Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Qui Dez 13 2012, 14:56

Bem, estou de folga hoje e amanhão e vou aproveitar uma parte dela para os estudos desta série e as suas falsificações (será que existem?).

Hoje irei começar com o selo, na minha opinião, mais polêmico com relação a cores e fosforescência, que é o de Cr$ 0,80! Estou postando aaixo algumas imagens (em alta definição) para que todos possam entender o que irei falar no próximo tópico.

Comecei a análise dele hoje (a pesquisa eu já tenho uma parte) e escaneei essas imagens, mostrando a quantidade de nuances de tonalidades. Mesmo sendo selos usados, eles foram retirados dos fragmentos com todo o cuidado necessário, incluindo muito sal na água (até saturar), o que impede o desbotamento.

Gostaria de lançar o resultado dessas imagens ao debate. Cada um analisa as cores dos selos (são nove selos para cada bloco, identificado com letras) e diga o resultado de quantas nuances de cores encontrou. Será um ótimo exercício para todos nós!

Obrigado a todos!

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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Sex Dez 14 2012, 17:08

Alguém chegou a alguma conclusão? Ou apenas se sentiram desconfortaveis ao verem algo tão "congestionante"? Afinal, mais de sessenta selos que parecem diferentes entre si, não é nada confortável de se analisar!

Mas por que existe tantas variações de cor e denteação? Isso mesmo, denteação! Como existem e não são catalogadas?

Bem,o por quê irei me eximir de responder!

Mas existem mesmo essas "variedades"!

Eu só vou analisar o que realmente é importante, o restante irei descartar, senão, se fizer uma coleção só de Cr$ 0,80, jamais irei completá-la!

Não existem dois selos iguais e eu desafio quem quiser me provar o contrário!

E é por isso que o mercado se inflou com "variedades" (leia-se "falsificações") de todas as espécies, principalmente de cor, prova e denteação!

Portanto, cuidado! Variedade não nasce em árvore!
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por Agenor em Sex Dez 14 2012, 17:14

que trabalho heim Romeu? quem sou eu para contestar alguma coisa, eu tenho vários desses selos vou até dar uma pesquisada.
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Sab Dez 15 2012, 06:13

Agenor, esse trabalho, para mim, é extremamente gratificante! E quando posso compartilhar com outras pessoas, mais gratificante ele se torna! O que me valeria ser o detentor de um estudo filatélico, montar uma coleção imensa, editar um catálogo e editar as folhas dos selos que constam no meu catálogo sendo que eu sei que aquelas infrmações, em uma grande parte, são falsas?

Não me valeria! Me sentiria muito mal mesmo!

Por que eu deveria esconder algo que eu descobri e que pode ajudar muitos? Por dinheiro? Não vale pena! Issoéum hobby, um prazer! Aquele que ajunta selos como investimento, não é filatelista, é apenas investidor! Não pode classificar selos,pois não entende deles!

Obrigado pela sua participação, Agenor!
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Sab Dez 15 2012, 06:17

(Agenor, amanhã é o grande dia!)
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por Carlos Antonio Prussak Ch em Sab Dez 15 2012, 08:16

Grande explicação,.. interessantissima, não sabia destes detalhes, thanks..
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por Timbres em Sab Dez 15 2012, 16:25

O estudo das variedades é muito interessante. Mas temos que tomar cuidado quando alegamos que um selo é uma "variedade" versus "variação". Onde existem diferenças estruturais repetidas em um selo, SIM É uma variedade. Isto é; filigranas diferentes, perfurações diferentes, diferença na espessura de papel , selos regravados, tinta (conseqüentemente cores e composições diferentes), etc.

Variedades também podem ocorrer no processo de impressão como as chapas desgastadas ou trocadas que resulta em uma mudança repetida do selo(s) resultante(s). Às vezes essas mudanças podem ser dramáticas - como uma placa rachada.

Por outro lado, existem "freaks" e curiosidades. Alguns destes são altamente colecionáveis, como turnos de perfuração (NOTE: diferença em tamanho de perfuração É uma variedade diferente), papel dobrado, etc, mas esses são geralmente tratados como variação, NãO um variedade.

Outros erros de processamento, como "manchas" ou "fly specks" são interessantes, mas não geralmente valiosos.

