ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: BATALHA DA FORTALEZA EBEN-EMAEL - 1940!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: BATALHA DA FORTALEZA EBEN-EMAEL - 1940!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sab Set 09 2017, 22:22

Compartilho com os colegas, "Batalha da Fortaleza Eben-Emael - 1940".


                                        BATALHA DA FORTALEZA EBEN-EMAEL.

“…Soldados da Frente Ocidental. Chegou a vossa hora. A batalha que hoje se inicia, decidirá o destino da Nação Alemã durante os próximos mil anos.” (Ordem do Dia 10 de maio de 1940 de Adolf  Hitler).

Estas palavras ilustram de forma categórica, a importância que o Alto Comando Alemão depositou e atribuiu às unidades "Fallschirmjäger" (pára-quedistas alemães) para romper e aniquilar a mais forte posição defensiva na fronteira germano-belga, a Fortaleza Eben-Emael.
A Fortaleza Eben-Emael, atualmente uma atração turística e museu, esta localizada entre as cidades de Liége e Maastricht, próxima a fronteira da Bélgica com a Holanda. Foi construída para defender a Bélgica de um possível ataque alemão. Construída entre 1931 e 1935, tinha a reputação de ser impenetrável e na época, era a maior do seu gênero no mundo com 6.300 m2 de extensão, dominava o canal Alberto, a estrada para Maastricht e as duas pontes sobre o canal Vroenhoven. Não sendo possível fazer uso das rotineiras táticas de guerra da época, o Alto Comando Alemão planejou um arrojado assalto com planadores e pára-quedistas, ação bélica nunca antes executada na história militar. Foi atribuída a missão principal às unidades "Fallschirmjäger" (pára-quedistas) da Luftwaffe com uso de centenas de aviões Ju 52 e centenas de planadores DFS 230. O plano alemão: capitão Walter Koch, líder do destacamento, dividiu as suas forças em quatro grupos de assalto. Grupo Granit (Granito), sob o comando do Oberleutnant Rudolf Witzig, composto por 85 homens em 11 planadores, cuja missão era a de tomar de assalto a Fortaleza Eben-Emael; Grupo Stahl (Aço), comandado pelo Oberleutnant Gustav Altmann, formado por 92 homens em 9 planadores, iria capturar a ponte Veldwezelt; Grupo Beton (Concreto), comandado pelo Leutnant Gerhard Schacht e composto por 96 homens em 11 planadores, cuja missão era capturar a ponte Vroenhoven e o Grupo Eisen (Ferro), sob o comando do Leutnant Martin Schächter, composto por 90 homens em 10 planadores, que iriam capturar a ponte Kanne. Esta fortaleza era importante dada a sua posição dominante sobre várias pontes do canal Alberto, essenciais para a passagem da Wehrmacht para o centro da Bélgica e terras adjacentes, portanto, deveriam estar intactas. Depois da fortaleza estar neutralizada, os paraquedistas ficariam responsáveis por defender as pontes até à chegada do 18º Exército Alemão. O "Sturmabteilung Koch" (Destacamento de Assalto Koch), se deslocou dos aeródromos de Ostheim e Butzweilerhof às 4:30hs da madrugada do dia 10 de maio de 1940. Deveriam aterrisar de forma silenciosa, 5 minutos antes dos Exércitos alemães cruzarem a fronteira e iniciarem a invasão da Bélgica. A combinação de uma aproximação silenciosa por parte dos planadores e a ausência de uma "declaração de guerra" prévia por parte do governo alemão, daria aos atacantes o precioso elemento surpresa. Quando se deu o ataque alemão contra a fortaleza no dia 10 de maio de 1940, a até então "fortaleza impenetrável" resistiu durante pouco mais de 30 horas, tendo-se rendido e os seus militares feitos prisioneiros. As suas peças de artilharia, foram capturadas ou neutralizadas em apenas 15 minutos. Este acontecimento abriu caminho para as forças alemãs continuarem o seu caminho pela Bélgica, Holanda, e consequentemente, até ao norte da França. A Batalha pela Fortaleza ocorreu entre os dias 10 e 11 de maio de 1940, onde o grupo Grant (Granito) de 85 Fallschirmjägers (pára-quedistas) aterresiou com seus planadores dentro da Fortaleza. Quando os alemães atacaram, 500 soldados belgas estavam no povoado de Wonck, pelo que só 700 soldados participaram na batalha. Os paraquedistas entraram no complexo edificado da fortaleza, matando alguns militares belgas e aprisionando os restantes. Ao mesmo tempo, o resto da tropa de assalto atacou as posições belgas próximas das pontes e capturou-as. A ponte Kanne foi destruída pelos belgas, antes que esta caísse em mãos dos alemães. As tropas paraquedistas sofreram algumas dezenas de baixas durante a operação, porém obtiveram sucesso em capturar a fortaleza e na defesa das pontes até à chegada das forças alemãs, que posteriormente ajudaram os paraquedistas a efetuar um segundo ataque à fortaleza, forçando a rendição do que restava das tropas belgas. Com o apoio aéreo dos Stukas e do 3º Grupo de Divisões Panzer, as forças alemãs conseguiram superar os ataques da 7ª Divisão Belga. Todas as tentativas por parte do exército belga de repelir as forças germânicas falharam (estes ataques provinham dos fortes de Pontisse, Barchon e Evegnée). Logo após às 12:30hs de 11 de maio, soou uma trombeta e apareceu um soldado belga com uma bandeira branca na entrada do Bloco I. A batalha da Fortaleza Eben-Emael tinha terminado. O poderio da fortaleza era enorme e estava equipada com 6 peças de artilharia de 120 mm com um alcance de 16 km, das quais 2 podiam rodar 360 graus, 16 peças de 75 mm, 12 peças anti-tanque de 60 mm, 25 peças de artilharia de duplo canhão, e várias peças anti-aéreas. Um dos lados da fortaleza era percorrido por um canal, enquanto os outros três lados em terra tinham à sua frente uma série de fossos, minas terrestres, uma parede de 6,1 metros de altura e casamatas equipadas com metralhadoras. No topo da fortaleza, estavam posicionados 15 holofotes e uma série de canhões anti-tanque de 60 mm. Um grande número de túneis foram construídos por baixo da fortaleza, que faziam a ligação entre vários pontos e o centro de comando e às divisões de armazenamento de munições. A fortaleza também possuía refeitórios, alojamentos, banheiros com chuveiros, seu próprio hospital, uma estação de energia elétrica que providenciava eletricidade para acionar várias armas, iluminação interna e externa, e também, para manter ativa a estação de rádio e o sistema de purificação do ar. Os belgas não planejavam que as forças estacionadas no forte lutassem numa batalha contra uma força invasora dentro de seu próprio forte, eles acreditavam que um aviso antecipado de que uma força estrangeira se dirigia para invadir a Bélgica fosse o suficiente para as forças belgas terem tempo de bater em retirada da margem oriental e depois de demolidas as pontes nas redondezas, o forte pudesse atrasar o avanço da força invasora até os reforços Aliados chegarem e se juntarem aos belgas. Um grande erro estratégico! Os alemães iniciaram um período de intenso treino e preparação, bem antes de executar as ações. Um estudo detalhado da fortaleza, das pontes e da área local foi efetuado, juntamente com a construção de uma réplica da área onde os pára-quedistas podiam treinar. Estas informações foram repassadas por alemães que ajudaram na construção da fortaleza. Exercícios conjuntos entre os pára-quedistas e os pilotos dos planadores foram realizados na primavera de 1940, juntamente com um número de melhoramentos dos equipamentos e das táticas a serem usadas, junto com o uso de lança-chamas e de explosivos novos pelas tropas. O nível de secretismo destes treinos foi elevado. Quando os exercícios terminavam, os planadores eram desmontados e transportados, juntamente com todo o equipamento, em caminhões, e as forças nunca ficavam estacionadas por muito tempo no mesmo local. As identificações dos soldados foram removidas e as tropas aero-transportadas estavam limitadas a viver dentro do perímetro militar, não lhes sendo permitido contato com a população. Tudo isso tornou possível o enorme sucesso que essa operação teve e sendo a primeira a ser realizada no mundo! Vários militares de diferentes patentes foram condecorados por Adolf Hitler com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro pela sua exitosa participação na operação. A velocidade com que a Fortaleza Eben-Emael (uma das melhores do mundo à época) foi capturada, foi um exemplo da devastadora tática Blitzkrieg (Guerra Relâmpago) e o apoio aéreo da Luftwaffe as forças terrestre da Whermacht. Com esta operação, os alemães conseguiram neutralizar a fortaleza e preservar duas pontes intactas no canal Alberto e impulsionar o avanço das tropas alemãs em território belga, visando sua próxima ação: a invasão da França.


