ESTADOS UNIDOS - SEGUNDA GUERRA - ESQUADRÃO AÉREO RED TAILS/CAUDAS VERMELHAS - 1943!!!

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ESTADOS UNIDOS - SEGUNDA GUERRA - ESQUADRÃO AÉREO RED TAILS/CAUDAS VERMELHAS - 1943!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sex 11 Ago 2017, 20:38

Compartilho com os colegas, "Os Ases Negros Afro-Americanos, Esquadrão Aéreo Red Tails (Caudas Vermelhas)" na Segunda Guerra Mundial.

                                                  OS ASES NEGROS AFRO-AMERICANOS
                                                   O ESQUADRÃO AÉREO "RED TAILS",
                                                         "CAUDAS VERMELHAS".

Quando os Estados Unidos entraram em guerra contra o Eixo, no final de 1941, suas forças armadas eram racialmente segregadas. Ou seja, brancos e negros não lutavam nas mesmas unidades. Mesmo assim, meses antes, o Congresso determinou que o Departamento de Guerra criasse uma unidade com pilotos negros no novo Corpo Aéreo do Exército dos EUA (USAAF). O próprio comandante da Força Aérea, general Henry "Hap" Arnold, era contra. Ele alegava: "Pilotos negros não podem ser utilizados nas atuais unidades do Corpo Aéreo, já que isso resultará em oficiais negros mandando em alistados brancos, criando um insolúvel problema social". O Departamento de Guerra criou tantas exigências (nível superior e alguma experiência de voo) que acabou por atrair jovens negros altamente qualificados. Antes, na Primeira Guerra, Eugene Bullard havia servido na Esquadrilha Lafayette, formada por americanos que lutaram ao lado dos franceses. Experiente, a cor da pele de Bullard impediu que ele pilotasse pelos EUA quando o país entrou na guerra. Ele acabou na infantaria. O apelido Pilotos de Tuskegee (Tuskegee Airmen) surgiu em decorrência da localidade onde treinaram, no Alabama, como integrantes do 99º Esquadrão de Perseguição (depois, Esquadrão de Caça). O efetivo era de 47 oficiais e 429 recrutas. Assim como outros pilotos em treinamento, eles foram submetidos aos primeiros testes padronizados de QI para a determinação das capacidades de inteligência e liderança, a fim de definir quem seria bombardeador, navegador ou piloto. Parte dos cadetes foi eliminada, mas, mesmo assim, o esquadrão continuou em formação. Após o treinamento básico em Moton Field, também no Alabama, a unidade foi para Tuskegee. Os pilotos ficaram sob as ordens daquele que seria seu maior nome, o capitão Benjamin O. Davis Jr., um dos poucos negros a cursar a academia de oficiais de West Point e um dos únicos dois oficiais veteranos na unidade. O pai de Davis foi o primeiro negro a atingir o posto de general no exército americano. Nessa fase, o 99º Esquadrão foi pressionado. Um major de origem porto-riquenha, James Ellison, alegou que os integrantes da Polícia do Exército tinham autoridade policial sobre a população branca. Acabou transferido. Havia segregação dentro da base. Durante a projeção de um filme, um piloto foi obrigado a trocar de lugar. Havia sentado no lado dos brancos. Tais medidas eram de autoria do general Frank O'Driscoll Hunter, um declarado racista da Georgia. Já o comandante do aeroporto de Tuskegee, coronel Frederick Kimble, era especialmente agressivo e desrespeitoso. Kimble acabou substituído pelo major Noel Parrish, que tentou colocar a unidade em ação, sem sucesso. Um comitê foi formado para determinar se o esquadrão, considerado "experimental", deveria ser enviado para o front. A comissão dizia que os pilotos negros eram incompetentes, baseado no argumento de que os pilotos não haviam visto nenhum combate durante a formação. Um estudo foi encomendado à Universidade do Texas para provar que os negros possuíam baixa inteligência e não eram capazes de lidar "com problemas complexos", como o voo, principalmente em combate. O relatório era tão claramente racista, mesmo aos olhos de então, que acabou rejeitado. Mas dois esquadrões foram agregados para formar o 332º Grupo de Caça, totalmente composto por pilotos negros. Em 2 de setembro de 1941, o capitão Davis Jr. se tornou o primeiro negro a solar no Exército dos EUA. Davis e mais quatro colegas, entre um grupo de 13, ganharam suas asas em março de 1942, já com a guerra em andamento. A aeronave usada era o biplano Sterman. A seguir, vieram o Vultee e o AT-6. Os pilotos só saíram de Tuskegee para os treinos de tiro na Flórida, com os AT-6. A fase seguinte ocorreu na base, já com o Curtiss P-40 Warhawks. Para os treinos acrobáticos e de formação, os pilotos foram para Selfridge Field, em Michigan. Transferidos para o front em 2 de abril de 1943, como parte da Operação Torch, os Tuskegee