Falhas de impressão em Selos Ordinários

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Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Selonarth em Sex Jun 10 2016, 21:57

Olá amigos filatelistas!

Esse tópico foi aberto com o objetivo de tratarmos das causas que podem ocasionar falhas de impressão, ou, os ditos, selos com variação, Curiosidades e Erros.

Tratamos aqui de uma extensão dos estudos que tem sido direcionados pelo colega RomeuNatale, onde, buscamos alguma compreensão sobre a Escala de cor dos Selos Brasileiros.

Seguindo orientação de nosso colega Tutor, onde falávamos a respeito dos tipos de impressões em Selos Ordinários a época, surgiu-me o seguinte questionamento (sugiro lerem primeiramente o Post por completo no link acima):

RomeuNatale escreveu:Bom dia a todos.

Vou resumir o funcionamento da rotogravura e em seguida vamos ver como funciona a off-set e as suas diferenças com relação a outros sistemas de impressão.

Características da impressão em rotogravura (no caso, específicos para selos):

* Alta tiragem;
* Alta qualidade;
* Baixo custo nas altas tiragens;
* Sistema de secagem por evaporação de solventes;
* Secagem instantânea;
* Impressão direta;
* Transferência de tinta por células;
* Imprime várias cores simultaneamente;
* Alta velocidade. Imprime em média oito milhões de substratos;
* Imprime ao mesmo tempo a frente e o verso;
* Possibilita acoplamento de corte e vinco;
* Mínima possibilidade de variações nas imagens;
* Alta durabilidade;
* Tons contínuos;
* Possibilidade de impressão em papéis gomados (1);
* outros.


Observação: Como já vimos antes, o cilindro recebe a tinta que preenche os alvéolos (células) e a transfere para o papel. Quanto mais profunda a cavidade desses alvéolos, mais tinta recebe e consequentemente mais escuro é aquele ponto.



(1) É possível imprimir em papel previamente gomado (com cola adesiva no verso) porque não utiliza secagem com água (off-set) das tintas apostas na superfície impressa, já que a secagem é instantânea por evaporação dos solventes que compõem as tintas.

Como as marcas são efetuadas diretamente sobre o rolo formando os sulcos que irão receber a tinta, posso dizer que, em determinando ponto, houve uma falha na Impressão dos Sulcos que permitiram selos com erros, hoje denominados variações?

Poderia dizer também, que houve um desgaste do rolo, e que possa ter vindo a causar essa pequena falha?

Trago então o selo "Patrimônio Histórico", RHM 649 A, sem vírgula como exemplo dessa amostra.

Bem, diante disso seguem meus questionamentos a minha dúvida.

Se a época da impressão desses selos, e como você bem esclareceu, um rolo desses era suficientemente capaz de imprimir toda a demanda necessária ao mercado, e; pesquisando sobre o selo, verifiquei que nem todas as folhas, possuem essa variação, sendo apenas algumas delas. Como poderiam ter ocorrido essa falha de impressão?

Será que existiu mais de um rolo para imprimir este determinado selo?

Não sei quantos de vocês chegaram a pesquisar neste sentido, mais esta peça em específica, ocorre apenas uma vez na folha, em determinada coluna, para uma série específica de impressão. Inclusive cheguei a encontrar essa mesma variedade, em uma série não catalogada, se não estiver enganado, 658.

Bem, diante disso espero podermos discutir o assunto junto aos colegas.

Desejo a todos um ótimo Final de Semana!

Selonarth

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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Sab Jun 11 2016, 04:51

"Como as marcas são efetuadas diretamente sobre o rolo formando os sulcos que irão receber a tinta, posso dizer que, em determinando ponto, houve uma falha na Impressão dos Sulcos que permitiram selos com erros, hoje denominados variações?"

É possível que isso aconteça, porém eu nunca vi e nem ouvi falar, em todos esses anos em artes gráficas, isso acontecer dessa forma. Quando há uma falha na gravação ela se dá em toda uma parte do cilindro. Essa falha acontecer apenas em um ponto (na verdade, vírgula) de um único selo entre 110 selos possíveis, num sistema muito preciso e quase que absolutamente a prova desse tipo de falha, é algo a se pensar profundamente e jamais chegaremos a alguma conclusão. Eu acho essa possibilidade praticamente nula, nem sei calcular qual seria a chance dela ocorrer de fato.

"Poderia dizer também, que houve um desgaste do rolo, e que possa ter vindo a causar essa pequena falha?"

