ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: 75 ANOS DA BATALHA DE MOSCOU!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: 75 ANOS DA BATALHA DE MOSCOU!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Seg Maio 15 2017, 08:58

Compartilho com os colegas, bloco emissão em homenagem aos "75 Anos da Batalha de Moscou".

                                          A BATALHA DE MOSCOU
                                       SETEMBRO 1941/ABRIL 1942.

A invasão alemã de 22 de junho de 1941, operação Barbarossa, colheu Stalin tão de surpresa que por quase dois dias ele se imobilizou, recusando-se a acreditar, enquanto os exércitos de Hitler destruíam aviões no solo e blindados imóveis. Considerada a maior e mais feroz campanha militar da história em termos de mobilização de tropas e baixas sofridas, onde 4,5 milhões de soldados do Eixo invadiram a União Soviética numa frente de 2900 km, sendo utilizados 600.000 veículos automotores e 750.000 cavalos. Os planos para a Operação Barbarossa iniciaram no dia 18 de dezembro de 1940, sendo o seu nome devido ao monarca Frederico Barbarossa, do Sacro Império Romano-Germânico, um dos líderes da 3ª Cruzada no século XII. O objetivo inicial da Operação Barbarossa era uma rápida tomada da parte europeia da União Soviética a oeste da linha que liga as cidades de Arkhangelsk e Astrakhan, chamada de linha "A-A" na Diretiva nº 21 de Adolf Hitler. As tropas alemãs penetraram profundamente em solo soviético e capturaram mais de 1 milhão de soldados despreparados e pouco armados. A meta de Hitler: tomar Moscou. Em 2 de outubro de 1941, o Grupo de Exércitos do Centro, sob o comando do Marechal-de-Campo Fedor von Bock, finalmente lançou o ataque contra Moscou - operação que recebera o codinome Operação Typhoon (Tufão). Von Bock tinha o principal objetivo da operação: capturar Moscou e forçar o armistício, exatamente como os alemães haviam feito nas invasões anteriores. A batalha nos arredores de Moscou entrou na história da Segunda Guerra Mundial como uma das maiores e mais sangrentas. As batalhas ocorreram num território de quase 1000 quilômetros de frente e 400 quilômetros em profundidade, em área que se equipara à Inglaterra, Irlanda, Islândia, Bélgica e Holanda somadas. Os combates duraram mais de 200 dias e neles participaram, de ambas as partes, mais de 7 milhões de soldados, dos quais mais de um milhão e meio ficaram para sempre nos campos de batalha. Assim, os nazistas começaram sua derrocada na Batalha de Moscou, que durou de setembro de 1941 a abril de 1942. A Batalha de Moscou é dividida em dois períodos: o defensivo (de 30 de setembro a 4 de dezembro de 1941); o ofensivo, composto por duas etapas: uma contra-ofensiva (5-6 de dezembro de 1941 a 7-8 de janeiro de 1942) e uma contra-ofensiva soviética generalizada (de 7-10 de janeiro a 20 de abril de 1942). O mês mais trágico da batalha, para os invasores, teria sido outubro de 1941, quando os alemães foram paralisados nos subúrbios da capital soviética, pela combinação do inverno excepcionalmente rigoroso com temperaturas de até 50° negativos e com a determinação suicida do Exército Vermelho. A Batalha de Moscou foi a porta do inferno para os alemães. Os alemães sacrificaram mais de 600 mil soldados (mortos e feridos) na Batalha de Moscou e perdido grande quantidade de material bélico. Os russos tiveram perdas imensamente maiores (quase 2 milhões de baixas). A capacidade de recrutamento alemã à época era muito limitada, dado à população germânica, relativamente pequena se comparada ao colosso soviético: 70 milhões contra 180 milhões. Os parceiros do Eixo só contribuíram, modestamente, para a Operação Barbarossa: italianos, húngaros, finlandeses, romenos e espanhóis somavam umas poucas divisões. Isto significava que embora morressem ou ficassem feridos três ou quatro vezes mais russos e seus parceiros do que alemães e seus aliados, era muito mais fácil para os russos preencherem seus soldados perdidos. Foi o que fez Stalin, tão logo se recompôs da perplexidade inicial com a invasão. Só tropas siberianas que conseguiu mobilizar e armar em 1942, somavam 1 milhão de homens. E elas mudaram o rumo da guerra. Para a batalha de Stalingrado, o ditador soviético mobilizou secretamente outro milhão de soldados (nem o marechal Zhukov, comandante do Exército Vermelho, sabia dessas reservas). Em outras palavras, Stalin tinha 2 milhões de homens para fazer a reposição dos que perdia em frente a sua capital, mas os alemães, em guerra desde 1939, com a mobilização praticamente esgotada, não tinham como fazer uma reposição de 600 mil soldados para a Wermacht. Esses soldados perdidos fariam falta a partir de 1942, em que pese a superioridade em material e preparo da máquina de guerra alemã. Em Stalingrado, invasores e russos perderam um terço do que perderam em Moscou: 300 mil baixas alemãs, 700 mil soviéticas. Na batalha de Kursk, a perda maior foi de material. O parque de blindados alemães da frente oriental foi dizimado pelos tanques soviéticos T-34, superiores em blindagem aos Panzer e Panther. Os nazistas perderam 800 tanques e canhões de assalto, que a Alemanha não tinha como repor. Os soviéticos perderam o dobro, que puderam substituir pelos que fabricavam e pelos que os americanos lhes forneceriam, dentro do projeto de ajuda “lend-lease”. Não fosse o atraso de algumas semanas, por terem os alemães invadido os Balcãs para socorrer Mussolini, eles teriam eliminado um de seus mais severos obstáculos para a tomada de Moscou: o general inverno. Não fosse, também, uma ordem equivocada de Hitler, obedecida a pleno pelo general Heinz Guderian e seus Panzers, Moscou teria sido alcançada antes do inverno e da reorganização do Exército Vermelho frente à capital. Guderian, à frente de sua divisão blindada, avançava célere para Moscou, quando, a 27 de julho, vitorioso em Smolensk, a 350 quilometros da capital, recebeu ordem de seguir para o sul, em direção a Kiev. Hitler desprezava o enorme golpe psicológico (nacional e internacional) que seria a tomada de Moscou, e ordenava, por razões econômicas, que se ocupassem a Ucrânia e o Cáucaso. Enquanto isso, o desespero crescia em Moscou, que já se julgava perdida. Os alemães haviam chegado até o subúrbio moscovita de Khimki, a meia hora de automóvel do Kremlin. Nos dois meses e meio seguintes, culminando no pânico do dia 16 de outubro de 1941, ninguém, no mundo inteiro apostaria que Moscou resistiria. Neste dia, grande número de autoridades soviéticas haviam se retirado para Kuybishev, que seria a nova capital. Até a NKVD preparava sua retirada e queimava seus documentos na Lubianka. O povo saqueava o comércio e estendia bandeiras brancas nas janelas. Stalin, contudo, resolveu permanecer e defender a capital. Salvou-a, com sua cruel determinação, ajudado pelos erros de Hitler. Desde o início da sua reação, Stalin nunca admitiu recuos ou rendições. Nem quando havia apenas um fuzil para cada dez combatentes. Os soldados eram obrigados a avançar, desarmados, tomando as armas dos que caiam ou do inimigo. Ninhos de metralhadoras alemãs eram tomados por homens desarmados, pois não tinham tempo de recarregar as armas para matar mais. Era uma carnificina, tudo no mano a mano. Ninguém recuava, pois Stalin havia criado as “unidades de bloqueio” que nada mais eram do que soldados com metralhadoras na retaguarda, encarregados de matar no ato quem não avançasse ou recuasse. Sua Diretriz de Guerra nº 270, dizia: "quem fosse feito prisioneiro seria tratado como traidor e sua família enviada para um campo de concentração". De fato, prisioneiros soviéticos dos alemães geralmente eram fuzilados quando libertados. Mesmo após o fim da guerra, milhares foram repatriados apenas para serem fuzilados ao desembarcarem nas estações de sua pátria. Soldados feridos sem gravidade, eram suspeitos de automutilação e fuzilados, embora muitas vezes tivessem sido feridos pelos alemães quando combatiam valorosamente. A única possibilidade de um soldado soviético era combater contra os alemães, mesmo que de mãos limpas. Nenhuma tropa nessa guerra, nem as impiedosas SS alemãs, tratou assim seus soldados. Isso foi a Batalha de Moscou!!!

