INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO FLIPPER: OPERAÇÃO CAÇA À RAPOSA - 1941!!!

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INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: OPERAÇÃO FLIPPER: OPERAÇÃO CAÇA À RAPOSA - 1941!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Seg Out 29 2018, 10:04

Compartilho com os colegas, "Operação Flipper: Operação Caça à Raposa - 1941".


                                                   OPERAÇÃO FLIPPER,
                                              OPERAÇÃO CAÇA À RAPOSA.

Operação Flipper, também chamada de Raid Rommel, foi uma incursão britânica, durante a Segunda Guerra Mundial, realizada principalmente por soldados do Comando Nº 11 (escocês). A operação incluiu entre seus objetivos um ataque contra o Quartel General do marechal-de-campo do exército alemão Erwin Rommel, a "Raposa do Deserto", comandante do Afrika Korps na África do Norte. A operação foi programada para atacar na noite de 17 para 18 de novembro de 1941, pouco antes do início da Operação Crusader, uma operação realizada pelo 8º Exército britânico. A operação foi um fracasso, pois Rommel tinha deixado o alvo a ser atacado semanas mais cedo. No outono de 1941, uma figura havia alcançado, no teatro da guerra do deserto, uma fama que era quase uma lenda: Erwin Rommel, comandante do Afrika Korps. O general britânico John Claude Auchinleck, dizia, referindo-se ao comandante alemão:

"... Fala-se muito a seu respeito. Rommel não é, certamente, um super-homem. Mas, ainda que fosse não seria desejável que nossos homens acreditassem em seus poderes sobrenaturais. De modo que é necessário desvirtuar de qualquer maneira a ideia de que Rommel seja algo mais que um simples general alemão..."