O cilindro da roto é de cobre e depois de gravado recebe uma camada de cromo, o que o deixa com uma dureza mecânica muito alta. E a vida útil dele é de 10 milhões de impressões antes de apresentar fadiga de material. Não acredito que esse seja o caso do selo que você citou (649A, que na verdade é o 662A, salvo se houve mudança na numeração). Imagine imprimir 10 milhões de folhas, cada uma com 110 selos, teríamos um total de 1,1 bilhão de selos do valor dessa emissão, num único cilindro. Algo impensável. Eu não tenho quantidade suficiente desse selo para poder estudá-lo e afirmar exatamente o que aconteceu. Posso apenas deduzir o que pode ter acontecido, baseado nas informações que temos. Mas vamos em frente antes de dar um veredito, que jamais será o final.

"Trago então o selo "Patrimônio Histórico", RHM 649 A, sem vírgula como exemplo dessa amostra."

Esse selo sempre me intrigou. Sempre pensei com os meus botões como pode ter ocorrido esse fenômeno em um selo impresso em rotogravura. Se fosse em off-set, flexografia, serigrafia, talho-doce, impresso em casa..., eu até entenderia, mas impresso em rotogravura?! Mas vamos lá.

"Bem, diante disso seguem meus questionamentos a minha dúvida.

Se a época da impressão desses selos, e como você bem esclareceu, um rolo desses era suficientemente capaz de imprimir toda a demanda necessária ao mercado, e; pesquisando sobre o selo, verifiquei que nem todas as folhas, possuem essa variação, sendo apenas algumas delas. Como poderiam ter ocorrido essa falha de impressão?
"

Podemos deduzir que existiu mais de um cilindro dos selos dessa série, já que foram duas marcas de máquinas que os imprimiram, Wifag e Goebel. Não me pergunte qual a diferença de impressão de uma em relação a outra que eu não saberia dizer. Rotogravura é rotogravura, todas dão o mesmo resultado final se forem operadas da forma indicada pelo fabricante. No entanto, estou pesquisando sobre as duas máquinas para saber o que poderia causar essas diferenças mostradas no RHM, qual o motivo de impressoras de marcas diferentes darem resultados diferentes em um mesmo trabalho. É no mínimo estranho.

No site da Wifag vemos que é uma máquina sofisticadíssima em termos de automação (SITE WIFAG). Abaixo uma Wifag OF-79 em funcionamento:


Não encontrei nada que fosse importante sobre a máquina Goebel (também procurei superficialmente; depois vou atrás de informações sobre ela) que pudesse nos ajudar.

"Será que existiu mais de um rolo para imprimir este determinado selo?"

Se as informações sobre os selos terem sido impressos em duas roto diferentes estiverem certas, com certeza existiram, pelo menos, dois cilindros diferentes. Isso realmente pode causar diferenças entre as impressões, mas essas diferenças serão mais com relação a tonalidades do que as vírgulas mágicas, que somem de repente. Eu não vejo muito sentido em terem usado duas roto para imprimirem esses selos, a não ser que usaram primeiro uma para 'X' impressões e a demanda pediu mais impressões e utilizaram outra máquina. Lembrando que cada máquina tem o seu próprio encaixe de cilindro, podendo não ser possível utilizar o cilindro de uma na outra, isso requeria um outro cilindro. Mas eu tenho uma outra teoria. Vamos ver.

Como eu disse no outro tópico, é possível (e até comum em alguns tipos de impressos) que os alvéolos “entupam”, ou seja, deixem resíduos de tinta da impressão anterior que se secam e fazem com que fiquem mais rasos, até mesmo no nível do restante do cilindro, o que faria com que a tinta dessa nova impressão não ficasse nos alvéolos e a tinta não penetraria neles, causando dessa forma o “sumiço” da vírgula quando transferida ao papel. Essa é a minha teoria. Eu vou fazer um gráfico ilustrativo, com exemplos, e posto para que seja mais fácil a compreensão. Veja que eu não afirmei que foi assim, ainda teremos muito a estudar sobre isso.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Sab Jun 11 2016, 16:54

O esquema abaixo pode ajudar a entender bem o que deve ter ocorrido com relação a algumas falhas. Porém, é muito difícil explicar como pode faltar algum elemento em uma imagem impressa em rotogravura. Pior ainda, faltar apenas em uma parte do impresso e em apenas algumas folhas. Isso dá o que pensar.


Como é impresso o papel em rotogravura pode ser visto abaixo. Lendo a legenda é fácil entender algumas falhas em selos impressos por esse sistema.