75 ANOS DA BATALHA DE MOSCOU.


DIRETIVA Nº 21 DE ADOLF HITLER AUTORIZANDO A "OPERAÇÃO BARBAROSSA".


MAPA ESQUEMA DOS ALVOS ALEMÃES NA "OPERAÇÃO BARBAROSSA".


MARECHAL-DE-CAMPO FEDOR VON BOCK
RESPONSÁVEL PELA TOMADA DE MOSCOU.


TANQUE PANZER II, UTILIZADO NA "OPERAÇÃO BARBAROSSA".


TANQUE PANZER III, UTILIZADO NA "OPERAÇÃO BARBAROSSA".


TANQUE PANZER IV G, UTILIZADO NA "OPERAÇÃO BARBAROSSA".


TANQUE PANZER IV J, UTILIZADO NA "OPERAÇÃO BARBAROSSA".


TANQUE PANZER V G - PANTHER, UTILIZADO NA "OPERAÇÃO BARBAROSSA".


TANQUE RUSSO T-34, UTILIZADO NA DEFESA DA INVASÃO ALEMÃ.


TANQUE KV-1, UTILIZADO NA DEFESA DA INVASÃO ALEMÃ.


LANÇA-FOGUETES KATIUSKA.


DESFILE DAS TROPAS RUSSAS EM MOSCOU NA PRESENÇA DE STALIN.


TROPAS RUSSAS CHEGANDO A MOSCOU PARA SUA DEFESA.


JACOB STALIN, FILHO DE STALIN, FEITO PRISIONEIRO PELOS ALEMÃS.


SOLDADOS ALEMÃS PRISIONEIROS, CONGELADOS NO INVERNO RUSSO.
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