BRASIL - TRICENTENÁRIO DA SEGUNDA BATALHA DOS GUARARAPES/PE - 1949!!

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BRASIL - TRICENTENÁRIO DA SEGUNDA BATALHA DOS GUARARAPES/PE - 1949!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Set 01 2016, 09:11

Compartilho com os colegas, cartão impresso da "1ª Exposição Filatélica Regional de Ijuí", carimbo SULBRAPEX - Curitiba - PR - 21/04/1949 sobre selo catálogo RHM nº C - 243, Tricentenário da 2ª Batalha de Guararapes/PE.

                                              A SEGUNDA BATALHA DOS GUARARAPES.

A Segunda Batalha dos Guararapes, foi uma batalha travada entre o exército da Holanda e os defensores do Império Português no Morro dos Guararapes, atual município de Jaboatão dos Guararapes, situado na Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco, Brasil. O segundo confronto entre o exército da Holanda e os defensores do Império Português ocorreu no mesmo local, no Morro dos Guararapes, em 19 de fevereiro de 1649. Foi vencida pelos portugueses e destaca-se como episódio decisivo na Guerra da Restauração e particularmente na Insurreição Pernambucana (foi a revolta dos colonos portugueses e nativistas contra a invasão holandesa no Nordeste brasileiro, ocorrida no período de 1645 a 1654), que culminou no término das Invasões holandesas no Brasil, no século XVII. A assinatura da capitulação deu-se em 1654, no Recife, de onde partiram os últimos navios holandeses em direção à Europa.
Resumo da descrição da batalha segundo o cronista Diogo Lopes Santiago:
Havendo aprestado as coisas necessárias, o exército holandês saiu do Recife em 18 de fevereiro de 1649, com mais de  cinco mil homens, todos soldados experientes e fazia mais forte a força militar que o da batalha anterior. Traziam também 200 índios, duas companhias de negros e 300 marinheiros que se dispuseram a enfrentar a luta na campanha; 6 canhões, 12 bandeiras, trombetas, caixas e clarins. Posto que não lustrosos com as golas e enfeites que da primeira vez traziam, vinham com longas lanças com as quais andaram treinando para defender a integridade dos esquadrões contra os ataques infiltrados de nossa infantaria. No tempo que chegou nosso exército ao primeiro monte já estava o inimigo formado em todos os outros e na baixa (boqueirão) onde havia ocorrido a principal batalha anteriormente. Mandou Francisco Barreto de Meneses fazer alto e tomou conselho por onde haveriam de buscar a luta, se pela frente, se pela retaguarda ou se pelos lados. André Vidal de Negreiros e Francisco Figueroa deram votos que fosse pela frente, mas João Fernandes Vieira, que vinha com o grosso da gente, deu parecer contrário: que se buscasse o inimigo pela retaguarda (como na 1ª batalha) uma vez que onde estavam não tinha água e deveriam acampar com algum conforto ao fim da tarde, deixando os holandeses à espera. Concordou Francisco de Meneses com este último parecer e assim mandou seguirem a um engenho ali perto onde repousaram e traçaram o plano do ataque, pelo que se concordou em iniciar a ação tão logo abandonasse o inimigo suas posições, para qualquer rumo que fosse. No dia 19, das 13:00 para as 14:00 (castigado pelo sol), tanto que foram os holandeses desocupando o alto dos montes para formarem um grande esquadrão na direção do Recife, nosso exército iniciou a aproximação. João Fernandes Vieira com 800 de seus homens foi o primeiro a entrar na luta, bem no meio da área que chamavam boqueirão, onde o inimigo tinha 6 esquadrões e duas peças de artilharia. Após 25 min de cargas de fogo, João Fernandes tentou cortar a formação holandesa pelo alagado. Sem sucesso, de volta à posição inicial, pediu a todos que investissem à espada após uma última carga na cara do inimigo, e assim foi ganho o boqueirão à espada (apesar da brava resistência dos lanceiros holandeses), onde conquistamos 2 canhões de campanha. Nesta altura já estavam em luta todos os nossos vindo pelo alto e do último monte: Henrique Dias, Diogo Camarão, Francisco Figueroa, André Vidal, Dias Cardoso e a cavalaria de Antônio Silva. Tomado o monte central e suas 4 peças de artilharia, bem como as tendas do comandante holandês Van den Brinck (que foi morto na ocasião), os luso-brasileiros pressionaram os inimigos até sua desintegração e fuga para Recife, sendo perseguidos por nossos cavaleiros exaustos; muitos fugiram para os matos, outros se entregaram implorando pelas vidas.
Pela grande "Insurreição Nacionalista", o dia 19 de abril, data do primeiro confronto entre Patriotas e holandeses, é considerado o dia da origem do Exército Brasileiro.

Outras informações sobre esta batalha:

- Muitos índios e negros lutaram ao lado das forças luso-brasileiras para expulsar os holandeses.
- Entre os principais líderes das tropas luso-brasileiras, podemos citar: general Francisco Barreto de Meneses, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Felipe Camarão.
- Na verdade, ocorreram duas batalhas: a primeira ocorreu nas elevações dos Guararapes, em 19 de abril de 1648. A segunda batalha ocorreu em 19 de fevereiro de 1649, no mesmo local da primeira. As duas batalhas foram vencidas pelas tropas luso-brasileiras.

Curiosidade:

- No local onde ocorreram as batalhas, o general Francisco Barreto de Meneses ordenou a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora dos Prazeres.

Heróis da Pátria:

A Lei nº 12.701, de 06 de agosto de 2012 determinou que os nomes dos principais personagens luso-brasileiros na batalha, juntamente com o de Francisco Barreto de Meneses que comandou de ofício o "Exército Patriota" e é chamado "Restaurador de Pernambuco", fossem inscritos no Livro de Heróis da Pátria (conhecido como "Livro de Aço"), depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, um cenotáfio (é um memorial fúnebre erguido para homenagear alguma pessoa ou grupo de pessoas cujos restos mortais estão em outro local ou estão em local desconhecido) que homenageia os heróis nacionais localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

CARTÃO IMPRESSO 1ª EXPOSIÇÃO FILATÉLICA REGIONAL DE IJUÍ, CARIMBO SULBRAPEX - 21/04/1949.


QUADRA SELO RHM Nº C - 243, CARIMBO PRIMEIRO DIA DE CIRCULAÇÃO RJ - 15/02/1949.


                                            MORRO DOS GUARARAPES AO FUNDO RECIFE.


                                            POSIÇÃO INICIAL NO CAMPO DE BATALHA.


                                            ATAQUE LUSO E RECUO HOLANDÊS.


                   CONTRA-ATAQUE SURPRESA HOLANDÊS COM SUAS FORÇAS DE RESERVA.


                         CERCO LUSO E FUGA DOS HOLANDESES PARA RECIFE. VITÓRIA!!!


    BATALHA DE GUARARAPES, ÓLEO SOBRE TELA, PINTURA DE VICTOR MEIRELLES DE LIMA.


QUADRA SELO RHM Nº A - 71, "CAPELA EM HOMENAGEM A NOSSA SENHORA DOS PRAZERES"
                          CARIMBO PRIMEIRO DIA DE CIRCULAÇÃO RJ - 15/02/1949.
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