Varando as Madrugadas

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Varando as Madrugadas

Mensagem por Fabio Monteiro em Dom Jun 24 2018, 10:25

Enquanto não começa o jogo entre São Marinho e Ilhas Virgens, vamos aproveitar e postar alguns selos interessantes que recebi há pouco:



Estas duas Madrugadas (ou melhor, Alegorias da República e do Comércio, respectivamente) não carimbadas têm diversas singularidades notáveis: o 500 reis da esquerda é um famoso Carrapato, cujo xará carimbado eu já postara aqui:

http://selosdobrasil.forumeiros.com/t8268-feliz-da-vida

Além disso, dois detalhes deste Carrapato chamaram minha atenção. Primeiro, ele é em papel gessado, um pouco mais espesso do que o normal (80µ, em vez de 60µ). Depois, a República tem uma pinta negra na bochecha, facilmente visível. E, vejam só, ambos detalhes surgem também no exemplar carimbado!

   

Se tanto o Carrapato quanto a pinta são mesmo variações de chapa, isso significa que eles têm a mesma posição nela, uma vez que seria improvável (mas não impossível) termos uma chapa com diversas repetições dessa variação, ou mesmo completa com Carrapatos e pintas na bochecha. Sabemos que as Madrugadas foram impressas em chapas de 100 (10 x 10) exemplares, com os 50 exemplares à esquerda separados dos 50 restantes por um panô (do francês panneau, painel) vertical, como provam as imagens seguintes:





Como teria sido possível a grande coincidência de ambas variedades nos dois exemplares que tenho?

O carrapato de 500 reis surge pela primeira vez num catálogo brasileiro no RHM 2016 (número 87 T), mas não há menção do papel gessado, nem da pinta na bochecha. Já o selo de 2000 reis, em papel normal e meio castigado no anverso, tem um reverso com impressão da cor cinza-escuro invertida:



Revirando minhas Madrugadas, encontrei um outro exemplar do 2000 reis, desta vez em papel gessado, com impressão parcial da cor lilás no verso:



Mas a impressão parcial no verso não parece ser tão rara assim:
 




Aqui temos também um caso para fãs de dentaduras exóticas:



Bem como um belo trio desdentado da emissão de 1897, em papel grosso (120 µ), talvez uma prova:



Alguém mais teria exemplos incomuns de Madrugadas para postar por aqui?
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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Dom Jun 24 2018, 10:42

Prezado,

também existe este, "Sete sobre a Cabeça".



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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por odilo em Dom Jun 24 2018, 15:40

Belos exemplares Fabio, parabéns.

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por Glauber em Dom Jun 24 2018, 16:37

Como é lindo o universo da filatelia............

Parabéns, Fábio pelos exemplares adquiridos e pelos estudos. E parabéns também, Pulsy, pelo selo com o 'sete'.

Abraços,

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por JOSE RENATO em Dom Jun 24 2018, 18:16

Fábio,

Esses exemplares diferenciados valorizam qualquer coleção.

Um abraço,

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por Fabio Monteiro em Dom Jul 08 2018, 18:53

Obrigado por todos os retornos e postagens por aqui. A bem da verdade, uma das imagens que postei acima não é da minha coleção: o par de 50 reis novo com o panô intermediário estava no Ebay. Em bem que tentei arrematá-lo, mas um concorrente mais afortunado levou. Antonio, verifique se o seu 100 reis com 7 na efígie tem filigrana e/ou papel tramado, ok?

Hoje vamos continuar nossa vadiagem Madrugada adentro a apresentar algumas curiosidades que encontrei nas gavetas. Comecemos pelo 100 reis, com a efígie da República. Temos por primeiro uma República que parece mostrar uma lágrima a escorrer rosto abaixo. Já ampliei a imagem algumas vezes, mas não consegui descobrir se fui enganado por um resto de carimbo:



Depois outra que apresenta duas linhas horizontais paralelas na parte superior, provavelmente um reinciso da moldura:



Ainda um exemplar com dois belos apagões contornando a oval superior interna, como duas luas:



E finalmente um com os zeros (de 100) em ponta, com um carimbo de Minas Gerais que não consegui identificar, mas que provavelmente termina com SNEIRO:



Alô colegas mineiros! Alguém aí sabe de onde é esse carimbo? Enquanto a resposta não vem, vamos mostrar um 200 reis com uma bela antena na cabeça da República:



Ou seja, a República começou chorando, mas antenada.
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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por JOSE RENATO em Seg Jul 09 2018, 10:57

Cidade de CISNEIROS em MG, também chamada de CISNEIRO.