Dentro do grupo de "variações" são muitas diferenças no contraste na cor dos selos... a intensidade da cor. Não estou falando sobre a diferença de tonalidade, ou seja, uma cor diferente. Muito diferenças sutis de matiz ou cor podem ser a diferença entre um selo comum ou um altamente valioso.

Nosso amigo Romeu mostra um agrupamento do mesmo selo. Dentro desse grupo, concordo que qualquer diferença na perfuração seria uma variedade diferente. Mas a impressão de tais definitivos em massa muitas vezes produz uma variação grande no contraste, tornando um selo mais "light" que um outro em toda a largura de banda de densidade em contraste--- MAS AINDA NA MESMA COR, tudo por causa de uma produção de desleixado. Este é freqüentemente o caso com a litografia offset, um método plana de impressão que é relativamente barato. Eu não sei com certeza se esse é o método aqui; mas eu dou como exemplo das variações de intensidade de cor dentro da mesma (repito) A MESMA variedade. Cada diferença sutil de sombra não faz uma nova variedade.

Agradeço a oportunidade de TENTAR esclarecer isso (sem trocadilho, hi hi hi). Não sei se nesse nível de português mais técnico consegui mas espero que algum amigo mais fluente pode entender e explicar melhor se algo não esteja claro.

Abraços a todos!



Mesmo assim, faz estudo interessante, especialmente se você está interessado no processo de impressão e imprimindo selos.


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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Dom Dez 16 2012, 07:12

Timbres escreveu:O estudo das variedades é muito interessante. Mas temos que tomar cuidado quando alegamos que um selo é uma "variedade" versus "variação". Onde existem diferenças estruturais repetidas em um selo, SIM É uma variedade. Isto é; filigranas diferentes, perfurações diferentes, diferença na espessura de papel , selos regravados, tinta (conseqüentemente cores e composições diferentes), etc.

Variedades também podem ocorrer no processo de impressão como as chapas desgastadas ou trocadas que resulta em uma mudança repetida do selo(s) resultante(s). Às vezes essas mudanças podem ser dramáticas - como uma placa rachada.

Por outro lado, existem "freaks" e curiosidades. Alguns destes são altamente colecionáveis, como turnos de perfuração (NOTE: diferença em tamanho de perfuração É uma variedade diferente), papel dobrado, etc, mas esses são geralmente tratados como variação, NãO um variedade.

Timbres

Exatamente, Timbres! Por isso eu contesto que no catálogo RHM sejam catalogados os selos de diferentes filigranas, por exemplo, como se fossem selos normais. Eles são variedades, a não ser que tenham valor facial, desenho (estampa) diferente do selo tipo. Se for o selo tipo com outra filigrana, ou denteação, ou cor, ou papel, etc, são variedades e não selos tipos. Os erros de impressão como pliés, deslocamento de impressão/denteação, nuances de cor, falhas de qualquer tipo, etc, são ERROS de confecção. Tudo oque é feito propositalmente, como as diferentes filigranas, são variedades.

Uma outra coisa que coloco em xeque é selos que ficam entre ao espaço das palavras da filigrana (D). Esses selos são variedades, porém alguns valores foram feitos sem filigrana e é impossível identifica-los, tanto que os Meyer retiraram do catálogo deles os de números 225 a 236. Eles só podem ser identificados em pares. Essa conversa de que o papel é diferente é puro mito, o papel é exatamente igual.

Por isso vale, novamente, o aviso! Cuidado com as variedades fabricadas! Elas existem aos montes, inclusive as falsas não-oficiais. Aquele Cr$ 0,40 verde que estava no meu avatar, é absolutamente falsa! Não houve prova desses selos na cor verde! CUIDADO COM O QUE VENDEM POR AÍ!
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Dom Dez 16 2012, 07:23

Timbres, os selos desta série, bem como da maioria dos selos modernos (1970 em diante) são produzidos por rotogravura (ainda vou falar sobre este método de impressão) nos selos de grandes tiragens ou de off-set nos de média tiragem. Dificilmente se usa a litografia hoje em dia. E o talho-doce (hoje, na verdade, um tipo de rotogravura) só é usada para peças de luxo, selos realmente especiais, por ser um processo bastante caro (porém, são os mais bonitos).