Airmen do 99º Esquadrão de Caça foram instalados em Fes, no Marrocos. Porém, viram pouco combate. A segregação era predominante e havia pouca troca de informações com os pilotos veteranos. O comando insistia em mandá-los patrulhar áreas distantes do front. A ação surgiu só quando o 99º recebeu a missão de bombardear a ilha italiana de Pantelaria, entre 30 de maio e 11 de junho, como parte dos preparativos da invasão da Sicília. Os ataques prosseguiram pelo mês de junho. Baseado na Sicília, o esquadrão 99º se juntou ao 33º Grupo de Caça, sob o comando do coronel William W. Momyer. Lá, conseguiram a primeira de três citações pelo bom desempenho. Nesse período, os P-40 do esquadrão atuavam como caça-bombardeiros, fustigando as tropas alemãs e italianas. O desembarque em Anzio deu outra oportunidade para os Pilotos de Tuskegee. Em 27 e 28 de janeiro de 1944, oito esquadrões participaram do revide aos ataques alemães às tropas na praia. Entre eles estavam 11 pilotos do 99º, incluindo o capitão Charles Bell, que derrubou dois inimigos, subindo sua contagem para três abates. Dos 32 alemães abatidos em Anzio, 13 foram obra do 99º. Em março de 1944, baseados em Ramitelli, já na península italiana, fundem-se ao esquadrão outras unidades (100°, 301° e 302°) com novos oficiais negros. Juntos, acabam por formar novamente o 332° Grupo de Caça, a primeira grande unidade de combate formada por pilotos negros. O comandante passa a ser o agora coronel Benjamin O. Davis Jr. É preciso lembrar que houve outra unidade segregada, o 477° Grupo de Bombardeiros, equipado com B-25 Mitchell, mas que jamais entrou em combate. Entre março e julho houve rápidas trocas de aviões. Os P-39 Airacobras ficaram somente até março e os P-47 Thunderbolts, entre junho e julho. Missões contra Monte Cassino, entre 12 e 14 de maio, renderam uma segunda citação para o 99º Esquadrão. A unidade atacou uma tropa de infantaria que tentava repelir um avanço Aliado e os ocupantes de uma fortificação foram obrigados a se render a tropas marroquinas. Na Itália havia ação de sobra, porém, o melhor momento dos Tuskegee Airmen viria com as missões de escolta de bombardeiros B-17 e B-24 sobre a Alemanha, Áustria, França, Itália, Polônia, Hungria e Romênia. Equipados com os modernos P-51, em 25 de março de 1945, os tenentes Charles Brantley, Roscoe Brown e Earl Lane abateram três jatos Me-262 a caminho de Berlim. A lenda diz que eles foram os primeiros a abater um jato alemão. Não é verdade. Mesmo assim, foi um feito. O Me-262 voava 150 quilômetros por hora mais rápido que os caças americanos. A adoção da pintura vermelha no nariz e na cauda fez com que os pilotos fossem apelidados de Redtails Angels (Anjos das Caudas Vermelhas), porém, não procede a história de que o grupo jamais perdeu alguma das aeronaves que escoltavam. Assim como os tripulantes de bombardeiros não sabiam que seus protetores eram negros. O próprio coronel Davis Jr. comandou pessoalmente 12 missões. Ele recebeu a Estrela de Bronze por missões na Áustria e a Distinguished Flying Cross por missão de escolta sobre Munique, em 9 de junho de 1944. Davis acabou transferido para um esquadrão nos EUA. Até o final da guerra na Europa, o 332º Grupo completou 311 missões de combate, abatendo 112 inimigos e destruindo ou danificando 950 veículos terrestres. Ao contrário do que sugerem as lendas, os Pilotos de Tuskegee não foram nem melhores nem piores do que os aviadores de outras unidades. O mérito esteve na superação de todas as dificuldades e expectativas. Em 1948, o presidente Harry Truman ordenou o fim da segregação racial nas forças armadas. O reconhecimento veio ao longo do tempo, em livros, filmes e documentários. Em 29 de março de 2007, o presidente George W. Bush entregou a Medalha de Ouro do Congresso para 300 Pilotos de Tuskegee e a algumas de suas viúvas. O aeródromo de Tuskegee virou sítio histórico. Já o comandante Davis Jr. seguiu carreira militar. Ele participou da Guerra da Coréia num Sabre F-86, trabalhou no Pentágono e, em 1998, quando estava na reserva há 18 anos, foi promovido a major-general da USAF.  
 
Uma unidade de homens de valor, de honra e que merece o seu lugar na História por ser um dos primeiros passos militares no fim da segreção racial nos Estados Unidos da América.

"Red Tails" (Caudas Vermelhas), quem escreveu o roteiro, tendo por base fatos reais, foi John Ridley em colaboração com George Lucas que originalmente havia concebido em 1988. O filme foi produzido pela Lucasfilm e lançado pela 20th Century Fox em 2012.
                                     

                                          Desempenho do 332º Grupo de Caça.

