ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA/POLÔNIA - 1943!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA/POLÔNIA - 1943!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sab Ago 05 2017, 02:47

Compartilho com os colegas, FDC/Primeiro Dia de Circulação, "70 Anos do Levante do Gueto de Varsóvia 1943 - 2013".

                                                           LEVANTE DO
                                                     GUETO DE VARSÓVIA.
                                                        19/ABRIL/1943.

A teoria anti-semita do nazismo foi esboçada inicialmente no livro “Mein Kampf”, (Minha Luta) que Hitler escreveu, enquanto esteve no presídio militar de Landsberg, por força de sentença do Tribunal de Munique, uma vez que liderara o levante conhecido como "PUTSCH DE MUNIQUE". Condenado a 5 anos de prisão, ficou detido por apenas 8 meses. O Partido nazista chegou efetivamente ao poder em janeiro de 1933. Desde então, configurou-se uma ditadura no país e, do ponto de vista social, a perseguição em larga escala aos judeus;  não havia instância policial ou estatal capaz de conter os distúrbios e agressões das SA, as temidas milícias paramilitares do Partido Nacional-Socialista (o nome original, "Sturmabteilung", significa "Divisão de Assalto"). Os judeus foram despojados de seus direitos individuais e civis, proibidos de exercer determinadas profissões, limitados em seu direito de ir e vir, expulsos de universidades, agredidos, obrigados a entregar ou vender empresas e propriedades. Quem podia, tentava fugir para o exterior para escapar das perseguições. A Polônia, primeiro país ocupado pelos alemães em 1939 e com população judaica em grande número, sentiu diretamente os efeitos da política nazista, que combinou o “combate às raças inferiores” com o combate a todos aqueles que se opunham ao novo governo do ponto de vista político. Socialistas, comunistas, nacionalistas poloneses, todos que, de alguma forma participaram ou contribuíram com a resistência polonesa foram perseguidos e, quando capturados, enviados inicialmente para Auschwitz. Em Varsóvia, cada alemão que vestisse um uniforme e tivesse uma arma, podia fazer com um judeu o que quisesse. Ele podia obrigá-lo a cantar, a dançar, a urinar ou defecar nas calças, ou ajoelhar-se perante ele rogando pela sua vida. Ele podia abatê-lo repentinamente ou matá-lo de forma mais lenta. Ele podia ordenar a uma judia que se despisse, que limpasse o passeio com a sua roupa de baixo e depois que urinasse em frente de todas as pessoas. Ninguém estragou o divertimento aos alemães que se entregaram a estes passatempos, ninguém os impediu de maltratar e matar os judeus, ninguém os chamou à responsabilidade pelos seus atos.
"Passa a vigorar imediatamente, o trabalho forçado para todos os judeus residentes na região do Governo Geral da Polônia. Para isto, os judeus serão reunidos em grupos de trabalho forçado. Berlim, 26 de outubro de 1939."
O texto é de um relatório do major da SS Franz Röder. O objetivo da ação era a eliminação do que os nazistas consideravam "pessoas inferiores" e a busca de novo "espaço vital". A Polônia era apenas o começo. Desde o início da guerra, a situação tornou-se cada vez mais insuportável para os judeus. Leis racistas, proibições e segregações tornavam-se fatos corriqueiros; o uso da estrela de "Davi amarela", obrigatório. Os guetos judeus na região do chamado "Governo Geral", deveriam acolher todos os judeus europeus: Lodz, Varsóvia, Cracóvia, Jalowiec ou Bialystok. Marek Edelmann, sobrevivente do Gueto de Varsóvia, recorda: "Foi trágico. Nesse bairro, onde viviam antes cem mil pessoas, foram amontoadas 400 mil pessoas no mesmo espaço. Sete a oito pessoas num quarto. As rações de alimento eram mínimas. Havia fome, aperto e frio…" As imagens do Gueto de Varsóvia mostram miséria. Crianças esqueléticas pedindo esmolas, adultos desesperados. Poucos tinham dinheiro para poder sobreviver. Gêneros alimentícios eram contrabandeados. Tocava-se música num piano salvo do confisco geral de bens; adultos davam aulas às crianças, sem livros e sem cadernos. Os médicos tentavam diminuir o sofrimento. Stefan Grayel vivenciou o Gueto de Varsóvia quando criança: "Depois que foi construído o gueto, tínhamos mortos nas ruas todos os dias. Eles eram cobertos com jornal, pois não havia outra coisa para cobri-los. Frequentemente, demorava horas até que a carroça viesse buscá-los para levar ao cemitério." Em 1942, começou a estratégia nazista de eliminação, cujo nome era "Deportação para o Leste". Às pessoas nos guetos, afirmava-se que iriam para uma frente de trabalho e que poderiam ganhar dinheiro. Mas, o final da viagem era nos campos de extermínio: Treblinka, Sobibor, Chelmno ou Auschwitz. As pessoas que permaneceram no Gueto de Varsóvia ficaram desconfiadas. Durante os 6 meses que se seguiram, aquilo que restava das diferentes organizações políticas foi unido sob um mesmo nome: ZOB (Zydowska Organizacja Bojowa, Organização de Luta Judaica), liderado por Mordechaj Anielewicz, com 220-500 pessoas; outras 250-450 organizaram-se no ZZW (Zydowski Zwiazek Walki, União dos Combatentes Judeus). Os membros desses grupos não tinham ilusões sobre os planos dos alemães e preferiam morrer lutando. O seu armamento consistia sobretudo de pistolas, bombas caseiras e coquetéis molotov; o ZZW era o grupo melhor armado, graças a seus contatos com a resistência polonesa, fora do gueto. Até janeiro de 1943, quase 317 mil judeus foram deportados e assassinados nas câmaras de gás. Em 19 de abril de 1943, reunindo comunistas, sionistas e socialistas judeus, começava no Gueto de Varsóvia, a primeira revolta armada desencadeada por civis no interior da Europa ocupada pelos nazistas. Quando o gueto deveria ser inteiramente evacuado, os restantes rebelaram-se – sem esperança de sobreviver e sem ajuda externa. Desesperados, eles conseguiram resistir durante quatro semanas às tropas da SS, submetendo-as a derrotas fragorosas. "Os alemães foram obrigados duas vezes a fugir do gueto. Uma vez, conseguimos manter a posição retomada por 40 minutos; outra vez, por seis horas." Isso não conseguiu, porém, mudar o destino dos judeus de Varsóvia. Eles lutaram desesperadamente, com todos os meios: com as poucas armas contrabandeadas, com a própria vida. Quando a resistência começou a sucumbir, pouco a pouco, muitos judeus suicidaram-se. Uma carta de despedida afirmava: "Com a minha morte, quero protestar uma última vez contra a passividade com que o mundo inteiro assiste e permite que o povo judeu seja eliminado". O major-general da SS Jürgen Stroop informou Berlim sobre o que considerava "êxito" da operação: "A resistência oferecida por judeus e bandidos pôde ser vencida. Somente com a ação incansável de todas as forças, foi possível registrar e eliminar comprovadamente um total de 56.065 judeus. Não existe mais o antigo bairro judeu de Varsóvia." A ação nazista foi encerrada às 20h15 de 16 de maio, com a explosão da sinagoga do gueto, que se encontrava em ruínas. Muitos anos mais tarde, em dezembro de 1970, Willy Brandt, o primeiro chanceler federal social-democrata da República Federal da Alemanha, se ajoelharia em Varsóvia diante do Monumento aos Mortos do Levante. O gesto e o silêncio que se seguiu – cortado apenas pela chuva de flashes fotográficos – repercutiram no mundo como símbolo de contrição, pedido de perdão e tentativa de reconciliação por parte da Alemanha.