Na rotogravura usa-se um cilindro de aço revestido de cobre, porém ele se desgasta com o uso e acaba produzindo os erros de impressão. Sem contar que uma máquina usa até 36 cilindros, o que pode produzir muitos mais erros. Não que esses erros não tenham valor, claro que têm! Afinal são selos! Mas não se pode tratá-los como variedades. Sào exatamente o que são, erros de impressão, ou acidentes!
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por JOSE RENATO em Dom Dez 16 2012, 08:57

Romeu,

Vendo os selos acima, fico aqui imaginando o que causou tantas variedades de cor, picotagem, etc...

Se tivéssemos falando de selos lançados a 50 anos, tudo bem, não se tinha controle completo sobre o processo. Mas o processo hoje é todo informatizado. Porque tantos "erros" para se imprimir um selo?

Um abraço,

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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por JOSE RENATO em Dom Dez 16 2012, 09:00

Timbres escreveu:O estudo das variedades é muito interessante. Mas temos que tomar cuidado quando alegamos que um selo é uma "variedade" versus "variação". Onde existem diferenças estruturais repetidas em um selo, SIM É uma variedade. Isto é; filigranas diferentes, perfurações diferentes, diferença na espessura de papel , selos regravados, tinta (conseqüentemente cores e composições diferentes), etc.

Variedades também podem ocorrer no processo de impressão como as chapas desgastadas ou trocadas que resulta em uma mudança repetida do selo(s) resultante(s). Às vezes essas mudanças podem ser dramáticas - como uma placa rachada.

Por outro lado, existem "freaks" e curiosidades. Alguns destes são altamente colecionáveis, como turnos de perfuração (NOTE: diferença em tamanho de perfuração É uma variedade diferente), papel dobrado, etc, mas esses são geralmente tratados como variação, NãO um variedade.

Outros erros de processamento, como "manchas" ou "fly specks" são interessantes, mas não geralmente valiosos.

Dentro do grupo de "variações" são muitas diferenças no contraste na cor dos selos... a intensidade da cor. Não estou falando sobre a diferença de tonalidade, ou seja, uma cor diferente. Muito diferenças sutis de matiz ou cor podem ser a diferença entre um selo comum ou um altamente valioso.

Nosso amigo Romeu mostra um agrupamento do mesmo selo. Dentro desse grupo, concordo que qualquer diferença na perfuração seria uma variedade diferente. Mas a impressão de tais definitivos em massa muitas vezes produz uma variação grande no contraste, tornando um selo mais "light" que um outro em toda a largura de banda de densidade em contraste--- MAS AINDA NA MESMA COR, tudo por causa de uma produção de desleixado. Este é freqüentemente o caso com a litografia offset, um método plana de impressão que é relativamente barato. Eu não sei com certeza se esse é o método aqui; mas eu dou como exemplo das variações de intensidade de cor dentro da mesma (repito) A MESMA variedade. Cada diferença sutil de sombra não faz uma nova variedade.

Agradeço a oportunidade de TENTAR esclarecer isso (sem trocadilho, hi hi hi). Não sei se nesse nível de português mais técnico consegui mas espero que algum amigo mais fluente pode entender e explicar melhor se algo não esteja claro.

Abraços a todos!



Mesmo assim, faz estudo interessante, especialmente se você está interessado no processo de impressão e imprimindo selos.


Timbres

Romeu,

Em função dos questionamentos do Timbres, qual o método usado nesse selo para impressão?

Um abraço,

_________________
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Dom Dez 16 2012, 21:57

José Renato, a maioria dos selos brasileiros hoje, são impressos por rotogravura. É por isso que aparecem muitos acidentes. Eles acontecem, geralmente, quando a máquina está sendo regulada e são impressos os selos no papel definitivo com os acidentes de impressão. Porém, o mais engraçado é que o controle de qualidade deixa passar essas folhas (são cortadas da bobina no último estágio da impressão) e elas acabam sendo, inclusive, picotadas, o que não deveria acontecer nunca. Por isso eu digo que esses selos são fabricados intencionalmente. Veja quem conhece alguém que foi aos Correios e comprou uma folha com defeito!

