HOLANDA - HÁ 75 ANOS, O DIÁRIO DE ANNE FRANK COMEÇAVA A SER ESCRITO - 1945-2017!!!

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HOLANDA - HÁ 75 ANOS, O DIÁRIO DE ANNE FRANK COMEÇAVA A SER ESCRITO - 1945-2017!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qua Jun 14 2017, 10:00

Compartilho com os colegas, selo postal emissão Alemanha Federal em homenagem a Anne Frank, hoje "HÁ 75 ANOS, O DIÁRIO DE ANNE FRANK COMEÇAVA A SER ESCRITO".

                                       HÁ 75 ANOS, O DIÁRIO
                          DE ANNE FRANK COMEÇAVA A SER ESCRITO.

Anne Frank nasceu a 12 de junho de 1929, na cidade alemã de Frankfurt am Main, lugar onde a família do seu pai já vivia por várias gerações. A irmã de Anne, Margot, é três anos e meio mais velha que ela. A crise econômica, a ascensão de Hitler ao poder e o crescimento do antissemitismo põem fim à vida tranquila da família. Otto Frank e a sua mulher Edith decidem, como vários outros judeus, deixar a Alemanha. Otto consegue estabelecer um negócio em Amsterdã e a família encontra uma casa em Merwedeplein. As filhas vão para a escola, Otto trabalha muito no seu negócio e Edith cuida da casa. À medida que a ameaça de guerra cresce na Europa, Otto e a sua família tentam emigrar para a Inglaterra e Estados Unidos porém, estas  tentativas falham. A 1 de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. Começa a Segunda Guerra Mundial. A 10 de maio de 1940, as tropas alemãs invadem a Holanda. Cinco dias depois a Holanda rende-se. Com o país ocupado, rapidamente são aplicadas leis contra os judeus. Tais leis impõem, cada vez mais, restrições que afetam tanto a vida pessoal de Otto e sua família, como o seu negócio. Fica cada vez mais claro que a família terá que se esconder. É preparado então o  esconderijo, o Anexo Secreto, localizado no canal Prinsengracht, nº 263, em Amsterdã no prédio onde fica a empresa de Otto. A 5 de julho de 1942, Margot Frank recebe uma convocação para se apresentar para o campo de trabalho forçado na Alemanha. Logo no dia seguinte, a família Frank vai para o esconderijo. A família Van Pels vai para lá uma semana depois e em novembro de 1942 chega uma oitava pessoa ao esconderijo, o dentista Fritz Pfeffer. Eles ficam a morar no Anexo Secreto durante dois anos. As pessoas no esconderijo têm que se manter em silêncio, frequentemente sentem medo e, bem ou mal, passam o tempo uns com os outros. Eles são ajudados pelos funcionários do escritório - Johannes Kleiman, Victor Kugler, Miep Gies e Bep Voskuijl - além do marido de Miep Gies, Jan Gies, e do gerente do armazém Johannes Voskuijl, o pai de Bep. Esses ajudantes tratam não somente de trazer alimentos, roupas e livros; eles também significam o contato com o mundo exterior para as pessoas no esconderijo. Pouco antes de ir para o esconderijo, Anne recebe um diário de presente de aniversário. Ela começa a escrever imediatamente e, durante o seu tempo no esconderijo, escreve sobre os acontecimentos no Anexo Secreto bem como sobre si mesma. O seu diário é um grande apoio para ela. Anne também escreve contos e coleciona as suas frases favoritas de outros escritores no seu Livro de Belas Frases. Quando o Ministro da Educação, através da rádio inglesa, faz um pedido  para as pessoas guardarem os diários de guerra, Anne decide editar o seu e criar um romance chamado "O Anexo Secreto". Ela começa a reescrever o seu diário, mas antes que consiga terminar, ela e as outras pessoas do esconderijo são presas. A 4 de agosto de 1944, as pessoas que estavam escondidas são presas juntamente com os ajudantes Johannes Kleiman e Victor Kugler. Através da sede do Serviço de Segurança alemão (Sichterheidsdienst), das prisões e do campo de transição de Westerbork, eles são deportados para Auschwitz. Os dois ajudantes são enviados para o campo de Amersfoort. Johannes Kleiman é libertado pouco depois da detenção e, seis meses mais tarde, Victor Kugler consegue escapar. Imediatamente após a prisão, Miep Gies e Bep Voskuijl resgatam o diário de Anne e papéis que foram deixados para trás no Anexo Secreto. Apesar de intensas investigações, nunca ficou claro como o esconderijo foi descoberto. Otto Frank é o único das oito pessoas do esconderijo que sobrevive à guerra. Durante a sua longa viagem de volta à Holanda, ele fica a saber que sua mulher, Edith, morreu. Ele ainda não sabe o que aconteceu às suas filhas e mantém a esperança de reencontrá-las vivas. O seu retorno a Amsterdã ocorre no início de junho. Ele vai diretamente encontrar-se com Miep e Jan Gies e permanece com eles por mais sete anos. Em julho, na tentativa da encontrar suas filhas, Otto recebe a notícia de que ambas morreram de doença e fome em Bergen-Belsen. Miep Gies entrega-lhe então o diário e os papéis de Anne. Otto lê o diário e descobre uma Anne completamente diferente. Seus textos emocionam-no  profundamente. Anne escreveu no seu diário que queria tornar-se escritora ou jornalista e que gostaria de ver o seu diário publicado como um romance. Amigos de Otto Frank convenceram-no da grande expressividade do diário e, em 25 de junho de 1947, "O Diário de Anne Frank" é publicado numa edição de 3 mil exemplares. Seguem-se a esta, muitas outras edições, traduções, uma peça de teatro e um filme. Pessoas de todos os lugares do mundo passam a conhecer a história de Anne Frank. Ao longo dos anos, Otto Frank responde a milhares de cartas de pessoas que leram o diário da sua filha. Em 1960, a Anne Frank House torna-se um museu. Otto Frank permanece envolvido com a Anne Frank House e com campanhas pelo respeito dos Direitos Humanos até à sua morte, em 1980.

SELO POSTAL HOMENAGEM A ANNE FRANK.


ANNE FRANK.


MÃE COM AS FILHAS.


ANNE FRANK QUANDO PEQUENA.

DIÁRIO DE ANNE FRANK.


PÁGINA DO DIÁRIO DE ANNE FRANK.
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