ESTADOS UNIDOS - 2ª GUERRA MUNDIAL: A BATALHA DE ARRACOURT - 1944!!!

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ESTADOS UNIDOS - 2ª GUERRA MUNDIAL: A BATALHA DE ARRACOURT - 1944!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qua Ago 30 2017, 23:15

Compartilho com os colegas, "A Batalha de Arracourt - 1944".


                                             A BATALHA DE ARRACOURT.
                                                       FRANÇA - 1944.

A Batalha de Arracourt ou a Batalha de Tanques, para os franceses, foi travada entre 18 a 29 de setembro 1944, perto da cidade de Arracourt, em Lorraine/França até então, a maior batalha de tanques travada pelo exército americano. Nesta batalha, enfrentaram-se unidades blindadas da Wehrmacht e do Exército dos EUA, envolvidas no setor sul da Frente Ocidental, durante a fase final da II Guerra Mundial. A batalha foi provocada por um contra-ataque do 5º Exército Blindado Alemão com grandes quantidade de blindados contra as posições defendidas e agrupadas de 3º Exército dos EUA, sob as ordens do General George Patton. O objetivo deste ataque era recapturar a cidade de Luneville e esmagar a cabeça de ponte criada pelos americanos ao longo do rio Mosela. Depois de algum sucesso inicial, o ataque dos inexperientes condutores dos Panzer alemães foi rechaçada pelas forças blindadas americanas, que demonstrou maior eficácia em formação e forçou o inimigo a parar os ataques, retirando-se depois de sofrer pesadas baixas. Este foi um dos maiores confrontos entre tanques que ocorreu na Frente Ocidental durante a campanha de 1944-1945, e terminou com sucesso das unidades americanas. As tropas do General Patton falhou, no entanto, em tirar o máximo proveito de sua vitória por causa das dificuldades logísticas em que o 3ª Exército estava atravessando, depois do rápido avanço através de França. O desembarque aliado no sul da França, forçou as unidades da Wehrmacht a ficarem na defensiva nesse setor para realizar uma extensa retirada para o norte. Em setembro de 1944, as tropas do Grupo de Exércitos G, em seguida, tentou estabilizar uma nova linha de frente ao longo do rio Mosela, a fim de manter o controle da  Alsacia e Lorena. O 3º Exército dos EUA de Patton, no entanto, logo conseguiu conquistar uma grande ponte sobre o rio, vindo a libertar Nancy em 15 de setembro 1944. Para deter o avanço americano e, possivelmente, eliminar a leste a cabeça de ponte perigosa do rio Mosela, o Alto Comando Alemão autorizou um contra-ataque na direção da ponte americana, com o objetivo de recuperar Luneville. Nos planos de Hitler, a contra-ofensiva tinha objetivos muito mais ambiciosos: contando com a superioridade alemã usual em operações com veículos blindados e considerando (erradamente!) tropas inexperientes e ineficientes americanas, o Führer até especulava uma derrota decisiva ao 3º Exército de Patton, recuperar Nancy e, assim contra-atancando a oeste do Moselle, cortando as forças americanas em Lorraine. Para esta ação, Hitler tinha planejado agrupar várias brigadas de blindados recentemente reequipadas com os novos tanques Panther/Pantera, mas com equipes jovens e inexperientes em batalhas para obter uma superioridade numérica e, rapidamente derrotar as forças inimigas. No planejamento inicial, seis brigadas de blindados e três divisões blindadas deveriam tomar parte do conjunto ofensivo de 12 de setembro; na verdade, a nova crise operacional em áreas centrais e do norte da Frente Ocidental forçou o Führer a redimensionar e adiar a contra-ofensiva que inicou em 18 de setembro (depois de alguns contratempos táticos em Mairy em 8 de setembro e, especialmente, na batalha de Dompaire em 13 de setembro) e com forças muito reduzidas, mas sempre superior à tropas americanas da 4ª Divisão Blindada no setor do ataque. As operações foram confiadas ao 5º Exército Blindado, no comando do General Hasso von Manteuffel, especialista em operações com veículos blindados e veterano da Frente Oriental e dada a superioridade de tropas e veículos blindados no local escolhido para o ataque, os alemães, teriam três brigadas