ESPANHA - BLAUE DIVISION/A DIVISÃO AZUL DE SOLDADOS ESPANHÓIS - 1941/1943!!

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ESPANHA - BLAUE DIVISION/A DIVISÃO AZUL DE SOLDADOS ESPANHÓIS - 1941/1943!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qua Dez 21 2016, 19:13

Compartilho com os colegas, selo emissão Alemanha Reich, catálogo Michel nº 830, sobrecarga ""SS BLAUE DIVISION".

                                         A DIVISÃO AZUL/BLAUE DIVISION:
                                ESPANHÓIS E PORTUGUESES NA SEGUNDA GUERRA.

A 250ª Einheit Spanischer Freiwilliger Wehrmacht (250ª Unidade de Voluntários da Espanha do Exército Alemão), mais conhecida como a Divisão Azul (Blaue Division, para o exército alemão), foi uma unidade de voluntários espanhóis e portugueses que serviu a partir de 1941 e oficialmente até 1943 ao lado dos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, principalmente na frente oriental contra a Rússia. Portugal, apesar de manter-se oficialmente neutra em relação ao conflito, o governo de Antonio de Oliveira Salazar permitiu a integração de uma cota de voluntários portugueses na Divisão Azul. Ainda que a Espanha não tenha aderido oficialmente à II Guerra Mundial ao lado da Alemanha Nazista, o general Francisco Franco permitiu que voluntários espanhóis se incorporassem ao exército alemão. Deste modo, podia manter a neutralidade espanhola enquanto, simultaneamente, recompensava Hitler por sua ajuda durante a Guerra Civil Espanhola. O Ministro de Assuntos Exteriores da época, Ramón Serrano Súñer, sugeriu a criação de um corpo voluntário, no início da Operação Barbarossa - invasão da Rússia, e Franco enviou uma oferta oficial de ajuda a Berlim. Hitler aprovou o uso de voluntários espanhóis em 24 de junho de 1941. Os voluntários se apresentaram nos locais de alistamento de todas as áreas metropolitanas da Espanha. Os cadetes da Escola de Oficiais de Zaragoza se ofereceram voluntariamente em grande número. O governo espanhol se preparou para enviar cerca de 4.000 homens, mas mudou de idéia ao descobrir que havia voluntários suficientes para formar uma divisão completa (18.104 homens, dos quais 2.200 eram oficiais e o resto soldados). Cinquenta por cento dos oficiais e soldados eram militares de carreira e muitos eram veteranos da Guerra Civil. O general Agustín Muñoz Grandes foi o designado para conduzir os voluntários, contudo, posteriormente foi Emilio Esteban Infantes quem o substituiu. Como os soldados não podiam utilizar o uniforme do exército espanhol, adotaram um uniforme simbólico que abrangia boinas vermelhas, as calças de cor caqui e camisas azuis, por causa disso, começou-se a chamar Divisão Azul. Este uniforme peculiar era utilizado unicamente durante o trabalho na Espanha; no campo de batalha, os soldados usaram o uniforme cinza da Wehrmacht, ligeiramente modificado para mostrar na parte superior da manga direita a palavra «España» e as cores nacionais espanholas. Em 13 de julho de 1941 partiu o primeiro trem de voluntários de Madri para Grafenwöhr (Baviera) para passar cinco semanas sob instrução militar. O corpo formado por estes voluntários ganhou a denominação de "250ª Einheit Spanischer Freiwilliger", uma Divisão de Infantaria do exército alemão, e foi dividido inicialmente em quatro regimentos de infantaria. Para se adequar à organização padrão do exército alemão, um dos regimentos foi eliminado, e seus efetivos se reintegraram nos três restantes. Os regimentos tomaram o nome das três cidades espanholas de onde procedia a maioria dos voluntários: "Barcelona, Valência e Sevilha". Cada regimento tinha três batalhões, formados por quatro companhias cada um, assim como um regimento de artilharia dotado de três baterias de 150 mm e de uma bateria pesada de reforço. Os aviadores voluntários formaram a Esquadrilha Azul, a qual, a bordo de aviões