ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: AS GUARDAS FEMININAS SS EM CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO - 1942!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: AS GUARDAS FEMININAS SS EM CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO - 1942!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Dom Nov 05 2017, 08:43

Compartilho com os colegas, "As Guardas Femininas SS em Campos de Concentração".



                                                     "AUFSEHERINNEN",
                         AS GUARDAS FEMININAS SS EM CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO.

As Aufseherinnen ("Supervisoras) eram "guardas femininas em campos de concentração nazistas", durante a Segunda Guerra Mundial. Dos 55.000 guardas que serviram em campos de concentração nazistas, cerca de 3.700 eram mulheres. Em 1942, as primeiras guardas femininas chegaram a Auschwitz, Majdanek e Ravensbrück. No ano seguinte, os nazistas começaram a recrutar mulheres por causa da escassez de guardas masculinos. O título alemão para esta posição, Aufseherin (plural: Aufseherinnen), significa "supervisora(s) ou assistente(s)". As recrutas Aufseherinnen foram treinadas e trabalharam em Ravensbrück, um campo de concentração de mulheres, mas, com a escalada da Segunda Guerra Mundial, elas foram freqüentemente transferidas para outros campos para ajudar, pois os soldados, assim, eram liberados para atuar nos campos de batalhas. Os homens das SS foram instruídos a tratar as guardas femininas como iguais e camaradas em seu trabalho e as Aufseherinnen receberam treinamento semelhante aos guardas masculinos. Herta Ehlert, uma mulher da SS, descreveu seu treinamento "físico e emocionalmente exigente", pois era de sua função: como punir os prisioneiros, procurar sabotadores, fazerem cumprir as ordens, estas eram algumas das tarefas nos campos. No entanto, próximo do final da guerra, pouco treinamento foi dado as novas recrutas. O entusiasmo com que uma Aufseherinnen abraçou seu trabalho, variou muito. Ilse Koch, "A Bruxa de Buchenwald" ou "A Cadela de Buchenwald", foi a esposa de Otto Karl Koch, comandante do campo de concentração de Buchenwald e Majdanek. Ilse tornou-se sinistramente famosa por colecionar como sourvenires pedaços de peles tatuadas de prisioneiros dos campos. Histórias de sobreviventes contam que ela tinha cúpulas de abajures feitos de pele humana em seu quarto. Foi infame por sua crueldade e seu julgamento por crimes de guerra, recebeu atenção mundial da mídia. Por outro lado, uma guarda do campo chamada Klara Kunig foi exonerada por ser "muito educada e gentil com os presos". A medida que os Aliados libertavam os campos, as mulheres das SS, geralmente, estavam em serviço ativo e muitas foram capturadas. Os EUA prenderam entre 500 e 1000 mulheres SS, embora a maioria tenha sido liberada mais tarde, apenas as Aufseherinnen de graduação mais alta foram julgadas, e pagaram por seus crimes de guerra com a própria vida.

                                                       RAVENSBRÜCK,
                           O MAIOR CAMPO DE CONCENTRAÇÃO PARA MULHERES.


Em dezembro de 1946, começavam a ser julgados por crime de guerra os acusados de serem responsáveis por Ravensbrück, o maior campo de concentração para mulheres na 2ª Guerra Mundial. Ao todo, 38 pessoas foram julgadas, sendo que 21 delas eram mulheres. O episódio jogou luz na obscura participação feminina nos horrores do nazismo. O campo de Ravensbrück se tornou notório por ser o principal local de treinamento das mulheres que atuavam como guardas no Terceiro Reich, conhecidas como Aufseherinnen. Lá, elas aprendiam técnicas de abuso psicológico e físico. Irma Grese, conhecida como a “Hiena de Auschwitz” começou sua carreira em Ravensbrück, em 1942. O campo também era conhecido por ser administrado quase que completamente pelas Aufseherinnen, sob o comando de Dorothea Binz. Ela foi acusada de atirar, chicotear e ordenar ataques de cães contra as prisioneiras. Apesar de as mulheres não serem aceitas como guardas da SS (a brutal polícia secreta de Hitler), elas trabalharam como assistentes da corporação. A maioria delas vinha da classe média e se tornavam guardas para ganhar reconhecimento social. Quando Ravensbrück abriu, o local era relativamente menos brutal que outros campos de concentração. Com o decorrer da 2ª Guerra, as condições começaram a se deteriorar. Para atender as demandas do esforço de guerra nazista, as prisioneiras tinham que trabalhar em condições cada vez mais árduas, e muitas delas chegando a morrer. Setenta e quatro prisioneiras polonesas também passaram por experimentos médicos no local. Ao todo, cerca de 130 mil prisioneiras passaram pelo campo de concentração. Entre elas estavam comunistas, acadêmicas e ciganas. Algumas foram presas com os filhos, outras deram à luz em Ravensbrück. Estima-se que 26 mil das prisioneiras eram judias e elas sofriam os piores tratamentos. Entre 1942 e 1943, elas foram removidas do local, sendo enviadas para Auschwitz e para as câmaras de gás em Bernberg. No final da guerra, os guardas SS, as Aufseherinnen e pessoas que tinham funções administrativas em Ravensbrück foram presos pelos Aliados. Ao fim do julgamento, 16 pessoas foram consideradas culpadas de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Dessas, 11 foram condenadas à morte (sendo que duas cometeram suicídio, antes de serem executadas), uma morreu durante o julgamento e quatro tiveram sentenças que variavam entre 10 e 15 anos de prisão. Enquanto outros campos se tornaram sinônimos dos horrores do nazismo, a história de Ravensbrück é relativamente desconhecida. Esse "esquecimento", se deve em parte ao local ter abrigado somente mulheres, mas também porque ele ficava na parte oriental da Alemanha, que após a guerra, ficou sob domínio soviético. Por esta razão, os pesquisadores ocidentais praticamente não tinham acesso ao local, devido à Guerra Fria. Foi após a queda do Muro de Berlim que Ravensbrück e o papel das mulheres no nazismo começaram a ser estudados com maior profundidade.


CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE
MAJDANEK/POLÔNIA.


CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE MAJDANEK/POLÔNIA.


ENVELOPE CIRCULADO PARA COMANDANTE DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE MAJDANEK.


SS HERTHA HELERT.


SS IRMA GRESE.


SS ILSE KOCH.


COLEÇÃO DE PELES TATUADAS DE ILSE KOCH.


SS DOROTHEA BINZ.
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