ALEMANHA - 1ª GUERRA MUNDIAL: BATALHA DO ESTREITO DE DOVER - 1916!!!

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ALEMANHA - 1ª GUERRA MUNDIAL: BATALHA DO ESTREITO DE DOVER - 1916!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Seg Nov 12 2018, 22:09

Compartilho com os colegas, "Batalha do Estreito de Dover - 1916".


                                                       BATALHA DO ESTREITO DE DOVER.
                       
A Batalha do Estreito de Dover foi uma batalha naval ocorrida entre os dias 26 e 27 de outubro de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, entre a Grã-Bretanha e o Império Alemão. Duas flotilhas de torpedeiros alemãs da Flotilha de Flandres/Bélgica lançaram um ataque no Estreito de Dover numa tentativa de destruir a Barragem de Dover para além das embarcações Aliadas que navegassem no estreito. À medida que os navios torpedeiros alemães de aproximavam da barragem, ficaram frente-a-frente com o contratorpedeiro britânico HMS Flirt, dando início ao combate. Os alemães conseguiram destruir o HMS Flirt e partiram para o ataque, bem sucedido, das embarcações navais da barragem, mas, mais uma vez, foram interceptados por uma flotilha britânica de contratorpedeiros. Os alemães conseguiram combater com sucesso as unidades navais britânicas antes de se retirar. Ao fim da noite, os britânicos tinham perdido um contratorpedeiro, um navio de transporte e várias outras embarcações navais, enquanto os alemães apenas sofreram pequenos danos num único navio torpedeiro. Em outubro de 1916, a Flotilha de Flandres foi reforçada pelo Almirantado alemão com duas flotilhas completas de navios torpedeiros. A transferência da 3ª e 9ª Flotilhas de Navios Torpedeiros para Flanders teve consequências imediatas no equilíbrio do poder no Estreito de Dover. Tal como anteriormente, a Flotilha de Flandres estava apenas equipada com três grandes navios torpedeiros e vários de dimensão menor. Os torpedeiros classe A tinham, agora, 23 torpedeiros de grandes dimensões, capazes de fazer frente à patrulha britânica de Dover. Dada a falta de grandes torpedeiros, a Flotilha de Flandres não efetuava saídas para a zona de Dover e, assim, as defesas britânicas não eram significativas naquela zona. Com as sua novas flotilhas, o comandante da Flotilha de Flandres, Ludwig von Schröeder, decidiu lançar um ataque no Estreito de Dover contra a barragem, tal como aos navios Aliados que se encontrassem no Canal da Mancha. Embora os britânicos tivessem proibido a presença de transportes no Canal durante a noite, para se precaverem de algum ataque alemão, a Barragem de Dover não estava preparada para um ataque. Para fazer face aos 23 torpedeiros de Schröeder, a barragem apenas era guardada pelo velho contratorpedeiro HMS Flirt, o iate armado HMS Ombra e o naval trawler/traineira naval H. E. Straud. As quatro divisões de navios que guardavam as redes anti-submarinos da barragem estavam apenas armados com um canhão cada um. Também disponíveis estavam seis contratorpedeiros da classe Tribal, que podiam vir em ajuda no caso de um ataque, tal como várias unidades da 1ª Flotilha de Destróieres de Harwich. Os navios torpedeiros alemães dividiram-se em cinco grupos para atacarem diferentes seções de navios no canal. A 5ª Flotilha alemã rumou até à Barragem de Dover encontrando cinco navios da 10ª Divisão de Traineiras colocando as redes anti-submarinos, e começou a atacá-las. Depois de ouvir o ruído dos disparos, o HMS Flirt,  a escolta das embarcações, aproximou-se dos navios ainda não identificados, e preparou-se para atacar. Os navios não identificados responderam ao sinal britânico com um sinal semelhante. Confuso, o comandante do HMS Flirt decidiu que os navios que se aproximavam eram contratorpedeiros Aliados e que as traineiras tinham sido atacadas por um submarino. Um bote salva-vidas também foi lançado do HMS Flirt para resgatar os sobreviventes das traineiras que afundavam. Os navios alemães voltaram sua atenção das traineiras para o contratorpedeiro e atacaram-no, apanhado-o de surpresa. Em grande desvantagem, o HMS Flirt tentou, sem sucesso, abalroar um dos navios alemães e, após uma breve luta, foi afundado por fogo de artilharia e torpedos. Depois de afundar  o HMS Flirt, os alemães continuaram a atacar a barragem, afundando duas traineiras da 8ª e 16ª Divisões de Traineiras. No total foram afundadas seis traineiras e danificadas outras quatro, antes da 5ª Flotilha se retirar. Quando as autoridades britânicas souberam do ataque alemão, enviaram seis contratorpedeiros da classe Tribal para reforço: HMS Amazon, HMS Mohawk, HMS Viking, HMS Tartar, HMS Cossack e HMS Nubian. Devido a uma má interpretação das suas ordens, o comandante britânico da Divisão de Contratorpedeiros Henry Oliphant do HMS Viking não manteve a sua força toda junta como uma única unidade. Em vez disso, dividiu os navios em dois grupos - um com o HMS Viking, o HMS  Mohawk e o HMS Tartar e outro com o HMS Nubian, o HMS Amazon e o HMS Cossack. O HMS Nubian avançou mais depressa que os outros e foi o primeiro a chegar junto ao HMS Flirt, que estava afundando. Entretanto, outra Flotilha de navios alemães tinha apanhado o navio de transporte Queen ao largo de Goodwin Sands, quando regressava da costa francesa. O alemães entraram a bordo do Queen e resgataram toda a tripulação, antes de afundá-lo. Depois do contato do HMS Nubian com a 17ª Flotilha alemã, aquela embarcação caiu no mesmo erro do HMS Flirt, tomando como Aliados os navios alemães. Surpresos com os disparos de artilharia, o HMS Nubian tentou abalroar, sem sucesso, o último navio alemão da linha de batalha, e foi atingido por um torpedo que lhe destruiu a proa. O HMS Amazon e o HMS Cossack partiram em direção ao HMS Nubian para ajudar, e atacaram os navios alemães. O HMS Amazon acabou por sofrer vários disparos alemães, que lhe destruíram duas caldeiras, antes de se retirar. A divisão de navios do HMS Viking também ficou frente-a-frente com os torpedeiros da Kaiserliche Marine. A 18ª Flotilha regressava a Zeebrugge/Bélgica, quando se deparou com o grupo de contratorpedeiros do comandante Oliphant, e os enfrentou. Embora o HMS Viking tenha escapado sem danos, o HMS Mohawk foi atingido diversas vezes, antes dos alemães conseguirem escapar para a segurança da costa. Perto do fim dos combates, Reginald Bacon, comandante da patrulha de Dover, enviou a Divisão Dunkirk para interceptar os navios alemães, antes de regressarem à Flandres, mas os alemães conseguiram escapar, antes de serem apanhados por aqueles reforços. Os britânicos foram incapazes de fazer frente aos ataques alemães e no total foram destruídas seis embarcações britânicas, além do HMS Flirt e do navio de transporte Queen. Além dos que foram afundados, outros ficaram danificados, incluindo três contratorpedeiros e quatro traineiras. As perdas humanas também foram pesadas para os britânicos 45 mortos, 4 feridos e 10 prisioneiros. Do lado alemão, apenas o torpedeiro SMS G91 sofreu alguns danos, e não houve qualquer vítima. O sucesso do ataque deu origem a mais ataques alemães no Canal da Mancha. Os confrontos continuaram até que a 3ª e 9ª Flotilhas de navios-torpedeiros foram destacadas para a Frota de Alto-Mar alemã em novembro de 1916.


BLOCO DOVER.


HMS AMAZON.


ESTREITO DE DOVER.


COMANDANTE LUDWIG VON SCHRÖEDER, O VENCEDOR.


TORPEDEIRO ALEMÃO EM FLANDERS - 1916.


HMS FLIRT.


IATE ARMADO HMS OMBRA.


HMS MOHAWK.


HMS VIKING.


HMS TARTAR.


HMS COSSACK.


HMS NUBIAN.


HMS NUBIAN.


HMS NUBIAN ENCALHADO COM SUA PROA
DESTRUÍDA POR UM TORPEDO.


HMS NUBIAN NA DOCA SECA PARA CONSERTO.
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