INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O CONDE DE AUSCHWITZ - 1940!!!

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O CONDE DE AUSCHWITZ - 1940!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sab Nov 11, 2017 7:12 am

Compartilho com os colegas, "Charles J. Coward, O Conde de Auschwitz - 1940."


                                                   CHARLES J. COWARD,
                                                "CONDE DE AUSCHWITZ".

Charles Joseph Coward (nasceu em 30 de janeiro de 1905; faleceu em Londres em 1976), sargento major, falava alemão fluentemente, também conhecido como "Conde de Auschwitz". Em 1924, alistou-se nas forças armadas britânicas e serviu por cinco anos na Índia. Em maio de 1940, durante a Batalha da França, o exército alemão, em uma brilhante ação executada, conforme o Plano Manstein, entrou no país através das Ardenas e empurrou as forças aliadas até Dunquerque, onde ficaram encurraladas, tendo a frente os exércitos alemães e na retaguarda o Canal da Mancha. Neste contexto, Churchill ordenou a Operação Dínamo (resgate por navios), nome dado a evacuação da BEF (Força Expedicionária Britânica) e os demais aliados, que ocorreu em Dunquerque, na maior praia da Europa. Mas, até então, Coward, que fazia parte do 8º Regimento Real de Artilharia, já havia sido capturado pelos alemães em Calais. Suas aventuras começaram logo, porque durante sua transferência, ele tentou escapar sem sucesso um par de vezes. Foi apenas o início de uma longa e teimosa série em que ele adicionou mais sete tentativas ao mudá-lo de um campo de prisioneiro para outro. Algumas dessas tentativas eram tão fantasiosas e ousadas, sendo que o episódio mais espetacular, foi quando ele conseguiu se apossar de um uniforme alemão e se passou como um soldado alemão ferido. Essa mesma audácia arruinou seu plano, quando ele foi internado em um hospital de campanha. A parte hilária do caso, foi os alemães lhe concederem a Cruz de Ferro!" Coward, que não se contentou em tentar escapar, mas tentou sabotar tudo o que podia, tornou-se um incômodo considerável para seus captores e, em dezembro de 1943, foi enviado para o sul da Polônia, para o campo de trabalho forçado de Monowitz, um dos três campos que compuseram o complexo de Auschwitz. Havia instalações de fabricação da empresa IG Farben, que produzia borracha sintética e combustível. Naquele lugar havia cerca de 12 mil prisioneiros, principalmente judeus, mas também criminosos e opositores políticos, para estes havia o "Arbeitsausbildungslager" ou Campo  de Treinamento e Trabalho. Todos foram usados ​​para trabalho escravo, embora, a pior parte tenha sido dada aos judeus, porque eles tiveram que trabalhar em minas próximas e sua expectativa de vida não passava de quatro meses. Aqueles que não estavam aptos para o trabalho eram transferidos para Auschwitz II-Birkenau, que estava a apenas oito quilômetros de distância, para extermínio. Os 1400 prisioneiros de guerra britânicos e da Commonwealth (Comunidade britânica) não estavam em Monowitz, mas em uma força-tarefa chamada E715, pertencente ao sub-campo Stalag VIII-B. O regime não era tão difícil como nos campos vizinhos, porque não era administrado pelas SS, mas pela Wehrmacht, mas também não era um jardim de rosas. Um cabo que se recusou a trabalhar, porque faltava roupas para o frio, foi baleado e morto para servir de exemplo aos demais. Além disso, os prisioneiros tiveram uma idéia do que estava acontecendo nos outros campos, quando ouviram tiros e viram, tambem, presos sendo enforcados. Os prisioneiros britânicos recebiam pacotes de comida da Cruz Vermelha e, assim, Coward tornou-se  um "Vertrauensmann" ou Oficial de Ligação com essa agência, devido ao seu domínio da língua alemã. Ele teve liberdade de movimentos, até o ponto de poder deixar o campo sob vigilância para as cidades vizinhas. Assim, foi capaz de descobrir os trens