Aventuras em Coleções Temáticas

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Mensagem por Roger_R em Sex Jun 21 2013, 22:30

Expandindo horizontes parte I

Elementos filatélicos

Para a coleção temática, há muito mais além de selos postais retratando algo ou alguém associado com o seu tema. É hora de expandir seus horizontes, incluindo uma variedade de elementos filatélicos em sua coleção. Então, vamos ver a variedade de elementos filatélicos que nos aguarda.

Selos Postais

Para a maioria das pessoas, um selo é um selo postal. Eles colocam-no em um envelope para enviar uma carta. No entanto, um colecionador de selos logo descobre a variedade de formas de um selo.

O primeiro selo adesivo do mundo foi emitido pela Inglaterra em 1840, seguido pelo Brasil e o cantão suíço de Zurique em 1843. Todos esses primeiros selos são o que hoje chamamos Ordinários ou Regulares (definitives), que permanecem em uso por períodos relativamente longos.

Com o tempo, foram emitidos selos postais para comemorar um evento ou um aniversário histórico. Apropriadamente, foram denominados Comemorativos (commemorative) e são, geralmente, postos à venda por um tempo limitado. Há vários países que disputam a primazia de ter emitido o primeiro selo comemorativo mas a honra vai para New South Wales, Austrália, em 1888, que comemorou seu primeiro assentamento britânico.



Blocos (souvenir sheets ou, às vezes, miniature sheets) são pequenas folhas contendo um ou mais selos, com margens amplas, às vezes com desenhos e/ou inscrições. O primeiro bloco foi emitido pelo Luxemburgo, em 1923.

Os selos postais são também usados ​​para arrecadar fundos para uma finalidade específica, além do pagamento de portes. São chamados de taxas ou semi-postais (semi-postals e, na Inglaterra, charit stamps). Os primeiros semi-postais foram emitidos em 1897, por Nova Gales do Sul, para prestar assistência financeira a um sanatório para tuberculosos. Três anos mais tarde, a colônia vizinha de Queensland introduziu semi-postais para arrecadar dinheiro para um fundo patriótico em conexão com a Guerra do Javali, que ocorria na África do Sul. Um dos poucos países que nunca emitiram semi-postais é os Estados Unidos.

Os selos postais são produzidos por um dos quatro métodos básicos de impressão: gravação, fotogravura, litografia e tipografia. Eles são impressos em vários tipos de papeis, em folhas, em painéis (geralmente quatro por folha), ou bobinas (impressos em rolos horizontal ou vertical). Podem vir gomados, sem goma e, mais recentemente, autoadesivos. Podem ser perfurados ou não perfurados (imperfs). Além do selo quadrado ou retangular, outras formas incluem: diamante (emitido pela primeira vez em Nova Escócia, em 1851), triangular (emitido pela primeira vez em Cabo da Boa Esperança em 1853), oval (emitido pela primeira vez pelo estado indiano de Bhor em 1879), e de forma livre (emitido pela primeira vez em Serra Leoa, em 1964).
 
O desenho do selo é geralmente limitado ao próprio selo, mas tornaram-se populares os selos compostos (composite stamps), em que o desenho se estende ao longo de dois ou mais selos da folha. O primeiro foi emitido pela Polonia em 1957. Se-tenant é um termo utilizado para descrever dois ou mais selos adjacentes, diferentes no desenho ou texto, enquanto Tete-beche é um termo que descreve selos iguais e adjacentes, um dos quais está invertido.

As peças utilizadas no projetos do selo postal podem existir na forma de Desenho artístico preliminar (preliminary artist designs), Ensaio (essay) - impressão a partir da matriz pré-aprovada com o desenho do selo, Prova ou prova de matriz (proof ou die proof) - impressão a partir da matriz antes da emissão definitiva do selo. Um conjunto de provas, uma para cada cor utilizada na composição final da imagem recebe o nome de prova progressiva (progressive proof) e há o Espécime (specimen) - selos reais, para apresentação, com marcas impressas ou perfuradas para impedir a sua utilização postal. Folhas de luxo (deluxe sheets) são folhas impressas do estágio final de produção do selo, normalmente em um papel de melhor qualidade; Ensaio fotografico (photo essay) são fotografias oficiais e Impressão em preto (black print) são pseudo-provas em uma única cor.  Somente provas reais, feitas durante o processo de fabricação, tem valor filatélico real. 

A crescente sofisticação dos serviços postais resultou na necessidade de uma variedade de selos especiais.

Selos postais para encomendas (parcel post stamp) foram desenvolvidos para o pagamento de franquia de pacotes. A primeira emissão foi feita pela Bélgica em 1879, para encomendas realizadas na estrada de ferro, seguida pela Itália em 1884. Selos postais para entrega de jornais foram usados ​​nos EUA entre 1865 e 1898 e na França, com início em 1868.

Selos postais para entrega especial (special delivery stamp) foram introduzidos nos EUA, em 1885, garantindo a entrega durante o dia e à noite, de modo que o item não teria que esperar até o próximo dia de entrega. Com o mesmo princípo, em 1898 o Canadá emitiu o selo para Entrega expressa (express delivery) e a Checoslováquia, em 1937, o Selo para entrega personalizada (personal delivery stamp).

Selo para registro (registration stamp) era usado em correio registado e foram empregadas pela primeira vez na Colômbia em 1865. Hoje em dia, usa-se o selo postal comum. Selo para carta segura (insured letter stamp), para carta com seguro, foi  introduzido pelo México em 1935.

Um fato que pode surpreender é que o Selo aéreo (airmail stamp) já existia quase um século antes da inauguração do primeiro correio aéreo por avião pois, por volta de 1859, já existia correio aéreo através de balões, sendo que o primeiro selo aéreo surgiu em 1877, para o correio por balão. O primeiro selo para correio aéreo para o transporte postal por avião surgiu nos EUA em 1918. 

A Taxa devida (postage due stamp) foi emitido pela primeira vez pela França em 1859. Embora chamado de selo, é mais bem descrito como uma etiqueta indicando o pagamento devido ao serviço postal para um serviço de correio.

Oficiais (provisionals) são selos postais oficiais emitidos para preencher uma necessidade urgente durante uma escassez causada por mudança política, desastres naturais ou condições de guerra. Local (local) é a denominação dada a selos para uso em áreas geográficas limitadas, normalmente impressos por particulares. Uma exceção são os Zemstvos (selos dos correios rurais russos), que foram autorizadas pelo governo russo para preencher uma necessidade postal que não podia ser atendida pelo serviço postal imperial.

Comentários extras:
1) O primeiro selo postal adesivo foi o regular inglês chamado Penny Black, emitido em 1840. Foi retratado em 1990 em selo de Anguilla, reconhecendo o 150º aniversário do selo postal.

2) O tema embarcações pode ser encontrado tanto na emissão regular das Bermudas, de 1910, como nos comemorativos de Barbados, emitidos em 1906, em honra ao tricentenário da primeira navegação inglesa

3)  Trens são retratados em várias emissões regulares alemãs de 1975 e romenas de 1968 mas também em emissões comemorativas americanas, como a que homenageia engenheiros ferroviários, em 1950.

4) Em 1989 as Antilhas Holandesas emitiram um bloco semi-postal com sobretaxa a favor da Antillean Youth Care Federation (Fundação de Ajuda à Juventude Antilhana)

5) Os selos se apresentam em grande variedade de formato. Este selo para taxa devida foi emitido em 1924 por Nyassa (hoje, parte de Moçambique) e tem a forma triangular.

6) Um tete-beche turco retratando os males do álcool, de 1956. Emitido em comemoração ao 20º Congresso Internacional do Alcoolismo, em Istambul.

7) Em 1972 a Grécia emitiu um selo composto (se-tenant), cujo desenho alusivo ao Natal se estende pelo par

8]  Provas para ensaio de cores nos selos da comissão sanitária americana, emitidos em junho de 1864, impressos por Butler & Carpenter of Philadelphia 

9) Um specimen mongol, emitido em 2001, em homenagem ao escotismo

10) Os selos para o serviço sanitário foram autorizados pelo governo americano em 1864 para angariar fundos para as tropas da união durante a Guerra Civil e eram vendidos nas agencias de correio

11) Este selo para entrega especial foi emitido pelos Estados Unidos em 1954, para o serviço de entrega mão-a-mão

12) O famoso "Dove of Basel", de 1945,  é uma emissão provisória local suíça. É um dos primeiros selos postais retratando um pássaro. Outros selos retratando aves são o regular coreano de 1951 e o finlandês comemorativo de 1933.

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Não... não tenho todos estes selos. Capturei as imagens na net. Estão todas fora de escala.

Continua na segunda-feira. Tenho monte de selos pra arrumar amanhã.

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Coleciono Brasil (Império carimbados, república mint), trens, aeronaves, embarcações, astronáutica, cães, gatos, quelônios (mint e variedades), heráldica, uniformes militares e flauta (mint e variedades). Autor do Catálogo CDD de Selos do Brasil.
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Agenor em Sex Jun 21 2013, 23:00

aguardaremos o próximo capítulo, maravilha de postagem.
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Roger_R em Sab Jun 22 2013, 21:34

 Expandindo horizontes parte II

SOBRETAXAS, SOBRECARGA, PRE-CANCELADOS

A sobretaxa (surcharge) é uma inscrição aplicada a um selo postal já existente que muda seu valor de face para acomodar inflação, mudança de moeda, e/ou falta de outros valores.


Sobrecarga é a inscrição que muda o propósito de um selo ou do seu motivo comemorativo. Há casos em que os termos da sobrecarga tendem converter a peça, através da alteração também do valor fácil e transformação do selo em um semi-postal.

Sobretaxas raramente alteram o tema do selo, mas impressões sobrepostas muitas vezes criam um novo elemento para a coleção filatélica temática. Um exemplo é o George Washington americano de 1928, selo com uma impressão sobreposta para Molly Pitcher, heroína da guerra revolucionária. Outro exemplo clássico de uma sobretaxa combinada com impressão sobreposta é um selo equatoriano de 1930, que visava



divulgar a indústria do tabaco, que foi, sem querer, sobreposto em 1938 com a inscrição Compaña CONTRA EL CANCER com o imposto que ia  para a União Internacional de Controle do Câncer.

Esta emissão das Bahamas de 5 shillings sofreu sobrecarga para $1,00 e finalmente foi re-emitida com seu novo valor em 1971.

Pré-cancelado (precancel) é o selo cancelado antes de ser vendido, para agilizar algum processo do correio. O primeiro estrangeiro pré-cancelado foi utilizado na França em 1868.

PERFINS E MARCAS D´ÁGUA

Perfins e marcas d'água (filigrana) oferecem elementos filatélicos interessantes. Perfins são selos que são perfurados com desenhos ou iniciais de empresas privadas ou agências governamentais, para desencorajar o roubo e uso indevido. O termo vem do inglês PERForated INSignia e foi utilizado pela primeira vez na Inglaterra em 1869. Entre os milhares de perfins existentes, colecionadores temáticos podem encontrar desenhos de âncoras, sinos, moinhos de café, dançarinos, águias, peixes, bandeiras, rodas de fiar, cisnes, moinhos de vento e mais um infinito número de temas.


Vários desenhos formados a partir dos PERFINS

Marcas d'água são padrões impressos no papel durante sua fabricação. O primeiro selo postal do mundo foi impresso em papel com marca d'água - uma coroa. Ao que chamamos filigrana, a marca d´água vêm em uma variedade imensa de imagens, incluindo âncoras, pássaros, brasões de armas, flores, leões, luas, cornetas, pirâmides, estrelas, cisnes, árvores. Freqüentemente os catálogos listam as filigranas utilizadas nos selos de cada país.

INSCRIÇÕES SUPLEMENTARES

Já em 1867, a Inglaterra autorizava a impressão do nome das empresas impressoras na parte de trás dos selos postais, como uma medida de segurança. Então, em 1887, a Pears Soap Company, empresa privada que imprimia selos ingleses, ofereceu a oportunidade a seus clientes, para que divulgassem seus produtos. Mas a Nova Zelândia foi o primeiro governo a vender espaço publicitário no lado gomado de seus selos postais, em 1893, Ainda na Nova Zelândia, várias emissões retratando a rainha Victoria foram convertidos em novos em novos temas através de anúncios para carvão, chocolate, café, medicina, picles, máquinas de costura, chá e produtos têxteis.