A propósito, eu tinha me esquecido de dar uma informação. A maioria desses selos que chamam de provas, sao apenas selos sem picotagem. É outra fabricaçao forçada. Eles não deveriam sair dos Correios, ou se saissem, e o funcionário que fica nos guichês se deparasse com algum, deveria separar e devolver para a fábrica. Mas isso não acontece porque eles não chegam aos guichês!

A minha maior dificuldade na confecção do catálogo, estava justamente em obter essa informação. Até eu conhecer um funcionário dos Correios aposentado e que me apresentou um outro funcionário na ativa. Foram eles que me passaram as informações. Eles disseram que isso é uma verdadeira máfia.

Lamentável, mas é a verdade!
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Seg Dez 17 2012, 08:26

Vou falar um pouco sobre os tipos de impressão de selos regulares, principalmente da série em questão e do por quê existir tantas variedades.

Como já mencionei, os selos modernos, inclusive os autoadesivos (não me conformo com isso), são impressos em máquinas do tipo rotogravura.

As rotogravuras são máquinas que usam cilindros para imprimir, iguais as flexográficas, com a diferença que os cilindros das flexo são de borracha e os da roto são de aço inoxidável revestidos de cobre.

Hoje em dia, os cilindros de roto são gravados mecanicamente, através de computadores e gravadoras próprias. Porém, inicialmente, e até meados dos anos de 1950, eles eram gravados a mão ou quimicamente. A química ainda é usada hoje, mas existem métodos mais modernos.

Pelo método computadorizado, basta abrir o desenho desejado, num programa próprio, e pedir para a máquina de gravação (router) fazer o serviço. Ela, inclusive, separa as cores automaticamente.

Para entendermos melhor, irei mostrar o método tradicional, diferente do moderno.

O cilindro é gravado quimicamente, através de sensibilidade fotográfica. Mais ou menos como uma tela de serigrafia, ou chapa de off-set. Pega-se o cilindro e cobre-se as partes que não irão receber a tinta para impressão. Coloca-se no banho químico (ácidos que corroem as partes não cobertas) e ocilindro é sensibilizado (tem o desenho transferido).



Após este processo, o cilindro é colocado na máquina de rotogravura e está pronto para cumprir o seu papel, imprimir.



O papel é colocado na máquina. Ele vem em bobinas de 300 metros ou de 500 metros, depende do tipo de máquina. Dependendo da máquina, também é possível imprimir de três a 36 cores simultaneamente. Ou seja, ela tem cabeçotes onde são inseridos os cilindros, um para cada cor desejada. O sistema é semelhante ao de impressão de jornais e revistas de grande tiragem.

Funciona assim:



Com o tempo cilindro se desgasta (o banho de cobre, onde está a imagem) e ocorrem falhas na impressão. Daí surgirem os acidentes normais (não fabricados) Esses acidentes se referem apenas a impressões, não a denteação, tipo de papel, fosforescência, etc. No caso da fosforescência, é uma etapa na máquina que aplica uma tinta especial (transparente a olho nú) que é aplicada sobre o papel antes de receber a impressão. A secagem das tintas na rotogravura são praticamente instantâneas.

No final da máquina é feito o processo de corte do papel, em folhas, para seguir para a picotagem e embalagem.

A máquina deve ser regulada, manualmente ou automaticamente (as mais modernas) para casarem as cores. Para isso são feitas impressões de testes (variedades fabricadas) que (deveriam ser) são descartadas, para acertar a precisão do encaixe das cores.

Bem, isso é o básico sobre rotogravura. Mais a frente irei falar sobre a impressão off-set e o talho-doce (o finesse das impressões).
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Seg Dez 17 2012, 09:36

Uma máquina de rotogravura semelhante as da Casa da Moeda e dos Correios:

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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Seg Dez 17 2012, 09:37

Tive dificuldades em conseguir imagens do sistema de rotogravura!
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por Timbres em Seg Dez 17 2012, 13:17

Eis aqui algumas fotos. Este primeiro é de rotogravura horizontal...mais tem tudo tipo. Muito depende também na seleção de numero de cores desejado.



Para os que interessem-se na histórica...da uma olhada nessa!


