ALEMANHA - 1ª GUERRA MUNDIAL: ZEPPELIN-STAAKEN R.VI:BOMBARDEIROS GIGANTES SOBRE LONDRES - 1917!!!

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ALEMANHA - 1ª GUERRA MUNDIAL: ZEPPELIN-STAAKEN R.VI:BOMBARDEIROS GIGANTES SOBRE LONDRES - 1917!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sex Nov 16 2018, 10:09

Compartilho com os colegas, "Zeppelin-Staaken R.VI: Bombardeiros Gigantes sobre Londres - 1917".



                                             ZEPPELIN-STAAKEN R.VI,
                                 BOMBARDEIROS GIGANTES SOBRE LONDRES.

Os bombardeiros Zeppelin-Staaken R.VI foi o maior bombardeiro em serviço na frente ocidental durante a Primeira Guerra Mundial e eram chamados de Riesenflugzeug ("Aviões gigantes") e também tinham o apelido de "Gigante". Era um biplano imenso, provavelmente inspirado pelo bombardeiro russo Ilya Muramets projetado por Igor Sikorsky, e tinha uma envergadura de 138,5 pés (42,2 metros) - quase a mesma do Boeing B-29 Superfortress americano usado na Segunda Guerra Mundial - e também era maior do que qualquer bombardeiro alemão usado na próxima guerra, podendo carregar uma carga máxima de 4.400 libras/2 mil kg de bombas. Era movido por dois pares de motores e tinha um alcance máximo de 500 milhas (800 km). Em vôo, normalmente tinha uma tripulação de sete - comandante, piloto, copiloto, operador de rádio, ajudante de combustível e dois mecânicos, um em cada motor. Quando no chão era assistido por uma equipe de 50 homens, incluindo uma grande variedade de especialistas. Esta aeronave pertencia aos projetos chamados "Riesenflugzeug"/Avião Gigante, de onde tomam o "R" seguido de um numeral romano em sua denominação. Esta palavra significa "avião gigante". O R.VI foi o primeiro bombardeiro gigante de produção da Zeppelin-Staaken Riesenflugzeug. O conceito foi idealizado por Ferdinand von Zeppelin em setembro de 1914, e foi desenvolvido com a criação do consórcio Versuchsbau Gotha-Ost (VGO). O primeiro gigante construído foi o VGO.I, em abril de 1915. Era equipado com três motores Maybach. Construído para a Marinha Alemã, serviu na Frente Oriental, e foi posteriormente modificado com dois motores extras, mas caiu durante os testes em Staaken. Os três primeiros protótipos, chamados VGO, foram construídos na fabrica Gothaer Waggonfabriek AG. Em 1916, a produção mudou-se para a Zeppelin-Staaken Werke, nos subúrbios de Berlim, onde vários protótipos do Zeppelin-Staaken R foram construídos e avaliados. No outono de 1916, as versões R.V, R.VI e R.VII do mesmo projeto foram desenvolvidos, e a força aérea selecionou o R.VI para produção em série. O R.VI exigia um chassi complexo de 18 rodas para suportar seu peso e seus quatro motores, dispostos em pares de dois motores, cada um com um motor trator (“puxando”) e um motor "empurrando", deu-lhe uma velocidade máxima de 72,8 mph (135 km/h). Cada mecânico voava fora da fuselagem na carcaça do motor, entre os motores "impulsor e puxador", para que pudessem manter e reparar os motores em vôo, caso houvesse algum problema. As bombas eram transportadas em um compartimento interno localizado sob os tanques centrais de combustível, com três racks capazes de conter sete bombas cada. Embora concebido pela Versuchsbau, apenas um dos 18 R.VI construídos foi produzido pela Zeppelin-Staaken, com os outros encomendados a outros fabricantes - Schütte-Lanz, Aviatik e Albatros Flugzeugwerke. O R.VI da Zeppelin-Staaken era alimentado por quatro motores Maybach Mb.IV de 245 hp (183 kW) ou quatro motores Mercedes D.IVa de 260 hp (190 kW). A fuselagem era semelhante à aeronave anterior, mas a cabine era estendida para a frente, fechada e envidraçada com um artilheiro no nariz da aeronave. Também foi melhorado com uma estrutura de liga de alumínio na unidade da cauda do biplano de três asas. Um R.VI em formato de hidroavião foi fornecido ao Serviço Aéreo Naval da Alemanha Imperial, designado Tipo L, equipado com motores Maybach. Ele voou pela primeira vez em 5 de setembro de 1917, mas caiu durante os testes em junho de 1918. Duas unidades da Luftstreitkräfte estavam equipadas com os R.VI: Riesenflugzeug-Abteilung 500 (Rfa 500) e 501 (Rfa 501). O primeiro R.VI, com número de série R.25/16, foi entregue à Rfa 501 em 28 de junho de 1917, e logo se juntou ao R.26/16 e ao R.39/16. Os bombardeiros gigantes foram inicialmente implantados na Frente Oriental, em Kurland, na Rússia, em várias missões realizadas à noite. Em setembro, a Rfa 501 foi transferida para Ghent, na Bélgica, para operações contra