Pears Soup Company imprimiu no verso da emissão britânica de 1887 e Bonnington´s Irish Moss and Kaitanga Coal o fez na emissão neo-zelandesa de 1893.   

As inscrições marginais frequentemente incluem mais do que números das chapas ou outras inscrições postais. Desenhos na vinheta ou na margem (selvage) de selos e blocos comemorativos, muitas vezes complementam um tema tanto quanto o desenho do próprio selo. Destacam-se as vinhetas anexadas aos selos de Israel.

Emissão israelense de 1992 com vinheta ilustrando manuscrito de 1491 (Parábolas).

Igualmente interessantes são as vinhetas e anúncios marginais ligados a selos postais. As primeiras inscrições foram usados ​​em 1911 pela Baviera com anúncios de vinho de maçã, automóvel, mel e tinta. Em 1923, a Itália tornou-se o primeiro país a emitir etiquetas de publicidade ligados a selos sem perfurações. Dos 20 rótulos diferentes, há anúncios para chocolate, fonógrafo e máquina de costura. Mas a maior variedade de rótulos de publicidade aparecem em folhas da Bélgica, emitidas entre 1927 e 1938.

Os selos postais também têm sido usados ​​como moeda. Para proteger os selos contra danos, algumas emissões foram colocadas em uma caixa de proteção, de modo que puderam ser utilizados como moeda. John Gault, de Nova York, patenteou o processo em 1862 e vendeu publicidade no verso da caixa. Os selos postais também foram usados ​​como dinheiro na Bélgica e na França.


Emissão francesa encapsulada, em 1920, que foi usada como moeda.

 

CADERNETAS (Stamp Booklets)

As primeiras cadernetas de selos oficiais foram introduzidas pelo Luxemburgo em 1895, apesar de que já haviam sido empregadas privadamente nos EUA em 1887 e na Inglaterra, em 1891. Esta inovação oferecia uma variedade de oportunidades para mensagens promocionais governamentais e de publicidade comercial em suas capas, nas intercalações e nos rótulos se-tenant necessários para indicar o valor da caderneta.
A caderneta francesa de 1937 anunciava Bledine: um alimento completo para o recém-nascido, tanto na capa da caderneta como também na margem inferior do painel de selos.

Esta caderneta de 1913 da Alemanha da África Oeste anunciava instrumentos musicais e cigarros.

A publicidade comercial foi introduzida nas cadernetas de selos da Alemanha, em 1905, e Inglaterra, em 1909. Por volta de 1920, todas as cadernetas francesas foram dedicadas a vários anúncios de uma única empresa. Embora a publicidade comercial em cadernetas tem diminuído nos últimos anos, a importância temática destas aumentou. Tomemos, por exemplo, a caderneta inglesa de 1969 intitulada "Stamps para Cooks", que apresenta doze receitas impressas em etiquetas adesivas ligadas aos painéis de selos ou a de 1972, descrevendo a história da famosa cerâmica de Josiah Wedgwood.

Capa de caderneta inglesa com ilustrações baseadas nas novelas de Charles Dickens.

ERROS DE IMPRESSÃO E DESENHO

Muito se tem escrito sobre os erros de impressão descritos como EFOs (do ingles Errors, Freaks and Oddities - erros, aberrações e esquisitices). Erros de produção reais (tais como centros invertidos e cores que faltam) são o resultado de um erro humano. O   mais famoso erro de produção dos EUA é de 1918: Curtiss Jenny invertido. Por outro lado, anormalidades e excentricidades (tais como alterações de cor e perfurações) são causadas por mau funcionamento do equipamento. Grande parte deste material é resíduo da impressora, que deveria ter sido detectado durante a inspeção de qualidade e destruídas, mas esses itens adicionam peças interessantes para uma coleção temática.

De maior interesse para colecionadores temáticos são erros de desenho. São resultado do artista que recebe informações erradas ou cuidados inadequados do gravador ao fazer as inscrições na matriz. O manual Errors in Postage Stamp Design, do inglês Maxwell Seshold (Cambridge, Inglaterra, 1979) classifica os erros como de desenho, ortografia, distorções, o retrato do assunto, anacronismos (como a emissão de St. Kitts-Nevis, que retrata Columbos olhando através de um telescópio, que foi inventado somente um século após sua morte), composições musicais, comemorações impossíveis ou de um evento que não ocorreu, erros diplomáticos e erros intencionais. Temas nos quais são mais frequentes os erros de desenho incluem botânica, pessoas famosas, bandeiras, heráldica, mapas, medicina, música, navios, espaço, esportes e trens.


A imagem superior mostra o desenho da emissão de 1938 de Fiji não tinha ninguém pilotando a canoa. Na emissão de 1940 houve re-desenho da imagem, onde acrescentou-se um remador. Embaixo, um deslocamento oblíquo da imagem na emissão egípcia de 1937.

FALSOS E FALSIFICAÇÕES

Um falso postal é um selo genuino que é alterado (tal como suas perfurações ou detalhes do desenho) para que possa se transformar em outro selo. Por sua vez, uma falsificação (counterfeit) é uma imitação ou reprodução de um selo ou outras peças filatélicas.

Falsificações existem desde o século XIX, quando colecionadores começaram a procurar selos mais caros para suas coleções. Vendedores do século XIX até anunciavam a venda de fac-símiles ou reimpressão de selos para colecionadores. Mas as falsificações de selos postais não se limitou aos colecionadores: selos também foram forjados para enganar as autoridades postais. Há casos de falsificações produzidas pelas próprias administrações postais para determinar se os recursos de segurança incorporados ao projeto eram à prova de fraude. Durante a Segunda Guerra Mundial, selos postais foram falsificados pelos governos para espionagem e propaganda.

Muitos colecionadores de selos adicionam uma falsificação ao lado do selo genuíno em sua coleção, para mostrar a diversidade e os problemas dos selos postais.

SELOS QUE NÃO SÃO SELOS

Fiscais (revenues) são selos que indicam o pagamento de uma taxa ou cobrança de um imposto. Eles são anteriores aos selos postais, tendo sido utilizado na Holanda em 1627 e na Espanha, em 1637. Mesmo não sendo selos postais, são "a maioria de selos históricos de todos os tempos." A Guerra Revolucionárioa americana de 1765 originou-se devido a um selo fiscal: imposto sobre os documentos legais nas colônias britânicas na América.

Á esquerda, selo grego autentico, de 1896 e, à direita, uma falsificação sobrestampada e com carimbo também falsificado.

Cinderelas (cinderellas) são praticamente quaisquer itens que se pareçam com um selo postal, mas não o é. São materiais de publicidade, etiquetas para correio aéreo, selos sobre eventos aéreos, selos falsos (figuras sem a intenção de ser uma falsificação), selos para caridade, selos de faculdades, etiquetas de exposições, selos fantasia, selos para racionamento de comida, selos de hotel, licenciamento, políticos, cartaz de selos, propaganda de selos, selos ferroviários, etiquetas de registro, selos de esportes, e selos de feiras do mundo (todos, desde que não sejam postais). Há até mesmo a emissão deste tipo de selo para teste de uso feito por diversas administrações postais, tanto para o processo de engenharia como no desenvolvimento de máquinas de venda automática de selos.

Selo referente às olimpíadas de 1916 e, abaixo, selo de 1913 da Feira Internacional de Farmacêutica, em Viena, Áustria.


Enquanto muitos colecionadores de selos temáticos preferem limitar suas coleções no material oficialmente emitido por governos para fins postais, há uma maravilhosa fonte de material para uma coleção temática na forma de selos não oficiais, vinhetas e etiquetas. O autor americano Kenneth Wood escreve: "Grande parte do interesse em colecionar temas está ficando comum demias. Pode ser uma mudança salutar para a filatelia temática passear na área das Cinderelas".

Eu, particularmente, estou fora.

Relevo da Colônia de Massachusetts de 1756 e, abaixo, selo americano de 1940, referente à transferência de estoque (ambos Cinderelas).

ENVELOPES (Covers)

Estes são aqueles que passaram pelo correio e tem marcas postais apropriadas. Antes da introdução do envelope e do selo postal adesivo, as cartar eram simplesmente dobradas e timbradas em relevo pelas autoridades postais. Outras eram inscritas com o desenho de estribos, que indicavam que uma mudança de cavalos era necessário, ou uma forca, como um aviso para a transportadora, de que não podia atrasar a entrega do correio.

Até meados de 1800, o porte era cobrado do destinatário da carta, ou pré-pago pelo remetente. Várias marcas postais nos envelopes indicavam que o remetente tinha pré-pago o porte e algumas marcas também indicavam a cidade de origem.




Carta de 1514, escrita em campo de batalha próximo a Brentelle (Ítalia), enviada a Veneza, com cinco estribos (mudanças de cavalo) e três forcas (aviso de morte).

Alguns classificam os envelopes como comerciais ou filatélicos. Envelopes comerciais são envelopes em que a carta foi enviada sem sequer imaginar que seria procurada por um colecionador de selos. Os filatelicos compreendem aqueles emitidos para comemorar o lançamento de um selo postal ou de um carimbo - são os Envelopes de Primeiro Dia ou FDCs (do ingles Fisrt Day Cover): consistem de um envelope com um ou mais selos que são cancelados com a data em que o selo foi utilizado pela primeira vez. FDCs mais modernos incluem também uma ilustração ou texto (chamado de cachet). Além do FDC, envelopes de eventos especiais são muito populares, pois carregam carimbos pictóricos ou propagandas e, muitas vezes, um cachet.
 
Envelope publicitário de 1904, promovendo a venda de rifles e munição.

Envelopes de primeiro vôo, navais e espaço geralmente incluem um carimbo (também chamado de cachet) indicando as circunstâncias especiais associadas com o evento a ser comemorado. Há envelopes relacionados à eventos catastróficos como um avião, um navio, um trem ou um caminhão nos quais eles estavam sendo transportados; envelopes fúnebras (amplamente utilizados até o secuxo XX), que apresentam uma borda preta que notificava o destinatário de uma morte. Outros envelopes interessantes incluem o correio-de-balão, correio de catapulta (malote enviado do navio para a terra), Paquebots (correio postado em alto-mar), correio-paraquedas (entrega em ilhas onde os aviões não podiam pousar), correio pneumático (correio transportado por tubos pneumáticos subterrâneos) , e até correio foguete (missões astronauticas).
 


Envelope de correpondencia comercial nepalês, de 1902, recebida em Londres e, janeiro de 1903. Os selos da Índia comemoram a rainha Victória.

Envelopes fraqueados (frank covers) são aqueles que isentam os remetentes de pagar a postagem. O abuso deste privilégio é que levou à introdução do primeiro selo adesivo em 1840.



Envelope de franquia livre de Alexander Hamilton, enviado em setembro de 1791, com a marca  "Bishop". Os governos franqueavam as correspondencias enviadas pelos seus funcionarios e entidades governamentais.

Envelopes censurados também são amplamente colecionados. Durante a guerra, as autoridades militares detinha e censurava o correio, por vezes abrindo as cartas e, nestes casos, tornava o conteúdo ilegível em caso de violação da segurança. Normalmente, estes envelopes eram marcados ou carimbados, comunicando que passou pelo censor.

INTEIROS POSTAIS

Inteiros Postais (postal stationery)  incluem todas as formas de artigos de papelaria que carregam um selo oficialmente disponibilizado por uma administração postal. O material normalmente colecionado inclui envelopes selados, cartões postais, folhas de carta e aerogramas.

