ALEMANHA - CAMPO DE PRISIONEIROS DE GUERRA/OHRDRUF - 1915!!

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ALEMANHA - CAMPO DE PRISIONEIROS DE GUERRA/OHRDRUF - 1915!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Seg Nov 07 2016, 21:45

Compartilho com os colegas, cartão fotográfico agência dos Correios na cidade de Ohrdruf, escrito por soldado francês,  "Prisioneiro de Guerra" (POW), carimbo Ohrdruf - 28/02/1915, carimbo "Kriegsgefangenen-Sendung "Geprüft", carimbo redondo "Kommandantur des Gefangenen-Lagers", "Brief-Stempel" e carimbo redondo "F.a." ("Fristgemass abgefertigt") Expedido dentro do tempo estipulado.

                                            Campo de Prisioneiros de Guerra/Ohrdruf - 1915.
                                                         (POW - PRISIONERS OF WAR).

Os primeiros prisioneiros de guerra franceses chegaram na cidade de Ohrdruf, Turíngia, Alemanha em 19 de agosto de 1914. Em 26 de agosto, cerca de 6.000 prisioneiros de guerra chegaram ao local e, em 28 de agosto, totalizava 10.000 prisioneiros. A maioria dos presos eram franceses, belgas, poloneses, russos, romenos e portuguêses. O campo de prisioneiros de Ohrdruf era dividido em duas seções. A primeira seção contava com barracões de madeira construídos sobre pilares de tijolos. Esta seção era composta por sete barracões. Cada barracão comportava até 120 prisioneiros e incluia uma cozinha, um banheiro e latrinas. Havia, também, uma instalação para desinfecção que atendia todos os sete blocos. A segunda seção do campo consistia em outros dez grandes barracões de madeira. Cada barracão era dividido em quatro partes com até 250 prisioneiros em cada parte. A segunda seção não tinha uma boa infra-estrutura. As latrinas, construídas apressadamente, foram erguidas ao longo de grandes poços e eram esvaziadas todos os dias. Os detritos dos poços eram despejados em um vale, distante um quilômetro do acampamento. Este procedimento não durou por muito tempo. No verão de 1915, uma nova instalação sanitária foi construída para atender a demanda. A partir de dezembro de 1914, os prisioneiros franceses foram usados para construir uma ferrovia de bitola estreita da estação de trem de Ohrdruf para o novo acampamento. Esta ligação ferroviária seria indispensável para ajudar a superar as dificuldades logísticas no atendimento de tantas pessoas. A entrega no campo de materiais de construção, correspondências, alimentos e roupas não teria sido possível, caso não houvesse este prolongamento ferroviário. A partir da primavera de 1916, a população do campo caiu significativamente, à medida que os prisioneiros foram enviados para trabalhar por toda Alemanha. A partir deste momento, apenas prisioneiros inválidos e doentes crônicos foram trazidos para este campo. Em 1 de maio de 1916, o comandante do campo de prisioneiros de guerra informou as autoridades locais de Ohrdruf: "O Comandante INFORMA respeitosamente o magistrado que o acampamento local será desativado e os prisioneiros serão transferidos para o campo de prisioneiros de Langensalza". Tanto quanto possível, os prisioneiros se encarregaram de sua assistência médica. Sob as ordens do comandante-geral adjunto, o pessoal médico de Estados inimigos, com exceção dos protestantes da França e da Bélgica, foram trazidos e presos em Ohrdruf. Um médico alemão, Eggeling, atuou como médico-chefe do hospital do campo, que às vezes tinha até 1.000 camas. Apesar dos esforços dos médicos e outros profissionais de saúde, muitos prisioneiros sucumbiram aos seus ferimentos e morreram no acampamento. Eles foram enterrados por seus companheiros no cemitério de soldados recém construído. Encontrar  local apropriado para este novo cemitério não foi tarefa fácil. Por um lado, tinha que ser perto do acampamento, mas, por outro, não deveria ter uma presença muito forte para os outros prisioneiros. Um pequeno vale, na confluência dos rios Hoppach e Ohra provou ser o local mais adequado para o cemitério. No total, 654 prisioneiros foram enterrados lá:
• 7 belgas.
• 108 inglêses.
• 93 francêses.
• 66 italianos.
• 1 polonês.
• 2 portuguêses.
• 36 romenos.
• 334 russos e
• 7 prisioneiros de nacionalidade desconhecida.
Um membro do clero da confissão religiosa do falecido participava de cada funeral e enterro, e esta prática era estritamente observada. O corpo de cada prisioneiro falecido era acompanhado por uma escolta militar alemã e feito as honras militares na sepultura aberta. Os cidadãos de Ohrdruf cuidaram e mantiveram o cemitério dos soldados até depois da Segunda Guerra Mundial. O exército soviético assumiu este campo para treinamento militar, ficando o local inacessível à população civil. Ao longo dos anos, o cemitério foi esquecido pela maioria das pessoas locais. Após a retirada das tropas soviéticas em outono de 1991, o local estava em um mau estado e abandonado. O local não havia sido vandalizado, apenas tinha sido "esquecido" e estava sem o devido cuidado, e a natureza, por sua vez, foi gradualmente ocupando seu espaço ao longo dos quarenta anos. O trabalho para restaurar o local começou em 1996 como um projeto conjunto entre a Bundeswehr (Forças de Defesa da Alemanha Federal), a Comissão Alemã das Sepulturas de Guerra (German War Graves Commission) e da cidade de Ohrdruf. A reabertura oficial do local ocorreu em 8 de julho 1998.

CARTÃO FOTOGRÁFICO PRISIONEIRO DE GUERRA, CARIMBO OHRDRUF - 28/02/1915.


DETALHES CARIMBOS CAMPO DE PRISIONEIROS EM OHRDRUF/ALEMANHA.


FRENTE CARTÃO FOTOGRÁFICO AGÊNCIA DOS CORREIOS DE OHRDRUF.


CHEGADA DE TREM COM
PRISIONEIROS DE GUERRA.


PRISIONEIROS EM FORMAÇÃO
PARA CHAMADA.


SOLDADOS EM FRENTE A ESTAÇÃO
DOS CORREIOS.


EQUIPE MÉDICA DO CAMPO DE
PRISIONEIROS DE OHRDRUF.


FUNERAL DE PRISIONEIRO DE
GUERRA COM ESCOLTA MILITAR ALEMÃ.


CEMITÉRIO MILITAR NO CAMPO DE
PRISIONEIROS DE OHRDRUF.
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