E aqui os cilindro preparados para o processo rotogravura:


E finalmente aqui, o desenho simplificado mostrando o processo de rotogravura:


Demais explicações deixo para o amigo Romeu....
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por andreioc em Seg Dez 17 2012, 21:32

Boa noite Romeu, antes de mais nada obrigado por compartilhar seus conhecimentos no forum. Precisamos muito aprender com filatelistas como voce. Com relação ao selo do "Garimpeiro" RHM-563 (1976 - sem fosforecencia) e RHM-589 (1979 - com fosforecencia), fiz uma verificação no que tenho em minha coleção. Tenho um pedaço de uma folha (nova) e observando atentamente não vejo diferenças de tonalidade entre os selos da folha. Tenho alguns selos separados e também não noto diferença de tonalidade (podem ter vindo da mesma folha). Noto sim uma diferença de tonalidade entre o 563 e o 589. Dizer que não existem dois selos iguais seria uma força de expressão (enfatizando que existe uma quantidade incontável de tonalidades), pode ser isso ?
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Ter Dez 18 2012, 06:55

Bom dia, andreioc, obrigado pela participação. O assunto é sempre enriquecido quando outros participam.

Realmente, quando eu disse não haver dois selos iguais, apenas usei o superlativo, dada a grande quantidade de diferenças em algumas emissões. Isso não pode ser encarado literalmente.

Com relação ao selo em pauta, ele é um caso atípico, juntamente com o de Cr$ 0,10, Cr$ 0,50 e Cr$ 1,00. Todos os selos que você viu nas imagens que postei, são sem fosforescência, lançados em 1976, já que o porte para o anuênio (1° agosto 1976 a 1° agosto 1977) era de Cr$ 0,80 para a carta simples. Por esse motivo, este selo foi reimpresso muitas vezes e em várias máquinas ao mesmo tempo. Como os selos regulares são válidos até que os Correios indiquem o contrário, eles ficaram muito tempo em uso e sendo reimpresso em 1980, agora com fosforescência total. O mesmo ocorreeu com os demais valores que mencionei, por formarem composições comuns de preços. O curioso é que deveria acontecer o mesmo com de Cr$ 0,20, já que ele também foi muito utilizado nessas composições, mas essa grande variedade de tonalidade não ocorreu com esse valor. E os motivos técnicos que geraram esses acidentes, vão desde cilindros gastos até erro na composição da tinta, já eles não foram impressos pelo sistema de quadricromia (ou policromia), mas sim com a tinta preparada para aquela cor, que foi determinada através das provas.

Alguns pontos ainda são obscuros por pura falta de informações dos Correios, bem como da Casa da Moeda, informações que na maioria das vezes, nem eles mesmos têm.
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Ter Dez 18 2012, 07:02

Esqueci de mencionar que estudei 2.237 selos de Cr$ 0,80 de 1976 e 1980, sempre apresentando o mesmo problema. Do de 1976 possuo oito folhas novas completas, todas com nuances diferentes de cor, e numa delas na terceira coluna da esquerda para a direita, os selos têm tonalidade mais escura que os demais e é bem perceptível a olho nu. Nos demais selos, juntamente com as folhas, entre novos e usados, eu encontrei 96 variantes de cor, sendo algumas mais escassas que outras (isso irei explicar no catálogo).
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Ter Dez 18 2012, 09:03

Abaixo um teste que eu fiz usando a primeira prancha dos selos de Cr$ 0,80, comparando as cores dos 3° e 6° selos, onde coloquei um quadrado na cor de cada um, em cima deles e depois os quadrados na outra imagem. Abaixo dos quadrados estão as respectivas fórmulas das cores, em RGB (Red Green Blue) e CMYK (Cian Magenta Amarelo Preto).





Estudando os papeis utilizados, as perfurações e, quando aplicável, a fosforescência, chegamos a conclusão algum (ou alguns) são falsificações para fraudar os Correios. Esse é só um palpite, já que ainda não conclui a análise do selo. Se bem que é muito difícil a falsificação de denteação.
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por Timbres em Ter Dez 18 2012, 13:25

Como mencionei anteriormente, este tipo de estudo é certamente interessante, particularmente para alguém interessado nos gráficos e a metodologia de impressão dos selos, mas gostaria de repetir o que disse anteriormente - estas diferenças resultam de processamento desleixado e não são, em si "variedades", mas são variações dentro dos limites de tolerância.

