ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO VALQUÍRIA - 1944!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO VALQUÍRIA - 1944!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sab Set 16 2017, 02:10

Compartilho com os colegas, "Operação Valquíria", o 15º plano para matar Adolf Hitler.


                                           OPERAÇÃO VALQUÍRIA:
                                       O PLANO PARA MATAR HITLER.

A “Operação Valquíria” (em alemão: Unternehmen Walküre) acabou popularizando-se como sinônimo de um plano para assassinar o líder do nazismo, Adolf Hitler, como se fosse uma operação elaborada estritamente com esse objetivo. Na verdade, a “Operação Valquíria” foi preparada pelo próprio exército alemão (Wehmarcht) em 1941, com o conhecimento e aprovação do próprio Hitler, e tinha outro objetivo. A ascensão de Hitler ao poder na Alemanha, em 1933, de início agradou e mobilizou em seu favor grande parte da elite civil e militar do país. Entretanto, quanto mais poder foi sendo dado ao Führer, quanto mais explícita ficou a sua inclinação ao totalitarismo, cuja expressão podia ser vista na manipulação das massas (por meio dos símbolos do partido, paradas militares, propaganda, etc.) e na perseguição inicial aos judeus, algumas pessoas - inclusive militares - passaram a ver com maus olhos o caminho que o III Reich trilhava. Quando teve início a Segunda Guerra, os reais projetos de Hitler e seus oficiais próximos, como Göring e Himmler – esse último comandante da unidade paramilitar do Partido Nazista, a SS – começaram a aparecer. Entre esses projetos, estava a construção dos campos de concentração no leste europeu. Diante dessa realidade, aqueles que se opunham ao caminho que o nazismo trilhava organizaram a chamada "Widerstand", ou, Resistência Alemã. Essa organização tinha caráter secreto e conspiratório, sendo seu objetivo maior assassinar o Führer e negociar o fim da guerra com as lideranças dos países aliados. Entre os membros da Resistência Alemã, estava um grupo de militares de alta patente, com grande influência sobre os postos mais baixos do exército. Esses militares possuíam características nacionalistas aristocráticas e estavam mais alinhados ao passado do II Reich, do que com a democracia de massas moldada pelo totalitarismo do III Reich de Hitler. Entre os principais conspiradores, estavam os generais Henning von Tresckow e Friedrich Olbricht, que articularam o plano de um atentado a bomba para matar Adolf Hitler em julho de 1944, o mesmo mês em que foi posto em ação o Dia D por parte dos aliados. Mas o plano não consistia apenas em matar o Führer. Era preciso, também, ter o apoio militar de oficiais e soldados que fossem fiéis à Resistência. Isso porque, quando Hitler estivesse morto, a Resistência precisaria tomar de assalto o poder na Alemanha. Para tanto, Tresckow e Olbricht começaram a sabotar a chamada Operação Valquíria, um plano para contenção de uma eventual revolta dos trabalhadores forçados estrangeiros. Os generais da resistência passaram a arregimentar membros do Exército de Recompletamento (reservistas) que estavam preparados para a Operação Valquíria para se prepararem, secretamente, para tomar o poder quando Hitler fosse morto. Foi por isso que esse plano para matar Hitler ficou associado ao nome da referida operação. Quanto à ação do atentato, os membros da Resistência designaram o coronel Claus Schenk Graf von Stauffenberg para realizá-la. Staunffenberg foi um dos mais destacados oficiais do exército alemão nos anos iniciais da Segunda Guerra, mas muito rapidamente o seu louvor pelo III Reich caiu por terra, já que passou a ver de perto as atrocidades cometidas pelo regime. Stauffenberg era o único que tinha trânsito na "Toca do Lobo" (Wolfsschanze, em alemão), o quartel-general nazista. Em 1942, Stauffenberg atingiu o posto de oficial do Estado Maior da 10ª Divisão de Tanques na África. Sua missão era proteger o destacamento do marechal Rommel, que comandava o Afrika Korps, as forças do Exército alemão no norte africano. Em 7 de abril de 1943, Stauffenberg perdeu um olho, uma mão e dedos da outra mão na Tunísia e, após sua recuperação, foi nomeado chefe de gabinete do coronel-general Friedrich Fromm, em virtude de sua experiência em estratégia. Esse posto lhe dava o acesso às reuniões na “Toca do Lobo”. A “Toca do Lobo” era um complexo de fortificações que ficava na Prússia Oriental (hoje território polonês), muito bem protegido contra quaisquer ataques externos. A única forma de fazer um atentado contra Hitler era, portanto, estar lá dentro. Stauffenberg levaria duas bombas com explosivo plástico com uma espoleta de retardo que daria de 7 a 10 minutos para a explosão, depois de acionada. Duas tentativas foram feitas nos dias 11 e 15 de julho em reuniões ocorridas em Rastenburg, contudo ambas as tentativas foram abortadas, devido ao fato de que nem Göring e nem Himmler estarem presentes na primeira e Himmler estar ausente da segunda. No dia 20 de julho, data marcada para a próxima reunião em Rastenburg, Stauffenberg e seu assistente, o tenente Werner von Haeften, viajaram cedo para lá, num voo de quase três horas de duração, partindo de Rangsdorf, sul de Berlim. Ao chegar no seu destino, deu ordens para o piloto esperar pronto para a decolagem imediata, logo após ao meio-dia. O restante da viagem, 12 Km foi feito de carro. O QG de Hitler era protegido por campo minado e cercas de arame farpado, algumas eletrificadas. Haviam três postos de verificação para a entrada. Dentro do campo de Rastenburg, o chefe das comunicações, Fellgiebel, informaria a Olbricht do sucesso da missão e depois cortaria as comunicações de forma a isolar o QG do resto do mundo. A conferência, marcada para as 13 horas, foi antecipada para às 12:30h, devido à visita de Mussolini que ocorreria no início daquela tarde, o que, embora causasse apreensão, não alterava os planos. Um imponderável comprometeria toda a operação: de última hora, devido ao calor, a reunião fora transferida para a sala de mapas ao invés do bunker como normalmente ocorria. O bunker de Hitler, construído em concreto capaz de resistir a um bombardeio, potencializaria os efeitos da explosão, ao contrário da sala de mapas, construída em madeira. Às 12:30h, com a desculpa de trocar sua camisa suada, Stauffenberg foi para um quarto e preparou duas bombas, mas só conseguiu colocar uma delas ativada, dentro de uma pasta, antes de um oficial bater à sua porta e dizer que o Führer reclamava a sua presença. Desculpou-se pelo atraso e aproximou-se o mais possível de Hitler. Após responder às perguntas que lhe foram feitas sobre o Exército de Recompletamento, Stauffenberg empurrou a pasta com apenas uma bomba preparada para baixo da pesada mesa, onde Hitler estava sentado. Stauffenberg se desculpa novamente por ter que atender a um telefonema urgente de Berlim, quando todos à volta da mesa se debruçaram sobre os mapas, e sai da sala. A pasta com a bomba foi deixada próximo ao pé da mesa, apenas duas pessoas separam a bomba de Hitler. Neste momento, o general Brandt sente a pasta roças no seu pé e a empurra mais para debaixo da mesa. Ao fazer isso, a pasta passa a ter o pé da mesa, que era uma pesada peça de madeira de carvalho maciça, entre a bomba e Hitler. Este ato foi o que salvou Hitler da morte certa. Às 12h42 a bomba explodiu. Stauffenberg estava saindo de carro, quando  ouviu a explosão. Certo de que Hitler estava morto após a explosão, Stauffenberg pegou o avião que o trouxera para voltar à Berlim, a fim de articular-se novamente com os líderes da Resistência e coordenar o Golpe de Estado. A pequena alteração na posição da bomba reduziu bastante o efeito da explosão, ainda assim, matou o general Brandt, o general Korten, o general Schmundt e um estenógrafo, além de ter ferido gravemente duas outras pessoas. Hitler sofreu algumas escoriações, uma paralisia temporária no braço direito, os dois tímpanos foram afetados e seus cabelos queimados. As suspeitas logo recaíram sobre Stauffenberg, que deixara a sala minutos antes da explosão. Foram executados por fuzilamento no pátio do Ministério da Guerra, o general Olbricht, o coronel Stauffenberg, o coronel Mertz e o tenente Haeften. Estes foram mais felizes, pois a ordem de Hitler era para que todos fossem capturados com vida para serem julgados por alta traição e executados por enforcamento com corda de piano, a fim de tornar suas mortes o mais terrível possível. Mais de 7.000 pessoas foram interrogadas, a fim de se levantar o envolvimento com a conspiração. Todas as pessoas de sobrenome Stauffenberg foram presas, interrogadas e torturadas, inclusive crianças. Erwin Rommel, um dos generais mais notáveis, que fez grande fama na campanha da África do Norte, estava diretamente ligado à conspiração. Seu envolvimento não podia vir a público, portanto, lhe foi transmitida a ordem de Hitler para que se suicidasse. Para proteger sua família, cumpriu. Foi sepultado com honras militares. Em 7 de agosto, iniciaram-se as sessões do Tribunal Popular  ("Volksgerichtshof", a mais alta corte do Estado nazista para crimes políticos) para julgar os acusados. Presidido por Roland Freisler, um nazista ferrenho, o tribunal adotou uma postura punitiva e desdenhosa para vingar Hitler. Os acusados foram incansavelmente humilhados durante as sessões. Muitos prisioneiros foram torturados, a maioria ficou acorrentada nas celas e impedido de dormir. Eram submetidos a interrogatórios prolongados, a qualquer hora do dia ou da noite. No final, sob a pesada ira de Hitler, pelo menos 200 pessoas foram executadas, a maioria enforcados com corda de piano e filmados para que Hitler pudesse assistir, posteriormente.