SELO EMISSÃO BÉLGICA
"CAMPANHA DOS 18 DIAS DE 1940".


MAPA DO PLANEJAMENTO ALEMÃO.


MAPA DOS PONTOS A SEREM OCUPADOS PELOS PÁRA-QUEDISTAS ALEMÃES.


POUSO DOS PLANADORES NA FORTALEZA.


EMBLEMA PÁRA-QUEDISTAS ALEMÃES.


JU 52 3M/MOTORES.


PLANADOR DFS 230.


PÁRA-QUEDISTAS DESCENDO NA FORTALEZA EBEN-EMAEL.


PÁRA-QUEDISTAS SAINDO DO PLANADOR DFS 230.


ENTRADA FORTALEZA EBEN-EMAEL.


CASAMATA NA FORTALEZA EBEN-EMAEL.


BELGAS NA FORTALEZA EBEN-EMAEL RENDENDO-SE AOS ALEMÃES.


PONTE KANNE DESTRUÍDA PELOS BELGAS.


ALEMÃES CAPTURAM UMA PONTE INTACTA.


PÁRA-QUEDISTAS DO DESTACAMENTO DE ASSALTO KOCH.


MAJOR WALTER KOCH, HITLER E OS PÁRA-QUEDISTAS ALEMÃES.


PLACA HOMENAGEANDO OS SOLDADOS E OFICIAIS BELGAS MORTOS NA FORTALEZA EBEN-EMAEL.


CEMITÉRIO ALEMÃO EM VENRAY C/ 31.598 SEPULTURAS,
ALGUMAS DE SOLDADOS QUE PARTICIPARAM NA BATALHA
DA FORTALEZA DE EBEN-EMAEL.
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Antonio C. Pulsy

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