FRANÇA - 1ª GUERRA MUNDIAL: A SENSUAL ESPIÃ MATA-HARI - 1917!!!

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FRANÇA - 1ª GUERRA MUNDIAL: A SENSUAL ESPIÃ MATA-HARI - 1917!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Out 12 2017, 17:56

Compartilho com os colegas, "A Sensual Espiã Mata-Hari - 1917".


                                                          A SENSUAL ESPIÃ MATA-HARI.

Mata-Hari nasceu na pequena cidade de Leeuwarden, situada no norte da Holanda em 7 de agosto de 1876, e seu verdadeiro nome era Margaretha Geertruida Zelle. Os problemas parecem ter começado depois do falecimento de sua mãe, quando Margaretha tinha 14 anos, e seu pai, após se casar novamente, optar por enviar a jovem e seus três irmãos mais novos para viver com familiares. Margaretha foi expulsa do colégio onde estudava, por se envolver sexualmente com um dos diretores da instituição, quando tinha 16 anos e, depois do incidente, ela decidiu fugir de casa e morar com um tio que vivia em Haia. Dois anos mais tarde, a jovem respondeu a um anúncio amoroso em um jornal — publicado por um capitão do exército de 39 anos, chamado Rudolf MacLeod e que vivia nas Índias Orientais Holandesas, atual Indonésia. A moça, então com 19 anos, foi atrás do militar, e os dois se casaram. Mas a união de Margaretha e Rudolf não era o que podemos chamar de convencional. Segundo as fontes, ele bebia bastante e não escondia o fato de ter uma amante, e ela, que não curtia nada a situação, resolveu arranjar um amante também. Entretanto, além de ter um caso extraconjugal, Margaretha aproveitou a oportunidade para aprender sobre a cultura oriental. Apesar de o relacionamento dos dois ser conturbado, o casal teve dois filhos, Norman e Jeanne. Infelizmente, as crianças adoeceram e o menino acabou falecendo. Ele tinha apenas 2 anos e, na época, Margaretha e Rudolf disseram que as crianças haviam sido envenenadas por inimigos do militar. A causa da morte de Norman nunca foi confirmada, mas existem suspeitas de que, na verdade, as crianças teriam contraído sífilis congênita dos pais. Pouco tempo depois, Rudolf foi dispensado do serviço militar, e o casal retornou com Jeanne à Holanda. Margaretha se separou do marido em 1902 e acabou perdendo a guarda da filha. Então, sem ter meios financeiros para lutar nos tribunais para recuperar a menina, ela se mudou para Paris em 1903, deu início à carreira artística e adotou o nome Mata-Hari - significa “Olho da Manhã” ou "Luz da Manhã" em malaio. No início, as coisas não foram fáceis para Mata-Hari. Para se sustentar em Paris, ela trabalhou como modelo, posando nua para artistas, e teve que apelar para a prostituição, também. Depois de um tempo, ela arranjou um emprego em um circo, e não demorou até ela começar a se apresentar como dançarina e ganhar certa fama. No palco, Mata-Hari dizia ser uma princesa hindu da Indonésia, e os parisienses, que estavam a procura de ver tudo que fosse “exótico”, logo passaram a fazer fila para assistir a suas performances - nas quais ela, basicamente, fazia strip-tease com muita sensualidade e sexualidade. O sucesso veio em 1905, depois dela se apresentar pela primeira vez no Musée Guimet, dedicado à cultura asiática. Foi depois dessa apresentação que o nome de Mata-Hari, se tornou famoso em toda a Europa, e ela passou a ser cobiçada por figurões de todo o mundo. Um famoso jornalista francês descreveu sua dança em artigo como sendo “felina, extremamente feminina e majestosamente trágica”, complementando que “milhares de curvas e movimentos de seu corpo tremiam com milhares de ritmos”. Outro jornalista teria descrito a dançaria como “magra e alta, com a graça flexível de um animal selvagem e cabelos negro-azulados”. O êxito, entretanto, durou pouco e, em 1912, a carreira de dançarina exótica de Mata-Hari começou a entrar em declínio. Por outro lado, ela se tornou uma importante cortesã no período em que esteve se apresentando pela Europa, e manteve relacionamentos com políticos, altos militares e homens influentes de vários países. Em 1914, inicia a Primeira Guerra Mundial. A Holanda se manteve neutra durante a guerra e, por ser holandesa, Mata-Hari não tinha qualquer problema na hora de viajar de um país a outro na Europa. Acontece que suas idas e vindas acabaram chamando a atenção - e seu nome entrou em uma lista de pessoas suspeitas de espionagem. Algumas evidências sugerem que ela agiu como espiã para os alemães, e também, atuou temporariamente como agente duplo para os franceses. No entanto, parece que os alemães acabaram dispensando seus serviços por achar que Mata-Hari não era muito eficiente em arrancar informações valiosas de seus amantes. Em janeiro de 1917, as autoridades francesas interceptaram uma mensagem enviada por um oficial alemão sediado em Madri, na Espanha, à Berlim, e o conteúdo se referia às atividades de um espião identificado como H-21. A identidade do agente foi atribuída a Mata-Hari - há quem acredite que os alemães armaram uma armadilha para ela - e, em fevereiro, ela foi presa e enviada à Prisão Saint Lazare, em Paris. Mata- Hari foi submetida a um julgamento militar em julho do mesmo ano, e acusada de revelar detalhes sobre a nova arma dos aliados - o tanque de guerra - aos alemães, o que teria resultado na morte de dezenas de milhares de soldados. Além disso, os franceses encontraram tinta invisível entre suas posses e a acusaram de usar a substância para escrever mensagens aos inimigos. Ela foi considerada culpada de todas as acusações, condenada à morte por fuzilamento e executada em 15 de outubro de 1917 em Vincennes, França. Há relatos(?) que Mata-Hari recusou a venda e soprou um beijo ao pelotão, antes de os atiradores abrirem fogo, e que ninguém apareceu para reclamar seu corpo. Durante o processo, Mata-Hari admitiu ter aceito dinheiro de um cônsul alemão, mas negou ter realizado qualquer “serviço” para ele. Ela explicou que aceitou a quantia em pagamento por uma série de itens seus - como casacos de pele e outras peças de roupa - que teriam sido confiscados em uma de suas viagens. Sobre a tal tinta, Mata-Hari alegou que a substância fazia parte das maquiagens que ela usava em suas apresentações. Na verdade, os historiadores apontam que o julgamento de Mata-Hari foi tendencioso e que boa parte das evidências usadas contra ela eram circunstanciais. Também há quem acredite que a sua execução serviu para desviar as atenções das imensas perdas que o Exército francês estava sofrendo no fronte oriental. Portanto, apesar de ser retratada como uma sedutora perigosa, uma “mulher fatal” que usava o sexo para manipular os homens, tudo indica que, na realidade, ela foi uma vítima. É certo que Mata-Hari não era nenhuma puritana e foi uma mulher independente que não teve medo de correr atrás do próprio sucesso. Só que ela fez isso em uma época em que esse tipo de comportamento era considerado pouco convencional e desafiador. Os documentos do julgamento de Mata-Hari devem ser liberados ao público pelo governo francês, ainda em 2017 (100 anos de sua execução). Então, quem sabe, a verdadeira história dessa fascinante mulher, e as provas de que ela era mesmo a espiã perigosa que muitos acreditam que ela foi, venham à tona.