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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Psique10 em Sab Jun 11 2016, 23:51

To gostando dessa explicação com os exemplos, mas gostaria de ver com selos comemorativos.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Selonarth em Dom Jun 12 2016, 00:51

Psique10 escreveu:To gostando dessa explicação com  os exemplos, mas gostaria de ver com selos comemorativos.

Boa noite Psique e demais colegas!

Eu creio que o modelo apresentado por nosso colega tutor RomeuNatale deva se enquadrar sob o mesmo ponto de vista dos selos ordinários para selos impressos em Rotogravura.

Percebo que parte dos problemas (variações) que ocorrem nos selos ordinários, ocorrem de igual modo nos selos comemorativos, salvo algumas raras exceções.

Talvez o melhor mesmo seja trazermos alguns exemplos e discutirmos o assunto em questão.

Então vejamos um outro problema apresentado e que é comum aos selos comemorativos, como, deslocamento de impressão. Não me recordo agora de um selo ordinário para dar como exemplo, mais nessa mesma série que apresentei, encontrei peças que apresentam esse tipo de falha.

Sendo assim, o que pode ter ocorrido para que esse tipo de erro aparecesse?

Bom domingo aos colegas!

Selonarth

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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Dom Jun 12 2016, 03:40

Psique, isso vale para qualquer impresso, seja selos, cédulas, embalagens, revistas, etc. Desde que impressos pelo sistema de rotogravura.

Selonarth:

"Então vejamos um outro problema apresentado e que é comum aos selos comemorativos, como, deslocamento de impressão. Não me recordo agora de um selo ordinário para dar como exemplo, mais nessa mesma série que apresentei, encontrei peças que apresentam esse tipo de falha.

Sendo assim, o que pode ter ocorrido para que esse tipo de erro aparecesse?
"

São bastantes comuns os deslocamentos, tanto em ordinários quanto nos comemorativos. Isso pode ocorrer em duas fases da confecção dos selos: durante a impressão e durante a picotagem.

Não importa o sistema usado, ambos devem ter a entrada de papel e os cilindros regulados para que o selo seja bem centrado. Esta regulagem é milimétrica e quando acontecem os deslocamentos, pode ter ocorrido um ou os dois seguintes problemas: o pedaço do papel (no caso de bobina) que foi usado para a regulagem, que se chama "mala", e que em tese deveria ser descartado, incinerado, não foi. E pior, foi mandado aos Correios. Isso ocorre também com a impressão plana (em folhas soltas). O outro problema é a má regulagem dos cilindros de papel, de impressão e de picote. Ou os deslocamentos podem ter ocorrido devido a esses dois problemas. É aqui que eu queria chegar. Hoje em dia esses problemas não se justificam sob nenhuma hipótese, pois as máquinas são automáticas e as regulagens são a laser, com uma extrema precisão. Se ocorrer o problema, ele é absolutamente deliberado, o que eu acho que ocorreu na maioria dos selos tidos como "variedade". Ou a mala não foi descartada e foi mandada aos Correios, no meio dos selos bem impressos, ou todos os selos de uma mesma impressão ficou com o problema. Essa tese só pode ser usada até 1988 para os ordinários, já que eles foram impressos em apenas uma cor (monocolor ou monocromático). Na off-set esse problema é muito mais fácil de ocorrer, também até início da década de 1990, porque depois as máquinas têm um mínimo de intervenção humana. É por isso que sempre insisti que a grande maioria das chamadas variedades, é fruto de fabricação proposital, voluntária, é forjada. Pelo menos a partir da década de 1970, onde mais ocorre, inclusive, as variedades em comemorativos. E tem mais um agravante, no caso dos comemorativos: a maioria é impresso em policromia, quatro cores básicas que combinadas geram o efeito de ter-se milhões de cores diferentes (ainda vamos voltar a esse assunto). Os sistemas modernos não permitem que ocorram esses acidentes naturalmente. O mesmo vale para variações de cores.

Vou mostrar alguns exemplos de como as cores são formadas e como é feita a análise da qualidade de um impresso. Vale destacar que essa análise é feita em impressos comuns, imagine em impressos de segurança, como os selos?!

