A liberalização da filatelia

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A liberalização da filatelia

Mensagem por Glauber em Dom Maio 30 2010, 00:23

Car@s amig@s!

Recentemente, eu estava lendo um blog do português (que é algo da filatelia daquele país, mas não sei bem o que...), o sr. Raul Moreira, quando deparei-me com um texto interessante e preocupante. Após a leitura, fiquei com uma indagação: isso poderá ocorrer também no Brasil, além de vários outros no mundo?

Deve-se lembrar que o autor é português e escreveu, preferencialmente para os portugueses, por isso, expressões, palavras etc. podem ser estranhas para nós, brasileiros.

Eis o texto na íntegra:

A Filatelia depois da Liberalização


"E Depois da Liberalização do Mercado Postal? Que Filatelia vamos ter?



Esta discussão ocupou quase 9 horas da conferência de Tunis... Resumirei aqui as principais conclusões, obviamente de forma muito sintéctica:

a) No caso do Editor de Selos se manter único dentro do país onde se passar a liberalização (sendo um dos Operadores Postais Designados autorizado a emitir, ou passando essa competência do Estado para o Regulador - cá seria a ANACOM) pouco se daria pela troca de situação. A Filatelia de um País continuaria a ser unívoca com a Soberania do mesmo. Existiria um único Plano de Emissões, uma única "filatelia formalmente legalizada" e os coleccionadores passariam a ter os seus planos de aquisições centralizados na rede do Editor seleccionado.

b) No caso do Estado\Governo passar a autorizar que mais do que uma Entidade pudesse Emitir selos postais válidos , teríamos uma situação muito diferente da actual, mais problemas, mas também alguns aspectos mais positivos:

- Aumento da oferta. Mais do que um Plano de Emissões no País. Quebra da relação "Um país = uma Filatelia de Bandeira"
- Coleccionadores teriam que gastar mais dinheiro para continuarem a "ter tudo" ou então deveriam escolher entre os Editores.
- Problemas também para os Editores de Catálogos, fabricantes de Álbuns e de outros materiais específicos...
- Comerciantes teriam, em princípio, mais material para poder vender e mais hipóteses de gerir a sua carteira de Clientes.
- O Coleccionador passaria a ter hipóteses de começar uma colecção com " o 1º selo do novo Editor"
- Os temas dos Planos Anuais poderiam ser mais "liberais" , menos ligados aos aspectos formais da história e evocação de personagens importantes do país, para explorarem sobretudo os temas mais vendáveis.
. A "intromissão" da política no Plano filatélico seria bem menor.


Como se pode observar, para tudo existem Pontos Fortes e Pontos Fracos... Esta discussão não terá fim até se concretizarem, caso a caso, estas novas medidas apadrinhadas pela UE.

Nos casos já conhecidos de Liberalização efectuada (os que conheço melhor serão o da Austrália e o da Suécia) posso referir que na Suécia a produção de selos por parte do Operador Tradicional não foi muito afectada. Os concorrentes preferiram comprar os selos a esse Operador (com enormes descontos) e utilizá-los nas suas redes do que produzirem eles próprios. Obviamente que, por serem grandes compradores, influenciam os temas a fazer, até porque só compram os selos com temas que lhes agradem...

Mas no caso da Austrália, foi necessário o Governo impedir que se colocassem nos selos dos Concorrentes a palavra "Austrália" para dar ao Incumbente (Operador Postal Tradicional - Correios Australiano) algum "músculo" na luta contra os outros.



Essa "distinção" de ser possível imprimir o nome do País nos selos (dando-lhes assim a característica "oficial") e em que circunstâncias é que o Governo tal autorizaria, é agora muito discutida. Está em muitos casos associada ao contrato de prestador do Serviço Postal Universal e seria apenas concedida a quem tivesse esse Contrato nas mãos.

Pode ser esta uma forma salomónica de se encarar este assunto. A mim, pessoalmente, é uma solução que me agrada. E sei que está também a ser estudada na Alemanha e na Áustria.

Postado por Raul Moreira."


Fonte: http://correio-mor.blogspot.com/

Com você a palavra...

Abraços,

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Glauber Motta
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Re: A liberalização da filatelia

Mensagem por odilo em Dom Maio 30 2010, 14:25

Olá amigos,
Bela discussão esta. Todo caso vamos ter pela frente novos desafios. Claro esta que o mercado filatélico não é pequeno na Europa.
Agora vamos aos fatos, este agente deverá ter algum tipo de controle pelo estado. Se assim já temos tantos selos com defeitos sendo vendidos a altos preços, imaginem isto depois de liberalização. O controle de qualidade e de selos defeituosos deve ser maior.
E´ o que eu penso ...
Odilo

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Re: A liberalização da filatelia

Mensagem por Mitch Macgregord em Seg Maio 31 2010, 03:47

Eu acho isso muitograve, aqui na França lutamos contra isso, pois devemos saber que para começar a fazer isso aqui eles vão privatizar os correios . Muita gente perdera o trabalho, os selos terao unicamente como logica o comercial, propagandas e tudo que atiraria o dinheiro, o aspecto cultural disaparecera aos poucos. Isso anuncia o fim da filatelia tal que conhecemos com mais selos comprados em internet impressão de selos , selos personalizado, selos de propaganda. O mercado seria aberto à outros paises.
Exemplo a França que fabricaria sqelos para Italia e assim por diante dando um aspecto de mundialisação.
E isso aconteceria em toda Europa os selos que falam de historia, cultura desaparecerão para dar lugar à selos de propaganda que atirarà ainda mais à consomaço.

Tal é o futuro dos selos que eles querem fazer na Europa.....e talvez no mundo.

Devemos então pensar tambem na concequencia que tera isso para o emprego, a populaçao, as concequencias culturais e outras.
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Re: A liberalização da filatelia

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