INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OS RATOS-BOMBAS - 1941!!!

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INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OS RATOS-BOMBAS - 1941!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sab Ago 12 2017, 21:38

Compartilho com os colegas, a insana mas real invenção dos "Ratos-Bombas", durante a 2ª Guerra Mundial.


                                                        OS RATOS-BOMBAS.

Em 1941, a Alemanha já havia subjugado metade da Europa, a Luftwaffe estava lançando bombas nas cidades da Grã-Bretanha, e U-boats (submarinos) infligiam terríveis perdas ao longo das rotas marítimas aliadas. A Grã-Bretanha precisava de uma nova arma, uma maneira de impedir os alemães cada vez mais ameaçadores, de qualquer maneira possível. Sob a liderança de Charles Fraser Smith – um homem frequentemente citado como a inspiração para a criação de James Bond por Ian Fleming – a SOE (Executivo de Operações Especiais) tinha uma seção conhecida como Seção XV, cujo trabalho era criar ferramentas especiais para o trabalho ultra secreto. Em um momento de surpreendente originalidade, a equipe propôs um novo elemento de indução de caos: o rato-bomba! A Inglaterra adquiriu 100 roedores que eram empregados em experimentos médicos, matou os animais e colocou os explosivos plásticos costurados dentro de suas carcaças. Segundo relatos históricos, a Inglaterra desejava que os ratos-bombas fossem colocados próximos as pilhas de carvão, caldeiras de locomotivas, fábricas e usinas que utilizavam caldeira a vapor. O objetivo era induzir os alemães ao encontrarem os animais mortos, se livrarem deles, jogando-os na caldeira a vapor, uma vez que este roedor era transmissor de várias doenças. Essa atitude levaria os ratos a uma explosão instantânea que seria capaz de causar grande destruição, uma vez que as caldeiras a vapor são pressurizadas pelo vapor gerado pelas mesmas. Os ratos-bombas seriam verdadeiras armadilhas mortais. Cada animal era capaz de comportar uma pequena quantidade de explosivos, que poderiam causar um grande impacto ao explodir dentro de uma caldeira a vapor. Essas carcaças de ratos preenchidas com explosivos plásticos nunca foram de fato utilizadas, pois o primeiro carregamento de animais acabou interceptado pelos alemães, que descobriram a estratégia inglesa, assim, o plano foi abandonado. Os ratos interceptados foram exibidos nas principais instituições de ensino militar da Alemanha, e a partir daí, "o caos" para buscar outras armadilhas do tipo foram conduzidas em todos os países ocupados pelos nazistas. A conclusão do SOE, ao saber disso, foi de que "o aborrecimento causado a eles (Nazistas) foi um sucesso muito maior para nós do que se os ratos tivessem sido, de fato, usados". Na verdade, o medo da descoberta dos ratos-bomba desencadeou o medo de que todo rato morto poderia ser uma bomba em potencial, afinal, os alemães só tinham descoberto um carregamento desta "nova arma", mas não tinham ideia desde quando os ratos-bombas já estavam sendo distribuídos na Europa.


DESENHO ESQUEMATIZADO DO "RATO-BOMBA".


FOTO DE COMO FICARIA O "RATO-BOMBA".
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