ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: FOCKE-WULF FW 200, A EVOLUÇÃO DO AVIÃO DE PASSAGEIROS - 1937!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: FOCKE-WULF FW 200, A EVOLUÇÃO DO AVIÃO DE PASSAGEIROS - 1937!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sab Jul 08 2017, 22:29

Compartilho com os colegas, selo emissão Alemanha Reich, homenagem ao avião "Focke-Wulf Condor FW 200", catálogo Michel nº 866.

                                                        FOCKE-WULF FW 200,
                                             A EVOLUÇÃO DO AVIÃO DE PASSAGEIROS.
                                           

O Focke-Wulf Fw 200 "Condor" foi um avião quadrimotor monoplano, inicialmente destinado ao uso civil, sendo mais tarde improvisado como bombardeiro durante a Segunda Guerra Mundial. Servindo primeiramente como avião de passageiros e mais tarde como aeronave de reconhecimento marítimo armado, assim alçou para a função de bombardeiro, a qual desempenhou de forma até invejável, devido a pequena quantidade destes aparelhos em serviço na Luftwaffe. A Focke-Wulf Flugzeugbau AG foi fundada no dia 1 de janeiro de 1924 por Heinrich Focke, George Wulf e o Dr. Werner Naumann. A empresa operava em um hangar do aeroporto de Bremen, onde eram desenvolvidos aviões leves e de transportes. O grande acontecimento na história inicial da empresa ocorreu no dia 1 de novembro de 1931, data em que o engenheiro Kurt Waldemar Tank, assumiu a diretoria do departamento de designer. Sua experiência nos projetos de aviões era ampla, tendo trabalhado para Rohrbach e a Bayerische Flugzeug AG em Augsburg, sob o comando do Prof. Willy Messerschmitt. O projeto teve início em meados de 1936, quando o engenheiro aeronáutico Kurt Tank (pai do Fw 190) e o diretor da Focke-Wulf juntaram-se aos executivos da companhia aérea estatal alemã Lufthansa para criar um avião civil capaz de concorrer com o Douglas DC-3 dos americanos e paralelamente substituir os já obsoletos Junkers Ju 52/3m. O que se obteve no projeto final foi um quadrimotor que podia atravessar o Atlântico Norte, transportando 26 passageiros e quatro tripulantes. Era propulsionado por motores americanos Pratt & Whitney Hornet de 850 hp cada, munidos de hélices VDM-Hamilton de três pás. O Focke-Wulf Fw 200 efetuou seu voo inaugural em 27 de junho de 1937, ainda como protótipo, designado "200-V1 Condor", tendo no comando o próprio Kurt Tank. O aparelho era estéticamente harmonioso, com nove janelas de Plexiglas nas duas laterais e não tinha nenhuma pintura na sua fuselagem. Posteriormente, o mesmo avião foi adquirido pela Lufthansa e pintado com as cores da empresa. Este "Condor" recebeu a designação D-AERE e denominava-se Saaland. Nos anos 30, o "Condor" teve um papel importante na aviação mundial. Muitas linhas particulares do mundo o adquiriram na versão Fw 200 A-0, equipado com motores BMW 132G-1 de 720 Hp e apresentava poucas alterações diante do modelo V1, como um ligeiro enflechamento dos painéis alares e algumas modificações na cauda. Nove exemplares foram vendidos para a empresa aérea Dania da Dinamarca e outros dois foram para o Syndicato Condor Ltda, com sede no Rio de Janeiro, Brasil. O protótipo V2 foi entregue para a Lufthansa e o V3 era o avião pessoal de Hitler. O Führer não gostava muito de viajar nesse aparelho a princípio, preferindo o veterano Ju 52, principalmente por não confiar muito no trem de pouso retrátil, como afirmou o seu próprio piloto Hans Baur (1897-1993) na sua autobiografia "Hitler at my Side". O Fw 200 efetuou muitos voos recordes na sua carreira de avião comercial. Um deles foi efetuado em agosto de 1938, quando os pilotos Henke e von Moreau decolaram do aeroporto de Tempelhof, em Berlim e chegaram em Nova York em exatas 24 horas e 55 minutos, sendo que a viagem foi feita com vento na direção contrária. A viagem de volta foi feita em apenas 19 horas, com a distância de 6.558 km percorridos a velocidade média de 330 km/h, com um Fw 200S (S de Special). Dias mais tarde, o mesmo avião partiu para Tóquio, fazendo apenas três escalas na percurso. A chegada do avião no Japão rendeu bons frutos a Alemanha Reich. A Marinha Imperial Japonesa ficou muito impressionada ao analisar a aeronave e imediatamente encomendou um exemplar, porém, para fins militares, sendo designado para reconhecimento marítimo no Pacífico. Kurt Tank acreditou que a ideia dos japoneses seria útil para a Luftwaffe. A essa altura já se fabricavam os aparelhos da série B. Logo, ele modificou um V10, com motores BMW 132Dc ou 132H, aumentando a capacidade de combustível, adicionando um compartimento interno capaz de carregar holofotes, botes, câmeras fotograficas e três metralhadoras MG15 de 7,92 mm montadas numa gôndola ventral e na frente do avião. Nenhuma carga de bombas foi prevista. No início de 1939, já era evidente para o Alto Comando Alemão que um conflito envolvendo a Alemanha estava próximo. Assim, o chefe do Estado-Maior da Luftwaffe, General Jeschonnek, atribuiu ao Oberleutnant (1º Tenente) Petersen a tarefa de organizar um grupo de operações navais, capaz de realizar reconhecimento marítimo e eventualmente atacar alvos no Atlântico. O avião escolhido para a missão era o Heinkel He 177. Porém este se encontrava em fase de desenvolvimento, a solução seria a adoção da ideia nipônica, o Fw 200 V10 "Condor". O mesmo ocorreu com os aviões de transporte Junkers Ju 52/3m e o Dornier Do 17. Ambos foram desenvolvidos para a aviação comercial, mas a Luftwaffe equipou-os com bombas, sem consultoria técnica. O Fw200 era literalmente inadequado para a unidade de Petersen, principalmente por conta de sua estrutura frágil para receber bombas. Some-se, ainda, o fato do "Condor" ser obrigado a operar a partir de pistas precárias e, muitas vezes, improvisadas. A equipe de Kurt Tank fez o possível para remediar os problemas estruturais e tentar driblar as modificações não oficiais feitas em campo. Assim originou a versão Fw 200C em 1939, que equipou a Luftwaffe na função de transporte e pôde participar, juntamente com aparelhos da antiga variante B modificados, da operação de ataque à Noruega em 1940. Seis Fw 200C-0 receberam armamento simples: três metralhadoras MG15, sendo que uma era localizada numa gôndola semi-esférica logo atrás do cockpit, outra numa escotilha ventral e outra era operada também na porção dorsal, mas na região frontal do avião, como uma espécie de cabine. Também foi introduzido um compartimento de bombas no dorso com capacidade de 3500 kg e sob as asas do avião, quatro bombas de 250 kg. A variante seguinte era vista como definitiva, mas apresentava grandes equívocos, como a visível falta de blindagem e falhas estruturais. O Fw 200 C-1 tinha muitas novidades, como aquecimento interno e luz elétrica para a tripulação, mas a principal delas era a gôndola ventral mais deslocada que a do modelo anterior, reservando um espaço adicional no avião que levava uma carga máxima de 5500 kg de bombas e mais as 04 bombas de 250 kg cada sob as asas. Foi também introduzido um canhão automático MG FF de 20mm de fogo frontal (a fim de causar danos às baterias antiaéreas aliadas), que era a única arma ofensiva de disparo rápido. No final do conflito, haviam apenas dois Fw 200B, que haviam sido encomendados pelo Japão antes da Guerra e nunca foram entregues por causa do início das hostilidades e que compunham o esquadrão de transporte KGrzbV 105. O primeiro, um Fw 200B-2 "Hessen" acidentou-se ao deixar o cerco de Berlim em 21 abril de 1945, por causa do excesso de passageiros (na maioria líderes políticos). O segundo, outro B-2, sobreviveu ao conflito.

