ANIMAIS NA GUERRA: UM SÉCULO DE SERVIÇOS!!!

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ANIMAIS NA GUERRA: UM SÉCULO DE SERVIÇOS!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Seg Out 02 2017, 19:21

Compartilho com os colegas, "Animais recrutados para a guerra".



ANIMAIS NA GUERRA - UM SÉCULO DE SERVIÇOS.


                                            ANIMAIS RECRUTADOS PARA A GUERRA.

Os seres humanos têm recrutado animais para ajudar a combater nas suas batalhas há muito tempo, e os militares de hoje usam uma gama ainda maior de criaturas para todo tipo de tarefa. Isso pode parecer estranho, considerando que cães, cavalos e outros animais, certamente, não evoluíram para essa finalidade. No entanto, a natureza certamente não só foi útil como também inspirou os engenheiros a criarem imitações mecânicas.





> Bombas-morcego.
   
Os mamíferos voadores tornaram-se parte de um experimento bizarro durante a Segunda Guerra Mundial. Um cirurgião-dentista americano, propôs anexar minúsculas bombas incendiárias em morcegos. Dessa forma, as criaturas incendiariam as cidades japonesas, quando voassem para alojarem-se nos telhados das casas e edifícios. Mas a ideia fracassou logo após ter recebido aprovação do presidente Roosevelt. Muitos morcegos, simplesmente, caíram no chão como pedras ou voaram para longe, apesar do exército americano ter testado 6.000 mamíferos em seus experimentos. Ainda assim, as bombas-morcego conseguiram atear fogo a uma aldeia simulada japonesa, um hangar do exército americano e um carro. Atualmente, os cientistas estudam como a mecânica de voo do morcego, poderia inspirar futuros modelos de aeronaves e robôs-espiões.



> Cavalaria de camelos.
   
Camelos foram muito utilizados no deserto do norte da África e do Oriente Médio, durante os tempos antigos, dada a sua capacidade de sobreviver em condições duras e muitas vezes sem água. O cheiro dos camelos teria causado medo à cavalaria do inimigo, mesmo que eles não fossem tão úteis em um choque de tropas. Alguns povos equipavam seus camelos com armaduras, artilharia, etc. Mas eles não se saíam tão bem fora de seus limites naturais, onde os cavalos se tornaram os preferidos para montaria em batalhas. O papel de combate dos camelos diminuiu rapidamente com o desenvolvimento de armas de fogo em 1700 e 1800, mas ainda foi útil em algumas situações, como para as forças árabes durante a Primeira Guerra Mundial.



> Abelhas furiosas.
 
Abelhas com seus ferrões podem ser armas poderosas quando provocadas. Antigos gregos e romanos, as usaram para deter tropas inimigas, catapultando colmeias inteiras em cima delas. Uma utilização mais direta de abelhas furiosas, ocorreu durante os cercos em castelos na Idade Média, bem como durante a Primeira Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã.



> Patrulha de leões marinhos.
 
Leões marinhos têm uma visão excelente, mesmo com pouca luz, ouvem bem debaixo d’água, podem nadar a 40 km/h e fazem mergulhos repetidos de até 300 m. A Marinha americana os treina para localizarem e marcarem minas. Um cinto especial atado aos leões marinhos carrega câmeras de vídeo que fornecem uma visão do fundo do mar ao vivo.



> Pombos-correio.
 
Os pombos estiveram entregando mensagens durante a maior parte da história humana, por causa de suas habilidades de navegação, que lhes permitem voltar para casa, depois de viajar centenas de quilômetros. E ganharam muita fama militar durante a Primeira Guerra Mundial, quando as forças aliadas usaram cerca de 200.000 deles. Um pombo chamado "Cher Ami", ganhou um prêmio francês pela entrega de 12 mensagens (sendo que a última foi entregue, mesmo após o coitado ter sofrido ferimentos graves de bala) além de ter sido creditado por salvar um batalhão americano perdido, e que havia sido cercado por forças alemãs. Outro grupo de 32 pombos, ganhou uma medalha britânica durante a invasão do Dia D na Segunda Guerra Mundial, quando os soldados aliados fizeram silêncio no rádio e usaram os pombos para transmitir mensagens. Hoje, por causa dos avanços tecnológicos em comunicação, os pombos se aposentaram do serviço militar.



> Golfinhos da Marinha.
 
Os golfinhos têm servido, ao lado de leões-marinhos, patrulhando os mares desde 1960. Seu sistema de sonar sofisticado pode ser usado para pesquisa de minas com base no conceito de ecolocalização. Um golfinho envia uma série de “cliques” que são refletidos pelos objetos e retornam para o golfinho, permitindo que eles obtenham uma imagem mental do objeto. Dessa forma, eles comunicam ao seu manipulador humano, usando o mecanismo de resposta “sim ou não”. O manipulador acompanha a resposta, e pode, se receber um “sim”, enviar o golfinho para marcar o local do objeto com uma boia. Essa habilidade de marcar minas foi útil tanto durante a Guerra do Golfo, quanto na Guerra do Iraque. Golfinhos, também, podem marcar nadadores inimigos, mas a Marinha americana nega rumores sobre treinar golfinhos para usar como armas contra humanos…



> Elefantes de guerra.
 
Os maiores mamíferos terrestres deixaram sua marca na guerra como criaturas capazes de devastar formações de tropas inimigas. Os elefantes podem atropelar os soldados, perfurá-los e até mesmo lançá-los para longe com suas trombas. Antigos reinos na Índia, podem ter sido os primeiros a domar elefantes, mas essa prática logo se espalhou para os persas, gregos, cartagineses e romanos. Os cavalos temem a visão e o cheiro dos elefantes, e os soldados também tiveram que lidar com o terror psicológico de enfrentar os enormes animais. O advento de canhões no campo de batalha, acabou com seu papel em combates, e eles foram usados para transporte de carga e de materiais até a Primeira Guerra Mundial.


> Mulas militares.
 
Mulas têm desempenhado um papel crucial nas guerras, carregando alimentos, armas e outros suprimentos necessários, e se tornaram preferência para o transporte de cargas, devido à sua maior resistência. Várias legiões e exércitos usaram mulas, e elas continuam a ser úteis até hoje, como nas forças especiais americanas, onde fuzileiros navais e soldados, dependem dos animais para abastecer postos remotos nas montanhas do Afeganistão.



> Cachorros de guerra.
 
Os cães participam de guerras há anos. As raças grandes serviram como cães de guerra no campo de batalha e como sentinelas para diversos povos. Os romanos equiparam alguns dos seus cães com coleiras perfurantes e armaduras, e os conquistadores espanhóis também utilizaram cães armados, durante a conquista da América do Sul. A guerra moderna reduziu seu papel para mensageiros, farejadores, batedores e sentinelas. Os militares americanos treinaram seus cães como farejadores para trabalhar no Iraque e no Afeganistão.



> Cavalos.
 
Talvez nenhum outro animal tenha desempenhado um papel tão grande na história da guerra como o cavalo. Os homens os domesticaram há muito tempo, e logo foi usado nas guerras em grande escala. Os antigos egípcios e chineses usavam cavalos puxando charretes como plataformas estáveis para lutar, antes da invenção de uma sela eficaz. A estabilidade proporcionada pela combinação de sela e estribo, permitiu que os mongóis lutassem eficientemente e disparassem flechas de cima dos cavalos, o que os ajudou a conquistar a maior parte do mundo conhecido de então. E a utilização de cavalos de combate veio até a era da guerra moderna, quando os tanques e metralhadoras entraram na briga.
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