Os mais antifos inteiros postais remontam a 1608, quando Veneza produziu e vendeu folhas de carta com o brasão de armas da cidade: seu uso era obrigatório para as comunicações escritas de e para funcionários do governo. Folhas de carta pré-estampadas foram usados ​​no Reino da Sardenha, em 1818, e New South Wales lançou a primeira folha de carta com relevo em 1838. Mas foi o Mulready (projetado pelo artista William Mulready), introduzido na Inglaterra em 1840, que popularizou os inteiros postais. Mulreadys foram adquiridos tanto como envelopes como folhas de cartas, e o desenho incorporava dezenas de temas.

Nas semanas de seu lançamento, nada menos que 27 indivíduos e empresas tinham comprado todo o fornecimento de folhas de carta Mulready dos correios, com  publicidade vendida impressa no verso, e que eram revendidos abaixo do valor para quem quisesse utilizá-los. Os anúncios cobriam uma incrível variedade de produtos e serviços, incluindo bancos, livros, roupas, café, talheres, hotéis, seguros, oftalmologistas, medicamentos de patentes, pianos, ferrovias, folha de música, chá e produtos de higiene pessoal.


Mulready usado por anunciante de Edinburgo, em novembro de 1840, vendido ao público por três-quartos do valor oficial de um pence.

O primeiro cartão postal foi emitido pela Áustria em 1869, apesar de que as agencias austríacas duvidavam que o público iria aceitar o produto, uma vez que havia falta de privacidade na sua correspondência. Vários países adotaram cartões postais até 1870. Os primeiros cartões de resposta, consistindo de dois cartões postais unidos - um para a mensagem e outra para uma resposta do destinatário - foram introduzidos na Baviera em 1872. O cartão para carta, que consistía de uma placa de papel de peso leve com selo impresso impresso, que podia ser dobrada e fechada por meio de uma tira gomada em  três arestas, foi introduzido pela Bélgica em 1882 -  nosso tradicional envelope!

O aerograma (também conhecido como aérea) é uma folha de carta com abas gomadas, com o selo impresso. O aerograma moderno entrou em uso generalizado em sua forma pré-paga após a Segunda Guerra Mundial, mas teve o seu início em 1870, quando o correio foi realizado por balão a partir da Paris sitiada durante a guerra franco-prussiana de 1870-1871. As primeiras folhas de carta aérea foram emitidas pela Colômbia e Alemanha, em 1923, e pela Guatemala e México em 1930.


O airgraph foi introduzido pela Inglaterra no início da II Guerra Mundial. Consistia de  microfilmagem de cartas de e para as tropas que, em seguida, eram re-impressas antes da entrega. Um serviço semelhante foi operado por forças norte-americanas, chamada V-Mail, que começou em 1942 e foi interrompida em 1945, depois de mais de 1,25 mil milhões de mensagens terem sido processadas.

Carta americana V-Mail censurada, enviada do norte da Africa em maio de 1943. O V-Mail era microfilmado e o destinatário recebia uma foto da carta, mas não o original.

CARIMBOS E MARCAS


O carimbo ou cancela  é uma marca aplicada a um selo ou a um item postal para tornar a sua reutilização impossível. Um carimbo é geralmente limitado a um cancelamento que informa a data e o local de envio, ou a data e o ponto de trânsito, ou ainda a data de chegada.

A mais antiga marca postal identificando o local de emissão foi utilizada em Milão, na Itália, no século XIV, apesar de a marca manual de emissão indicando data e local foi idealizada pelo britânico Henry Bishop em 1661. O primeiro cancelamento do mundo foi a Cruz de Malta (uma cruz de oito pontas) ,  obliterator este que foi fornecido para cada uma das estações de correios das ilhas britânicas, para uso em conjunto com a introdução dos primeiros selos adesivos, em 1840. Obliteradores numéricos foram introduzidos pelos britânicos em 1844, e seu uso foi rapidamente adotado por muitos outros países.

Os cancelamentos assumem muitas formas, incluindo barras, olhos, círculos concêntricos, diamantes, quadrados ou anéis. Os carimbos mais desejados (e raros) para o colecionador temático são as extravagantes cancelas aplicadas por obliteradores de cortiça ou madeira.

Carimbo fantasia usado em 11 de julho de 1887, em Canton, Ohiao, com cancela manual em forma de coruja.

A primeira máquina de cancelamento de alta velocidade foi inventada por Francis Wirth na Alemanha, em 1867, e o primeiro aparelho de cancelamento totalmente automático foi apresentado em Boston, Massachusetts, em 1886. O uso de máquinas de cancelamento rápidas logo se espalhou por todo o mundo, levando ao desenvolvimento de carimbos de cancelamento, carimbo comemorativo e carimbo de primeiro dia (slogan cancel, pictorial cancel e first day issue) , que criaram novos horizontes para o colecionismo temático. O cancelamento a pedido ou de favor (OTC) são aqueles em que um cancelamento é aplicada por uma administração postal antes de ser vendido: não são considerados filatelicamente desejáveis.

Outras marcas auxiliares foram geradas para correio registado, correio certificado, correio segurado, correio expresso, porte devido, correio militar (correio censurado, APOs e feldpost alemão), correio maritimo, correio ferroviário, estações móveis de correio móveis e correio viajante.

SELO-ETIQUETA MECÂNICA (meter)

A franqueadora mecanica postal (meter, em inglês) é uma máquina para imprimir um substituto legal para um selo. As primeiras máquinas de franquiar foram usados ​​como dispositivos que funcionavam com moedas, como um experimento, na Noruega, em 1900, na Nova Zelândia, em 1904, e na Inglaterra, em 1912.

Em 1919, Arthur Colina Pitney, de Chicago, Illinois, inventor, conheceu Walter H. Bowes, fabricante de máquinas de cancelamento e fundaram a Pitney-Bowes Postage Meter Company. O governo americano aprovou o uso do Modelo A da maquina de Pitney-Bowes em 1920 e, dois anos depois, a aprovação internacional foi concedida pela União Postal Universal (UPU), que foi organizada em 1874, por um tratado, para estabelecer um sistema que garanta a entrega de correios enviados a partir de um país para outro país.

Meter alemão de 1934 com propaganda de parafina e "Beeswax".

Pitney-Bowes começou a vender anuncios publicitários localizados ao lado do selo-etiqueta na década de 1920. Atualmente, a Pitney-Bowes controla 86% do mercado de maquinas franqueadoras dos EUA, enquanto três empresas europeias (Friden, Postalia e Hasler) controlam os 14% restantes. No entanto, os selos-etiqueta vem sendo substituidos por selos emitidos pelo computados, na própria residencia do remetente: o interessado compra uma quota que o autoriza a imprimir uma certa quantia de selos a partir do próprio computador, a partir de padrões personalizaveis disponibilizados pelo serviço postal local.

OUTROS ITENS DE INTERESSE

Um máximo postal  (maximum card) é um cartão tendo uma ilustração relacionada com a concepção descrita no selo no qual está afixado e um carimbo, que também se refere ao assunto. Os primeiros máximos postais foram criados perto de de 1900 por colecionadores de cartões postais, e não por filatelistas. Eram chamados timbre cote vue (TCV - carimbo ao lado da vista), significando que o selo foi afixado ao lado da imagem do cartão. Máximos postais são especialmente populares na Europa, e são peças interessantes para uma coleção temática, reforçando a imagem retratada em um selo postal.

Maximo retratando a campeã olímpica de 1936, Sonja Heine, em emissão comemorativa finlandesa, com selo de igual tema, cancelado por carimbo Olímpico alusivo aos jogos de inverno de 1994, em Lillehammer.

Os autógrafos em selos já foram chamados frozen moments in time (momentos congelados no tempo) e têm sido uma colecção popular por séculos.

Bloco americano de 1945 comemorando a colocação da bandeira americana em Iwo Jima, autografado pelo médico John Bradley, um dos militares retratados junto à bandeira, presente no ato, então médico dos fuzileiros navais americanos.

Nada filatélico, há o cartão telefonico (telefone cards) que, recentemente, invadiu o campo de colecionaveis, apesar de que seis anos após a invenção do telefone, em 1881, a Baviera emitiu bilhetes telefonicos para pagamento antecipado de chamadas telefônicas. Esta peça é citada aqui apenas pelo motivo de que a maioria das emissões mundiais de cartão telefonico são efetuadas por administrações postais.

Enfim, o conjunto de material para coleções temáticas é limitado apenas pela imaginação do colecionador.

Para mais informações sobre elementos filatélicos temáticos, veja:

Charles F. Adams. Stamp Collectionig. Dell Publishing, New York, New York, 1992.

James Mackay. The Guinness Book of Stamps Facts & Feats. Guinness Superlatives Ltd., Middlesex, Inglaterra, 1982.


Steven J. Rod. An Introduction to Stamp Collectiong. Amos Press, Sidney, Ohio, 1989.

Kenneth A. Wood. This is Philately (em três volumes). Van Dahl Publications, Albany, Oregon, 1982.

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Este texto seria publicado na segunda-feira.

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Timbres em Sab Jun 22 2013, 22:02

Roger_R escreveu:Preferencialmente, mint. Carimbo de favor, nunca. Se for usar selo circulado, procure um carimbo próximo ao tema - data de interesse, cidade, primeiro dia, comemorativo. Se for um carimbo muitíssimo interessante, usar o envelope ou o fragmento, para deixar claro que é verdadeiro. Em último caso, carimbos comuns mas perfeitos e sem estragar o tema do selo. mix vale. Como está no texto: comuns e raros, novos e usados... é o jogo. Mas tem que ser um bom jogo.
E acho que não estraga o andamento do texto, não.

Claudio,

destacando que suas "regras" refletem uma coleção montada para exibição de um tópico, que requer selos mint.  Mas vale levantar o fato que muitos colecionam os seu tópicos de todos estados, incluindo aos que você refere como "nunca" (até você mesmo meu amigo Very Happy) e nada de mau com isso.  Tudo depende no motivo e acima de tudo, o prazer do colecionador.

Agora, um coleção de carimbos a favor por exemplo, não é o que eu quero, mas entendo outros que os coletam para embelezar a coleção, sempre lembrando que isso é um hobby e não um investimento.

Abraços,

Timo
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Roger_R em Sab Jun 22 2013, 22:14

Concordo, Tim.
Eu mesmo tenho Cinderelas, CBO e mesmo selos condenados em minhas coleções. Mas sei que NÃO devia tê-los.
Mas estamos divulgando o caminho correto.
Com o tempo, todos aprendem os atalhos.

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Roger_R em Sab Jun 22 2013, 22:44

Pensando bem, Tim, eu acho que não devemos incentivar os selos com carimbo de favor. Grande parte deles são bonitos, é verdade. Mas creio que ficarim bem só no tema "selos com carimbo de favor".kkkk

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Glauber em Sab Jun 22 2013, 23:22

Amigos, ainda não tive a oportunidade de ler todos os textos, pois estava em Salvador e não tinha/tenho muito tempo na internet.

Em relação aos CTO (popularmente conhecidos como Carimbos de Favor), sou totalmente contra, pois são emitidos apenas com intuito filatélico. Mas quem gostar e desejar colecioná-los, estão livres para isso.

Contudo, o que o texto inicial do Cláudio refere-se, são para as coleções direcionadas às exposições. Nesse sentido, NUNCA deve-se utilizar selos com carimbos CTO.