Encontramos as duas grafias. O mais comum é CISNEIRO, homenagem ao residente Dr. Bernardo Cisneiro da Costa Reis.

Existem duas CISNEIROS em MG e as duas também eram conhecidas como CISNEIRO. Uma cidade e outra estação.

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por Fabio Monteiro em Ter Jul 10 2018, 06:15

Muito obrigado pelo retorno, José Renato! Pelo visto, meu selo tem um carimbo de CYSNEIRO, que depois virou Cysneiros, antes da grafia atual Cisneiros, hoje um distrito do município mineiro de Palma, pertinho do rio Pomba.

Segundo a Tia Wiki, o nome Cysneiro (homenagem ao pernambucano Bernardo Cysneiro da Costa Reis, proprietário da Fazenda Aliança) para o distrito só veio em 1892, depois de 2 anos sob o topônimo Aliança. Donde se conclui que um carimbo mineiro de Alliança (grafia antiga) deve ser muito raro, pela estreita janela de tempo.

Como o 100 reis acima (com os zeros em ponta) foi emitido em setembro de 1894, seria provavelmente anterior à mudança de Cysneiro para Cysneiros, por alguma lei municipal de Palma. Mas não necessariamente, pois já sabemos que, naquelas épocas, houve carimbos que seguiam com nomes desatualizados por algum tempo.

Já a estação Cysneiros, da E.F. Leopoldina, Linha de Manhuaçu, fora inaugurada em 1883, inicialmente sob o nome de Tapirussu. Deve então ter mudado seu nome junto com as mudancas topônimas. O problema é que Tapirussu (hoje Itapiruçu) era outra localidade, na outra margem do Rio Pomba, que naqueles idos pertencia a Leopoldina/MG. E tb ganhou sua estação ferroviária em 1883 logo depois da de Cysneiro, com a construção do Ramal de Paraoquena, da mesma ferrovia. O que significa que um carimbo Estação de Tapirussu (se houver) pode designar duas estações diferentes. Eita Brasil!

Fontes:

http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_mg_manhuacu/cisneiros.htm
http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_mg_manhuacu/tapirussu.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cisneiros
https://pt.wikipedia.org/wiki/Itapiru%C3%A7u
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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por jorge luiz em Ter Jul 10 2018, 09:15

Contribuindo pra a apresentação de mais algumas variedades deste série aí vão alguns exemplo.
"aviaõzinho",centro deslocado e sem picote entre o par.

jorge luiz

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por jorge luiz em Ter Jul 10 2018, 09:17


Par de cabeças retocadas ( não conheço outo par).

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por jorge luiz em Ter Jul 10 2018, 09:18


Papel gessado interpanô.

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por jorge luiz em Ter Jul 10 2018, 09:19



O famoso par 94/97

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Ter Jul 10 2018, 14:35

Prezado Fabio,

Filigrana: letras "BR" maiúsculas.
Papel: tramado.
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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por JOSE RENATO em Ter Jul 10 2018, 22:21

Fabio Monteiro escreveu:Muito obrigado pelo retorno, José Renato! Pelo visto, meu selo tem um carimbo de CYSNEIRO, que depois virou Cysneiros, antes da grafia atual Cisneiros, hoje um distrito do município mineiro de Palma, pertinho do rio Pomba.

Segundo a Tia Wiki, o nome Cysneiro (homenagem ao pernambucano Bernardo Cysneiro da Costa Reis, proprietário da Fazenda Aliança) para o distrito só veio em 1892, depois de 2 anos sob o topônimo Aliança. Donde se conclui que um carimbo mineiro de Alliança (grafia antiga) deve ser muito raro, pela estreita janela de tempo.

Como o 100 reis acima (com os zeros em ponta) foi emitido em setembro de 1894, seria provavelmente anterior à mudança de Cysneiro para Cysneiros, por alguma lei municipal de Palma. Mas não necessariamente, pois já sabemos que, naquelas épocas, houve carimbos que seguiam com nomes desatualizados por algum tempo.