de blindados com cerca de 300 tanques, esperava-se um sucesso completo da operação. As tropas do general von Manteuffel começou em 18 de setembro o ataque, exatamente um dia após o início aliado da Operação Market Garden, idealizada pelo Marechal inglês Montgomery, que ameaçava causar o colapso de toda a frente defensiva alemã. O Alto Comando Alemão, enquanto plenamente consciente do perigo da ofensiva aliada, no entanto, não abandonou seus planos de contra-ofensiva em Lorraine e conseguiu, simultaneamente, agrupar outras forças, suficientes para enfrentar com êxito o ataque do Marechal Montgomery ao norte. Para o primeiro ataque em Lorraine, foram lançadas duas brigadas de blindados muito bem equipadas com os tanques Panther (111ª e 113ª Panzer Brigaden), apoiadas por duas divisões já usadas em confrontos anteriores, 15ª Divisão Panzergrenadier e 21ª Divisão Panzer, a concentração dos meios disponíveis para a Wehrmacht na área, assegurava aos atacantes uma supremacia em termos de tanques de quatro para um. Durante as fases iniciais da batalha, o mau tempo teria privado as unidades americanas de apoio aéreo, facilitando assim o ataque alemão. A Panzer Brigaden, embora equipada com tanques Panther, tinha pouco apoio de artilharia e logística. As tripulações dos tanques, frequentemente, eram de jovens e inexperientes, embora seus comandantes fossem veteranos da Frente Oriental, não se mostraram capaz de organização e apoio eficaz em combate contra um adversário mais preparado e, também, bem equipado. O 5º Exército Blindado alemão, portanto, não poderia fazer um avanço decisivo no campo defendido pela 4ª Divisão Blindada americana, sofrendo pesadas perdas. Esta falha foi determinada, principalmente, pelo planejamento ofensivo insuficiente, reconhecimento inadequado das posições inimigas, bem como por erros na implantação tático das unidades blindadas em um terreno irregular, montanhoso e ofuscado por uma forte neblina, este último, fator explorado com maestria pelos americanos. As tripulações dos veículos blindados e unidades de artilharia norte-americanos, mais experientes e melhores treinados, foram capazes de manobrar sem serem vistos por entre a neblina, até entrarem em combate próximo dos Panzers alemães, muitas vezes pegos de surpresa, aproveitando-se da sua manobrabilidade e confiabilidade superior na eficácia dos seus canhões de 75 mm com disparos a curta distância, e mesmo contra os tanques inimigos mais perigosos, as unidades blindadas americanas, lideradas por comandantes treinados e corajosos como o tenente-coronel Creighton Abrams do 37º Batalhão de Blindados e Coronel Bruce Clarke (Comandante do Comando de Combate A ), fechava os espaços dos atacantes alemães, usando uma tática de defesa baseada em uma combinação de emboscadas e manobras táticas, o que lhes permitiu aproveitar ao máximo as características do campo de batalha e de suas armas. Desta forma, a 4ª Divisão Blindada, contra as expectativas dos alemães, defendeu com sucesso suas posições, apesar da inferioridade numérica de tanques e veículos blindados. Nas ações de 18 e 19 de setembro, as unidades blindadas americanas reivindicaram cerca de 43 tanques alemães destruídos, tendo a perda de apenas três caças-tanques M18 e cinco Sherman M4. Em 19 de setembro, uma ação dos tanques Sherman M4, liderada pelo capitão Lamison, aproveitou o nevoeiro baixo e se misturou a uma coluna de tanques Panther e mostrando grande habilidade tática, conseguiu destruir, sem qualquer perda, 12 tanques alemães; as tripulações americanas foram mais rápidas em alvejar seus alvos e nas manobras, foram capazes de tirar proveito, novamente, do nevoeiro e ondulações do terreno para surgirem de surpresa nas laterais e atrás da coluna alemã. Em 20 de setembro, foi a vez dos norte-americanos sofrerem perdas, durante uma emboscada de tanques alemães Panzer IV. Com a melhoria das condições meteorológicas, em 21 de setembro, a Força Aérea dos EUA (405º Grupo de Combate do 19º Comando Aéreo Tático, general Weyland) entrou em ação em apoio da 4ª Divisão Blindada, bombardeando as unidades alemãs