UNIÃO SOVIÉTICA - 2ª GUERRA MUNDIAL - TANQUE T34, A QUANTIDADE FEZ A DIFERENÇA - 1940!!!

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UNIÃO SOVIÉTICA - 2ª GUERRA MUNDIAL - TANQUE T34, A QUANTIDADE FEZ A DIFERENÇA - 1940!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Set 13 2018, 10:10

Compartilho com os colegas, "Tanque T34, A Quantidade fez a Diferença".


                                                                TANQUE T34,
                                                   A QUANTIDADE FEZ A DIFERENÇA.

De fevereiro a setembro de 1944, pesados combates foram travados numa faixa de 50 km de profundidade, ao longo do rio Narva, na fronteira entre a Estônia e União Soviética. Durante um breve período, no verão e outono, a Wehrmacht conseguiu deter o Exército Soviético diante da “Linha de Defesa Tannenberg”, ancorada na cidade estoniana de Narva. O Grupo de Exércitos Norte se opôs com sucesso às “Frentes” (Grupos de Exércitos) soviéticas "Volkhov" e "Leninegrado", e a propaganda nazista chamou essas operações de “Batalha da Europa. Dessa forma, queriam frisar a grande quantidade de voluntários estrangeiros envolvidos nos combates, recrutados pela Waffen SS. A principal unidade no setor era o 3º Exército Panzer SS, sob o comando do Gruppenführer (major-general) Felix Steiner, um dos grandes comandantes de tanques da Segunda Guerra Mundial. No final de junho, avanços soviéticos na Letônia e Curlândia obrigaram as tropas do 18º Exército alemão a retraírem a frente de Narva, o que significou o abandono da região. A grande inferioridade alemã em números na proporção de tanques era de 12 para 1, e de soldados de 20 para 1, fazia com que o "material soviético capturado" nessas operações fossem imediatamente colocados em serviço a favor dos alemães. Parece ter sido esse o caso de um tanque T34/76 modelo 1943, identificável pelo tipo da torre, incorporando uma cúpula de comando. Posto em ação pelos alemães, é possível que, durante a manobra de retirada, sem combustível, tenha sido abandonado e lançado no lago Kurtna Matasjarv. Em setembro de 2000, o veículo foi localizado numa profundidade de 7 metros, por membros do clube de história da guerra da cidade de Otsing, na Estônia. O grupo de entusiastas decidiu trazer o blindado para a superfície, o que foi feito com a ajuda de um trator de 68 toneladas. O tanque estava em boas condições, com muito pouca ferrugem e todos os sistemas, com exceção do motor, em condições de uso. Levado para a cidade de Narva – que foi parcialmente destruída durante os combates entre alemães e soviéticos, cujo centro é mantido nesse estado como monumento, será colocado num museu dedicado à participação da Estônia na guerra. O exame do veículo revelou que o tanque estava pintado nas cores usuais da Wehrmacht para a região (verde cinzento) e com marcas que parecem ser da 20ª Divisão de Infantaria Waffen SS Estônia, 1º Regimento de Artilharia. Possivelmente se trata de equipamento capturado durante a batalha de Sinimäed (Colinas Azuis), em março de 1944. Nessa operação, tropas alemãs e voluntários locais das SS conseguiram deter, temporariamente, a vanguarda do Exército Vermelho. Não é estranho que um T34 soviético tenha sido encontrado mais de 50 anos depois de terminada a guerra, no fundo de um lago e nas cores alemãs. Este excelente produto da indústria soviética da era stalinista saiu das fábricas na estonteante quantidade de 35 mil unidades, ao longo de toda a guerra, e é considerado por alguns especialistas como o melhor carro blindado a entrar em combate na época. Seu projeto tem origem no desenho soviético designado “BT” (Bystrokhodny Tank, ou, Tanque de alta velocidade), que começou a ser produzido em 1932. Essa série de tanques teve como base um projeto do engenheiro norte-americano John Walter Christie, parcialmente copiado pela URSS em 1931. Os modelos BT2 e BT3, produzidos em pequena quantidade, muito mal armados, apresentavam, entretanto, uma característica extremamente interessante: a blindagem frontal inclinada ("sloping armour", em inglês), experimental nos modelos Christie e mantida e aperfeiçoada pelos soviéticos. Em 1937, a equipe do engenheiro Mikhail Koshkin foi designada para criar um novo tanque modelo BT, já que os anteriores eram muito leves e não comportavam a nova geração de canhões de uso geral introduzida em 1936 no Exército Vermelho. Koshkin e seu grupo "imaginaram" um veículo capaz de cumprir todas as funções especializadas que dividiam os blindados soviéticos em “de reconhecimento”, “de infantaria” e “cruzadores” (a linha BT), influência das experiências britânicas realizadas nos anos 20. O novo projeto, também, foi fortemente afetado pelos testes feitos na Guerra Civil espanhola, na qual um batalhão de “cruzadores” BT5 foi usado, e no emprego de toda a linha BT contra o Japão, em 1939. O resultado foram os modelos experimentais A20 e A32, depois modificados para um modelo único, cujos exemplares de teste apareceram no início de 1940. Esse novo blindado foi designado pelo Exército Vermelho como “T34” e começou a ser distribuído em pequenas quantidades para as tropas de