Já a estação Cysneiros, da E.F. Leopoldina, Linha de Manhuaçu, fora inaugurada em 1883, inicialmente sob o nome de Tapirussu. Deve então ter mudado seu nome junto com as mudancas topônimas. O problema é que Tapirussu (hoje Itapiruçu) era outra localidade, na outra margem do Rio Pomba, que naqueles idos pertencia a Leopoldina/MG. E tb ganhou sua estação ferroviária em 1883 logo depois da de Cysneiro, com a construção do Ramal de Paraoquena, da mesma ferrovia. O que significa que um carimbo Estação de Tapirussu (se houver) pode designar duas estações diferentes. Eita Brasil!

Fontes:

http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_mg_manhuacu/cisneiros.htm
http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_mg_manhuacu/tapirussu.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cisneiros
https://pt.wikipedia.org/wiki/Itapiru%C3%A7u

Eu tenho esse carimbo da ESTAÇÃO DE TAPIRUSSU. Vou postar outra hora.....

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por Fabio Monteiro em Dom Jul 15 2018, 19:42

Muito obrigado ao Jorge Luiz por ter postado variedades tão interessantes. O famoso par 94/97 merece atenção especial, pois não se sabe muito dele. Poderia colocar imagens ampliadas dos narizes, para melhor clareza? Obrigado!

A existência de um par de Alegorias da República em duas versões (de 1894 e 1897) do 100 reis lado a lado na mesma chapa está a indicar que elementos da chapa antiga foram reutilizados na composição da chapa posterior. Existe um trabalho inédito (e infelizmente incompleto) dos anos 60 sobre recomposição das diversas chapas do 100 reis, por Helmuth Ponge. Se eu conseguir encontrá-lo, aviso aqui. Além disso, existe um estudo monumental sobre as Madrugadas, de autoria de Ponge, Baade e Flatau (São Paulo, 1963), mas parece que não fala sobre o famoso par.

Hoje vamos mostrar mais algumas variedades dessa série tão complexa. Comecemos por um interessante par em denteação 8,5-9, que tb tenho em “casal separado” (acima):



Dois detalhes chamam a atenção: a pinta preta em frente aos olhos do exemplar à direita em ambos pares pode ser um indício que eles tenham a mesma posição na chapa, apesar das diferenças de papel e tinta. E o número 2 acima do selo esquerdo no par superior é um enigma que pode ser decifrado com a imagem seguinte:



Esta bela sextilha do 20 reis em margens grandes (RHM 100) revela na margem superior da folha o texto “CASA DA MOEDA/Emissão de 1904/Ordem n. 195”, além duma assinatura, talvez do funcionário gravador. Interessante observar que o texto é interrompido pelo panô intermediário. Então o algarismo 2 do par mais acima seria antes o final do número de ordem da emissão respectiva, uma vez que seria muito improvável tratar-se de uma “Emissão de 1902”. Pois trata-se do RHM 86aM, supostamente emitido em 1899, segundo informa o RHM. Do mesmo ano seria tb o próximo selo, um 200 reis em denteação 5,5 (RHM 85 aL) em margem de folha onde falta o picotado superior:
 


E terminamos com um exemplar usado do Falso Paraná tipo 1 (RHM 86 FP1) para o 300 reis, abaixo à direita (à esquerda um exemplar verdadeiro, espero):



As diferenças mais claras estão nas letras de CORREIO, bem como no canto superior direito:



Existem outras diferenças significativas, p.ex. nas palavras REIS. Mas que a falsificação é bem feita, ah, isso é.
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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por Fabio Monteiro em Dom Jul 29 2018, 11:21

Vamos aproveitar a calma das férias e postar mais algumas Madrugadas que me escaparam das gavetas. Começamos com um outro carrapato de 500 reis:



Como seus dois colegas já apresentados, este tb tem papel gessado e a pinta preta na bochecha da República. É coincidência demais, vcs não acham? Será que alguém por aí pode postar um carrapato de 500 reis diferente? Fiquei matutando tb se existiriam Madrugadas de 500 reis com a pinta na bochecha, mas sem carrapato nem papel gessado. E vejam só, aqui está uma, em papel “normal”:



Resolvi então ampliar as duas imagens para comparar as pintas. Elas parecem ser idênticas (à esquerda papel normal, à direita papel gessado e “carrapateado”):



Ao examinar as imagens ampliadas, outro detalhe chamou minha atenção: os pequenos pontos no pescoço da República. Como se o Drácula tivesse dado uma mordidinha ali... Mas esses pontos parecem ser típicos da cabeça de 500 reis, como pude constatar em outros exemplares.