Abraços,

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Timbres em Dom Jun 23 2013, 00:10

Mas aí é o ponto...como definir "correto."  Se quero entrar num jogo, tenho que aceitar as regras estabelecidas; não terei sucesso caso contrário (exibição sendo uma forma de jogo), mas se tou jogando bola sozinho, quem vai dizer que tou jogando errado?  Eu não coleto Cinderellas nem CTO, mas não vou dizer pra um outro que é errado... só vou avisar na hora dele quiser entrar em exibição que esses não valem conforme a regra daquele jogo.  Fora isso, coleta até papel de balas se quiser, se você acha bonito e se te agrada.  Não vale nada, mas quem tem o direito de meter um preço na felicidade, né?  Abraços.
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Timbres em Dom Jun 23 2013, 00:16

Glauber, do seu ponto; existem selos que SOMENTE existem cancelados a favor.  Para ter o país completo, não podes evitar.  E também existem os cancelados a favor que são MUITO valiosos (cangurus da Austrália por exemplo com CTO de Melbourne), mas claro isso é uma exceção da regra que CTO é geralmente papel de parede....
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por odilo em Dom Jun 23 2013, 09:02

Olá amigos,
Não posso ficar de fora desta discussão.
Todos os carimbos comemorativos de alguma "coisa" , quando são usados para carimbar cartas de primeiro dia de circulação ou para uma cerimonia devo entender que são carimbos de favor. 
Agora, se este carimbo estiver disponível numa agência e todas as correspondências que por ali passam são carimbadas com ele, ai não é carimbo de favor. 
Quem coleciona temática, deve cuidar muito disto na hora em que for expor a coleção. 
Agora, vejam as diversas cartas Zeppelin que existem. A maioria são "fabricadas" por filatelistas e circuladas. 
Chega-se a um ponto difícil de separar o que é forçado (= de favor), com o que realmente é ou foi uma necessidade de comunicação.
Assim, todo o Maximo Postal, que é fabricado de propósito para fins filatélicos, não tem valor numa coleção temática?
As regras usadas para definir ou melhor explicar o uso de carimbos comemorativos em coleções temáticas de competição não excluem os carimbos de favor. Basta colocar o carimbo respeitando as regras !
Será que dá para entender ? 
Agora acho que até eu fiquei confuso rsrsrsrs.

P.S. Desculpe se estou desviando do assunto.
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Roger_R em Dom Jun 23 2013, 09:49

Antes, deixe-me colocar um excerto do Marcus, para justificar a resposta que dei a ele:
Marcus/RJ escreveu:Um mix de selos MINT ou sem carimbo com selos com carimbo prejudica a avaliação de uma coleção temática? Em relação a valor para apresentação e valor de mercado....
Estamos, pois, falando de coleção temática para apresentação e mercado. Assim, mantenho minha posição: carimbos de favor, jamais usar - tira pontos na apresentação e, quanto a venda, o comprador vai procurar por determinadas peças e selos sem valor podem esconder estas peças.

Na exposição, o CTO tem uma conotação especial para os juízes:
"...Mesmo quando os selos estiverem com carimbos bonitos e vistosos, verifique se não são "cancelado a ordem" – CTO (o carimbo de favor): são cancelados pelo governo emissor, a fim de criar um selo usado sem que o selo tenho sido circulado. Eles são facilmente detectados porque geralmente têm goma original. Quando não for encontrado o selo MINT desejado ou quando ele estiver caro demais para o projeto, é preferível utilizar um usado do que um CTO."
Assim, há por parte dos juízes uma diferenciação entre o CTO explicado acima e o CMO (brincadeira: eu quis dizer aqui Cancelado a Minha Ordem).

Em outro trecho do texto, eu cito que há emissões impressas em países estrangeiros e que por vezes não passam nem pelos países dito emissores: o agente carimba os selos ainda na gráfica e de lá, são exportados para venda.
Se for para expor a coleção, deverá existir um motivo razoável para eu querer cancelar o selo, ao invés de deixá-lo mint. Neste caso, para diferencia-lo de um carimbo nocivo, a melhor maneira é faze-lo circular: aponho o selo no envelope, endereço-o e peço o carimbo. Isto faz muita diferença.

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por JOSE RENATO em Dom Jun 23 2013, 11:29

Roger,

Parabéns pela sua brilhante iniciativa.

Tenho certeza que temos a obrigação de passarmos conhecimento. Nós que estudamos e temos o privilégio de ter literatura e um pouco de vivência; devemos passar nossas experiencias.

Mas no final é tudo uma grande troca. Quando falamos de algo, sempre tem alguém que vê por um outro ângulo o que nos faz rever todos os nossos focos.

Filatelia não é verdade absoluta. É conhecimento, ensinamento e aprendizagem.

Grande abraço,


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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Roger_R em Dom Jun 23 2013, 11:51

Vlw Renato. Estou de pleno acordo. Obrigado.

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Psique10 em Dom Jun 23 2013, 13:21

Atitude louvável Roger. Parabéns.
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Marcus/RJ em Dom Jun 23 2013, 16:13

Poxa que bom que uma duvida que tinha gerou a discussão! Isso sim é forum! Estava com saudades dessas discussões saudáveis.

Muito obrigado a todos pelos posts, só tem a engrandecer e nos tornar "menos amadores" na filatelia.

Roger_R (Claudio), Keep going! Following you!

Abraços

Marcus
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Psique10 em Dom Jun 23 2013, 16:46

Tenho certeza que temos a obrigação de passarmos conhecimento. Nós que estudamos e temos o privilégio de ter literatura e um pouco de vivência; devemos passar nossas experiências.

Mas no final é tudo uma grande troca. Quando falamos de algo, sempre tem alguém que vê por um outro ângulo o que nos faz rever todos os nossos focos.

Filatelia não é verdade absoluta. É conhecimento, ensinamento e aprendizagem.

O que mais procuramos aqui no fórum é conhecimento, e se tivermos algum também devemos partilhar.Penso que é assim que se cria confiança, amizade e respeito mútuo.
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Roger_R em Seg Jun 24 2013, 22:24

Juntando tudo

Até agora você adquiriu algumas selos e até mesmo alguns outros elementos filatélicos descritos anteriormente e tem também uma pilha de anotações sobre o tema selecionado. Você pode ter seu material filatélico armazenado em envelopes de papel manteiga, como os recebeu de comerciantes ou outros colecionadores, ou você pode tê-los organizados por país em classificador que você já havia adquirido. Isso representa uma acumulação - e não uma coleção. A coleção precisa de um local permanente, composto de folhas nas quais o material é montado, descrito por legendas (chamado de "write-ups"), e mantido em álbuns (geralmente com possibilidade de incluir, excluir ou substituir suas folhas sem problemas).
Mas antes de você começar a montar sua acumulação nas páginas do álbum, primeiro você precisa classificar seus selos de acordo com o esquema organizacional que tem desenvolvido para sua coleção. Uma maneira de fazer isso é preparar um arquivo composto por fichas, onde você identifica cada item filatélico, seu país de origem, número de catálogo e as informações adequadas, a partir de suas anotações. O importante é que os cartões possam ser classificados e reclassificados de várias formas para se adequarem com a linha de sua coleção da melhor forma possível. No cartão você poderá até anexar a peça, dentro de um envelope ou ENTÃO, fotocopia-la e agregar a imagem às informações. O cartão poderá parecer com o exemplo a seguir:


Da coleção "Mask Lore", organizada por Carolyn Weber.

Isto é mais prático se feito em computador, inserindo as mesmas informações em um programa ou planilha, de modo que possam ser classificadas conforme a melhor maneira para atender a organização que você desenvolveu para a coleção. A imagem da peça pode ser digitalizada para ilustrar os dados compilados.
Quando você encontrar um selo que tem vários elementos em seu desenho, você poderá decidir qual o elemento mais importante para contar a sua história. Você decide onde e como colocar um selo dentro de sua coleção. Às vezes você pode sentir a necessidade de precisar do mesmo selo em pelo menos dois lugares para contar a sua história. Se for um item acessível, pode comprar uma segunda cópia de modo que a incluir o item em ambos os pontos de sua coleção. O mesmo pode acontecer com outras peças: você pode incluir um selo mint em um dos pontos e o outro pode ser o mesmo selo sobre um envelope.

Às vezes, o mesmo selo é emitido tanto perfurado como imperfurado: você pode obter uma cópia de cada variedade para colocar em locais diferentes, tendo assim dois elementos filatélicos diferentes.


Este selo russo retrata um urso polar, uma embarcação e um zeppelin. Se seu tema é ursos, então tudo que interessa nesta peça é o urso. Se seu tema é transporte, você estará precisando da embarcação e do zeppelin. Esta imagem foi extraída da coleção "Santa Claus", de Joan Klimshalk e nesta coleção o selo identifica a morada de Papai Noel no polo Norte. 

FOLHAS DO ÁLBUM

Embora parte da diversão seja o projeto de suas folhas, existem folhas prontas à venda, cujos suplementos são publicados periodicamente, conforme as novas emissões, oferecendo o que muitos consideram ser uma abordagem simplista para a coleção temática.
Já em 1932, Scott Stamp and Coin Company publicou um álbum de selos de 22 páginas intitulado George Washington - Selos do Mundo. Posteriormente, outros álbuns foram publicados: Revolução Americana, Natal, Disney, Entretenimento, Europa, Artes plásticas, Lions Internacional, Os Maçons, Medicina, Música, Olimpíadas, Farmácia, Escotismo, Espaço, Esportes, Feiras Mundiais, e também para personalidades como Copérnico, Dag Hammarksjold, John F. Kennedy, Abraham Lincoln, Peter Paul Rubens, etc..
Até mesmo algumas concessionárias postais entraram em ação com a venda de kits temáticos com álbuns de 16 páginas para temas como pássaros e borboletas, arte europeia, Olimpíadas, espaço, esportes e vida selvagem. A parte ruim destes álbuns é que alguém decide o que você deve incluir em sua coleção, pois eles normalmente são organizados por país, em vez de temas, e os álbuns são quase sempre limitados aos selos postais, com pouco ou nenhum espaço para outros elementos filatélicos, exceto se ao álbum forem adicionadas folhas em branco.


O álbum Scott para o tema Jogos de Verão é organizado em ordem alfabética do nome do país emissor...


enquanto o álbum para o tema A Indústria Farmacêutica é organizado por tópicos do tema.

Um sem número de empresas oferecem páginas de álbuns em branco, com ou sem bordas, logotipos impressos e nome do tema no topo de cada página. Já em 1954 se podia encontrar a venda páginas brancas pra álbuns temáticos, em litografia multicolorida, ilustrações e títulos para animais, peixes, flores, música, religião, ferrovias, navios, esportes e trens. Em 1960, HE Harris & Company colocou no mercado uma linha de álbuns 8,5"x11", com  três buracos nas páginas e capa dura para os temas animais, arte, pássaros, gatos, Natal, cães, Europa, peixes, flores, cavalos, leões Internacional, mapas, maçônico, medicina, música, Olimpíadas, ferrovias, religião, Rotary International, Scouts, navios, espaço, e esportes. Os colecionadores que usaram essas páginas de álbum tinham toda  a liberdade de criação, podendo selecionar quaisquer peças filatélicas para a coleção mas muitas vezes os títulos impressos e as ilustrações prejudicavam o conjunto dos selos ai montados.

A tendência tem sido, definitivamente, cada colecionador montar as suas próprias folhas, com originalidade e auto expressão - que podem ser obtidos através de páginas em branco; permitindo ainda a organização e montagem de carimbos e outros elementos filatélicos de uma forma que melhor se adapte ao desenvolvimento do tema. Muitas páginas em branco para montar o próprio álbum foram oferecidas para venda ao longo dos anos, por empresas como Hagner, Harris, Lidner, Lighthouse, Minkus, Vidiform e White Ace. Alguns destes álbuns são fabricados na Alemanha ou na Suécia, e são bastante caros.
Brancos ou semibranco, com páginas livres de ácido, com linhas quadriculadas fracas ou "pontos" - são os preferidos pela maioria dos colecionadores, e hoje em dia é possível encontra-los todos na filatélica mais próxima ou vendidos sem complicações nas lojas virtuais. Seja qual for o estilo de página que você escolher, recomenda-se folhas de 22x29cm, com tolerância de mais ou menos 2 mm Não há regra imposta mas este tamanho é o que mais se adequa aos quadris expositores e também facilita o transporte e a guarda da coleção
.


Uma grande variedade de paginas ilustradas para álbuns ou com o nome do tema impresso podem ser encontradas através de uma simples procura pela internet, apesar de não serem tão populares.

Se colocadas em álbuns, recomenda-se o uso de folhas com três buracos e capa, obviamente, de três argolas. O motivo é que dois buracos não suportam a folha e suas peças com eficiência, enquanto mais que três buracos estraga a aparência. Mas o ideal é acondicionar as folhas em sacos plásticos de polipropileno transparente, com abas perfuradas para encaixe no álbum, o que não danifica a folha. Para manter os seus álbuns livres de poeira, convém acondicioná-los em tampas ou caixas.