FDC/70 ANOS LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA 1943/2013.


GUETO DE VARSÓVIA COM MURO DE 3 M DE ALTURA SEPARANDO DO RESTO DA CIDADE.


MURO GUETO DE VARSÓVIA SENDO CONSTRUÍDO - 1940.


SOLDADOS ALEMÃES REVISTANDO JUDEUS NO
GUETO DE VARSÓVIA.


SINAGOGA DO GUETO DE VARSÓVIA DESTRUÍDA.


VISTA DESTRUIÇÃO DO GUETO DE VARSÓVIA.


PARTE DO MURO GUETO DE VARSÓVIA PRESERVADO.


PARTE DO MURO GUETO DE VARSÓVIA PRESERVADO.


TRAÇADO POR ONDE PASSAVA O MURO DO GUETO DE VARSÓVIA.


MONUMENTO AOS HERÓIS DO LEVANTE GUETO DE VARSÓVIA E AS DUAS MENORÁ (CANDELABRO JUDAICO DE 7 BRAÇOS) QUE GUARDAM O MONUMENTO.


DETALHE ESCULTURA AOS HERÓIS LEVANTE GUETO DE VARSÓVIA.


MEMORIAL LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA.


MEMORIAL PEQUENO INSURGENTE QUE HOMENAGEIA AS CRIANÇAS QUE LUTARAM NO
LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA.


SÍMBOLO DO LEVANTE GUETO DE VARSÓVIA.


WILLY BRANDT.
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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA/POLÔNIA - 1943!!!

Mensagem por FRITZEN em Sab Ago 12 2017, 13:13



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