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Dúvida

Mensagem por Athos em Qua Jun 21 2017, 23:33

Olá,
Tenho uma breve dúvida Embarassed
Quando utilizo do método de colocar na agua morna para retirar o selo do envelope ou de outro selo, ele é considerado mint?
A água dissolve a cola e ele entra para categoria usado(mesmo sem ter sido usado para correspondéncias)?
Obrigado!! Rolling Eyes
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Re: Dúvida

Mensagem por Fabio Monteiro em Qui Jun 22 2017, 02:10

Bom dia, Athos. O selo novo que perdeu a goma é um mint "de mintira". Os catálogos em inglês abreviam MNG (mint no gum, para diferenciar do MH - mint hinged/ com goma e charneira e do MNH-mint never hinged/estado original). Já o catálogo alemäo Michel tem o símbolo (*) para o selo novo sem goma, bem como o * para o selo novo gomado com charneira e o ** para o mint de verdade, no estado original (postfrisch).

O problema é que a alta umidade reinante ao longo do litoral brasileiro torna praticamente impossível manter as gomas originais de muitos selos (em especial os mais antigos) sem se investir em desumidificadores elétricos. Entäo a perda da goma (e do estado original) é uma questäo de tempo.
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Re: Dúvida

Mensagem por Marcelo Zampa Filgueiras em Qui Jun 22 2017, 06:27

Obrigado Fábio, muito esclarecedora sua resposta.
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Re: Dúvida

Mensagem por Athos em Qui Jun 22 2017, 06:36

Obrigado Fábio, como disse o amgo Marcelo, foi muito esclarecedor.
Tenha bom dia!
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Re: Dúvida

Mensagem por odilo em Qui Jun 22 2017, 11:21

Enquanto a coleção for para nossa simples diversão, cada um faz como quer. Mas quando chegar a hora da verdade, isto é, participar de uma exposição ou se desfazer da coleção (venda), então começa a dor de cabeça.
Vai ter jurado ou comprador que vai pedir para ver o verso do selo. Se for um selo carimbado com goma, ele vai desmerecer porque um selo assim certamente foi carimbado de favor. Se lavar este selo e retirar a goma, ele poderá contestar que o carimbo não permite identificar o local e data de onde foi obliterado. Mas se for possível a identificação, pode ser que ai ele aceite.
Resta ainda a questão de que alguns selos carimbados são mais raros e por isto mais caros que os selos sem carimbo. Nestes casos (selos isolados) vão exigir um atestado de veracidade, do selo e do carimbo.
Então, na hora em que vamos querer adquirir um selo com carimbo, os cuidados são os mesmos.
Algumas vezes aparecem acumulações ou "coleções" recebidas de herança. Nestes casos, como as pessoas provavelmente viveram na época em que coletaram os selos, os carimbos certamente são verdadeiros. Melhor ainda se estiverem no envelope ou em fragmento. Também, dependendo do poder aquisitivo de quem coletava ou colecionava, o material pode ser de melhor ou pior qualidade.
Quanto ao nosso clima, quente e úmido, realmente manter uma coleção ou selos isolados com goma tem um custo adicional. O Fabio cita ai a questão da climatização do ambiente ou local onde os selos estão guardados.
Uma prática muito comum é tentar neutralizar um pouco a goma com talco puro. Outros chegam até a usar talco com bactericida ou fungicida, tipo talco granado. Nestes casos então o melhor é adquirir o talco puro numa farmácia de manipulação.
Mas um selo com talco na goma seria ainda considerado um selo MINT ?


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Re: Dúvida

Mensagem por Athos em Qui Jun 22 2017, 13:12

Complicado, viu..... Neutral
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Re: Dúvida

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Jun 22 2017, 16:41

Prezados,

esta é uma das realidades na filatelia, assim, o melhor é pesquisar, trocar ideias com filatelistas mais antigos e ler bastante sobre filatelia...
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Re: Dúvida

Mensagem por odilo em Sex Jun 23 2017, 21:28

Então, sobre minha pergunta/dúvida :

Mas um selo com talco na goma seria ainda considerado um selo MINT ?

Eu penso que se formos usar a definição de MINT, não poderia ser mais considerado como selo MINT.
Porque a goma esta alterada, não é mais a original.

Seguindo o mesmo raciocínio, o mesmo vale para aqueles selos que, com o tempo e calor, acabam colando na base do protetor. Mesmo que se consiga retirar sem marcas, a goma já não é mais brilhante e sim opaca. Em outros a goma fica espelhada, consequência da ação do calor que derrete um pouco a goma e esta se espalha na base do protetor.

Realmente Athos, este assunto é bem complicado quando chegamos na "hora da verdade".

Mas eu não sou o "dono da verdade" e afinal de contas esta é tão somente minha opinião.

Por favor colaborem com a sua visão sobre este assunto.