BLOCO Nº 3, EMISSÃO ALEMANHA FEDERAL, HOMENAGEM AO ATENTADO CONTRA ADOLF HITLER
EM 20 DE JULHO DE 1944.


CLAUS STAUFFENBERG.


STAUFFENBERG, HITLER E KEITEL NA TOCA DO LOBO.


20 DE JULHO DE 1944, HITLER E ALGUNS OFICIAIS NA TOCA DO LOBO.


SAL DOS MAPAS APÓS A EXPLOSÃO.
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Antonio C. Pulsy

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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO VALQUÍRIA - 1944!!!

Mensagem por H Roberto em Sab Set 16 2017, 02:33

Putz Antonio....que pesquisa...por ai se vê que havia alemães que não gostavam de Hitler
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H Roberto

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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO VALQUÍRIA - 1944!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sab Set 16 2017, 17:54

Prezado,

menciona-se que AH sofreu 15 tentativas de assassinato, mas todas sem maiores consequências...nesta deste artigo, AH diria ao seu círculo de oficiais mais próximos que "uma proteção divina" o protegia...
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Antonio C. Pulsy

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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO VALQUÍRIA - 1944!!!

Mensagem por H Roberto em Sab Set 16 2017, 18:07

"proteção divina" ????? rssssssssss...parece-me considerado 7º demônio em muitas pesquisas
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H Roberto

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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO VALQUÍRIA - 1944!!!

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