O que se conclui de tudo isso? Sabemos que esses selos foram impressos em duas etapas tipográficas, uma para a moldura (em azul), outra para a efígie e valor (em preto). Isso explica eventuais deslocamentos de impressão, como bem nos mostrou o Jorge Luiz mais acima. Mas daí também se conclui (pelo menos até agora) que a posição do carrapato na chapa da moldura é a mesma posição da pinta na bochecha, na chapa da efígie. E que essas duas chapas se encontraram quando se utilizou papel gessado. Que coincidência! Resta descobrir se existem, na mesma chapa respectiva, mais exemplares com pinta na bochecha ou com carrapato, uma vez que seria teoricamente possível repetir-se o clichê ao longo da chapa. Mas aí, só se alguém se dignar a postar um múltiplo, ou folha inteira de 500 reis. Aiaiai...

Enquanto não se resolve esse mistério, aqui vão mais duas variedades de chapa desse selo, ainda não catalogadas:



No exemplar à esquerda temos uma bela “vírgula” (= quebra da chapa da efígie) abaixo do I de UNIDOS, que, por alguma razão, parece interferir na moldura azul:



Já à direita temos um defeito da moldura analógico à famosa “Meia-Lua” (que aliás não está ainda catalogada para o 500 reis). Mas enquanto a Meia-Lua conhecida encontra-se no D de ESTADOS, a minha Meia-Lua está no D de UNIDOS. Meio minguante, mas perfeitamente visível:



Como sempre digo: não existem duas Madrugadas iguais...
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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por jorge luiz em Dom Jul 29 2018, 13:05

E verdade, Fábio.
A quantidade de variedades e curiosidades nesta emissão é infindável.
Como já dizia Guatemosim, em seu Catalogo Brasil de 1933.
"Esta emissão é prodiga em variedades de todo gênero: papeis , picotagens,tons e centros deslocados,pares de selos não picotados em um dos lados vertical ou horizontal, impressão em branco na parte superior, transparente e no verso, parcial e total, etc."
Enfim, até os dias de hoje, ainda se descobre mais alguma coisa sobre a série.

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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por Fabio Monteiro em Seg Set 03 2018, 09:26

Dando continuidade às Madrugadas anômalas, aqui vão dois exemplares do 200 réis em azul com defeitos de chapa:

 

O exemplar à esquerda tem um I (de REIS, à esquerda) tão estranho, que parece até um H. Enquanto o exemplar da direita tem um pingo no algarismo 2.

E como se não bastassem as variedades já catalogadas, vcs sabiam que existem Carrapatos gordos e magros?



Mais essa, ainda!
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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por Fabio Monteiro em Ter Out 09 2018, 18:08

Na semana passada recebi mais um Madrugada 500 reis de papel gessado com uma anomalia pra mim até então desconhecida:



Parece que a Liberdade está com um pincenê no nariz! Primeiro pensei que pudesse ser uma ilusão ótica causada pelo carimbo. Mas a ampliação não deixa dúvidas:



A interrupção do fundo hachurado é uma prova de que o pincenê vem da impressão, e não do carimbo. Essa série vai nos surpreender a vida inteira!
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Re: Varando as Madrugadas

Mensagem por jorge luiz em Ter Out 09 2018, 22:04

Fabio
Como já dizia , Guatemosim, no seu catálogo Brasil em 1933: " Essa emissão é pródiga em variedades de todo o gênero: papeis, picotagens e centro deslocados, pares de selos não picotados em um dos lados vertical ou horizontal, impressão em branco na parte superior, transparente e no verso, parcial e total, etc..."
Defeitos de impressão então..., são inesgotáveis.

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Re: Varando as Madrugadas

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