A FALTA DE HIGIENE NA IDADE MÉDIA!!!

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A FALTA DE HIGIENE NA IDADE MÉDIA!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Dom Out 22 2017, 10:40

Compartilho com os colegas, "A Falta de Higiene na Idade Média".


                                            A FALTA DE HIGIENE NA IDADE MÉDIA.

Nos filmes com temática medieval, vemos nobres abastados e belas damas maquiadas, penteadas e cheias de jóias, vestindo túnicas graciosas e límpidas. Tudo fachada, pois em um período entre a queda do Império Romano até a descoberta da América, a higiene pessoal não era considerada uma prioridade. Os médicos na época achavam que a água, sobretudo quente, debilitava os órgãos, deixando o corpo exposto a insalubridades e que, se penetrasse através dos poros, podia transmitir todo tipo de doenças. Inclusive começou a ter-se a ideia de que uma camada de sujeira protegia contra as doenças e que, portanto, o asseio pessoal devia ser realizado "a seco", só com uma toalha limpa para esfregar as partes expostas do corpo. Os médicos recomendavam que as crianças limpassem o rosto e os olhos com um pano branco para limpar o sebo, mas não muito, para evitar retirar a cor "natural" (encardida) da tez. Na verdade, os médicos consideravam que a água era prejudicial à vista, que podia provocar dor de dentes e catarros, empalidecia o rosto e deixava o corpo mais sensível ao frio no inverno e a pele ressecada no verão. A igreja condenava o banho por considerá-lo um luxo desnecessário e pecaminoso. A falta de higiene não era um costume de pobres, a rejeição pela água chegava as camadas mais altas da sociedade. As damas mais entusiastas do asseio tomavam banho, quando muito, duas vezes ao ano, e o próprio rei só o fazia por prescrição médica e com as devidas precauções. Os banhos, quando aconteciam, eram tomados em uma enorme tina cheia de água quente. O pai da família era o primeiro em tomá-lo, logo os outros homens da casa por ordem de idade e depois as mulheres, também por ordem de idade. Enfim, chegava a vez das crianças e bebês que usavam daquela água suja. Não é à toa que as crianças tinham grande desgosto em tomar banho. Tinha gente dedicada a recolher os excrementos das fossas para vendê-los como esterco. Os tintureiros guardavam urina em grandes tinas, que depois usavam para lavar peles e branquear telas. Os ossos eram triturados para fazer adubo. O que não se reciclava ficava jogado na rua, porque os serviços públicos de limpeza urbana e saneamento não existiam ou eram precários. As pessoas jogavam seu lixo e dejetos em baldes pelas portas e janelas de suas casas ou dos castelos. Imagine a cena: o sujeito acordava pela manhã, pegava o pinico, fazia suas necessidades e jogava os dejetos dali pela sua própria janela. O mau cheiro que as pessoas exalavam por debaixo das roupas era dissipado pelo leque. Mas só os nobres tinham lacaios que faziam este trabalho. Além de dissipar o ar, também servia para espantar insetos que se acumulavam ao seu redor. O príncipe dos contos de fadas fedia mais que seu cavalo. Na Idade Média, a maioria dos casamentos era celebrado no mês de junho, bem no começo do verão boreal. A razão era simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. De qualquer forma, como algumas pessoas fediam mais do que as outras ou se recusavam a tomar banho, as noivas levavam ramos de flores, ao lado de seu corpo nas carruagens para disfarçar o mau cheiro. Tornou-se, então, costume celebrar os casamentos em maio, depois do primeiro banho. Não é ao acaso que hoje, maio é considerado o mês das noivas e dali nasceu a tradição do buquê de flores das noivas. Nos palácios e casas de família a existência dos banheiros era praticamente nula, nem "casinha" existia. Quando a necessidade imperava, o fundo do quintal ou uma moita eram escolhidos segundo a preferência de cada um. Não era incomum, também, ver alguém defecando nas ruas. Os sistemas de esgoto ainda não existiam; portanto as cidades medievais eram verdadeiros depósitos de lixo e excremento. Grandes metrópoles como Londres ou Paris, podiam ser consideradas naquele tempo como alguns dos lugares mais sujos do mundo. Os mais ricos tinham pratos de estanho. Certos alimentos oxidavam o material levando muita gente a morrer envenenada, sem saber o porquê. Alguns alimentos muito ácidos, que provocavam este efeito, passaram a ser considerados tóxicos durante muito tempo. Com os copos ocorria a mesma coisa: o contato com uísque ou cerveja, fazia com que as pessoas entrassem em um estado de narcolepsia (distúrbio crônico do sono que causa sonolência diurna em excesso) produzido tanto pela bebida quanto pelo estanho. Alguém que passasse pela rua e visse alguém neste estado, podia pensar que estava morto e logo preparavam o enterro. O corpo era colocado sobre a mesa da cozinha durante alguns dias, enquanto a família comia e bebia esperando que o "morto" voltasse à vida ou não. Foi daí que surgiu o costume de fazer o velório, feito hoje junto ao cadáver. O Rei Henrique VIII, famoso por romper com a Igreja Romana e por ter se casado seis vezes, tinha mais de 200 empregados que lhe serviam como cozinheiros, carregadores, abanadores, etc. Mas os serventes com a pior das sortes eram aqueles que deviam cuidar das "necessidades" do rei: tinham que despiolhá-lo uma vez ao dia, limpar sua bunda depois que fizesse suas necessidades e lavar suas partes íntimas, enquanto o rei permanecia sentado e inclusive, quando a rainha estava grávida e o monarca "sentia certas carências", um dos serviçais -homem ou mulher- devia satisfazer suas necessidades. Quando um nobre viajante ou qualquer membro da nobreza se apresentava ante ao rei ou a rainha, devia inclinar-se em sinal de veneração, e se por acaso esta pessoa nesse exato momento tivesse a má sorte de deixar escapar um "peidinho" em frente do monarca, a pena era o desterro. Ele era enviado para longe e sem poder regressar por 7 anos, isso se o rei decidisse que podia voltar. Isto muito provavelmente originou a vergonha e desaprovação de "peidar" na frente dos outros, pese que seja um ato natural comum a todos os mamíferos.