Entre as tropas do 8º Exército britânico existia grande admiração pelo comandante alemão e suas façanhas. Em apenas dois meses, Rommel havia mudado radicalmente o curso da guerra na África, obrigando o exército do General Archibald Wavell, que atacava, a recuar, e combater na defensiva. Por isso, o General Auchinleck foi enviado para substituir Wavell. Por sua vez, o General Alan Cunningham, encarregado de dirigir a ofensiva geral contra as posições alemãs em 18 de novembro de 1941, teve a ideia de eliminar previamente Rommel, mediante uma furtiva e eficaz ação. Algo muito ousado, por certo. "Se conseguirmos eliminá-lo de qualquer modo que seja - dizia - "conseguiremos semear a confusão no Afrika Korps." E foi assim que, dispostos a concretizar a ideia, alguns jovens oficiais propuseram um temerário plano de ação. Sabia-se, seguramente, que Rommel tinha seu QG na localidade de Sidi Rafa, 375 km atrás das linhas alemães, e a 18 km do mar. O acesso ao local era possível por mar ou pela estrada paralela à costa. Atacando Sidi Rafa poder-se-ia destruir o QG e matar o próprio Rommel. Cunningham aprovou imediatamente a ideia. Foi esse o começo da "Operação Caça à Raposa". Um plano excepcional, de uma audácia impar, a ser executado na madrugada de 18 de novembro de 1941. Neste ponto surgiu uma questão: Quem comandará a operação? A resposta não demorou. Havia entre eles um autêntico adepto da caça às raposas. Era o Tenente-coronel Geoffrey Charles Ticker Keyes, do 2º Regimento dos Dragões Reais. Ex-aluno de Eton, e pertencente a uma aristocrática família britânica, Keyes manifestou-se ao ser informado: - "Estou certo do sucesso, se me confiarem a missão..." Dispostos os planos para a operação, determinou-se o seguinte dispositivo: interviriam na ação três destacamentos. O primeiro, comandado por Keyes, atacaria exclusivamente a casa de Rommel, a meio quilômetro a oeste da cidade, e o QG alemão que se encontrava em Beda Littoria. O segundo destacamento sob o comando do tenente Southerland, assaltaria o QG italiano em Cirene, e destruiria as comunicações telefônicas e telegráficas. Havia um terceiro grupo que sabotaria as comunicações entre Faidia e Lamdula. Em 10 de novembro, o HMS Torbay carregou Keyes, o capitão Robin Campbell, o tenente Roy Cooke, 25 homens e o HMS Talisman transportaram Laycock, o capitão Glennie, o tenente Sutherland e 25 homens de Alexandria. Às 20 horas de sexta-feira, 14 de novembro de 1941, os submarinos deixaram o porto. Eram 22 horas, quando os homens se reuniram na coberta dos submarinos. Keyes, com serenidade e sangue-frio britânico, ordenou abrir várias garrafas de champanha reservadas para a ocasião. Às 23 horas, o tempo começou a piorar. De súbito as máquinas pararam. Fez-se silêncio. Os homens subiram à ponte. A visibilidade era escassa. A praia aparecia recortada ao longe, entre as sombras. Keyes consultou seu relógio. Era a hora estabelecida. Deviam desembarcar. Rapidamente pegaram os botes de borracha que foram inflados com uma bomba de ar. Depois, jogados ao mar. Cada bote tinha capacidade para dois homens. O desembarque, que nos treinamentos se efetuava em uma hora, demorou seis. Com apenas 34 dos 59 homens disponíveis, em vez de quatro destacamentos atacando alvos separados, havia apenas três. No sábado, 15 de novembro, todos permaneceram ocultos num bosque próximo à costa. Nessa mesma tarde, começou a chover. Ao anoitecer do dia seguinte, às 20 horas, conseguiram chegar a 8 km de Sidi Rafa. Decidiram pernoitar numa caverna. Ao longe, no meio de um pequeno bosque, sobre uma colina, se erguia uma construção de dois andares. Ali estaria Rommel. No dia 17 de novembro, às 18 horas, Keyes consultou seu relógio. Faltavam seis horas para começar a operação. Ainda chovia. Todos se mantinham tensos, prontos para o ataque, preparados para a "caça à raposa". E assim esperaram chegar a meia-noite. Quando o relógio marcou 00 horas, os comandos deixaram o refúgio, e partiram debaixo da chuva. Três deles deviam inutilizar a instalação elétrica. Cinco vigiariam do lado de fora. O restante controlaria as barracas vizinhas. Junto a Keyes seguiam Campbell, Coulthread, Drori e Brodie. Engatinharam até uma sala vazia. Várias portas haviam de ambos os lados. Por qual entrar? De repente uma delas se abriu e apareceu um soldado alemão, em atitude despreocupada. Ficou imóvel. Recuperou-se imediatamente e abriu a boca para gritar. Mas Campbell, rápido lançou-se sobre ele e o derrubou com um certeiro golpe de seu punhal, que penetrou até o cabo no corpo do alemão. O soldado caiu sobre uma mesa, arrastando na queda um recipiente de cristal que se estilhaçou ruidosamente. Keyes, compreendendo o risco do incidente que fazia perigar todo o êxito da missão, precipitou-se para outra porta. Abriu-a rapidamente. Dentro do quarto estava um grupo de soldados alemães, displicentemente sentados ao redor de uma mesa. Não escutaram o barulho? Tanto pior para eles. Lançou uma granada que levava em sua mão direita e atirou-se no chão. Mas, nesse mesmo momento, uma salva de tiros de metralhadora disparada por um soldado alemão, o atingiu, matando-o. Seu sacrifício havia sido inútil. Como também o de seus companheiros. O resto da força invasora foi capturada, alguns deles feridos. Apenas Keyes foi morto pelos alemães e um comando se afogou durante o percurso até a praia. De fato, nesse mesmo momento, Rommel se achava muito longe dali...No dia 18 de novembro de 1941, Rommel soube do ocorrido. Imediatamente deu ordem a seu capelão, reverendo Rudolf Dalmrath, que se dirigisse a Sidi Rafa para dar sepultura cristã a Keyes com honras militares em um cemitério católico local. Depois de uma viagem de 36 horas, o sacerdote chegou a tempo para o funeral. Um oficial colocou na tumba uma pequena coroa. Depois, uma cruz improvisada com ramos de ciprestes. Sobre a cruz, um papel com os seguintes dizeres: "Em nome de Rommel". Por suas ações, o Tenente-coronel Geoffrey Charles Ticker Keyes foi postumamente condecorado com a Victory Cross/Cruz da Vitória.


FELDPOST AFRIKAKORPS - 20/11/1942.


SELOS AFRIKAKORPS.


MARECHAL DE CAMPO ERWIN ROMMEL.


MARECHAL DE CAMPO E. ROMMEL, O ALVO.


ROMMEL PASSA EM REVISTA AS TROPAS.


ROMMEL EM CAMPO COM SEUS ASSESSORES MILITARES.


GENERAL ALAN CUNNINGHAM.


TENENTE-CORONEL GEOFFREY CHARLES TASKER KEYES.


HMS TORBAY.


HMS TALISMAN.


LÁPIDE/TÚMULO
GEOFFREY KEYES.
BENGHAZI/LÍBIA.


VICTORY CROSS/CRUZ DA VITÓRIA.
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