foram afundados e a ferocidade determinada dos aliados o fizeram avaliar que a continuação da perseguição causaria apenas mais perdas. Além disso, recebendo sinais da frota de Ozawa de que se encontrava sob ataque, Kurita calculou que o que ele atacava não era a frota principal americana, e que esta se encontrava em combate contra Osawa e fatalmente seu devastador poder aéreo se viraria contra seus navios. Assim, Kurita se retirou para o norte, atravessando novamente o Estreito de San Bernardino, rumando de volta para o Japão. De seus cinco encouraçados que tinham começado a batalha, apenas o grande Yamato se encontrava em condições de combate, não tendo participado efetivamente da maior parte dos eventos da Batalha de Samar. Ao custo da vida de mais de mil marinheiros e aviadores norte-americanos, o resultado da Batalha do Golfo de Leyte deixou seguro todo o 6º Exército americano espalhado em combates nas cabeças de praia da ilha de Leyte, permitindo o avanço das tropas ilha adentro, cuja ocupação, entretanto, ainda custaria milhares de vida até ser completada em dezembro de 1944. Essa série de ações isoladas, denominadas Batalha de Leyte, constituiu a maior contenda naval de todos os tempos. Haviam se enfrentado 282 navios de guerra, com um deslocamento total de mais de dois milhões de toneladas – na Batalha da Jutlândia, na Primeira Guerra Mundial, as frotas somavam 1,6 milhão de toneladas – e mais de 1,6 mil aviões. Nesta batalha, parte das perdas sofridas pelos norte-americanos foi ocasionada por um novo fator introduzido na guerra: os pilotos suicidas, os “kamikazes” (Vento Divino), que embora tivessem tido alguma atuação isolada anterior, apareciam agora como força organizada. Em 25 de outubro, lançaram quatro ataques com cinco aviões cada um. Onze pilotos suicidas foram derrubados sem que provocassem danos, porém os nove restantes, com maior ou menor acerto, atingiram sete porta-aviões de escolta norte-americanos. Um foi a pique e os demais sofreram danos com gravidade. Cerca de 600 baixas, mais da metade mortos. Apesar de tudo, tampouco a ação dos “kamikazes” teve a força de mudar o curso da guerra. No total, o Japão perdeu 45% de sua tonelagem, ou seja, 305.710 toneladas no transcurso da batalha. Os Estados Unidos, por seu lado, perderam 3%, ou seja, 37.300 toneladas. Contudo, não se tratou de uma vitória ou derrota total, já que os erros de dois comandantes fizeram com que, apesar da superioridade americana, uma parte da frota nipônica conseguisse chegar a seus portos em segurança. Este foi o último grande confronto naval da II Guerra Mundial, porque após sua derrota, a Marinha Imperial Japonesa não teve mais condições de colocar em combate uma força naval significativa, e sem combustível para seus navios restantes, aguardou pelo fim da guerra ancorada em suas águas territoriais. Após a conquista das Filipinas, as forças norte-americanas isolaram os japoneses que ainda estavam na maior parte da Indonésia - cerca de um milhão de soldados - das forças nipônicas localizadas na Manchúria e no Japão.

Estados Unidos.                                                                                      Japão.
 3ª e 7ª Frota
                                                                                       
8 porta-aviões pesados                                                                    1 porta-aviões pesado
8 porta-aviões leves                                                                        3 porta-aviões leves
18 porta-aviões de escolta                                                               9 couraçados
12 couraçados                                                                                14 cruzadores pesados
24 cruzadores                                                                                 6 cruzadores leves
141 destróires                                                                                 35 destróieres
Dezenas de navios de apoio                                                              Dezenas de navios de apoio
Submarinos                                                                                     Submarinos
Cerca de 1.500 aviões                                                                      300 aviões

                                                               BAIXAS.

~ 3.000 mortos ou feridos                                                                ~ 12.500 mortos
1 porta-avião leve afundado                                                              1 porta-aviões grande afundado
2 porta-aviões de escolta afundados                                                  3 porta-aviões leves afundados
3 destróieres afundados                                                                    3 couraçados afundados  
+ 200 aviões perdidos                                                                      10 cruzadores afundados    
                                                                                                      11 destróieres afundados
                                                                                                      + 260 aviões perdidos


FDC EM HOMENAGEM AOS 50 ANOS BATALHA DO GOLFO DE LEYTE - 1944.


FDC EM HOMENAGEM AOS 50 ANOS BATALHA DO GOLFO DE LEYTE - 1944.


MAPA DAS QUATRO BATALHAS DO GOLFO DE LEYTE - 1944.


FROTA AMERICANA NAVEGANDO EM DIREÇÃO AO GOLFO DE LEYTE - 1944.


PORTA-AVIÕES USS PRINCETON.


PORTA-AVIÕES USS PRINCETON EM CHAMAS.


PORTA-AVIÕES LEVE USS ST. LO.


PORTA-AVIÕES LEVE ST. LO EM CHAMAS.


PORTA-AVIÕES LEVE GAMBIER BAY.


PORTA AVIÕES GAMBIER BAY EM CHAMAS, APÓS RECEBER
DISPAROS DE CANHÕES DOS COURAÇADOS JAPONESES.


PORTA-AVIÕES JAPONÊS ZUIKAKU SOB ATAQUE
AÉREO AMERICANO.


ENCOURAÇADO JAPONÊS MUSASHI.


ENCOURAÇADO JAPONÊS FUSO.


UM KAMIKAZE EM SEU ÚLTIMO VOO...
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Antonio C. Pulsy

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