a França e a Grã-Bretanha. Eles estavam baseados no aeródromo de St. Denis-Westrem e, mais tarde, no aeródromo de Scheldewindeke. O Rfa 500 foi baseado em Castinne, na França, tendo como seus principais alvos, aeroportos e portos franceses. Os bombardeios alemães contra a Inglaterra, "Operation Türkenkreuz", começaram com os ataques dos bombardeiros pesados Gotha ​​em maio de 1917, o que causou pânico entre os civis ao trazer a experiência da guerra para os cidadãos britânicos. Mas, em agosto, os britânicos melhoraram a defesa contra eles, e os alemães se voltaram para os ataques noturnos, para proteção contra caças e fogo antiaéreo. Os gigantescos bombardeiros R.VI chegaram à frente ocidental e foram utilizados em 52 missões, lançando 2.772 bombas e trazendo destruição e terror ao território britânico. A primeira missão dos R.VI sobre a Inglaterra foi na noite de 28 de setembro de 1917. Dois aviões R.VI e 25 aviões Gotha iniciaram o ataque, mas devido as más condições climáticas, apenas três aviões Gotha e os dois aviões R.VI lançaram suas bombas sobre o estuário do Tâmisa e parte em Essex e Kent (não havia visibilidade suficiente para chegar a Londres). O R.VI voou individualmente para seus alvos em noites de luar, solicitando informações direcionais por rádio, após a decolagem, em seguida, usou o rio Tâmisa como um marco de navegação. As missões na viagem de ida e volta de 550 milhas duraram sete horas. Nenhum RV.I foi abatido em combate sobre a Grã-Bretanha, mas dois cairam retornando à base no escuro. Um dos Zeppelin-Staaken R.VI esta em exibição no museu "Wings of Glory" é o R.VI 28/16, que foi comandado pelo capitão Arthur Schöeller. Foi produzido pela Schütte-Lanz, com quatro motores de 245 cv Maybach Mb.1Ya e foi incorporado ao Rfa 501 em 12 de fevereiro de 1918. Tornou-se a aeronave de Schöeller, após a perda do seu R.VI 27/16, em março de 1918. Ao retornar da Inglaterra, as linhas de combustível do R.VI 27/16 congelaram, e a capacidade notável do R.VI foi demonstrada por seu longo planeio, evitando um acidente na Bélgica. Toda tripulação sobreviveu. Em 16 de fevereiro de 1918, durante uma incursão de quatro aviões R.VI, um gigante lançou uma bomba de 1.000 kg (2.200 libras) - a maior bomba e mais poderosa usada por qualquer um na guerra - explodiu uma ala do hospital Chelsea. Voando com o R.VI 28/16, Schöeller enfrentou outra emergência em 15 de setembro de 1918. Logo após a decolagem, um pistão quebrou e o motor parou imediatamente. Outro fracasso se seguiu, com o estouro de um cilindro em outro motor, forçando uma aterrissagem de emergência para a aeronave pesada. Schöeller conseguiu fazer um pouso bem-sucedido, apesar da escuridão, mas um motor continuou funcionando, mesmo depois que a ignição foi cortada. O R.VI 28/16 entrou em um buraco e a fuselagem se partiu em duas. A tripulação conseguiu deixar a aeronave pouco antes desta explodir em chamas, o que detonou a carga de bombas. Schöeller morreu em 1932, devido às consequências dos ferimentos de guerra. O outro R.VI que esta no museu "Wings of Glory" é o R.VI 33/16, um Aviatik construído com quatro motores Mercedes D.IVa de 260 cv, pilotado pelo capitão Erich Schilling, comandante da Rfa 500. Schilling serviu no Esquadrão 62 "Immelmann" e comandou o KG 3/18, Kasta 18, antes de assumir a Rfa 500, no final de 1916. Ele e quatro membros de sua tripulação morreram, quando o Zeppelin-Staaken R.VI 52/17 caiu em uma casa perto de Villers la Tour no início da manhã de 12 de agosto de 1918. Eles estavam retornando de uma operação de curto alcance contra Beauvais. O R.VI 52/17 era uma máquina nova, mais pesada que os modelos anteriores, e os pilotos não estavam acostumados com a posição diferente no cockpit. Era uma noite com nevoeiro sobre Villers la Tour, quando o R.VI 52/17 derrapou, tendo a ala direita batida no chão e o combustível dos tanques rebentados, derramou sobre os motores quentes e incendiou-se. Dos 13 Zeppelin-Staaken R.VI que participaram de ações durante a guerra, quatro foram abatidos em combate, enquanto a maioria das perdas foram causadas por colisões durante o pouso, principalmente, devido à visibilidade reduzida a noite e com tempo nublado. Seis das 18 unidades construídas sobreviveram à guerra ou foram concluídas após o Armistício. O Tratado de Versalhes exigia, especificamente, que todos os bombardeiros "Gotha e Gigante" fossem entregues aos Aliados. Quando os alemães entregaram os "Gigantes", os Aliados não puderam acreditar que tão poucos causaram tantos problemas.