com uma série de ataques eficazes. As operações aéreas foram importantes não só para destruir uma boa parte dos tanques alemães, mas também para criar confusão entre os atacantes, perturbando assim, uma coordenação mais tático dessas unidades. Apesar das tentativas alemãs para continuar a ofensiva, as posições americanas permaneciam seguras; entre 19 a 22 setembro, a 4 Divisão Blindada destruiu/danificou quase uma centena de tanques alemães, dizimando assim, dois batalhões de blindados envolvidos no contra-ataque, por sua vez, os americanos perderam apenas 14 Sherman M4 e sete tanques leves M5 Stuart. Em toda a frente do 3º Exército de Patton, continuou seu avanço ao longo do Mosel. Em 22 de setembro, Patton foi informado pelo Comando Aliado que sua cota de suprimentos de combustível seria cortado, assim, Patton foi forçado a ficar com suas tropas paradas e na defesa. Com esta ação, o 3º Exército dos EUA perdeu a chance de destruir um inimigo enfraquecido e com a moral baixa. O General Manteuffel e o Comando Alemão interpretam, erroneamente, que as forças dos EUA pararam e criaram uma nova linha defensiva como um sinal positivo das ações alemãs: na verdade acreditavam que sua ofensiva tinha conseguido deter o avanço dos americanos. Essa "ilusão", levou Manteuffel a reavivar uma nova ofensiva em 27 de setembro. Os americanos tinham tido tempo para se reagrupar em uma linha mais equilibrada e taticamente vantajosa de defesa: o grosso das tropas, na verdade, foi colocado em posições fortificadas em terreno montanhoso em torno de Arracourt, de modo a explorar a vantagem desta posição elevada contra um possível contra-ataque. Os ataques alemães em 27 e 29 de setembro foram inúteis; tentativas para acertar os flancos das forças americanas nas colinas, realizado desta vez pela 11ª Divisão Panzer, foram rechaçadas pela determinação e grande capacidade de manobra da força mecanizada da 4ª Divisão Blindada. Em 29 de setembro, depois de ter sido negado os reforços necessários, Manteuffel foi forçado a interromper permanentemente a ofensiva alemã. O equilíbrio das perdas para os alemães era muito elevado: dos 262 tanques envolvidos nos ataques, 86 foram destruídos, 114 danificados e apenas 62 ainda estavam em funcionamento; as perdas americanas foram muito menores. Apesar do fracasso dos objetivos do seu ataque, os alemães acreditavam ainda serem capazes de deter o avanço do 3º Exército de Patton em direção a Linha Siegfried. A interrupção do avanço do 3º Exército, no entanto, não foi devido ao ataque alemão em Arracourt, mas especialmente pela decisão do General Eisenhower em desviar a maior parte dos fornecimentos de combustível para o norte, em apoio à Operação Market Garden do General ingles Bernard Montgomery.Esta decisão, de fato, forçou Patton suspender as operações ofensivas do seu 3º Exército, dando aos alemães uma pequena pausa, a fim de se reorganizarem. Embora a vitória americana em Arracourt não tivesse tática particular ou importância estratégica, devemos considerar que esta foi uma das maiores batalhas de veículos blindados na Frente Ocidental. As forças americanas mecanizadas da excelente 4ª Divisão Blindada, equipada com equipamentos eficientes e modernos, deu uma demonstração notável das habilidades tático-operacionais, provando ser superior em comparação direta com a alardeada Panzertruppen alemã, no entanto, constituídas, principalmente, por unidades inexperientes e com uso inadequado na Frente Ocidental, mesmo estando equipadas com vários tanques de modelo mais moderno, o Panther/Pantera. Isso impediu que houvesse um contra-ataque por parte da Alemanha, liberando Lorraine da ocupação alemã e permitindo a futura ofensiva de inverno dos Aliados sobre o território germânico.


ENVELOPE FDC GENERAL GEORGE S. PATTON.


ENVELOPE FDC GENERAL GEORGE S. PATTON.


GENERAL GEORGE S. PATTON.


TANQUE M5 STUART.


TANQUE SHERMAN M18.


TANQUES SHERMANN M4 EM FORMAÇÃO DE BATALHA.


SOUVENIR DE GUERRA, TANQUE PANTHER DESTRUÍDO.


PANZER IV.


TANQUES PANTHER A CAMINHO DA LINHA DE FRENTE.
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