CERVEJA: UMA HISTÓRIA MILENAR.

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CERVEJA: UMA HISTÓRIA MILENAR.

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Dom Nov 12, 2017 10:40 am

Compartilho com os colegas, "Cerveja: Uma História Milenar".


                                                            CERVEJA:
                                                 UMA HISTÓRIA MILENAR.

Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar. Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios "alegravam-se" com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas "casas de cerveja", mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária. A cerveja produzida naquela época era muito diferente. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, esta sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma. A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos, onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa à seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. A César também é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos, a cerveja também chegou à Gália, hoje a França. E foi aí que a bebida, definitivamente, ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade. Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja. Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. A cerveja não era valorizada só por sua capacidade de deixar as pessoas bêbadas, um conforto que não poderia ser subestimado considerando os tempos difíceis que os cidadãos comuns da Europa Medieval viviam. Mas tão importante quanto isso, durante a Idade Média e mesmo depois dela, beber cerveja era bem mais seguro do que beber água. A água daquela época era cheia de bactérias causadoras de doenças, já que saneamento básico não existia. Além de conter álcool, a cerveja também passava por um processo de “cozimento”, o que fazia com que as bactérias fossem eliminadas da bebida. Ela era consumida por gente de todas as idades e classes sociais e, por muito tempo, junto com o pão, a cerveja fez parte da dieta diária da maior parte das pessoas. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades européias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa e limpa. Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido.

MÁXIMO POSTAL: MAIS DE 450 ANOS DE EXIGÊNCIA DE PUREZA PARA CERVEJA ALEMÃ.


SELO A DIREITA: 500 ANOS DE REQUISITO DE PUREZA PARA A CERVEJA.


SELO NACIONAL: BLUMENAU CAPITAL BRASILEIRA DA CERVEJA.


DUAS CANECAS DE CERVEJA.


CERVEJA EM BARRIS.
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Re: CERVEJA: UMA HISTÓRIA MILENAR.

Mensagem por Fabio Monteiro em Dom Nov 12, 2017 2:26 pm

Enquanto isso, na China, cavoucando nas margens do Rio Amarelo, o arqueólogo Patrick McGovern, do Instituto de Culinária, Bebidas Fermentadas e Saúde da University of Pennsylvania, descobriu peças de cerâmica com vestígios de uma bebida alcoólica com cerca de 9000 anos de idade.

O Prof. McGovern, que publicou suas descobertas e teorias em “Uncorking the Past” (University of California Press, Berkeley), provou que, antes de inventar a roda, inventamos o trago. Os vestígios nos cacos de argila chinesa comprovam a existência de um fermentado de frutas, mel e uma espécie de arroz selvagem. O arroz dessa cuvée era mascado, para transformar seu amido em maltose, e depois cuspido na mistura de frutas e mel. Esse mosto arcaico fermentava e o produto era bebido em conjunto, por longos canudos de palha, diretamente do vaso. Essa técnica de pileque coletivo é, ainda hoje, usada na província de Yunnan. E também na ilha de Mallorca, por turistas alemães e ingleses. Mas o que chamou minha atenção foi o detalhe de mastigar o arroz. Não é o mesmo que nossos índios faziam com a mandioca na preparação do cauim? Então teríamos mais um forte indício, outro link cultural, que associa o índio americano ao seu ancestral asiático.

McGovern foi mais adiante. Num arroubo entusiasmado, ele sustenta que foi justamente a busca do prazer etílico que levou o homem, na época, a cultivar cereais e frutas. Ou seja, a inventar a agricultura, abandonando a vida nômade e, com isso, criando o pré-requisito mais importante pra desenvolver a cultura civilizatória. Isso significaria que o Homo sapiens não passa de um Homo biritophilus, de barriga e cara cheias.

Essa tese é boa demais pra ser verdade. Mas, por via das dúvidas, vou contá-la ao próximo guarda que me pegar dirigindo depois de beber. E terminar perguntando: sabe com quem tá falando?
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Re: CERVEJA: UMA HISTÓRIA MILENAR.

Mensagem por H Roberto em Dom Nov 12, 2017 2:39 pm

Obrigado amigos...cerveja não é só beber...hoje é dia study
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Re: CERVEJA: UMA HISTÓRIA MILENAR.

Mensagem por Christian Bernardi em Dom Nov 12, 2017 3:18 pm

Muito legal!!!! Obrigado por compartilhar Roberto!!! Abraços amigo!!!
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Re: CERVEJA: UMA HISTÓRIA MILENAR.

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Dom Nov 12, 2017 4:10 pm

Prezados,

éééé...a cerveja, hoje chamada assim, lá nos idos que se perdem na poeira do tempo, já vinha sendo adorada por todos, uma vez que dava aquela sensação de uma "leve tontura e alegria", mas isto é outra história...
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Antonio C. Pulsy

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Re: CERVEJA: UMA HISTÓRIA MILENAR.

Mensagem por FRITZEN em Dom Nov 12, 2017 7:08 pm











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Re: CERVEJA: UMA HISTÓRIA MILENAR.

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