No Brasil, no final da década de 30, o Sindicato Condor (subsidiária da Lufthansa e posteriormente Cruzeiro do Sul) havia encomendado dois Fw 200A-0. Chegaram ao Rio de Janeiro em 29.06.1939, após percorrerem 11.000 km, passando por Sevilha/Espanha, Bathurst/Gâmbia e Natal/RN. Imediatamente foram colocados na rota Rio de Janeiro-Buenos Aires. Os prefixos eram: PP-CBI "Abaitará" (originalmente D-AXFO "Pommern" W.Nr. 2996) e PP-CBJ "Arumani" (D-ASBK "Holstein" W.Nr. 2995). Os nomes "Abaitará" e "Arumani" são em homenagem aos indígenas do Brasil. Ambos foram uma verdadeira preocupação para os norte-americanos nos anos pré-guerra, pois poderiam ser facilmente convertidos para o uso militar e tinham autonomia de vôo para chegar ao Canal do Panamá, caso o Brasil se aliasse a Hitler, uma real possibilidade na época. Vargas balançou entre um lado e outro durante muito tempo, vendo de onde poderia tirar mais vantagens para o país. Além disso, foi fechado um acordo tecnológico para a fabricação do avião no Brasil, assim, a preocupação dos americanos aumentava mais ainda. Em 07.03.1947, o "Abaitará" foi abalroado no solo quando o DC-3 prefixo PP-PCK da Panair pousava no aeroporto Santos Dumont, sendo sucateado. Com relação ao "Arumani", segundo alguns pesquisadores, foi "destruído" para não ficar nenhuma marca do nazismo, após a queda do III Reich. Foram os últimos sobreviventes de uma linhagem de aviões que entrou para a história.


SELO EM HOMENAGEM AO FOCKE-WULF FW 200 CONDOR.


FOCKE-WULF FW 200 CONDOR - LUFTHANSA.


JU - 52, O PREFERIDO POR HITLER.


FOCKE-WULF FW 200 CONDOR EM NOVA IORQUE - 1938.


FOCKE-WULF FW 200 CONDOR EMPRESA AÉREA DANIA/DINAMARCA.


DOUGLAS DC-3 NORTE-AMERICANO.


CARTAZ ALEMÃO FOCKE-WULF FW 200 COMO BOMBARDEIRO DE PATRULHA MARÍTIMA.


ESQUADRÃO DE FOCKE-WULF FW 200.


FOCKE-WULF FW 200 COM ANTENAS DE RADAR NO BICO.


FOCKE-WULF FW 200 CONDOR USADO PELO SYNDICATO CONDOR LTDA NO BRASIL.


FOCKE-WULF FW 200 CONDOR "ARUMANI".
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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: FOCKE-WULF FW 200, A EVOLUÇÃO DO AVIÃO DE PASSAGEIROS - 1937!!!

Mensagem por FRITZEN em Dom Jul 09 2017, 20:41





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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: FOCKE-WULF FW 200, A EVOLUÇÃO DO AVIÃO DE PASSAGEIROS - 1937!!!

Mensagem por H Roberto em Dom Jul 09 2017, 20:51

Parabéns Antonio...ícones da aviação da 2ª guerra..tanto no transporte civil como militar
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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: FOCKE-WULF FW 200, A EVOLUÇÃO DO AVIÃO DE PASSAGEIROS - 1937!!!

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