GRANDE BANHISTAS NUAS - SELO POSTAL PINTURA DE PAUL CÉZANNE.


GRANDES BANHISTAS - PINTURA DE PIERRE AUGUSTE RENOIR.


ACTEÃO SURPREENDE DIANA EM SEU BANHO - PINTURA DE TICIANO.


DIANA SAINDO DO BANHO - PINTURA DE FRANÇOIS BOUCHER.


AS BANHISTAS - PINTURA DE ALBERT GLEIZES.


CASA DE BANHO NO JAPÃO.
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Re: A FALTA DE HIGIENE NA IDADE MÉDIA!!!

Mensagem por Christian Bernardi em Ter Out 24 2017, 22:41

kkkkkkk interessante!!!
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Re: A FALTA DE HIGIENE NA IDADE MÉDIA!!!

Mensagem por EDUARDO HOFSTATTER em Qui Out 26 2017, 20:23

prezado Antonio. em algum lugar já lí que a tradição de varios mosteiros de desenvolverem cervejas de alta qualidade tambem esta relacionada com a higiene: ao mesmo tempo em que produziam a cervejas, divulgavam entre o povo que as 'ditacujas' eram mais seguras para beber do que a agua, provenientes geralmente de fontes contaminadas. outra leitura interessante é a que dizerespeito à correlação entre o tipo de habitação (compartilhada com animais, por sua vez portadores de pulgas) e a disseminação da peste. como gostas de historia, se puderes confirmar estas versões, agradeço.

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Re: A FALTA DE HIGIENE NA IDADE MÉDIA!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Out 26 2017, 20:29

Prezado,

vou pesquisar sobre este tema, que já o li em algum "lugar"...
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Re: A FALTA DE HIGIENE NA IDADE MÉDIA!!!

Mensagem por Marcelo Zampa Filgueiras em Sex Out 27 2017, 06:37

Destes fatos surgem as grandes doenças como a Peste Negra que matou de 75 a 200 milhões de pessoas. Transmitida por ratos, neste ambiente de sujeiras era um prato feito para se espalhar.
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Re: A FALTA DE HIGIENE NA IDADE MÉDIA!!!

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