SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: A BATALHA DO RIO DA PRATA - 1939!!!

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SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: A BATALHA DO RIO DA PRATA - 1939!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Maio 04 2017, 22:51

Compartilho com os colegas, selos emissão Falkland Islands, 1974, 35º Aniversário "A Batalha do Rio da Prata - 1939", selos navios participantes do conflito.

                                                       A BATALHA DO
                                                       RIO DA PRATA.

A Batalha do Rio da Prata foi a primeira grande batalha naval da Segunda Guerra Mundial e foi travada entre as marinhas inglesa e alemã. O combate aconteceu no Atlântico Sul em 13 de dezembro de 1939, próximo ao estuário do rio da Prata. Em 21 de agosto de 1939, o "Admiral Graf Spee" deixou o porto de Wilhelmshaven (Alemanha), na costa do mar do Norte, com ordens secretas de atacar a navegação comercial no Atlântico Sul, abaixo da linha do Equador. Estas ordens deveriam ser executadas, após a declaração oficial de guerra. A estratégia alemã faria com que antes da declaração de guerra o navio pudesse navegar em águas internacionais sem problema. Durante três semanas, o navio navegou em oceano aberto a leste do Brasil. Finalmente em 20 de setembro de 1939, o "Admiral Graf Spee" foi liberado para executar suas ordens. As ordens eram para que o encouraçado atacasse como um corsário, nos locais mais inesperados, a fim de manter as esquadras aliadas dispersas, principalmente a Marinha Real Britânica, facilitando o desenvolvimento de outras ações navais contra a Inglaterra. No mar, a Marinha Real Britânica e a Marinha Francesa eram muito superiores a Marinha Alemã, porém essa possuía alguns navios de primeira linha, e entre eles estava o "Admiral Graf Spee", “Panzershiffe”, classe Deutschland, popularmente chamado de “Encouraçado de Bolso”. O Tratado de Versalhes proibia que as forças alemãs produzissem navios de grande porte, então foram fabricados esses encouraçados menores. Esta foi a primeira série de navios que utilizavam placas soldadas eletricamente. Com uma propulsão de 8 motores a diesel,  blindagem de 40 a 80 mm na lateral, 40 mm no convés, 125 mm nas torres, 150 mm nas barbetas e 140 mm na torre de comando. O armamento principal era composto por 6 canhões de 280 mm da Krupp e 8 canhões de 150 mm.  Seu armamento antiaéreo era 6 canhões de 105 mm, 5 canhões de 88 mm e 8 canhões de 37 mm, além de 8 tubos de torpedo. Tinha ainda dois aviões Arado Ar 196, lançados com catapulta. Sua tripulação era de 926 oficiais e marinheiros. Seu comandante, Capitão Hans Langsdorff, atacava navios mercantes e após cada ataque, navegava milhares de milhas para despistar seus perseguidores. No dia 30 de setembro de 1939, o "Admiral Graf Spee" afundou o cargueiro Clement, próximo a Pernambuco, no Brasil. Enquanto os aliados se organizaram em cinco grupos de caça para varrer o Atlântico, o "Admiral Graf Spee" afundou o Newton Beech, o Huntsman, o Trevanion e o petroleiro Africa Shell, na costa de Lourenço Marques. Continuando com sua tarefa, afundou os navios Doric Star e Tairoa, próximo a Santa Helena. Após o encontro com o seu navio de reabastecimento Altmark, o "Admiral Graf Spee" seguiu para o Rio da Prata, onde fez outra vítima, afundou o Streonshalh. A marinha inglesa tinha conhecimento de que o "Admiral Graf Spee" intentaria contra o grande número de navios mercantes que partiam do centro comercial do rio da Prata.  Desta forma, a “Força G”, comandada pelo Comodoro Harwood que era composta de 3 cruzadores: o Ajax, o Achilles (cruzador neozelandês) e o Exeter, ficando ainda o Cumberland como reserva nas Malvinas (Falklands), se deslocou para o rio Prata. O Exeter era o único cruzador pesado, da classe York, tendo como armamento principal 6 canhões de 203 mm e secundários de 8 canhões de 102 mm, seu armamento antiaéreo era 4 canhões Bofors de 40 mm e 8 de 20 mm, tinha ainda um hidroavião e sua tripulação variava entre 630 a 850 oficiais e marinheiros. Como a “Força G” era formada apenas por cruzadores e dois destes cruzadores eram leves com canhões de 152 mm; Harwood sabia que seria difícil causar danos a superestrutura de um encouraçado, então sua estratégia seria dividir a atenção do "Admiral Graf Spee". O Ájax e o Achilles iriam por um lado e o Exeter atacaria por outro, dificultando a concentração dos alemães em responder ao ataque. No dia 13 de dezembro, o "Admiral Graf Spee" foi visto pelos cruzadores ingleses. A batalha iniciou e a estratégia de Harwood foi posta em prática, mas o "Admiral Graf Spee" atacou pesadamente o Exeter que rapidamente foi posto fora de ação. Vendo a situação difícil do seu cruzador pesado, Harwood ordenou o ataque dos dois outros cruzadores, que diminuíram a distância que os separavam do inimigo. Quando se aproximaram, seus tiros tiveram efeito sobre o "Admiral Graf Spee" que precisou reavaliar a situação. O Exeter, apesar de muito atingido ainda navegava, recuou e seguiu para as Malvinas para reparo. Ainda que os tiros dos cruzadores leves não tenham danificado a estrutura do "Admiral Graf Spee", causaram alguns estragos e os alemães perderam 36 homens. Sendo alvo de todo poder de fogo do navio alemão, Harwood ordenou o fim das hostilidades e a volta a uma distância segura. O capitão Langsdorf se viu em apuros após ter de enfrentar três cruzadores, rumou para o continente, sendo sempre perseguido pelos ingleses. Harwood não queria perder o navio alemão, ainda achava ter chance de derrotá-lo, mas para sua surpresa, este seguiu para o porto uruguaio de Montevidéu, na foz do rio da Prata. Terminava assim a primeira fase da batalha. Por se tratar de um porto neutro, o "Admiral Graf Spee" tinha apenas 24 horas de estadia de acordo com a lei internacional, caso contrário seria internado no país. Entretanto, ele necessitava de vários reparos, pois suas cozinhas haviam sido destruídas entre outros danos. O governo uruguaio concedeu um prazo de 72 horas que encerrava no domingo, dia 17 de dezembro às 18h00min. Este fato gerou uma grande disputa política, pois inicialmente o governo inglês e francês queriam que o governo uruguaio exigisse a saída do navio alemão. O governo uruguaio manteve o prazo. Por sua vez, os navios ingleses fizeram os reparos possíveis e reforçados com o Cumberland que chegara para ajudar, patrulhavam as águas próximas da foz do rio da Prata para evitar a fuga do navio alemão. Langsdorff seguia numa frenética rotina para consertar o seu navio e após várias comunicações com Berlim, recebeu suas ordens: "Era impossível fugir e uma luta seria inevitável". Durante a sua curta estadia naquele porto, o "Admiral Graf Spee" torna-se o fascínio entre a população local e rapidamente uma multidão se reúne no porto de Montevidéu para admirar a moderna máquina de guerra. Curiosamente, no meio da multidão, estava Mike Fowler, um jornalista estadunidense que se encarregou de cobrir a história para um jornal dos Estados Unidos. À medida que o tempo passava, os serviços de notícias de rádio e imprensa deram a impressão, errada, de que a segunda esquadra já se achava próxima ao porto. Assim no dia 17 às 17h30 min, o Capitão Langsdorff embarcou com uma tripulação reduzida ao mínimo, o "Admiral Graf Spee" içou âncora envergando bandeiras de combate em ambos os mastros. O navio possuía ainda munições suficientes e canhões em bom estado. Crendo que a força naval britânica era muito superior, Langsdorff querendo evitar uma batalha sem sentido e um banho de sangue, preparou seu navio para afundar. Para isso, colocou toda munição para explodir usando a detonação dos torpedos que tinham dispositivos de tempo. O Capitão e toda a tripulação se retiraram e em seguida fortes explosões partem o casco em dois, encalhando-o no lamacento fundo do estuário do rio da Prata, que separa o Uruguai da Argentina. Em terra, milhares de espectadores testemunharam o naufrágio do navio. A tripulação do "Admiral Graf Spee" junto com seu comandante foi enviada de barco para Buenos Aires. Três dias depois, Langsdorff se enrolou na bandeira da Marinha Imperial Alemã, sob a qual lutara na Primeira Guerra Mundial e suicidou-se com um tiro. Terminava assim a última viagem do"Admiral Graf Spee". Esta foi a primeira grande vitória naval dos Aliados, na sua luta contra as forças militares do regime nazista.