combate no final daquele ano. Em 1941, as quantidades foram aumentadas e, no início de 1942, as enormes perdas sofridas pelos soviéticos diante da poderosa Wehrmacht, levaram os Comitês de Coordenação da Indústria de Guerra a definir que apenas o T34 seria produzido, o que aconteceu ao longo de todo o conflito. Os aspectos do T34 que o tornaram totalmente distintos de qualquer outro veículo blindado disponível, até o surgimento dos Tiger/Tigres e Panther/Panteras alemães, na metade da guerra, eram a blindagem de grande inclinação, as lagartas largas e um motor a óleo diesel muito potente. Esses detalhes, somados ao canhão L11, que logo seria substituído por uma versão aperfeiçoada, o F34/76 com canhão de 76,2 mm, o tornavam o veículo blindado mais poderoso disponível até 1943. O motor V2 diesel, de 12 cilindros, refrigerado à água, além da potência de 500 HP e da relativa simplicidade de manutenção, juntava uma vantagem adicional: o óleo diesel era bem menos inflamável do que a gasolina usada como combustível para as séries anteriores dos BT, além de possibilitar maior raio de ação ao veículo. Deslocando peso básico de 26,5 toneladas, velocidade máxima em estrada de 56 km/h, que era reduzida para 35 km/h em terreno acidentado e com uma autonomia de aproximadamente 300 quilômetros. A blindagem frontal tinha espessura de 52 milímetros, o que era próximo ao que tinha o Panzer IV e muito menos do que os 120 milímetros do Panther/Pantera. Entretanto, a diferença foi a blindagem inclinada. Além de mais dura, esse tipo de blindagem permitiu maior capacidade de deflecção (desvio) do tiro inimigo. A surpresa dos alemães com o T34 foi tamanha que diversos comandantes de blindados declaravam, abertamente, que “não tínhamos nada nem de longe parecido” (palavras do futuro major-general, então coronel, Friedrich von Mellenthin, no livro “Panzer Battles: A study of the employment of armor in the Second World War”/"Batalhas de Tanques: Um estudo sobre o emprego de blindagem na Segunda Guerra Mundial", publicado em 1956). O exame do tanque T34, capturado em grandes quantidades pelos alemães em todos os estágios da guerra, resultou em mudanças substanciais no projeto do "Tiger/Tigre", e no projeto do "Panther/Pantera", este considerado pela maior parte dos estudiosos como o melhor tanque, durante a guerra. Os projetistas alemães chegaram até mesmo a considerar a produção de uma cópia do T34, que chegou a ser desenvolvida pela empresa Daimler-Benz em 1942. Entretanto, a mecânica geralmente adotada pelos blindados alemães, a começar pelo motor a gasolina, era incompatível com o desenho russo, e se somava à implicância ideológica com os produtos soviéticos, ou seja, "os alemães tinham dificuldade em admitir que de lá pudesse vir qualquer coisa que fosse comparável ou superior aos seus produtos". A empresa MAN apresentou um desenho que incorporava todos os principais aspectos do modelo soviético, com excessão do motor, que continou a ser o Maybach HL230 à gasolina. Tratava-se do “Panzer Panther/Pantera”. Mas, em termos gerais, esse tanque ainda era uma espécie de "cópia melhorada" do T34. Entretanto é difícil avaliar qual dos dois tanques era realmente melhor. O aparecimento do “Panther/Pantera”, assim como a introdução no Panzer IV e em diversos outros modelos de canhões de assalto e caçadores de tanques com o excelente canhão alemão calibre KwK40/75mmX48, fez com que os projetistas soviéticos melhorassem a blindagem e a motorização do T34. Mas a principal modificação foi a introdução de um novo modelo de torreta, derivada do projeto abandonado do “tanque universal” T43. Essa nova torreta era grande o suficiente para receber um canhão anti-aéreo de 85 milímetros. Ainda assim, o canhão KwK40, calibre 75mm, montado no “Panther/Pantera” era superior ao novo canhão do T34. A maioria das perdas sofridas pelo Exército Blindado Vermelho se originou de problemas mecânicos, impactos de artilharia e ataques aéreos, e, a partir de 1942, também, aos recém-introduzidos “caçadores de tanques Sonderkraftfahrzeug (Sd.Kfz 135, "veículo para fins especiais")  Marder I” com canhões iguais aos dos tanques, muito mais simples e manobráveis. Stalin dizia que “a quantidade, em si mesma, é uma qualidade”, de modo que os enormes números do T34 que se tornaram disponíveis a partir de 1943, contribuiram para esmagar as Divisões Blindadas da Wehrmacht.


MÁXIMO POSTAL TANQUE T34.


MIKHAIL KOSHKIN, CRIADOR DO
TANQUE T34.


TANQUE BT-2.


TANQUE BT-5.


TANQUE T34.


TANQUE TIGER I.


GRUPPENFÜHRER FELIX STEINER.


TANQUE T34 SENDO RETIRADO DO LAGO.


TANQUE T34 EM TERRA FIRME.


TANQUE T34.


TANQUE T34, A QUANTIDADE FEZ A DIFERENÇA.


TANQUE T43 NÃO PRODUZIDO.


PLASTIMODELISMO TANQUE BT-3.


PLASTIMODELISMO TANQUE BT-5.


PLASTIMODELISMO TANQUE T34.


PANZER VI TIGER I.


CANHÃO ANTI-TANQUE PAK40, 75MM.


CANHÃO ANTI-TANQUE PAK40, 75MM.


CANHÃO KWK40, 75MM SENDO
INSTALADO NO PANZER IV.


CAÇADOR DE TANQUES SD.KFZ 135 MARDER I COM CANHÃO KWK40, 75MM.


PLASTIMODELISMO PANZER IV COM CANHÃO KWK40, 75MM.


PLASTIMODELISMO PANZER PANTHER.
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