ALEMANHA FEDERAL - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - OS PRISIONEIROS ALEMÃES VOLTAM PARA ALEMANHA - 1953!!!

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ALEMANHA FEDERAL - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - OS PRISIONEIROS ALEMÃES VOLTAM PARA ALEMANHA - 1953!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Dom Mar 20 2016, 00:42

Compartilho com todos, primeiro selo emitido pela Alemanha Federal alusivo aos prisioneiros alemães da Segunda Guerra que estavam retornando para Alemanha, carimbo Primeiro Dia de Circulação, Munique - 09/05/1953 - "Prisioneiros de Guerra Alemães", catálogo Michel nº 165.

                  OS PRISIONEIROS ALEMÃES VOLTAM 
                               PARA A ALEMANHA.                                        
 
Mais de três milhões de prisioneiros alemães estavam na União Soviética desde o fim da Segunda Guerra, onde foram obrigados a ajudar na reconstrução do país. Em 22 de julho de 1946, começaram a retornar à Alemanha.
A libertação dos primeiros alemães presos pelos soviéticos ou deportados para a União Soviética pelos Aliados durante o conflito tivesse começado em 1946, o principal contingente retornou ao país dois anos mais tarde, data limite estipulada pelos Aliados.
A cidade de Frankfurt do Oder, no extremo leste alemão, foi o principal ponto de passagem dos retornados. Eles compreendiam milhões de mulheres, homens e crianças expatriadas durante a guerra, além de três milhões de militares alemães aprisionados no Leste Europeu, que pretendiam retornar ao seu país. Seus problemas eram muitos, tanto sociais como psicológicos e econômicos, mas principalmente familiares e de saúde.
Os soldados haviam deixado a Alemanha como heróis enviados por Hitler para o avanço alemão no Leste da Europa e voltavam derrotados para casa. Depois de soltos, logo na chegada ao território alemão, eram cadastrados, recebiam assistência médica e podiam escrever cartas para a família. Milhares morreram de exaustão no primeiro dia de retorno à pátria.
A migração também se dava do oeste para o leste. Mais de cinco milhões de soldados soviéticos esperavam pela repatriação. Uma ordem de Stalin chegou a causar pânico e até suicídios. Ele havia determinado que todos os russos que haviam tido contato com o inimigo – inclusive prisioneiros de guerra – perderiam seus direitos civis. Apesar das garantias concedidas por Moscou, os retornados foram enviados a centros de triagem e banidos para o arquipélago de Gulag, com ou sem julgamento prévio.
Durante a Guerra Fria, a questão dos prisioneiros retornados foi instrumentalizada por ambos os lados. Enquanto o Ocidente protestava, alegando que seus soldados enfrentaram condições desumanas na prisão, o Leste argumentava a amizade teuto-russa e o sorriso de ex-prisioneiros que voltavam "satisfeitos" para casa.
Hoje, sabe-se que a realidade foi outra. A historiadora Annette Kaminsky relata as dificuldades dos repatriados para a reintegração na sociedade. Doentes, subnutridos e com grandes problemas psicológicos, seus problemas eram ignorados por grande parte da sociedade.
Calcula-se que, até o final da Segunda Guerra Mundial, 5,7 milhões de alemães caíram nas mãos dos soviéticos, sendo que 3,3 milhões morreram, em geral nos primeiros dias de cativeiro. Eles eram obrigados a longas marchas a pé, muitas vezes sob a neve ou sob sol forte, sem roupas apropriadas e alimentos suficientes. Quem caísse no caminho, por doença ou exaustão, era executado pelos soviéticos.
A União Soviética havia declarado "criminosos de guerra" os alemães que ainda não haviam sido enviados de volta e os condenou a trabalhos forçados como reparação de guerra ao povo russo. Somente após a intervenção do primeiro chefe de governo alemão, Konrad Adenauer, os últimos puderam retornar para sua casa, a Alemanha em 1955.

           SELO COMEMORATIVO "PRISIONEIROS DE GUERRA ALEMÃES".
                                             CATÁLOGO MICHEL Nº 165.

INFANTARIA ALEMÃ AVANÇA PELA RÚSSIA.

                                             PRISIONEIROS ALEMÃES EM ESTALINGRADO.

                                     PRISIONEIRO ALEMÃO EM LENINGRADO.

COLUNA DE PRISIONEIROS ALEMÃES SENDO HOSTILIZADOS POR MULHERES RUSSAS.

PRISIONEIROS ALEMÃES EM DESFILE PELAS RUAS DE MOSCOU.

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