No momento de montar o seu álbum, transfira os selos e peças filatélicas para folhas em branco do mesmo tamanho que as folhas a serem utilizadas, tentando diversos arranjos. Ponha os write-ups relacionados às peças em uma folha de papel, corte-as do tamanho do texto e coloque-os também sobre esta folha em branco. Mude a vontade a posição das peças e dos textos - isto permitirá uma flexibilidade na montagem que depois não será mais possível. Finalmente, quando você estiver satisfeito com a aparência, monte a folha definitiva.

MONTANDO SEUS SELOS

Há uma infinidade de maneiras de montar seus selos e outros elementos filatélicos nas folhas do álbum. Para selos, existem as tradicionais charneiras, pequenos pedaços de papel transparente gomadas de um lado. Apesar de não existir regra contra o uso de charneiras e elas não desqualificarem uma coleção, a charneira, bem ou mal, acaba marcando a peça irremediavelmente. Assim, a maioria dos colecionadores preferem montar os selos em pequenos protetores plásticos, com duas lâminas em forma de V, entre as quais o selo é inserido e que um dos lados é obrigatoriamente transparente e o outro, que é aderido à folha, não é necessariamente transparente. É o que comumente chamamos Hawid (que é a marca de um dos fabricantes destes protetores). Outros são Buxton, Harco, Marlate, Scott, Showgard e Maxmaphil, e todos eles vêm pré-cortados,  para caber selos de qualquer tamanho. É caro manter um estoque de todos os tamanhos que você pode precisar mas, certamente, o protetor (stamp mount) fornece ao seu selo a proteção que a charneira não oferece. Está comum o uso de protetores com as duas faces transparentes. A borda negra que se obtém com o uso de protetor de fundo negro é substituída pelo desenho de um quadro negro pouco maior que o selo sobre a folha do álbum e, após desenhado o quadro, o protetor é colado no centro do quadro, que formará a moldura. Desta forma, o protetor pode ser quase que do exato tamanho do selo, o que fornecerá maior fixação do selo dentro do protetor, evitando que escorregue ou que a peça fique torta num espaço maior.


Pinças são essenciais quando estamos lidando protetores ou charneiras.

Apesar da grande variedade de protetores existentes, você poderá preferir a charneira. Neste caso, use charneiras de alta qualidade, que possa ser desprendida facilmente. Como ela deve ser umedecida para ser utilizada, no caso de se cometer um erro e precisar remove-la, espere até que esteja completamente seca, para não danificar o selo ou a página. No caso de peças muito grandes, a melhor maneira de fixá-los sobre a folha é através do uso de cantoneiras transparentes, do tipo das utilizadas para suporte de fotografias.
Acostume-se a usar pinças especiais para selos, para evitar que a transpiração, oleosidade da pele e sujeira possam danificar seus selos. Outros itens necessários os quais sempre se deve ter à mão são um lápis 2H para desenho (recomendado), uma caneta de ponta fina ou de pena, tipo nanquim (não esferográfica ou ponta porosa - sempre borram), uma régua (tanto para medições como para alinhamento), borrachas (uma borracha é essencial para limpeza de páginas de álbuns acabados), uma boa lupa, uma lamina de cortar e uma boa superfície de trabalho (mesa de cozinha ou da sala de jantar, por exemplo).

APRESENTAÇÃO

Quase todos os "livros didáticos" filatélicos incluem sempre alguns conselhos sobre arranjo das páginas do álbum. Mas alguns conselhos a mais não prejudicam: você não deve invadir as bordas da página do álbum de selos - não é aconselhável o uso do desenho de bordas mas imagine sua folha com bordas.


Às vezes, você vai sentir que  uma página do álbum está assimétrica e desbalanceada, mas também perceberá que o material não filatélico e textos da folha camuflam estes problemas. Mas, se estes forem removidos, o problema se mostrará em toda sua dimensão. Uma situação típica é mostrada no diagrama da esquerda, o qual não é simétrico nem equilibrado. Uma simples mudança dos selos, como mostrado no diagrama da direita, facilmente resolve o problema. O rearranjo ainda deixa um amplo espaço para a colocação dos textos em quatro blocos de espaço em vez de três blocos originais.


O cancelamento postal da atualidade pode ser considerado comum mas esta página mostra variações do tópico.


Meters são muito populares mas dentro do tema segurança, um envelope de uma companhia de seguros poderá significar proteção.

As páginas não devem ser muito lotadas, muito pesadas ou muito extravagantes. Não há muita literatura a respeito de layouts, o que beneficiaria muito os colecionadores. Mas a disposição de texto e imagens de boas revistas oferecem bons exemplos de disposição de elementos, principalmente nas páginas de publicidade. A primeira regra é simples: usar a abundância de espaço em branco, sem aglomeração. E sempre lembrar que os selos devem ser as "estrelas" de sua coleção.
Um colecionador temático também deve assegurar a continuidade das páginas em uma coleção, do início ao fim. Também deve haver uma variação na disposição de página para página, para evitar a monotonia maçante de páginas gêmeas. Uma maneira de conseguir isso é incluir vários elementos filatélicos diferentes em cada página. Mas lembre-se que o aspecto mais importante do arranjo é a apresentação da história temática em uma ordem lógica. Sequência é importante para uma coleção interessante. Em uma coleção zoológico, mamíferos não devem ser misturados com répteis ou aves, a menos que a linha da história exija. Se a vida e explorações de Cristóvão Colombo é o tema, selos retratando os primeiros acontecimentos em sua vida deve preceder aqueles que tratam com sua vida mais tarde.
Uma forma de proporcionar uma variação da aparência de cada página e, ao mesmo tempo enfatizar a trama é colocar um capítulo de nome apropriado ou subdivisão no topo de cada página (em vez de repetir o título da coleção). A coleção  de Mary Ann Owens, de guarda-chuvas e sombrinhas, intitulado "Brolliology", começa com uma introdução seguida por estes capítulos: (1) origens do guarda-chuva, (2) a autoridade real, (3) a autoridade religiosa; (4) guarda-cerimoniais, (5) guarda-chuvas na moda (6), guarda-chuvas utilitários (7), os fabricantes, (Cool guarda-chuvas nas artes, e (9) guarda-chuvas simbólicos. Veja exemplos de páginas de álbuns da coleção de Mary Ann Owens mais abaixo.
Muitas formas de organizar as páginas do álbum foram descritas ao longo dos anos mas recentemente, uma grande variedade de programa de computador para criar páginas de álbuns foi lançada, alguns grátis. My Album fornece uma combinação criativa na produção de uma página de álbum customizada enquanto o AlbumPro promete que você  terá o tamanho e espaço que desejar ao  alinhar as caixas e textos em sua página do álbum: "você pode mover os quadros do selo em torno de seu conteúdo central, adicionar outro texto, e imprimir sua página com aparência profissional
". Sinceramente? os programas ajudam bastante mas nada como você mesmo criar a sua própria página, do seu agrado, com a sua arte. Os programas? só para fazer o acabamento final e montar os textos. Do contrário, será como comprar páginas prontas.


Uma vez que guarda-chuvas e sombrinhas não é um tema comum, será necessário apresentar uma pequena introdução.


As cadernetas são interessantes pois o colecionador pode usar todo o seu conteúdo no tema: a capa, os selos ou as entrefolhas.

O WRITE-UP (TEXTO)

A coleção temática deve revelar os resultados do estudo feito para a preparação da linha da história. Isto é conseguido pela adição de write-ups que tornam a sua coleção diferente de qualquer coleção que esteja no quadro vizinho. No entanto, a tentação de super-elaborar os write-ups (textos) é uma armadilha que deve ser evitada. Um tratado pertence a uma enciclopédia, e não a uma página de álbum. Longos write-ups não serão lidos nem por outras pessoas e nem pelos juízes, e eles diminuem o fato de que os selos devem contar a grande parte da história.
Por outro lado, os write-ups periódicos são necessários para complementar a linha da história. Alguns dizem que um write-up é uma "ponte" entre os vários itens em sua coleção, outros dizem que o texto é a "cola" que mantém a coleção unida. Ambos estão corretos e é por isso que o write-ups deve ser muito cuidadosamente preparado. A chave para um bom write-ups são o quatro "Cs": claro, completo, conciso e correto.

CLARO: Mesmo que você tenha aprendido todo um novo vocabulário durante os seus estudos, não se esqueça de que as pessoas podem não estar familiarizadas com eles. Por isso, coloque suas explicações em palavras simples e não técnicas, de modo que todos possam entender.
CORRETO: Enquanto você está convertendo suas explicações da terminologia técnica para a terminologia não técnica, tenha certeza de que as declarações finais são precisas. Se possível, verifique os seus dados básicos, buscando várias fontes para a informação, em vez de depender de apenas uma única fonte.
COMPLETO: Você vai querer dizer tanto quanto possível e necessário do assunto mas pode ser que ninguém precise aprender tanto para se interessar por sua coleção.
Conciso: Este é provavelmente o mais difícil dos quatro "Cs". Lembre-se que você não está escrevendo um livro sobre o assunto. Prepare seu write-up como se você estivesse enviando um telegrama e você está pagando caro por cada palavra que você usa.
Se um write-up para uma página de álbum em particular é muito longo, apesar de seus esforços para torná-lo o mais conciso possível, quebre-o e coloque-o em vários locais separados da página. O posicionamento estratégico dos write-ups em uma página pode também ajudar a equilibrar a página, mas tente evitar colocar write-ups no mesmo local em todas as páginas de sua coleção.
Nem todos são unânimes quanto aos textos filatélicos a serem incluídos na página. Alguns acham que a informação filatélica deve ser incluída na própria página e outros incluem tais informações, juntamente com número de catálogo, gravador, desenhista, impressão na parte de trás da página. Consulte sempre as regras específicas para a exibição.


Esta folha do tema "Apiários" mescla informação temática (colméias em cestos de vime com tampo de palha) e informações filatéli (erro de impressão no selo búlgaro sobrestampado e envelope espanhol utilizado durante a Guerra Civil Espanhola.

Na década de 1970, era comum ver na parte inferior de cada página uma nota de rodapé dando país e data de emissão para cada item incluído na página, mas os juízes consideravam isto um insulto ao conhecimento filatélico.
Hoje, write-ups filatélicos devem ser incluídos na página do álbum somente quando o item é incomum ou para distingui-lo de itens semelhantes. Material que não é encontrado em catálogos padrão, como os habitantes locais, fiscais e inteiros postais devem ser identificados por data e país somente se eles não são aparentes no material. Ensaios e provas também devem ser identificados com ano e tipo. Quando duas impressões diferentes do mesmo selo estão incluídas, apenas a data de emissão deve ser incluída abaixo de cada selo. Quando o material tem tanto um texto temático como um filatélico, o write-up temático tem prioridade. Alguns colecionadores colocam informações filatélicas em uma fonte menor e diferente da fonte utilizada para os write-ups temáticos. Outros usam cores (normalmente azul) para a informação filatélica, sendo que a cor preta é a normalmente usada para o texto do tema.
Uma vez compostos, write-ups devem ser fáceis de serem lidos. Se você é abençoado com uma linda caligrafia, use-a. Outros vão encontrar maior facilidade no uso de letras transferíveis de seu gosto. Muitos usam a máquina de escrever para preparar write-ups nas páginas, enquanto outros já descobriram que o computador faz mais do que algumas páginas bonitas. Nem todas as letras capitais (formato maiúsculo) são fáceis de ler, e devem ser reservadas para o cabeçalho. O texto tradicional formado por maiúsculas e minúsculas é mais fácil de ler porque nossos olhos os vêem diariamente em revistas e jornais. Se os write-ups forem escritos à mão, por meios mecânicos, à máquina de escrever, ou pelo computador, use tinta preta (e uma boa fita, se for o caso). Evite o uso de cores, principalmente as berrantes, que são difíceis de ler e muitas vezes confrontam-se com os selos, ofuscando-os.