- 15.533 decolagens.
- 311 missões.
- 112 aeronaves inimigas destruídas no ar.
- 148 aeronaves inimigas danificadas ou destruídas no solo.
- 950 veículos, locomotivas e vagões danificados ou destruídos.
- 1 torpedeiro danificado.
- 996 pilotos treinados em Tuskegee.
- 450 pilotos enviados para a Europa.
- 95 condecorações por distinção em voo.
- 84 pilotos mortos durante treinamentos e em missões que não eram de combate.
- 66 pilotos mortos em combate.
- 32 pilotos feitos prisioneiros.

                                                         Condecorações.

- 3 Distinguished Unit Citations.
- 1 Silver Star.
- 150 Distinguished Flying Crosses.
- 14 Bronze Stars.
- 744 Air Medals.
- 8 Purple Hearts.

                                           OS AVIÕES DO 332º GRUPO DE CAÇA.

> Mustang P-51D: de julho de 1944 até maio de 1945.
> Republic P-47N Thunderbolt: de junho a julho de 1944.
> Bell P-39L Airacobra: março de 1944.
> Curtiss P-40N Warhawk: abril de 1943 até fevereiro de 1944.


CAÇA MUSTANG P-51.


CARTOON DA ÉPOCA DO ENVIO DOS PILOTOS PARA A SICÍLIA/ITÁLIA.


PILOTOS DO ESQUADRÃO TUSKEGEE. AO FUNDO CURTISS P40.


PILOTOS DO ESQUADRÃO TUSKEGEE. AO FUNDO CURTISS P40.


PILOTOS DO ESQUADRÃO TUSKEGEE. AO FUNDO BIPLANOS DE TREINAMENTO.


CAPITÃO WENDELL PRUITT E CHEFE DE EQUIPE SARGENTO SAMUEL JACOBS/Nov. de 1944. AO
FUNDO, MUSTANG P51.


EMBLEMAS DOS ESQUADRÕES: (ESQ. PARA DIR.) = 99º, 100º, 301º e 302º.


EMBLEMA 332º ESQUADRÃO.


CAÇA-BOMBARDEIRO CURTISS P40.


CAÇA BELL P39 AIRACOBRA.


CAÇA BOMBARDEIRO REPUBLIC P47 THUNDERBOLT.


CAÇA MUSTANG P51 RED TAIL (CAUDA VERMELHA).


OS INIMIGOS DE SEMPRE: MESSERSCHMITT ME 109 Bf.


A INOVAÇÃO ALEMÃ: CAÇA A JATO MESSERSCHMITT ME 262 A.


Em 29 de março de 2007, o presidente George W. Bush entregou a Medalha de
Ouro do Congresso para 300 Pilotos de Tuskegee e a algumas de suas viúvas.


MEDALHA DE OURO DO CONGRESSO.


CARTAZ DE DVD: "RED TAILS" (CAUDAS VERMELHAS).


CARTAZ DO FILME: "RED TAILS" (CAUDAS VERMELHAS).
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Re: ESTADOS UNIDOS - SEGUNDA GUERRA - ESQUADRÃO AÉREO RED TAILS/CAUDAS VERMELHAS - 1943!!!

Mensagem por FRITZEN em Sab 12 Ago 2017, 06:27




Conhecido como "O pai da aviação negra", Anderson Sr. Charles Alfred "Chief" foi talvez mais conhecido por aprender a pilotar seu próprio avião, apesar das poucas oportunidades para pilotos negros e discriminação e tornando-se o instrutor-chefe para os aviadores de Tuskegee, na Seghunda Guerra Mundial

Contribuição de Anderson para treinamento de voo foi imortalizada em um selo da série americana. O selo, que foi concebido pelo diretor de arte Phil Jordan e criado pelo ilustrador Sterling Hundley – baseia-se numa fotografia de 1942 o anuário da escola de formação de voo do Instituto Tuskegee em Tuskegee, Alabama O arnês que Anderson usa era usado pelos pilotos da Segunda Guerra Mundial e foi adicionado por Hundley, de acordo com o USPS.

"O Serviço Postal tem o orgulho de honrar Charles Alfred Anderson de"Chefe", um pioneiro da aviação negro que inspirou, educados e motivados milhares de jovens nas carreiras da aviação, incluindo o famoso Tuskegee aviadores da segunda guerra mundial," disse o oficial William Campbell, numa declaração durante o lançamento do selo, em março de 2014.

Campbell – cujo pai era um aviador de Tuskegee e um veterano da segunda guerra mundial, Coreia e Vietnam – deu os créditos de formação de Anderson de pilotos negros como sendo o impulso para a decisão do Presidente Harry Truman integrar as forças armadas dos EUA.

"Dos aviadores profissionalismo e extraordinária eficácia em combate foi, em grande parte, o catalisador para emissão do Presidente Harry Truman em 1948 de ordem executiva 9981, que venceu as forças armadas dos EUA," Campbell disse em um comunicado.

O selo de 70 centavos, é o décimo quinto na série americana.
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