INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO CRUSADER - 1941!!!

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INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO CRUSADER - 1941!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qua Out 31 2018, 10:49

Compartilho com os colegas, "Operação Crusader - 1941".


                                                        OPERAÇÃO CRUSADER.

Em junho de 1941, os aliados lançaram a Operação Battleaxe que foi um fracasso. O general Archibald Wavell foi transferido do comando do Oriente Médio, sendo substituído pelo novo comandante, general John Claude Auchinleck. A Western Desert Force (Força do Deserto Ocidental)  foi reorganizada e rebatizada como 8º Exército sob o comando do tenente-general Sir Alan Cunningham. Com um novo comandante, os Aliados planejaram uma nova ofensiva contra as forças do Eixo na Líbia, com objetivo de aliviar o cerco de Tobruk. Enquanto os britânicos planejavam esse ataque, um esforço foi lançado em paralelo para enganar o Eixo a “pensar” que os britânicos não seriam capazes de lançar uma ofensiva maior até o início de dezembro de 1941. Assim, o setor de inteligência aliado foi moldado de uma forma a "falsear" informações para o Eixo que "parecia" que a ofensiva viria da área de Giarabub, uma vila oásis ao sul. A ofensiva foi planejada sob o codinome "Operação Crusader", a ser realizada de 18 de novembro a 30 de dezembro de 1941, inspirada nos novos tanques que agora chegavam ao teatro de guerra em maior número. A "Operação Crusader" foi uma operação militar ordenada pelo primeiro-ministro britânico Winston Churchill, a fim de acabar com o cerco de Tobruk. A Operação Crusader foi a primeira contraofensiva do recém-formado 8º Exército Britânico, e lançou sete divisões britânicas com 748 tanques contra três divisões alemãs e sete divisões italianas de apoio com 395 tanques de qualidade superior. Muitos dos tanques britânicos envolvidos estavam tão desgastados que tiveram que ser levados para a área de batalha em transportadores. Boa parte das forças do Eixo estavam perto de Tobruk, pois Rommel planejava lançar uma grande ofensiva contra Tobruk por volta de 24 de novembro. Antes do amanhecer de 18 de novembro, o 8º Exército britânico avançou para sudoeste de Mersa Matruh, no Egito, com a 7ª Divisão Blindada britânica na ponta de lança. Essa coluna principal da ofensiva cruzou a fronteira egípcia líbia perto do Forte Maddalena e depois virou para noroeste. Enquanto isso, a Divisão Sul Africana protegia o flanco sul, e o XIII Corpo Britânico e a 4ª Brigada Blindada britânica mantinha a área a oeste de Sidi Omar para conter uma potencial ofensiva contra o Eixo naquela área. As fases de abertura da invasão eram originalmente assistidas por algumas das 724 aeronaves britânicas e da Commonwealth (Comunidade britânica) designadas para a operação, mas todas as missões de apoio terrestre foram canceladas, devido ao mau tempo inesperado. O mau tempo ajudou os esforços dos Aliados, impedindo que os voos de reconhecimento do Eixo fossem lançados, o que poderia ter detectado os preparativos para as operações. No primeiro dia da ofensiva, nenhuma resistência foi encontrada. Na manhã de 19 de novembro, a Divisão Ariete avançou sobre a 22ª Brigada Blindada da 7ª Divisão Blindada Britânica "Desert Rats"(Ratos do Deserto) em Bir el Gubi. No entanto, a 7ª Brigada Blindada e o 7º Grupo de Apoio dos "Ratos do Deserto" puderam continuar seu avanço até Tobruk, capturando o aeródromo de Sidi Rezegh, durante a ação. Enquanto isso, a 4ª Brigada Blindada Britânica atacou 60 tanques, estes com apoio dos temidos canhões de 88mm da 21ª Divisão Panzer. Em 20 de novembro, a 22ª Brigada Blindada Britânica atacou a Divisão Ariete, a 7ª Brigada Blindada Britânica repeliu um contra-ataque de infantaria lançado pela 90ª Divisão de Infantaria Ligeira alemã em Sidi Rezegh, e a 4ª Brigada Blindada Britânica travou uma segunda batalha de tanques com a 21ª Divisão Panzer. Na tarde de 20 de novembro, a 4ª Brigada Blindada lutou outra ação com tanques da 15ª Divisão Panzer, perdendo outros 40 tanques. Ao anoitecer, chegaram reforços da 22ª Brigada Blindada Britânica, mas não conseguiu ajudar a 4ª Brigada Blindada a tempo. Durante a noite, Rommel retirou todos os seus Panzers do campo de batalha para descansar e reabastecer, antes de lançar um novo ataque contra Sidi Rezegh. Em 21 de novembro, a 70ª Divisão Britânica em Tobruk tentou romper o setor da Divisão de Bolonha, mas foi frustrada pelo forte de Tugun. Enquanto isso, as tropas Panzer capturaram o aeródromo de Sidi Rezegh no início da tarde, enquanto os combates na área continuaram no dia seguinte com pesadas perdas de tanques em ambos os lados. Em 22 de novembro, intensos combates se desenvolveram entre a 2ª Divisão da Nova Zelândia e a Divisão de Savona, perto de Sollum, e soldados da 7ª Brigada