Como você coleciona selos, você também vai adquirir material de reserva (backup), tais como postais e ilustrações de revistas. Alguns acham que isso pode até ser adequado para a inclusão em suas páginas, enquanto outros sustentam que apenas material filatélico deve estar presente nas páginas da sua coleção temática. Se você colecionar teatro ou artes cênicas, programas antigos encaixam-se perfeitamente em sua coleção. Para outros temas, a inclusão de um mapa pode ajudar a identificar o local do evento ou estrutura que é descrita nos selos.
Se o material acrescenta alguma coisa à sua linha de história ou ilustra algo sobre aquele  selo que não é auto evidente, então use-o. Mas tenha certeza de que nenhuma peça filatélica apresente a mesma ilustração, pois as peças filatélicas tem precedência sobre quaisquer outros materiais. Às vezes o que parece ser material não-filatélico é realmente filatélico em sua natureza, como mostrado pela ilustração de um telegrama, abaixo. De vez em quando sua coleção será revista, quando um novo material filatélico ou nova  informação é adquirida. Os temáticos frequentemente devem rever e remontar suas páginas. O orgulho de ser proprietário de uma coleção bem organizada e atualizada vai mais do que compensar o tempo e o trabalho envolvidos
.


Este telegrama do rei Edward VIII expressando os sentimentos pela morte do rei George V pode parecer material secundário. Porém, os telegramas eram administrados pelo serviço postal britânico, o que o torna um elemento filatélico incomum da coleção "Edward - All for Love".

24.06.13

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Roger_R em Ter Jun 25 2013, 21:06

EXPONDO SUA COLEÇÃO - Parte I


 Você não vai querer manter sua coleção temática guardada somente para você apreciar: vai querer mostra-la a sua família, seus amigos e seus vizinhos. Como coleções temáticas, são coloridas e educativas. Muitas escolas, bibliotecas, empresas, exposições e shows receberão muito bem a sua  coleção, relacionada às suas atividades. A recompensa é o prazer que você terá ao atrair outros para o nosso hobby mas o objetivo não é apenas agradar a si mesmo, mas também agradar o seu público.
O próximo passo é exibir sua coleção temática em uma exposição filatélica. Você pode querer começar por mostrar um número limitado de páginas em um clube filatélico local. Talvez você tenha um mini-tema, que seria o ideal para esse tipo de ocasião, ou você pode selecionar uma subdivisão de sua coleção para a exposição. Se a coleção filatélica local for mostra competitiva, será necessário conhecer as regras. Observe, em particular, o número de folhas que são permitidas, o que irá fazer uma grande diferença nas que você selecionar a partir de sua coleção.
Você também terá que modificar o título para o sua mini-exposição. Se o tema principal da coleção é "Cão: o melhor amigo do homem", a sua mini-exposição pode ser limitada às raças de cães que você selecionar como "Cães de Caça" ou "Terriers". Um título como "Páginas Escolhidas de minha coleção" não é adequado, já que não diz nada sobre a história que você vai estar contando. A cuidadosa seleção do título já vai indicar o âmbito da sua exibição pois até mesmo uma mini-exposição deve contar uma história. Não deve fazer o público (especialmente os juízes) adivinhar o que você está tentando fazer: você deve dizer a eles. Você não estará mais preocupado apenas em agradar a si mesmo, você também deve agradar os juízes, se você quiser que a sua exposição venha a ser reconhecida com um prêmio.
Se você for bem sucedido em uma exposição local, depois você pode querer considerar entrar na exposição estadual, regional, nacional ou até internacional. O salto de uma exposição local para uma exposições filatélicas nacionais envolve muito mais do que aumentar o número de páginas do álbum. Sua coleção deverá considerar áreas mais específicas.


Apresentação
A apresentação inclui o aspecto geral de cada página. Em uma exposição, cada página da coleção deve ser vista como um todo. Devem ser da mesma cor, seja branco, marfim, amarela pálida, pálida ou cinza. A cor não deve prejudicar o destaque dos materiais filatélicos montados na página.
As páginas não devem ser nem muito lotadas e nem muito esparsas, mas devem ser agradavelmente cheias. Se um item filatélico adicional pode ser agregado a uma página, essa página provavelmente não tem peças suficientes.
A superlotação muitas vezes pode ser evitada ao mostrar apenas a parte essencial de um elemento filatélico através de "janelas". Esta é uma técnica onde o expositor seleciona a área do envelope (ou de qualquer item grande, como uma folha ou um bloco), mostrando apenas a área do item que deve ser mostrada, através de um buraco na folha. Usando uma régua e um estilete, o expositor corta uma "janela" na página do álbum, que é o tamanho exato da área a ser mostrado. O envelope, filha ou bloco é então montado de face para cima sobre o verso da página de modo que a área que necessita ser apresentada pode ser vista através da janela. Um método mais simples é cortar a página do álbum para que a peça possa ser deslizada na fenda apresentando apenas a porção que você quer mostrar, deixando, assim, a parte oculta disponível para exibir outro item filatélico.

Esta página permite a inclusão de quatro itens grandes, através do uso de janelas (um carimbo de Aachen sobre um envelope; uma carta registrada de Metz; um selo sobre um cartão-postal alemão; um FDC ilustrado francês). O FDC foi retirado para mostrar que a janela permite mostrar apenas a parte desejável do FDC (o carimbo com o castelo), sendo que o restante do material fica coberto.


 
Esta folha mostra uma grande variedade de peças que retratam máscaras.


Esta folha apresenta uma grande variedade de elementos filatélicos (o selo fiscal nem sempre é permitido).


Esta folha usa elementos filatélicos para mostrar abelha e colméia expressando o mesmo símbolo (poupança financeira).


Esta folha mostra um envelope assinado.

O texto deve ser sempre subordinado ao material filatélico na página. Deve ajudar a equilibrar a página, proporcionando uma interrelação entre os elementos filatélicos descriçãos. Não deve estar no mesmo lugar nas várias páginas, como na parte superior ou na parte inferior: Colocando-se o texto em diferentes locais nas páginas proporcionará ao conjunto uma exposição com uma aparência variada. Se um dos textos for mais longo que os demais, procure dividi-lo em várias seções menores de texto. Ao quebrar o texto em pequenos pedaços, você torna o entendimento mais fácil ao espectador e juízes. Evite abreviações ou palavras com hífen no texto, se possível, e tenha certeza de que todo o texto está livre de erros ortograficos, gráficos e tipográficos.
Mais importante de tudo: não coloque um diamante (suas peças filatélicas) em um cenário de latão (suas páginas). Dedique à montagem de cada página o tempo que for necessário para fazer o melhor que você é capaz de fazer. Quando se trata de desenvolver uma exposição temática vencedora, o tempo na preparação de suas páginas para exposição é tão importante quanto o dinheiro que você gasta para o suas peças filatélicas.

 
Titulo e Título das Páginas
O título de sua exposição pode ser a decisão mais importante que você vai tomar. O espectador deve saber o que a sua exposição tem apenas olhando para o título, por isso não tente escolher um título bonito. "Castelos em Selos" não é um bom título, porque a exibição certamente incluirá outros elementos filatélicos tais como carimbos, meters, e outros artigos postais.
O título deve refletir a história que está sendo contada, nada mais nada menos. Se o título é "Jogos Olímpicos", a exposição deve contar a história de todos os Jogos Olímpicos de 1896 até o presente. Por outro lado, se o título é "Jogos Olímpicos 1896-1932", então a história não deve terminar com os jogos de 1924 ou não deve descrever os Jogos Olímpicos de 1936 e em diante.

Esta folha de título usa apenas três palavras para sumarizar a história a ser desenvolvida.


Esta folha usa uma cancela fantasia (morcego) sobre um envelope de 1865 para dar o tom do tema: Morcegos.


Esta folha mostra ambos os lados de um cartão postal para mostrar a introdução do tema.


Esta folha introduz o tema "Apiários" atraves da apresentação de um cartão postal com o carimbo "Apiary, Oregon".

A página de título deve incluir o título da exposição, bem como uma introdução de 20 palavras ou menos, descrevendo a história a ser contada. A maioria dos expositores também incluem no título da página um item filatélico que representa seu tema. Esta é uma página que pode incluir um item não filatélico sem penalidades. No entanto, a grande maioria dos expositores colocam um item filatélico incomum na página de título. para chamar a atenção dos juízes.
Há um outro objetivo por trás do título da página: uma exposição anterior poderá ter uma coleção sobre o memso tema. Portanto, uma página de título atraente, muito parecido com uma capa de livro atraente, vai apresentar a sua exposição como sendo completamente diferente de outra com o mesmo tema geral.


 A página do plano
O que a página do plano? Algo muito parecido com um índice de um livro, a página do plano identifica os vários capítulos ou seções de uma exposição temática. Tornou-se uma peça necessária para exposições temáticas.
A subdivisão da exposição temática em capítulos ou seções é importante para o desenvolvimento do equilíbrio no número de páginas usadas para cada capítulo. Evite capítulos de uma só página e tente não ter um ou dois capítulos dominando a coleção. Se necessário, reveja o plano para atingir um melhor equilíbrio dos capítulos. O que quer que você faça, certifique-se que o plano apresente um esboço da história que você está contando em sua exposição temática.
Os principais capítulos da página do plano são listados em uma única coluna, ou em duas colunas adjacentes, com números (1, 2, 3, 4, etc) seguidos pelo título do capítulo, normalmente em letras maiúsculas. Muitas páginas do plano apresentam capítulos e sub-capítulos. No entanto, sub-capítulos (divisões de um capítulo) não são desejáveis se exigirem o uso de uma segunda página de plano para enumerá-los.
Os sub-capítulos são numerados (1.1, 1.2,1.3, etc), seguidos de um pequeno título, geralmente em letras maiúsculas e minúsculas. Eles podem ser colocados no canto superior esquerdo, central ou à direita da página. Como sempre, certifique-se de que os títulos e subdivisões estão na mesma posição em todas as páginas da coleção. Evite  o nome da coleção nas várias páginas. Isso é redundante e reflete uso ineficiente do espaço, quando cada centímetro em uma página é importante. Os títulos dos capítulos e sub-capítulos são os únicos títulos a serem colocados no cabeçalho de cada página, juntamente com sua numeração.


O plano da apresentação simplifica a complexidade do tema.

No plano podem ser incluídos símbolos coerentes com o tema.


Esta folha apresenta título e plano no mesmo local, com a intenção de destinar mais espaço para a apresentação.


O plano pode incluir sub-tópicos como história, uso e outras considerações, que serão desenvolvidos no tema.

Vejamos vários planos diferentes para uma exposição temática sobre a rosa:
Um plano, utilizando sub-capítulos, para uma exposição intitulada "Apenas uma Rosa" pode ter esta aparência:
O QUE É UMA ROSA?
  Da espécie.
  Variações.
A ROSA NA HISTÓRIA.
  A Primeira Rosa.
  A Symbolic Rose.
  A Guerra dos Roses.
A ROSA na sociedade.
  The Romantic Rose.
  A Rosa na canção.
  A Rosa em verso.

Outro plano, sem subdivisões, pora uma exposição temática intitulada "A Rosa" pode ter esta aparência:
HISTÓRIA.
ROSAS EM MEDICINA e perfumaria.
ROSAS na religião.
ROSAS na moda antiga.
ROSAS do século 20.
Note que nenhum dos planos inclui títulos como "Rosas em Selos", "Rosas sobre Envelopes", "Rosas em carimbos postais", etc.. Todos estes elementos filatélicos devem ser intercalados na exposição temática onde melhor ajudam a ilustrar a história que está sendo contada. Além disso, evite títulos de capítulos como "Possibilidades e Finalidades" ou "Variações": não fazem absolutamente nada para desenvolver o tema ou contar a história.