A primeira imagem mostra como são formadas as cores a partir das quatro cores básicas: cyan, magenta, amarelo (yelow) e preto (black), a CMYK (o 'K' é da palavra 'key', 'chave', pois é o suporte da cor negra, já que não é possível a fabricação de tintas de cor negra absoluta [Jorge Ben tem razão quando diz em uma de suas músicas, que "o preto é a soma de todas as cores"]). O que faz com que o cérebro interprete as variadas cores e tonalidades, é a inclinação dos pontos, chamados de 'retícula' (os pontos são as retículas).





O controle é milimétrico (ou pelo menos deveria ser):



O "aparelinho"  em cima do impresso é um colorímetro conjugado com um "conta fios" (fios = linhas da retícula) eletrônico. Ele é de uma precisão enorme e os modelos atuais, a laser, são 100% perfeitos.

Já dá para se ter uma idéia geral de como aparecem as "variedades". Eu possuo centenas delas, que coletei durante todos esses anos. Algumas chegam a ser bizarras. Todas as que eu tinha de comemorativos eu passei para a frente, só possuo de ordinários.


Última edição por RomeuNatale em Dom Jun 12 2016, 04:10, editado 1 vez(es)
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Dom Jun 12 2016, 03:43

Depois volto para mostrar como acontecem os deslocamentos. No jargão gráfico: "fora de registro".
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Psique10 em Dom Jun 12 2016, 14:46

Psique10 escreveu:
To gostando dessa explicação com  os exemplos, mas gostaria de ver com selos comemorativos.

Psique, isso vale para qualquer impresso, seja selos, cédulas, embalagens, revistas, etc. Desde que impressos pelo sistema de rotogravura.

Antes de postar o comentario sobre os comemorativos, já achava que é idêntico nos comemorativos mesmo porque são selos também.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Dom Jun 12 2016, 16:51

Com certeza, Psique. E nos comemorativos tem o agravante de serem "coloridos". Então a possibilidade de deslocamentos são bem maiores, principalmente se forem impressos em off-set.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Psique10 em Dom Jun 12 2016, 17:34

É bom saber disso. Gosto muito das variedades embora não tenha tido vontade de estudar nenhuma ainda.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Claudio Carletti em Dom Jun 12 2016, 21:31

Uma outra possibilidade existe! O cilindro foi gravado no sistema convencional onde se utilizava um fotolito de tom contínuo. Por um defeito da camada deste filme a vírgula não foi gravada. Imprimiram um lote e descobriram o defeito. Retiraram o cilindro da máquina, fizeram o retoque galvânico no local, regravaram somente a vírgula e continuaram a imprimir normalmente.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por odilo em Dom Jun 12 2016, 21:55

Obrigado amigos, com estas informações e explicações, tenho certeza que todos vão poder examinar os selos regulares. Como a maioria foi impresso pelo processo de rotogravura, aquele que não for, é um forte candidato a ser falso!

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Coleciono países: Brasil, Alemanha (tudo), Suíça, Argentina, Portugal e USA. Série: Machins . Continuo juntando material para uma coleção sobre meios de transportes. Recente: Um país um selo. Futuro: Recortes de história postal. Reino dos Sérvios, Croatas e Slavos (1918-1929).
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Christian Bernardi em Dom Jun 12 2016, 22:13

Muito interessante as explicações e as ilustrações, obrigado por compartilhar!
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Claudio Carletti em Dom Jun 12 2016, 22:44

Uma correção, como era imagem faltante não foi necessário fazer o retoque galvânico e sim somente a regravação.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Seg Jun 13 2016, 01:36

Exatamente, Carletti. Mas os Correios naquele ano já usavam gravações com diamante e não mais com ácidos (químico). E você sabe que um retoque em cilindro de roto é difícil e caro, mas seria uma possibilidade, com certeza.

Carletti, você como gráfico poderia nos ajudar aqui. Acredito que sobre a rotogravura já foi bem explicado, então acredito que seria interessante falar sobre a tipografia e o talho doce, já que os selos ordinários do início do Século XX foram impressos nesses sistemas. Que tal? A sua contribuição será muito bem vinda e irá enriquecer o assunto. Grande abraço.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Seg Jun 13 2016, 01:53

Romeu, muitos selos foram impressos em outro sistema (estou me limitando até 1993), como tipografia e talho-doce. Inclusive, alguns selos da década de 1990 utilizaram um sistema misto de rotogravura e off-set. Ainda iremos falar sobre off-set e agora temos o Carletti para nos ajudar e ele conhece bem o assunto.