BLOCO CENTENÁRIO DA MORTE DE MATA-HARI.


CENTENÁRIO DA MORTE DE MATA-HARI.


CASAMENTO MARGARETHA E RUDOLF.


QUANDO ESTEVE NA INDONÉSIA, APRENDEU OS FUNDAMENTOS DA DANÇA ORIENTAL.


MATA-HARI EM 1914.


MATA-HARI CONQUISTOU A EUROPA COM SUA SENSUALIDADE E BELEZA EXÓTICA.


MATA-HARI E SUA BELEZA EXÓTICA.


MATA-HARI, UMA MULHER A FRENTE DO SEU TEMPO...


MATA-HARI QUANDO FOI PRESA PELAS AUTORIDADES FRANCESAS - 1917.


EXECUÇÃO DE MATA-HARI. (?).


TIRO DE MISERICÓRDIA EM MATA-HARI. (?).


JORNAL LE PETI PARISIEN DE 16/10/1917,
ANUNCIANDO A MORTE DE MATA-HARI.


ESTATUA DE MATA-HARI EM LEEUWARDEN, HOLANDA.


ESTATUA DE MATA-HARI EM LEEUWARDEN, HOLANDA.
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Re: FRANÇA - 1ª GUERRA MUNDIAL: A SENSUAL ESPIÃ MATA-HARI - 1917!!!

Mensagem por FRITZEN em Sex Out 13 2017, 16:30







Há também o filme.

Produção:

Título original: Mata Hari; Produção: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM); País: EUA; Ano: 1931; Duração: 88 minutos; Distribuição: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM); Estreia: 26 de Dezembro de 1931 (EUA), 30 de Novembro de 1932 (Portugal).

Equipa técnica:

Realização: George Fitzmaurice; Produção: George Fitzmaurice, Irving Thalberg [não creditado]; Argumento: Benjamin Glazer, Leo Birinsky; Diálogos Adicionais: Doris Anderson, Gilbert Emery; Música: William Axt [não creditado]; Fotografia: William H. Daniels [preto e branco]; Montagem: Frank Sullivan; Direcção Artística: Cedric Gibbons; Figurinos: Adrian.

Elenco:

Greta Garbo (Mata Hari), Ramon Novarro (Tenente Alexis Rosanoff), Lionel Barrymore (General Serge Shubin), Lewis Stone (Andriani), C. Henry Gordon (Dubois), Karen Morley (Carlotta), Alec B. Francis (Caron), Blanche Friderici (Irmã Angelica), Edmund Breese (Guarda Prisional), Helen Jerome Eddy (Irmã Genevieve), Frank Reicher (Cozinheiro-Espião).


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Re: FRANÇA - 1ª GUERRA MUNDIAL: A SENSUAL ESPIÃ MATA-HARI - 1917!!!

Mensagem por Christian Bernardi em Sex Out 13 2017, 18:36

Muito interessante amigos! Obrigado por compartilhar!!! Abraços!
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Re: FRANÇA - 1ª GUERRA MUNDIAL: A SENSUAL ESPIÃ MATA-HARI - 1917!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sex Out 13 2017, 18:38

Prezado,

agradecido...
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Re: FRANÇA - 1ª GUERRA MUNDIAL: A SENSUAL ESPIÃ MATA-HARI - 1917!!!

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