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Roger_R em Qua Jun 26 2013, 21:57

EXPONDO SUA COLEÇÃO - Parte II

Elementos Filatélicos
Uma exposição temática deve incluir uma ampla variedade de elementos filatélicos. Tão ampla como pedir o tema escolhido. Em seguida, você fazer todo esforço possível para usar tantos elementos filatélicos diferentes quanto o espaço permitir. No entanto, cada peça deve ser colocada precisamente na posição correta para ilustrar a sua história de uma maneira lógica.
O material apropriado para uma exposição temática é todo o material que tenha sido emitido para efeitos de envios de correspondências ou outras comunicações postais. Além de selos e inteiros postais, isso inclui material oficialmente utilizado por uma administração postal para produzir o selo real ou uma emissão de  inteiros postais (provas do artista, ensaios, amostras e ensaios de cor). Um dos problemas encontrados com provas de artistas é que elas são frequentemente de tamanho grande, deixando pouco espaço na página do álbum para outros materiais.
Para a sua coleção, você pode usar o que você achar interessante. Mas quando você decidir exibir competitivamente em uma exposição, há algum material que é melhor deixar em casa. Isso inclui cartões postais, a menos que eles estejam preparados como máximos postais, e até mesmo o número de máximos-postais deve ser limitado.
Material de "Cinderella" (temas de fantasia, selos, vinhetas de publicidade e rótulos) normalmente não devem ser incluídos em uma exposição temática. Uma exceção são vinhetas que são produzidas pelas administrações postais para serviços postais específicos, tais como etiquetas para correio aéreo e correio registado, ou rótulos que dão privilégio postal, como a correio militar ou a um prisioneiro.
Envelopes com cachets impressos não são considerados adequados a menos que o cachet tenha sido produzido pelas administrações postais. Se o selo e/ou carimbo postal no envelope são relevantes para o tema, o envelope deve ser colocado em uma para esconder o cachet particular impresso (cachet: um selo ou marca particular. O logotipo usado nas Correntes Epistolares do fórum são cachets particulares).
Há exposições onde foram apresentados selos de taxas ou fiscais, mas agora que eles têm sua própria disciplina, eles não são mais tão bem recebidos em exposições temáticas, a menos que eles estejam servindo a um propósito postal. Outros materiais que estariam beirando a fronteira da filatelia devem ser filatelicamente justificados, como por exemplo um telegrama. Normalmente, um expositor pode apresentar um ou dois itens deste tipo, se eles se encaixarem na história mas é melhor verificar com um juiz experiente antes de usar este tipo de material.
Independentemente do material utilizado em sua exposição, ele deve estar na melhor condição possível. Material moderno deve estar em excelentes condições; selos devem ser bem centrados, com perfurações intactas, e os envelopes não devem ter borrões ou bordas serrilhadas. Há mais tolerância nas condições de material mais antigo. Por exemplo, envelopes anteriores ao século XX são naturalmente mais fracos - isto é de se esperar.
É aconselhável adquirir as peças nas melhores condições que seu dinheiro permitir. Caso contrário, é atualizá-lo assim que possível. Se você tiver que pedir desculpas para a condição de um item em sua coleção, é melhor deixá-lo em casa, a menos que o artigo seja excepcionalmente raro.


A Exposição Filatélica
Existem poucas regiões onde alguma forma de exposição filatélica não aconteça durante o ano. Eles variam em tamanho desde as exposições locais que podem ter de 30 a 50 quadros expostos até exposições mais tradicionais, que tenham 200 a 300 quadros expostos. Cada quadro geralmente tem dezesseis páginas de álbuns. Portanto, é importante determinar o número de páginas a serem apresentadas na exposição.
A exposição filatélica é normalmente organizada por clubes, entidades ou federação de clubes filatélicos da região, e pode ser aberta a visitantes durante dois ou três dias. Muitas das exposições qualificaram a coleção para concursos ou exposições de maior âmbito.
Para ajudar a cobrir o custo de exposições, é usual a mostra incluir alguns comerciantes que compram o espaço para oferecer material para venda. Esta é uma grande comodidade para atender colecionadores, pois permite um número de comerciantes de outras cidades serem encontrados em um só lugar. Em eventos maiores, há sociedades especializadas em um ou outro tema, incluindo algumas unidades de estudo temáticos, que poderão promover palestras e, frequentemente, o Correios usa a exposição para o lançamento de peças filatélicas.


Folha exibindo quatro elementos filatélicos diferentes.


Uma folha com todo o assunto sustentado apenas pelos carimbos (de Aristófanes).


Folha incluindo um envelope para transferência de valores.


Folha exibindo formulário da agencia postal da cidade natal de Martir Luther King, motivo do tema.


Para localizar exposições filatélicas, verifique os periódicos filatélicos ou páginas de clubes. Na internet normalmente é disponibilizado o formulário de inscrição. Caso contrário, entre em contato com um comissário. Um clube filatélico local ou da região sempre terá alguém que tem contato com os comissários de uma exposição. Leia atentamente o regulamento que poderá descrever o tamanho do quadro (ou seja, o número de páginas que cada quadro deverá possuir), o número mínimo e máximo de quadros que são permitidos para cada exposição, a taxa de adesão, e quando, onde e como para proceder. Em seguida, preencher o formulário de inscrição e enviá-lo para o comissariado, conforme as instruções. Se a exposição requerer fotocópias da página de título e/ou plano, não se esqueça de incluí-las, bem como um resumo (de uma página) para os juízes, se necessário.
Se você não puder comparecer pessoalmente à exposição e, portanto, não ser capaz de enviar sua coleção ou ajudar com a montagem e/ou remoção da exposição dos quadros, não se esqueça de seguir as instruções de como enviar sua exposição até o destino. Se preciso, certifique-se de taxas necessárias para envio e retorno de suas páginas, e não se esqueça de que sua exposição é ou deverá ser coberta por seguro durante o transporte.
Normalmente, há uma cadeia de comunicação entre as entidades filatélicas e é através dessa cadeia que sua coleção seguirá até o local da exposição, seja um local regional ou mesmo internacional. Informe-se a respeito no clube filatélico que frequenta.


Tamanho da Exposição
O tamanho de uma exposição temática irá, evidentemente, depender da exposição onde é mostrada. O número de páginas que uma exposição temática vai exigir depende da história que será contada, e da quantidade de peças filatélicas que serão usados para contar essa história.
Recentemente a exposição de um quadro (16 folhas) se popularizo de tal forma que é admitida até em exposições nacionais e internacionais. As peças filatélicas devem, assim, serem bem escolhidas pois parece ser mais fácil uma apresentação de um quadro mas você perceberá que o espaço nas folhas é valioso e terá que fazer um bom uso deste espaço. Por isso que o plano é, normalmente, incluído na página de título.


Combinação de título e plano na mesma folha, em exibição de um quadro.


Combinação de título e plano na mesma folha, em combinação com peca filatélica, em exibição de um quadro.


Folha usando um máximo postal para ilustrar o gol.


Folha usando fotocópia colorida para mostrar uma ilustração do verso do cartão, enquanto o reverso mostra o motivo filatélico.


No tema sobre Charles Dickens, a folha apresentando um envelope endereçado e assinado pelo próprio.


Folha utilizando peças filatélicas descrevendo anjos e telecomunicações, em tema "Voos espaciais".

Obviamente, alguns temas são simplesmente demasiados grandes para apresentação em um quadro. Seria impossível fazer justiça em uma exposição intitulada "A vida e os tempos de Sir Winston Churchill", em um quadro. No entanto, tomando um aspecto pequeno, mas completo em seu todo, a exposição de um quadro fica mais flexível e focada e pode ser desenvolvida (como "Sir Winston Churchill - Primeiros Anos"). As possibilidades da disciplina temática são muito amplas, regidas apenas pela imaginação e engenho filatélico do expositor.

Recompensas
A base para julgar exposições temáticas em exposições filatélicas varia de exposição para exposição e, de tempos em tempos. Virtualmente, todo sistema de pontuação inclui:
* Apresentação e aparência Geral.
* Temática (incluindo o plano de exposição, desenvolvimento do tema e pesquisa representados pela coleção).
* Filatelia (incluindo o conhecimento filatélico, bem como condições e raridade dos elementos filatélicos apresentados).

A premiação em exposições filatélicas geralmente compreende vários níveis de medalhas ou diplomas, como ouro, vermeil, prata e bronze. Às vezes, esses níveis podem ser aumentados pela adição do grande e pequeno ouro, prata, bronze, etc., e isso está se tornando bem comum. Além disso, na maioria das exposições há um número de prêmios especiais, para grupos especiais de coleções, doados por entidades privadas (ou não), e muitas vezes há também um prêmio especial selecionado pelo voto dos participantes.
Uma vez que você começar a exibir competitivamente, você deverá estar pronto para aceitar decepções. E não são poucas. Expositores muitas vezes tem que reescrever e remontar sua exibição muitas vezes antes de descobrir uma combinação vencedora.
Estudar as ilustrações apresentadas aqui, procurando outras no fórum, outras ainda na internet e visitando exposições é uma forma de compilar muita da informação. Abaixo, algumas publicações que ajudam neste aspecto (infelizmente, a maioria em inglês):
* Manual of Philatelic Judging, Chapter on "Judging Thematic Exhibits/' American Philatelic Society. P.O. Box 8000, State College, PA 16803 (Request the most recent edition.)
* The New Philatelic Exhibitors Handbook by Randy L. Neil, Chapter by Mary Ann Owens and George T. Guzzio entitled "The Philosophy of Thematic Exhibiting," American Association of Philatelic Exhibitors, 1995.
* Handbook of Thematic Philately by W.E. van den Bold, British Thematic Association, published by James Bendon Ltd., Limassol, Cyprus, 1994 (Translated from a 1990 Dutch language edition).
* Site da ABRAFITE: http://www.abrafite.com.br
* Site da Filatelia Temática: http://www.filatelista-tematico.net



A folha à esquerda, para exposição de um quadro, de Dan Olsen, desafia o espectador a localizar o Volkswagen Beetle em selos e meters, enquanto que a folha à direita, também para exposição de um quadro, de Francis Adams, inclui selos, caderneta, bloco, uma par com calha (gutter pair) e um erro de cor.


Página de "The Elephant", de Mary AnnOwens, ilustrada por três itens associados a embarcações de nome Elephant. Isto enfatiza as muitas vantagens que podem ser exploradas em uma exposição temática, onde poderíamos pensar que somente encontraríamos selos retratando elefante.

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Roger_R em Qui Jun 27 2013, 21:39

Reforçando o que já dissemos acima, um paper da American Topical Society:

ELEMENTOS FILATELICOS PARA EXIBIÇÃO TEMATICA

Por Joan Bleakley em colaboração com Darrell R. Ertzberger e John M. Hotchner

Exibições premiadas com vermeil ou ouro grande contem boa quantidade de elementos filatélicos.

Esta listagem é intencional como uma referência à mão para preparar ou julgar exibições temáticas

De modo algum ela está completa, nem seria possível ter todos os elementos listados aqui em qualquer exibição

Todos os elementos usados na exibição temática devem ter conotação postal.

Os itens devem ser:
1. de iniciativa do serviço postal  
2. introduzidos pelo serviço postal (por exemplo, sobrecarga, indicações marginais de comercialização, sinete de papelaria postal, etc)  
3. ou aprovado pelo serviço postal  
4. se nenhuma das anteriores, a inclusão deverá ser explicada


OS ITENS DEVEM SER SELECIONADOS POR:
1. O desenho primário ou secundário
2. o propósito ou circunstância do assunto   (emissão)
3. a relação do desenho ou assunto com o tema
 
O material sempre deve estar na melhor condição possível dado sua fonte, idade e disponibilidade geral.  
A sobrecarga pode mudar o tema, sobrecarga sem conexão ao desenho deveria ser usado somente para a sobrecarga
Papelaria postal não deverá conter janelas, a peça inteira é o artigo emitido.
A taxa postal paga a menos ou a mais deve ser explicada
Envelopes de primeiro dia ou de eventos especiais impressos por particulares devem ser selecionados pelo selo ou carimbo e não pelo cachet.