Estou a procura dos editais e DOUs faltantes no meu arquivo, para poder saber exatamente o que foi encomendado pelos Correios. Se alguém os tiver e puder escanear e disponibilizar, eu agradeço.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Psique10 em Seg Jun 13 2016, 13:41

sempre insisti que a grande maioria das chamadas variedades, é fruto de fabricação proposital, voluntária, é forjada. Pelo menos a partir da década de 1970, onde mais ocorre,

Em outras palavras as variedades anteriores a 1970 não devem ter sido fruto de fabricação preposital? É isso mesmo?
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Seg Jun 13 2016, 14:25

"Em outras palavras as variedades anteriores a 1970 não devem ter sido fruto de fabricação preposital? É isso mesmo?"

Não! Em qualquer época pode ter ocorrido. Mas a partir da década de 1970, onde a tecnologia (principalmente a de hoje) iniciou o seu percurso de quase (veja bem, QUASE) perfeita, é muito difícil haver uma variedade da forma que sempre foi anunciada.

Assim que possível criarei um tópico sobre deslocamentos de cores em selos comemorativos (eles praticamente não existem nos ordinários, não é verdade? Por que será?).

Não joguem as suas variedades fora, por favor! Mas que a maioria foi fabricada, não há dúvidas.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Psique10 em Seg Jun 13 2016, 14:59

Não joguem as suas variedades fora, por favor! Mas que a maioria foi fabricada, não há dúvidas.

Eu não . Dou muito valor a elas.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Ter Jun 14 2016, 22:10

Como explicar isso? Pertence a minha coleção. Não existe tinta nos picotes, ou seja, não foi feito depois de impresso.



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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Selonarth em Qui Jun 16 2016, 16:21

Olá e boa tarde!

Fiquei na dúvida RomeuNatale, pois você disse no POST acima que os picotes foram feitos após impressão, é isso mesmo?

Todos os selos impressos pelo sistema de Roto, obrigatoriamente deveriam apresentar algum indício de tinta nos picotes?

Mais como isso ocorreria, já que a faca elimina todo resíduo (excesso) de tinta dos sulcos nos rolos?

Esses selos foram impressos em folhas e não bobinas, correto? (curiosidade)

Abraço aos amigos!!

Selonarth

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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Qui Jun 16 2016, 17:23

Boa tarde, Selonarth.

Exatamente. Os picotes são feitos após a impressão, porque senão correria-se o risco de ser depositada fragmentos de tinta nos picotes e eles ficariam marcados, o que não é o caso do selo acima. Se você olhar um selo que está borrado e tiver tinta nos picotes, é porque foi fabricado depois de impresso. Não sei se me fiz entender.

Não tenho informação se este selo foi impresso em bobina ou folhas. Não tenho familiaridade com as impressoras Wifag e Goebels (essa última eu nunca tinha ouvido falar, na verdade).

Nenhum selo deve apresentar vestígios de tinta dentro do picote, independente do sistema de impressão, já que o picote só é feito depois do selo impresso e seco.

Mais como isso ocorreria, já que a faca elimina todo resíduo (excesso) de tinta dos sulcos nos rolos?

Desculpe, mas não entendi essa pergunta.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por Selonarth em Qui Jun 16 2016, 18:59

Olá!!!

Compreendi agora o que você quis dizer com tinta nos picotes.

Quando perguntei, achei que o normal seriam os vestígios de tintas nos picotes após a impressão e não do contrário. Por isso fiz a pergunta que não me deixei compreender direito.

Grande abraço!

Selonarth

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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Qui Jun 16 2016, 19:11

Pois é, Selonarth. Com certeza o selo que apresentei deve ter sido "vítima" de um acidente onde pode ter ocorrido o contato com solventes que borram a tinta (isso é uma hipótese minha). Se foi isso o que aconteceu, com certeza foi antes do selo ser picotado, senão existiriam vestígios de tinta dentro dos picotes, o que é impossível ocorrer quando o selo é impresso. Mesmo que esse acidente tenha sido proposital, ele ocorreu antes da picotagem das folhas, o que também pode ser um indicativo de que as folhas não foram picotadas na própria impressora, foi feito depois, em outra máquina própria para picotagem.

Não sei se piorei mais, mas espero que não.
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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

Mensagem por RomeuNatale em Qui Jun 16 2016, 19:24

Segue um exemplo com uma visão do detalhe do selo de Cr$ 0,50, da série Tipos e Profissões, que sofreu o mesmo acidente, onde a tinta não toca no picote, não penetra na massa do papel. Se isso acontecesse seria, com certeza, uma falsificação.

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Re: Falhas de impressão em Selos Ordinários

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