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Re: Dúvida

Mensagem por ahl em Sex Jun 23 2017, 22:11

BOA NOITE

Athos escreveu:Olá,
Tenho uma breve dúvida Embarassed
Quando utilizo do método de colocar na agua morna para retirar o selo do envelope ou de outro selo, ele é considerado mint?
A água dissolve a cola e ele entra para categoria usado(mesmo sem ter sido usado para correspondéncias)?
Obrigado!! Rolling Eyes


odilo escreveu:

[...]

Por favor colaborem com a sua visão sobre este assunto.


Aqui vai uma colaboração.

Vejamos algumas reflexões em torno desta matéria.

A - DAS COLECÇÕES DE OBJECTOS POSTAIS
A1 - A história das comunicações escritas abrange e usa objectos postais
A2 - Os objectos postais têm elementos escritos nos mesmos
A3 - Os elementos escritos nos objectos postais servem para a determinação do tratamento a dar à correspondência
A4 - O tratamento a dar à correspondência implica selos, marcas, carimbos e anotações de serviço
A5 - Os selos, marcas, carimbos e anotações de serviço variam de acordo com os dados escritos nos objectos
A6 - Os dados escritos nos objectos (por exemplo -  re-expedições; devoluções ao remetente; posta restante; correio endereçado de/para hotéis, navios, etc; correio enviado para refugo; etc), são básicos para a definição do serviço e tratamento postal
A6.1 - Os carimbos de Re-expedição... Não carece de nova franquia... Lido à Posta... Devolvido... carecem, para se perceber na totalidade o objecto postal, de dados escritos.
A7 - ... etc, etc...

B - DAS COLECCÇÕES DE OBJECTOS POSTAIS PARA FILATELISTAS, NÃO FILATELISTAS E OUTROS
B1 - As formas de tratamento entre pessoas variaram ao longo dos tempos.
Lembram-se dos Ex.mos?... dos Ilustríssimos?... dos &c. &c. &c....?
Estão a ver as diferenças entre Ex.mo... Senhor/Sr... Cidadão... Ao C/... ?
Logo, se estes dados não fossem considerados importantes, ficaríamos privados do entendimento das mentalidades, no tempo e no espaço, a partir do objecto postal em questão
B2 - As formas de endereçar a correspondência variaram ao longo dos tempos
Remetente escrito em qualquer lugar dos envelopes... em cima à esquerda... atrás... não são destituídos de significado.
Ou seja, há formas e conteúdos através dos quais interpretamos e percebemos (ou não), os objectos postais em análise
B3 - E ficam por analisar a caligrafia... a onomástica... a toponímia...
B4 - E ficam por analisar a importância que estes dados têm para verificação de eventuais fraudes... dados postais apócrifos...
B5 - &c, &c, &c.

CONCLUSÃO
Os envelopes/sobrescritos guardam-se inteiros.
Os selos não se retiram dos envelopes nem dos fragmentos de papel.
Por esta razão, sempre que se olha para uma carta ou para um bilhete postal (ilustrado ou não) é possível ver,  pelo menos, o seguinte:
Imagem / Remetente / Destinatário / texto / caligrafia / selos / marcas / carimbos / anotações / papéis e cartolinas / formas de tratamento / etc, etc.
Se retirarmos os selos dos envelopes/sobrescritos... apagaremos toda a história das mentalidades e dos usos e costumes que lhes está associada. Ou seja... apagaremos a história... e ficaremos, todos, a começar pelo proprietário, mais pobres!
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Re: Dúvida

Mensagem por Fabio Monteiro em Dom Jun 25 2017, 06:11

A pedido do Odilo, aqui vão alguns pitacos meus sobre o assunto. A pergunta era:

Mas um selo com talco na goma seria ainda considerado um selo MINT ?

Se definirmos o selo mint como o selo em sua forma original, sem alterações, a resposta é clara: não. Por outro lado, o progresso tecnológico desde 1840 produziu meios de detectar alterações microscópicas, o que era inimaginável no tempo do Penny Black. Por exemplo, hoje podemos encontrar impressões digitais, variações de cores devido à exposição sob luz ou ar, partículas de poeira em suspensão que se colaram no verso do selo, etc, etc.

Tudo isso nos leva a concluir que, se exigirmos o estado original em 100 % para considerarmos um selo como mint, provavelmente não existe mais nenhum selo mint depois de quase dois séculos de manuseios. O que significa que a definição de mint estará sujeita a variar com o tempo, bem como segundo interesses do vendedor, do comprador e do catalogador.

Como assim? Respondo com minha própria coleção de selos novos do Brasil até 1945. Se alguém me oferece um selo X (que não tenho) novo sem goma a um preço interessante, eu compro. E o mantenho até conseguir um exemplar em melhor estado, p.ex. novo, com goma e charneira. Este segundo exemplar fica na coleção até surgir um com goma sem charneira, e assim por diante.

Ou seja, em vez de definir um padrão estrito pra mint, trato de buscar upgrades, de acordo com a disponibildade e meu orçamento. Porque sei que é quase impossível completar minha coleção em mint/**. E sei também que minha satisfação com a coleção será sempre maior do que seu valor de venda, quando ela sobreviver a mim.
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Re: Dúvida

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