ARTIGOS QUE DEVEM SER EVITADOS:  
1. assuntos misturados em envelopes (confunde o tema)
2. carimbos postais, etc. sem indicação de taxa postal paga
3. informação privada como destinatário ou emitente, exceto para aqueles com privilégio concedido de franquiamento grátis



ELEMENTOSA DE PRE PRODUÇÃO:

1. DESENHOS ORIGINAIS:  submetido por artistas e ACEITOS para consideração pela autoridade postal para desenho de selo
2. ENSAIO:  desenho proposto, submetido, e rejeitado pelas Autoridades Postais, ou adotados depois de mudanças feitas.
3. ENSAIO FOTOGRAFICO: fotografia ou desenho com medidas e notações.
4. ROVA: tentativa de impressão a partir de estampa ou clichê antes da produção final.
5. PROVAS de GRAVADOR:  trabalho impresso que se faz para conferir o progresso do trabalho do gravador.
6. PROVAS de IMPRESSÃO:  impressões da estampa completa, que se submete para aprovação final
7. PROVAS de CHAPA:  impressões da chapa completa
8. ENSAIO DE COR:  provas em cores selecionadas para permitir fazer uma escolha final da cor definitiva
9. PROVAS DE COR:  impressões das cores aprovadas escolhidas antes da impressão.
10. PROVAS de ESCALA DE CORES:  tentativas, para testar várias tintas coloridas, carimbagens e papel,

STAMPS AS ISSUED (most are catalogue  listed)
1. Booklet stamps (preferably full pane if all one motif or related se-tenants)
a. booklet covers and labels (shown with pane or booklet)
b. plate numbers (or other marginal markings)
2. Coil stamps (should be shown in pairs)
a. line pairs
b. plate numbers (best shown in strips of three or five for US)
3. Sheet stamps perforate, rouletted, or imperforate when issued as such
a. plate, zip, arrow, mail early, and copyright blocks
b. other marginal markings (printed, handstamped)
c. se-tenant pairs and blocks, tabbed issues
d. triptych (three joined stamps of different but related designs)
e. par de selos em tete-beche
f. bisectados, trisectados, quadrisectados
g. marca d’água
4. Discount porte (stamps issued at reduced price, chiefly for publicity)
5. Encased porte and other monetary usages
6. Expedition stamps
a. Científica (p. ex. Shackleton Antarctic Expedition, 1908)
b. Militar (p. ex. Forças Terrestres da Libéria, IEF da Índia)
7. Entrega Expressa ou Especial
8. Formas Geométricas (triângulos, formas poligonais, etc.)
9. Emissões Locais (valido somente em uma limitada área ou administração postal)
10. Emissões de Ocupação (para  uso em território ocupado por forças estrangeiras)
11. Emissões Fiscais: do governo geral,  de departamentos,  
12. Special fees, late fees, railway letter fees
13. Folhas em Miniatura e blocos
14. Selos de Jornal
15. Selos Oficiais
16. Selos de Parcel post (ColisPosteaux)
17. Porte Due stamps
18. Selos de Telegrafo
19. Selos ”Taxa de Guerra”
20. EmissõesConjuntas
21. Emissões de Províncias
22. Emissões de Plebiscito
23. Franquias Militares
24. Selos Militares de telegrafo
25. Emissões de segurança da Marinha
26. value inserted issues

MACHINE GENERATED PORTE:  Framas, Postal Buddy Cards, Meter Imprints

VARIEDADES OFICIAIS (Emitido Oficialmente pelo Governo)
1. Perfurações (diferentes medidas, métodos)
2. Perfurações experimentais e bobinas.
3. Perfins (e.g. O.H.M.S.)
4. Pre cancelados (diferentes tipos e estilos)
5. Tagged or otherwise treated for use in automation equipment
6. Printed information on reverse, attached label, or selvage
7. Specimens, black prints and other publicity items
8. Surcharges (revalued issues)
9. Overprints (geographic, commemorative, etc.)
10. Impressão em espelho.
11. Cola ou goma, marca d’água (filigrana) ou variedade de papel
12. Test stamps (for testing of dispensing machines)
13. Selos de treinamento dos Correios.
14. Carrier stamps (charge for conveying mail to or from local post offices)
15. Shipping company stamps (prepaying mail carried on mail-ships or packet boats)
16. Obliterated stamps (e.g., portraits of deposed or deceased rulers)

VARIEDADES NÃO OFICIAIS
Perfins, comércio, caridade, (preferencialmente em envelopes com corner card)

UNPLANNED VARIETIES (EFOs)
1. ERRO (é o que resulta do processo de produção, mas não feito de “favor”)
a. Não perfurado em uma direção
b. Totalmente  não perfurado
c. Par não perfurado entre si
d. Perforations of the wrong gauge on one or more sides
e. Perforations inverted on souvenir sheets
f. Perforations fully doubled or tripled
g. Complete color missing
h. Tagging missing
i. Inverted tagging
j. Inverted design
k. Inverted design
l. Inverted embossing
m. Design error
n. Inverted or multiple surcharge
o. Inverted or multiple overprint
p. Overprint or surcharge on back of stamp
q. Lettering errors (misspelled country, name, etc.)
r. Dupla impressão
s. Wrong value stamp
t. Colors reversed
u. Missing overprint, surcharge, or precancel
v. Offset (impresso no verso)
w. Paper errors
i.      Printed on wrong color paper
                        ii.      Wrong, incomplete or changed watermark
x. Other constant errors (worthy of catalogue listing)
2. FREAKS:  minor production varieties, usually not repeated, rarely catalogue listed
x. Gutter snipes
y. Ink smears, flaws and blots
z. Set-offs (from flatplate printed sheet laid atop another)
aa. Misperfs (one direction, two directions, diagonal
bb. Partially perforated
cc. Color shifts (misregistration of color
dd. Miscuts
ee. Over or under inked
ff. Color partially missing
gg. Foldovers, foldunders
hh. Creases (pre-perforating or pre-printing)
ii. Minor shade/color differences
jj. Partial stamp printed on reverse
kk. Partially doubled overprint or surcharge
ll. Rejection markings (indicating printers’ waste to be destroyed)
3. ODDITIES
. Plate varieties (double transfers, layout lines, position dots)
a. Design errors and ghosts
b. Variedades criadas intencionalmente
                                                             i.      Color changelings
                                                            ii.      Altered stamps (attempts to create higher value stamps)
                                                           iii.      Rotary coil end strips
                                                           iv.      Flatplate coil paste-ups
                                                            v.      Private perfs
d. Sobrecarga local
e. Cancels that change the design
f. Erros criados intencionalmente
g. gutter pairs produzidos intencionalmente
h. Provisional overprints
i. Stolen printers’ waste
j. Unauthorized bisects

ENVELOPES:
1. folded letters
2. stampless covers
3. air mail
4. balloon post
5. camp mail (concentration camp, POW camp, displaced persons, etc)
6. catapault mail
7. censored mail
8. combination franking (stamps of more than one country
9. crash covers
10. cross-border mail
11. fieldpost
12. first day or special event covers
13. first flights
14. free franks
15. glider mail
16. international organizations (U.N., Red Cross, etc.)
17. military (APO, FPO)
18. naval ships mail
19. official government mail
20. official cachets
21. packet letters
22. paquebot
23. parachute mail
24. pigeon post
25. pneumatic post
26. rocket post
27. ship letters
28. zeppelin mail

POSTAL STATIONERY:
1. envelopes e cartões postais impressos.
2. letter cards
3. cartão de resposta paga.
4. aerogramas, airgraphs, air letter sheets
5. V mail
6. wrappers for newspapers and periodicals
7. impresso sob encomenda, envelopes cartões; produzidos ou autorizados por autoridade postal
8. folded advertising letters (e.g., France, Germany)
9. formula cards (France, etc.)
10. echo cards (Japan)
11. postal telegrams (e.g. Germany, Great Britain)

MAXIMO POSTAL:  a picture postcard with a stamp depicting the exact same subject affixed to the picture side of the card, and the cancellation having a direct relationshop to the subject pictured on the stamp.

LABELS:
1. etiquetas de via aérea
2. selos de contribuição ou de caridade  (selos de Natal)
3. fiscais
4. selos oficiais
5. postais fiscals
6. registrados
7. entrega especial
8. telégrafo

CANCELLATIONS (should be tied to a piece or on cover, if possible)
1. postmarks
2. town circles
3. fancy cancels
4. pictorial
5. slogan
6. traveling post office (TPO)
7. highway post office (HPO)
8. mobile post office (MPO)
9. railway post office (RPO)
10. military (fieldpost, APO, etc.)

AUXILIARY MARKINGS:
1. via aérea
2. registrado
3. certificado ou segurado
4. entrega especial.  
5. entrega noturna
6. COD
7. censurado.
8. taxa de porte
9. porte não valido
10. trânsito
11. backstamps
12. receiving marks
13. forwarding comments
14. refused
15. undeliverable
16. unmailable
17. carrier comments
18. directory markings
19. marca de peso ou pesagem
20. retorno ao emitente, mal endereçado, porte correto, serviço suspenso, etc.

OUTROS ELEMENTOS
ESSES DEVEM SER  IDENTIFICADOS QUANDO USADOS EM EXIBIÇÕES
1. SELO FICTICIO – “SELO” COMPLETAMENTE FICCIONAL – criado unicamente para venda a colecionadores, ou um selo recente com uma sobrecarga ou carimbo, não autorizados.
(Estes não são falsificações, pois estes selos nunca existiram oficialmente).
2. CINDERELLAS
a. Selos de Natal (quando amarrado em um envelope)
b. Etiquetas de Propaganda.
3. FACSIMILE – reproduçâo de um selo genuíno com a intenção de enganar colecionadores ou o Correio. (ex. ilustrações)
4. ADULTERAÇÕES – Um selo  genuíno que é alterado para ser mais atrativo ao colecionador (ex. alteração de cor, aplicação ou troca de carimbos, reparado, re perfurado, regomado, etc. para fazer uma variedade mais valiosa)
5. FALSIFICAÇÕES – reprodução fraudulenta de um selo genuíno com  intenção de defraudar.  Elas são geralmente classificadas em dois tipos:
a. Falsificações filatélicas  feitas com intuito de fraudar colecionadores
b. Falsificações Postais feitas com intuito de fraudar os Correios
6. DOCUMENTOS POSTAIS
a. Official receipts
b. Ordens e boletins
c. Stamp shipment wrappings and labels

1. Documentos Postal
a. Official receipts
b. Orders and bulletins
c. Stamp shipment wrappings and labels

Colaboração do JBueno

_________________
Coleciono Brasil (Império carimbados, república mint), trens, aeronaves, embarcações, astronáutica, cães, gatos, quelônios (mint e variedades), heráldica, uniformes militares e flauta (mint e variedades). Autor do Catálogo CDD de Selos do Brasil.
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Psique10 em Ter Jul 23 2013, 17:02

Belos artigos. Gostei e vou ler mais depois porque agora não da porque minha vista não  está boa.
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por H Roberto em Qui Jul 25 2013, 13:32

Vou pegar carona aqui no tópico do Roger para não abrir um novo. Minha meta é abrir meu 1º álbum e será sobre fauna e flora brasileira. 
 Já tenho digitado boa matéria sobre o assunto como termo de abertura. Minha intenção é fazer por etapas. Ex: Aves..aracnídeos..
mamíferos..répteis e assim todas as espécies que compõem nossa fauna.
Comecei a digitar a 1ª parte (aves) no Word. Tirei uma foto para deixar para apreciação dos amigos para críticas e sugestões que vou precisar deveras antes de imprimir mas acho que pela foto não há condições de fazer uma avaliação.  Alguém teria alguma sugestão melhor? Obrigado.
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por H Roberto em Qui Jul 25 2013, 16:51

DSC07967 por Hermes SM, no Flickr" />

DSC07966 por Hermes SM, no Flickr
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por H Roberto em Qui Jul 25 2013, 16:54

É...acho que não ficaram  legal as imagens Embarassed
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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

Mensagem por Psique10 em Qui Jul 25 2013, 17:09

Roberto , fica bem melhor com os selos, é difícil imaginar  as legendas sem os selos. Fiz um semelhante ao seu na coleção de xadrez sem os selos e enviei para um amigo ver, ele me disse o que acabei de te dizer.
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Psique10

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Re: Aventuras em Coleções Temáticas

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