EMISSÃO SELOS FALKLAND ISLANDS/ILHAS MALVINAS - 1974.


ENCOURAÇADO DE BOLSO "ADMIRAL GRAF SPEE" - MARINHA ALEMÃ.


VISTA DA POPA PARA PROA "ADMIRAL GRAF SPEE".


DANOS NO CASCO.


O "ADMIRAL GRAF SPEE" ARDE EM CHAMAS APÓS AS EXPLOSÕES NO SEU INTERIOR.


O "ADMIRAL GRAF SPEE" EM CHAMAS.


CAPITÃO ALEMÃO HANS LANGSDORFF.


ENTERRO DO CAPITÃO HANS LANGSDORFF EM BUENOS AIRES/ARGENTINA.


TÚMULO DO CAPITÃO HANS LANGSDORFF
EM BUENOS AIRES/ARGENTINA.
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Re: SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: A BATALHA DO RIO DA PRATA - 1939!!!

Mensagem por Marcelo Zampa Filgueiras em Sex Maio 05 2017, 06:30

Excelente publicação, li atentamente os ricos detalhes expostos.
Obrigado Antônio por compartilhar esta triste história de guerra.
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Marcelo Zampa Filgueiras

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Re: SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: A BATALHA DO RIO DA PRATA - 1939!!!

Mensagem por FRITZEN em Dom Maio 21 2017, 05:55

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Re: SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: A BATALHA DO RIO DA PRATA - 1939!!!

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