Bf 109s e FW 190s, foi creditada 156 aviões soviéticos abatidos. Em 20 de agosto, após fazer o juramento (que foi modificado especialmente para mencionar a luta contra o comunismo), a Divisão Azul foi enviada à frente russa. Foi transportada por trem até Suwalki, Polônia. Depois de chegar até Smolensk, passou a fazer parte do XVI Exército alemão. A Divisão Azul sofreu fortes perdas na batalha em Leningrado, devido tanto ao combate quanto à ação do frio extremo. A partir de maio de 1942, começaram a chegar da Espanha mais efetivos para cobrir as baixas e substituir os combatentes feridos. Até 46.000 voluntários serviram na frente Leste, dos quais cerca de 24.000 eram recrutas. Muitos deles foram condecorados por ações em combate, tanto pelo exército espanhol quanto pelo alemão. Depois da queda da frente em Stalingrado, a situação mudou e mais tropas alemãs foram deslocadas em substituição das espanholas. Isto coincidiu com a mudança no comando da divisão, que foi designada ao general Emilio Esteban Infantes. Os aliados começaram a exercer pressão sobre Franco para que retirasse suas tropas de voluntários. As negociações iniciadas no fim de 1943, foram concluídas com uma ordem governamental de repatriação gradual em 10 de outubro. O número de perdas da Divisão Azul se elevou a 4.954 mortos e 8.700 feridos. Além disso, as forças russas fizeram 372 prisioneiros dessa divisão, da Legião Azul ou dos voluntários da SS 101, conhecidos como a Spanische Freiwilligen Kompanie (Companhia Espanhola de Voluntários). Desses, 286 foram mantidos em cativeiro até 1954, quando voltaram para a Espanha no navio Semíramis, fretado pela Cruz Vermelha em 2 de abril de 1954. Alguns soldados espanhóis rejeitaram voltar para a Espanha (entre 1.500 e 3.000 homens). Estes soldados foram reagrupados em outras unidades alemãs. A Spanische Freiwilligen Kompanie der SS 101 (Companhia Espanhola de Voluntários SS 101), com 140 homens e composta por quatro pelotões de fuzileiros e um pelotão de oficiais foi reagrupada à 28ª Divisão de Voluntários Granadeiros Valões da SS, lutando na Pomerânia contra o exército soviético. Como parte da 11ª Divisão Voluntária Nordland dos SS Panzergrenadier e sob o comando do SS-Haupsturmführer Miguel Ezquerra, lutaram os últimos dias da guerra contra as tropas soviéticas na batalha de Berlim. No total, cerca de 46.000 soldados serviram na Divisão Azul na Rússia. Entre 4.500 e 5.000 deles foram mortos, e mais de 8.000 ficaram feridos. 321 foram feitos prisioneiros de guerra pelo exército soviético. Somente alguns poucos conseguiram sobreviver aos longos anos de privações e trabalhos forçados durante o cativeiro. Enquanto a maior parte dos soldados alemães, italianos, romenos e de outras nacionalidades foram postos em liberdade após cinco anos nos campos de internação; os prisioneiros espanhóis da Divisão Azul tiveram de esperar até 12 anos. Os poucos que sobreviveram ao tratamento sub-humano que lhes era dispensado, foram repatriados em 1954, chegando ao porto de Barcelona em 2 de abril de 1954.
A contribuição militar da Divisão Azul foi extraordinária em comparação com sua força, como podemos testemunhar pela quantidade de medalhas e condecorações recebidas.
Condecorações concedidas aos soldados e aos oficiais da Divisão Azul:

> 2 Cruzes de Cavaleiro (uma com Folhas de Carvalho).
> 2 Cruzes de ouro.
> 138 Cruzes de Ferro de Primeira Classe.
> 2.359 Cruzes de Ferro de Segunda Classe.

       SELO ALEMANHA REICH:
        "SS BLAUE DIVISION".


                                BANDEIRA "BLAUE DIVISION".


       DISTINTIVO "BLAUE DIVISION".


 SOLDADO COM UNIFORME "BLAUE DIVISION".


              CARTAZ SOLDADOS "BLAUE DIVISION".


              CARTAZ MOTIVACIONAL "DIVISÃO AZUL".


ÚLTIMA HOMENAGEM AO GUERREIRO
       QUE TOMBOU NA RÚSSIA.
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