Considere também que selos são sujeitas a alterações naturais devido à exposição ao longo do tempo, a luz, diversos fatores ambientais (produtos químicos, óleos, umidade, etc.) que também pode afetar o pigmento.

Romeu esta estudando os selos novos, então a conclusão mais evidente é que a grande maioria dessas diferenças são o resultado de falta de qualidade na produção. Ao mesmo tempo, topo ao fato que a onde existe produção desleixada também existe um fator de probabilidade bem maior que vai ocorrer erros que produz uma verdadeira variedade.
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por RomeuNatale em Ter Dez 18 2012, 18:59

Em parte eu concordo contigo, Timbres, mas temos de estar atentos a alguns detalhes que aos questionamentos sobre variedades, acidentes, erros e "fabricação de selo raro".

Todos os países, alguns até mesmo em excesso, como Inglaterra, por exemplo, com esses mesmos tipos de variações (ou variedades, erros, acidentes, etc) que são bem aceitos pelos filatelistas de modo geral. O interessante na filatelia, na minha opinião, é justamente esse desafio em estudar cada selo a procura de diferenças entre os vários exemplares de uma mesma emissão/valor. Deixando de lado os quesitos descoloração natural por banhos (químico ou água), ação do tempo, etc, pois acredito que o filatelista que estuda os selos tem experiência suficiente para entender o básico, e todas essas mudanças naturais (ou não) que acontecem nos selos, acredito que passa a ser mais um motivo de se estudar os selos.

Eu faço o estudo com selos novos e usados, de prefência vindos de vários pontos do Brasil, que é uma forma de se conhecer as diferenças e até mesmo detectar falsificações. Com certeza falsificações existem e fabricações também, mas é por isso que precisamos estudar os selos, para detectar essas coisas que podem atrapalhar, e muito, as coleções.

Mas o objetivomesmo do tópico é analisar onde e como podem haver falsificações para fins filatélicos. Essas falsificações é que são perigosas! Eu tenho um Speratti de 90 Reis que é a coisa mais perfeita do mundo! Quantas pessoas será que não caíram nesse golpe? Por isso defendo o estudo responsável dos selos!
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por Claudio Carletti em Ter Dez 18 2012, 21:14

Romeu, já pensou na hipótese de você possuir uma prova completa impressa com uma cor diferenciada? Vi que você é de São Paulo, eu sou de Santo André. sou técnico em Artes Gráficas, atuo na área há 33 anos. Possuo amplos conhecimentos de todos os processos gráficos e dos modos de se fabricar as mateizes. Gostaria de ver pessoalmente este selo, poderiamos marcar um encontro no correio central de São Paulo, o que acha?
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por JOSE RENATO em Ter Dez 18 2012, 21:36

Olha essa história. Quando eu tinha 18 ou 20 anos o cara que trabalhava na Agencia dos Correios de Pará de Minas era muito meu amigo. Um dia eu fui lá e pedi para ele SEPARAR todos os selos "defeituosos" que chegassem lá.

Eu passava lá uma vêz por semana e apanhava os selos com "problemas" de cor, picotagem, impressões, etc.

E isso durou uns bons 5 anos. Ele além de fazer isso pediu para outras pessoas de outras Agencias em cidades vizinhas para separar selos "defeituosos" para ele; que depois me repassava.

Encurtando a conversa, depois desse tempo em tinha umas 300 (trezentas) variações de selos / picotagem / cores, etc.

Ou seja, há muito tempo, o controle de qualidade dos Correios não é lá essas coisas. Eles viam os selos saindo com defeito e deixavam...

Será que isso era de propósito já naquela época (1980) para incentivar o colecionismos de selos diferentes?

Quando mudei para BH, passei esses selos para um comerciante que me deu um bocado de selos do Império.

Será que fiz um bom negócio?

Um abraço,

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José Renato
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

Mensagem por Claudio Carletti em Ter Dez 18 2012, 21:52

José Renato, se foi um bom negócio ou não depende do seu objetivo como colecionador.
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Re: Falsos Para Fins Filatélicos - Tipos e Profissões

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