                                                          DESCRIÇÃO:

Primeiro voo em: 1916.

Variantes:
> Zeppelin-Staaken R.VII.
> Zeppelin-Staaken R.XIV.
> Zeppelin-Staaken R.XV.
> Zeppelin-Staaken Type "L" - hidroavião.
> Zeppelin-Staaken Type 8301 - hidroavião.

Comprimento: 22,1 m (72,5 ft).
Envergadura: 42,2 m (138,5 ft).
Altura: 6,3 m (20,7 ft).
Área das asas: 332 m² (3.570 ft²).

Velocidade máxima: 135 km/h (72,8 milhas).
Alcance: 800 km (497 milhas).
Autonomia: 7-10 horas.
Teto máximo: 4.320 m (14.200 ft).
Razão de subida: 1,67 m/s.

Metralhadoras: 4 x metralhadoras MG 14, calibre 7,92 mm (0,312 in).
Bombas: 2.000 kg (4.410 libras).



ENVELOPE OPERATION TÜRKENKREUZ - 1917.


MAPA ROTA ATÉ LONDRES.


DIAGRAMA ZEPPELIN-STAAKEN R.VI.


BOMBARDEIRO RUSSO ILYA MURAMETS.


BOMBARDEIRO ALEMÃO "GIGANTE" ZEPPELIN-STAAKEN R.VI.


O GIGANTE ZEPPELIN-STAAKEN R.VI


CAPITÃO ERICH SCHILLING E TRIPULAÇÃO.


"GIGANTE" EM VOO.


MECÂNICOS EMBARCADOS NO MOTOR.


NACELE COM OS DOIS MOTORES.


DESTRUIÇÃO EM LONDRES, APÓS BOMBARDEIO.


QUATRO METRALHADORAS MG 14 CALIBRE 7,92 FAZIAM PARTE DA DEFESA DO GIGANTE.


BOMBAS CARREGADAS NO GIGANTE: 50 KG, 100 KG, 300 KG e 1.000 kg.


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LIVRO: "BATALHA DA INGLATERRA 1917".
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