que trouxeram judeus para Birkenau, e entrar em contato com alguns deles para fornecer alimentos e outros itens de forma escondida. Esta atividade, na qual outros prisioneiros britânicos colaboraram, deu um passo adiante, quando o audaz sargento começou a enviar mensagens codificadas para a Grã-Bretanha nas cartas que ele enviou para um certo "Sr. William Orange", que era na realidade, o nome código para o War Office (Escritório de Guerra). As mensagens codificadas, incluiam informações militares, descrições das condições de vida de seus companheiros, as datas e os números dos trens que transportavam os judeus, a localização das câmaras de gás, etc. Parte das informações que ele enviou, foram de primeira mão. Em uma ocasião, um bilhete foi trazido para ele de um médico da Marinha, sendo um judeu-britânico, que estava sendo detido em Monowitz. Coward decidiu contatá-lo diretamente. Conseguiu trocar suas roupas com um preso judeu e passou a noite no campo judeu, vendo as horríveis condições em que estes viviam. Ele não conseguiu encontrar o indivíduo, mais tarde, ficou sambendo ser Karel Sperber. Esta e outras experiências, formou a base de seu testemunho em processos legais pós-guerra em Nüremberg. Começou, assim, a subornar os guardas SS com chocolates e outras benesses que vinham nos pacotes da Cruz Vermelha para passarem as roupas e os documentos dos prisioneiros falecidos não judeus, incluindo trabalhadores civis forçados belgas e franceses. Assim, usando esse material para dar aos judeus que ajudaram a escapar com uma identidade que poderia mantê-los seguros fora do campo.  Foi dito que esta ação salvou "400 pessoas", embora hoje em dia, esse número tenha sido significativamente reduzido. Ele até adquiriu alguns cadáveres para suplantar os fugitivos nas contagens, depois das "marchas da morte" que os alemães faziam de um lugar para outro. Em dezembro de 1944, Coward foi enviado de volta ao acampamento principal da Stalag VIII-B em Lamsdorf (agora Lambinowice, Polônia). Em janeiro de 1945, os prisioneiros de guerra foram libertados pelos aliados. Após a guerra, Coward testemunhou nos julgamentos de crimes de guerra de Nüremberg, descrevendo as condições dentro do campo de Monowitz, o tratamento dos prisioneiros de guerra aliados e prisioneiros judeus e as execuções nas câmaras de gás. Em 1953, Coward também compareceu como testemunha no "Processo Wollheim", quando o ex-escravo Norbert Wollheim processou a IG Farben por seu salário e compensação por danos. Em 1963, Coward foi nomeado entre os "Justos entre as Nações" e teve uma árvore plantada em sua homenagem na avenida dos Justos no Yad Vashem, Museu do Holocausto, Israel. Ele morreu antes de seu aniversário, aos 70 anos de causas naturais. Em 2003, Coward foi homenageado com uma placa azul em sua casa na 133, Chichester Road, Edmonton, Londres, onde ele morava desde 1945, até sua morte. O North Middlesex Hospital tem uma ala chamada "Charles Coward" em sua homenagem. Em 2010, Coward foi, postumamente, titulado como "Herói Britânico do Holocausto" pelo governo britânico. Arquivo do Departamento de Coleção do Justo entre as Nações (M.31.2 / 109).


CARTÃO POSTAL CARIMBO AUSCHWITZ - 01/02/1944.


SELO POSTAL EMISSÃO URUGUAI 70 ANOS LIBERTAÇÃO DE AUSCHWITZ - 1945 - 2015.


CARTAZ FILME: A SENHA É CORAGEM.


COMPLEXO DE AUSCHWITZ, BUNA MONOWITZ NA PARTE INFERIOR PONTILHADA.


CHARLES COWARD TESTEMUNHANDO EM NÜREMBERG.


CHARLES COWARD EM VISITA A ISRAEL EM 1962 PARA RECEBER SEU CERTIFICADO DE HONRA.


CHARLES COWARD ASSINANDO O LIVRO DOS JUSTOS ENTRE AS NAÇÕES.


CHARLES COWARD PLANTANDO SUA ÁRVORE NO JARDIM DOS JUSTOS, ISRAEL 1962.


ÁRVORE DE CHARLES J. COWARD.


PLACA NO JARDIM DOS JUSTOS DE CHARLES J. COWARD.
avatar
Antonio C. Pulsy

Idade : 61
Localização : Canoas/RS.
Data de inscrição : 24/04/2014

http://antonio.pulsy@bol.com.br

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum