INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERATION AGREEMENT/OPERAÇÃO ACORDO - 1942!!!

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INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERATION AGREEMENT/OPERAÇÃO ACORDO - 1942!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Nov 08 2018, 08:47

Compartilho com os colegas, "Operação Acordo/Operation Agreement - 1942".


                                                    OPERATION AGREEMENT.                                  
                                                      (OPERAÇÃO ACORDO).


A Operação Acordo ("Operation Agreement") incluiu uma série de operações terrestres e anfíbias realizadas pelas forças britânicas, rodesianas e neozelandesas contra Tobruk, mantida pelo Eixo, de 13 a 14 de setembro de 1942, durante ações no Norte da África. Um grupo de judeus da Special Interrogation Group-SIG/Grupo Especial de Interrogatório, fluente em alemão, participou das missões, atrás das linhas inimigas. As ações estenderam-se a Benghazi (Operação Bigamy), oásis Jalo (Operação Nicety) e Barce (Operação Caravan). Atacando sem apoio aéreo, o ataque a Tobruk foi um desastre. A força britânica perdeu centenas de soldados mortos, prisioneiros, um cruzador leve, dois destróieres, seis lanchas motorizadas e dezenas de pequenas embarcações anfíbias. O objetivo da Operação Acordo era minar o esforço de guerra do Eixo no Norte da África, destruindo aeródromos, instalações portuárias, navios de abastecimento, veículos e grandes depósitos de petróleo. Os Aliados também pretendiam capturar o oásis de Jalo, que deveria ser usado como um ponto de encontro para as forças terrestres em retirada envolvidas nas outras operações. As patrulhas G1 e T1 do Grupo do Deserto de Longo Alcance/Long Range Desert Group (LRDG) com 50 homens, 12 caminhões leves e cinco jipes atacaram o campo de pouso de Barce e os quartéis principais, destruindo 16 aeronaves e danificando outras sete. No ataque ao quartel, a LRDG perdeu quatro homens e dois veículos. Mais tarde, perto de Zaptié, a força da LRDG foi interceptada por uma companhia italiana motorizada, tendo todos os veículos danificados ou destruídos, com a exceção de dois caminhões que foram carregados com os feridos mais graves, enquanto os outros foram a pé, percorrendo 160 km até o seu destino, o cativeiro. O Serviço Aéreo Especial, tenente-coronel David Stirling, apoiado pelas patrulhas S1 e S2 da LRDG, planejara uma grande incursão em Benghazi, mas depois de atrasos, a presença deles foi descoberta, após um confronto na estrada, quando caia a noite. Com o elemento de surpresa perdido e a proteção da escuridão diminuindo, Stirling ordenou uma retirada. O ataque ao oásis de Jalo foi realizado pela Força de Defesa do Sudão e pelas patrulhas S1 e S2 da LRDG. O primeiro ataque na noite de 15 para 16 de setembro foi facilmente repelido pelos defensores que haviam sido alertados sobre a possível operação com antecedência e haviam reforçado suas posições. Os atacantes se retiraram em 19 de setembro, quando uma grande coluna de soldados e veículos italianos se aproximou do oásis. As Forças Aliadas para a Operação Acordo envolveram, também, uma força anfíbia de cerca de 400 marines, 180 soldados Highlanders de Argyll e Sutherland sob o Comando de Norman MacFie, 14º Pelotão da Companhia Z, 1º Batalhão Royal Northumberland Fusiliers liderados pelo tenente Ernest Raymond, engenheiros do exército e cerca de 150 SAS/Serviço Aéreo Especial. A força anfíbia foi dividida em "Força A", apoiada por destróieres e destinada a desembarcar na península ao norte de Tobruk, "Força C", composta por unidades costeiras, foi direcionada para uma enseada a leste do porto de Tobruk. Inicialmente, a Força "B" obteve sucesso em capturar uma bateria costeira italiana com canhões de 152 mm, mas isso foi rapidamente retomado por fuzileiros navais italianos do Batalhão de San Marco. O comandante da força "B", o tenente-coronel John Edward Haselden, foi morto em ação. A maioria das baterias e posições da costa permaneceu nas mãos do Eixo. Um grupo de comandos do submarino HMS Taku ("Força E") não conseguiu instalar balizas na costa para guiar a principal força britânica, devido às más condições do mar. A guarnição fora reforçada e os destróieres britânicos que traziam as tropas marítimas desembarcaram na praia errada, bem a oeste do alvo. O destróier britânico HMS Sikh que comandou a tentativa de desembarque foi atingido por disparos das baterias costeiras italianas de 152 mm (6 polegadas) e canhões antitanque alemães de 88 mm. O destróier HMS Zulu tentou o resgate, mas foi incapaz de rebocar o HMS Sikh e este afundou, tendo 115 tripulantes mortos e os sobreviventes foram feitos prisioneiros. Na tarde de 14 de setembro, enquanto retornava a Alexandria, o HMS Coventry foi seriamente danificado pelos bombardeiros de mergulho alemães Ju 87 Stuka, vindos de Creta, e 63 tripulantes foram mortos. O HMS Coventry foi afundado, devido aos enormes estragos após os ataques aéreos. O HMS Zulu foi atingido por bombardeiros italianos um pouco mais tarde e precisou de ajuda. Enquanto estava sendo rebocado, estando a 100 milhas náuticas (190 km) de Alexandria, o HMS Zulu afundou, tendo perda de 39 tripulantes. Outro desembarque de lanchas e barcos, transportando os soldados montanheses de Argyll e Sutherland e os fuzileiros da Royal Northumberland, cujas metralhadoras médias Vickers cuidariam da defesa do perímetro, parcialmente não conseguiu chegar ao ponto de desembarque planejado. Devido ao fogo extremamente pesado do porto de Tobruk, apenas dois MTBs (barco torpedeiro) chegaram à Marsa Umm el Sciausc, a enseada alvo. Um ficou encalhado em água rasa, o outro conseguiu desembarcar o sargento Miller e seu grupo de fuzileiros. Os três Fairmile B, barcos armados transportador de tropas, ML 353, ML 352 e ML 349 e 17 MTBs foram eliminados pelas defesas costeiras e por uma flotilha italiana de torpedeiros e barcaças motorizadas armadas. O ML 353 foi bombardeado e afundou, atingido pelos navios de guerra italianos ou metralhados por caças italianos Macchi C.200, enquanto o ML 352, MTB 308, MTB 310 e MTB 312 foram afundados pelas aeronaves do Eixo. O MTB 314 que foi danificado e encalhou durante a batalha, foi capturado pelos alemães ao amanhecer, tendo 117 marinheiros e soldados a bordo. Apesar de terem sido frequentemente bombardeados durante a viagem de regresso, a maior parte dos MTBs e dos MLs chegaram a Alexandria. Dezenas de marinheiros e fuzileiros navais britânicos foram resgatados do mar por destróieres italianos. Um par de barcos anfíbios a motor improvisados, retardatários da "Força A" e tentando chegar a Alexandria a uma velocidade muito baixa, também foram capturados com suas tripulações. As perdas elevaram-se a cerca de 300 marines, 160 soldados, 280 marinheiros, um cruzador ligeiro (HMS  Coventry), dois destróieres (HMS Sikh e HMS Zulu), duas lanchas, quatro MTBs e várias outras pequenas embarcações. Os marines sofreram 81 mortos e os destróieres da Marinha Real HMS Sikh, HMS Zulu e o cruzador HMS Coventry relataram a perda de outros 217 homens. Cerca de 576 sobreviventes britânicos foram capturados. As perdas do Eixo foram 15 italianos e um alemão morto, e 43 italianos e sete alemães feridos. A "Operação Acordo" foi um fracasso total em termos militares para os britânicos e seus aliados.

A PERDA DO DESTRÓIER HMS CONVENTRY/OPERAÇÃO ACORDO.


HMS CONVENTRY.


CRUZADOR LIGEIRO HMS CONVENTRY.


DESTRÓIER HMS SIKH.


DESTRÓIER HMS ZULU.


HMS TAKU.


FAIRMAIL B.


BOMBARDEIRO DE MERGULHO JU 87 STUKA.


CAÇA MACCHI C-200.


LIVRO: "OPERATION AGREEMENT".
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