Indiana capturaram Sidi Omar. Em 23 de novembro, tropas da 5ª Brigada da Nova Zelândia avançaram em direção a Sollum, cortando as rotas de suprimento do Eixo de Bardia. Também em 23 de novembro, Rommel reuniu o restante de suas duas Divisões Panzer e lançou um ataque junto com a Divisão Ariete para cortar e destruir o resto do 30º Corpo Britânico. Em 29 de novembro, a 15ª Divisão Panzer avançou de posições ao sul de Sidi Rezegh pela manhã. À tarde, a Divisão Ariete atacou o 21º Batalhão da Nova Zelândia no Ponto 175 e o hospital de campanha nas proximidades, capturando 400 neozelandeses. Em 30 de novembro, os neozelandeses do 24º e 26º Batalhão foram atacados por ataques alemães em Sidi Rezegh. Às 06:15h do dia 1 de dezembro, a 15ª Divisão Panzer atacou Belhamed, enquanto a Divisão Trieste cortou a rota de fornecimento do 21º Batalhão da Nova Zelândia estabelecida com Tobruk. A 7ª Divisão Blindada Britânica foi ordenada a contra-atacar Belhamed, e eles poderiam ter conseguido fazê-lo com sucesso, já que superavam os tanques alemães, mas falhas de comunicação resultaram em tanques britânicos que se deslocaram para a retaguarda para cobrir uma potencial retirada das forças Aliadas. No final do dia 4 e 6 de dezembro, os combates aconteceram na frente de operações, sem resultados decisivos. As reservas da Commonwealth (Comunidade britânica) começaram a ser contidas, quando o atrito das batalhas começou a cobrar um preço alto, mas o comando britânico viu a situação como favorável aos aliados. Em 7 de dezembro, Rommel começou a voltar para Gazala, abandonando a frente de Tobruk. Em 10 de dezembro, o cerco a Tobruk foi levantado, quando tropas polonesas capturaram a fortaleza de White Knolll, defendida pelos italianos. As forças britânicas da Commonwealth lançaram um ataque à Linha de Gazala em 15 de dezembro. Durante o ataque, a 5ª Brigada da Nova Zelândia e a Brigada Polonesa dos Cárpatos atacaram as Divisões Trieste e Pavia, que foram repelidas pelos italianos, perdendo apenas o Ponto 204. Rommel tentou um contra-ataque com as 15 Divisões Panzer e Ariete seguidas por centenas de caminhões cheios de Infantaria alemã e italiana, mas o ataque foi bloqueado, embora a um alto custo para o Regimento Royal Kent. No final do dia, Rommel decidiu recuar da Linha Gazala, durante a cobertura da escuridão. Nos dez dias seguintes, as forças do Eixo conduziram uma retirada dos combates para novas posições entre Ajedabia e El Haseia. A Operação Crusader tinha sido parcialmente bem sucedida com a guarnição de Tobruk sendo aliviada da pressão do Eixo e as forças de Rommel forçadas a voltar para Cirenaica ocidental. A Operação Crusader não conseguiu, no entanto, a vitória decisiva que os ingleses haviam buscado. Eles tinham sido gravemente atingidos, porque os tanques e as armas antitanque eram inferiores aos Panzers alemães e, também, porque os decifradores italianos haviam permitido que Rommel se antecipasse aos movimentos aliados e continuaria a fazê-lo pelos próximos seis meses. As forças da Commonwealth britânica ainda tinham muito a aprender sobre a necessidade de se concentrar e coordenar o uso de tanques, apoiando a infantaria e a artilharia. As batalhas cobraram um preço muito alto para todos os envolvidos. Com o cerco de Tobruk aliviado, objetivo da Operação Crusader, esta foi considerada um sucesso esmagador, e foi a primeira grande vitória sobre as forças do Eixo no norte da África. No final da Operação Crusader, os Aliados sofreram 17.700 baixas, perderam 278 tanques e 300 aeronaves; o Eixo sofreu 38.300 baixas, perdeu 300 tanques e 600 aeronaves. As perdas na 2ª Divisão da Nova Zelândia foram 4620, com 879 mortos, 1699 feridos e 2042 prisioneiros de guerra. O comandante da divisão, major-general Bernard Freyberg, enfatizou que, de todas as ações empreendidas pelos neozelandeses, nenhuma foi mais importante do que o avanço em direção a Tobruk, em 23 de novembro de 1941, nos estágios iniciais da operação. "Se não tivéssemos feito isso, a batalha de El Alamein teria sido travada um ano antes - e sem o tanque Sherman." E, na opinião de um notável observador britânico, "A Operação Crusader também deve ser lembrada como a batalha em que o exército italiano pode alegar ter recuperado seu autorrespeito".


FDC 50 ANOS OPERAÇÃO CRUSADER.


TANQUE MK III CRUSADER.


GENERAL JOHN CLAUDE AUCHINLECK.


TENENTE-GENERAL ERWIN ROMMEL, A RAPOSA DO DESERTO.


MAPA DAS AÇÕES.


TANQUE MK II MATILDA.


TANQUE MK III CRUSADER.


COLUNA DE TANQUES CRUSADER.


TANQUE CRUSADER E TANQUE PANZER IV DESTRUÍDO.


TANQUE CRUSADER E TANQUE PANZER IV EM CHAMAS.


TROPAS BRITÂNICAS INSPECIONAM PANZER III e IV DESTRUÍDOS.


TANQUISTA ALEMÃO SE ENTREGA A INFANTARIA BRITÂNICA.


PANZER III COM CANHÃO CURTO DE 50MM.


PANZER IV COM CANHÃO CURTO DE 75MM.


LIVRO: "OPERATION CRUSADER - 1941".
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