ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O EXTERMÍNIO DOS DEFICIENTES - 1940!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O EXTERMÍNIO DOS DEFICIENTES - 1940!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sab Set 16 2017, 23:09

Compartilho com os colegas, "O Extermínio dos Deficientes: Programa Eutanásia - 1940".


                                              O EXTERMÍNIO DOS DEFICIENTES:
                                                       PROGRAMA EUTANÁSIA.

"Tempos de guerra", segundo Hitler, "são os melhores momentos para se eliminar os doentes incuráveis". Muitos alemães não queriam ser lembrados dos indivíduos incompatíveis com seu conceito de “raça superior”. Os deficientes físicos e mentais eram considerados “inúteis" à sociedade, uma ameaça à pureza genética ariana e, portanto, indignos de viver. No início da Segunda Guerra Mundial, indivíduos que tinham algum tipo de deficiência física, retardamento ou doença mental eram executados pelo programa que os nazistas chamavam de “T-4” ou “Eutanásia”. O programa “Eutanásia” não poderia ter funcionado sem a cooperação dos médicos alemães, pois eram eles que analisavam os arquivos médicos dos pacientes nas instituições em que trabalhavam, para determinar quais deficientes deveriam ser mortos e, ainda por cima, supervisionavam as execuções daqueles que deveriam por eles serem cuidados. Os pacientes “condenados” eram transferidos para seis instituições na Alemanha e na Áustria, onde eram mortos em câmaras de gás especialmente construídas para aquele fim. Bebês deficientes e crianças pequenas também eram assassinados com injeções de doses letais de drogas, ou por abandonamento, quando morriam de fome ou por falta de cuidados. Os corpos das vítimas eram queimados em grandes fornos crematórios. Apesar dos protestos públicos que se iniciaram em 1941, a liderança nazista tentou manter o programa em sigilo durante toda a Guerra. Cerca de 200.000 deficientes foram assassinados pelos nazistas entre 1940 e 1945. O programa "T-4" tornou-se o modelo para o extermínio em massa de judeus, ciganos, e outras vítimas, nos campos equipados com câmaras de gás criados pelos nazistas em 1941 e 1942. O programa também serviu como centro de treinamento para os membros das SS que trabalhavam nos campos de extermínio.
Na terminologia nazista, "eutanásia" referia-se ao extermínio sistemático dos alemães que os nazistas consideravam "sem direito à vida", devido a supostas doenças genéticas e/ou defeitos físicos ou mentais. No outono de 1939, foram criadas instalações para iniciar o processo de eliminação em massa daquelas pessoas, utilizando o método de envenenamento por gás. Os prédios para tal ação estavam localizados nas cidades de Bernburg, Brandenburg, Grafeneck, Hadamar, Hartheim e Sonnenstein. Os pacientes eram selecionados pelos médicos que deveriam tratá-los e transferidos das clínicas, onde estavam internados para uma daquelas instalações centralizadas de assassinato. Depois que a indignação pública forçou o fim daquelas matanças, os médicos passaram a aplicar injeções letais em pessoas selecionados para "eutanásia" em clínicas e hospitais espalhados por toda a Alemanha. Desta forma, o programa de "eutanásia" continuou a funcionar e a expandir-se até o final da Guerra.

                                                           HADAMAR.


Ao marchar pelo território alemão, a 2ª Divisão de Infantaria dos EUA, descobria vários locais onde haviam sido perpetrados os mais bárbaros tipos de crimes pelos nazistas e seus asseclas. No início de abril de 1945, a 2ª Divisão de Infantaria capturou a cidade de Hadamar, onde havia uma clínica psiquiátrica na qual, entre 1941 e março de 1945, cerca de 15 mil homens, mulheres e crianças foram assassinados pelo programa nazista de "eutanásia". Na primeira fase das operações de extermínio, janeiro a agosto de 1941, a equipe da clínica de Hadamar assassinou aproximadamente 10 mil pacientes alemães por asfixia através de monóxido de carbono, liberado dentro de uma câmara de gás construída para parecer uma sala de banhos. De agosto de 1942 a 24 de março de 1945, cerca de 4420 pessoas com problemas mentais foram assassinadas, diretamente pelos médicos daquela instituição e suas equipes. Os médicos residentes e seus auxiliares assassinavam pessoalmente a maioria das vítimas, entre as quais estavam pacientes alemães com deficiências, idosos mentalmente desorientados, porque haviam sido resgatados de áreas bombardeadas, crianças "meio- judias" colocadas em instituições de assistência social, trabalhadores escravos psicológico e fisicamente debilitados, soldados alemães, e também, soldados estrangeiros que compunham a Waffen-SS e todos que fossem considerados como psicologicamente incuráveis. Os médicos de Hadamar e suas equipes assassinaram quase todas essas pessoas por overdoses de drogas letais e por negligência proposital.

                                                          BERNBURG.


Uma vítima do gaseamento em Bernburg, bastante conhecida, é Olga Benário, judia comunista alemã, casada civilmente com o dirigente comunista brasileiro Luís Carlos Prestes. Olga ficou presa no campo de concentração de Ravensbrück de 1939 até 1942, e foi transferida para Bernburg, quando este já era um campo de extermínio, e foi assassinada na câmara de gás em 23 de abril de 1942 com mais 199 prisioneiras, dentre elas suas amigas Sarah Fidermann, Hannah Karpow, Tilde Klose, Irena Langer e Rosa Menzer. Sua família só soube de sua morte em julho de 1945, após o fim da guerra. Em 2015, na Rússia, arquivos da Gestapo, referentes às atividades do órgão de segurança nazista confiscados pelos russos em 1945, foram tornados públicos pela Fundação Max Weber e o Instituto Histórico Alemão em Moscou. A mais extensa documentação sobre uma única pessoa é a referente a Olga Benário – o “Processo Benario”, composto por oito dossiês num total de mais de 2000 folhas – considerada pela Gestapo como inimiga de Estado da Alemanha Nazista. Estes documentos mostram que a importância dada a Olga pela direção do III Reich era tal, a ponto do Reichsführer-SS Heinrich Himmler, o segundo homem na hierarquia nazista, ter recebido um extenso relatório confidencial sobre ela, classificando-a como “uma comunista perigosa e obstinada” e que “durante o interrogatório realizado não relatou nada sobre sua atividade comunista; a continuidade de sua permanência na prisão é, por isso, necessária no interesse da segurança do Estado”. Estes documentos, também revelam cartas trocadas na prisão entre Olga, Luis Carlos Prestes e seus familiares, a última delas de abril de 1941 é para tentar se manter informada sobre sua filha Anita.


OLGA BENÁRIO PRESTES.


OLGA BENÁRIO PRESTES, ÚLTIMA FOTO, BERLIM 1939.


CASTELO HARTHEIM/ÁUSTRIA, CENTRO DE EXTERMÍNIO
POR EUTANÁSIA.


CLINICA HADAMAR, APÓS LIBERTAÇÃO AMERICANA EM 05/04/1945.


VISTA CLINICA HADAMAR.


CEMITÉRIO CLINICA HADAMAR.
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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O EXTERMÍNIO DOS DEFICIENTES - 1940!!!

Mensagem por carol c em Sab Set 16 2017, 23:26

Mais um triste capítulo da história da guerra.
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carol c

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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O EXTERMÍNIO DOS DEFICIENTES - 1940!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sab Set 16 2017, 23:40

Prezada,

sim, como tantos outros que estão por vir...
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Antonio C. Pulsy

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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O EXTERMÍNIO DOS DEFICIENTES - 1940!!!

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