INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: BATALHA DO CABO MATAPAN - 1941!!!

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INGLATERRA - 2ª GUERRA MUNDIAL: BATALHA DO CABO MATAPAN - 1941!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Jun 14 2018, 22:23

Compartilho com os colegas, "Batalha do Cabo Matapan - Mar Mediterrâneo - 1941."


                                                 BATALHA DO CABO MATAPAN.
                                                      (MAR MEDITERRÂNEO)

A Força Aérea alemã (Luftwaffe) no Mediterrâneo foi eficaz, mas os seus aviões careciam de raio de ação. Os seus primeiros êxitos levaram o Almirante Angelo Iachino ao engano e julgar que os britânicos só tinham um couraçado operacional em Alexandria. Por isso, em 27 de março de 1941, uma considerável Força Naval italiana se formou na costa da Sicília, incluindo um couraçado, o Vittorio Veneto, seis cruzadores pesados, dois cruzadores e 17 destróieres, esperando destruir as embarcações inglesas no norte de Creta. Os navios italianos na época não dispunham de radar. Rumaram ao sul da Ilha de Creta com o objetivo de cortarem as comunicações marítimas entre Alexandria e a Grécia para facilitar a tarefa das forças invasoras alemãs. Os britânicos conheciam os movimentos dos italianos através do seu serviço de deciframento de mensagens (Ultra) em Londres, assim, o Almirante Andrew Browne Cunnigham zarpa com suas forças de Alexandria no mesmo dia, tendo uma força de três cruzadores pesados, um porta-aviões, além de sete cruzadores e 17 destróieres. Isto ocorre por saberem que os aviões alemães, os Stukas, não chegariam até àquela zona, devido não terem autonomia de voo. Na manhã seguinte, 28 de março, Iachino enviou um hidro-avião de reconhecimento que detectou a presença de quatro cruzadores e quatro destróieres britânicos. O almirante italiano julgou tratar-se da escolta avançada de um comboio de navios com munições e tropas inglesas para a Grécia. Daí ter enviado três cruzadores pesados e outros tantos destróieres para combater a formação inimiga. Sob o comando do Almirante Pridham Wippel, a força britânica ao ser confrontada com navios superiores, fez uma rápida meia-volta e a 28 nós de velocidade, levou os italianos para os canhões dos couraçados de Cunnigham. Os italianos começaram a disparar com as seus canhões de 203 mm, contra os quais os canhões de 151 mm dos cruzadores britânicos não tinham capacidade de resposta, mas Cunnigham continuou a manter seus cruzadores ligeiros como isca, sem enviar em seu socorro os aviões do porta-aviões HMS Formidable, já estando a navegar em pleno Mediterrâneo Oriental. Iachino ao ser informado que não havia navios de transporte, reconheceu que caíra numa armadilha e ordena a retirada dos seus cruzadores. A situação inverteu-se, os britânicos passaram de perseguidos a perseguidores até serem confrontados com a desagradável surpresa de se verem sob o alcance dos canhões de 381 mm do encouraçado Vittorio Veneto, a mais de 42 quilometros de distância. Antes de fazerem uma nova e súbita meia-volta, o cruzador HMS Orion é atingido. Cunnigham tinha um problema a resolver, pois os seus couraçados HMS Barham e HMS Warspite não estavam em boas condições. À falta de melhor opção, decidiu enviar seis aviões torpedeiros Fairey Albacore”escoltados por dois caças Fairey Fulmar do porta-aviões Formidable. Os Fairey Albacore não passavam de uma versão melhorada dos antigos biplanos Swordfish”com cabina fechada e alguns metros a mais de comprimento e envergadura de asas. Ao chegarem à proximidade do seu objetivo, os Fairey Albacore”encontraram dois Ju-88”no ar. Um dos caças Fairey Fulmar consegue abater um dos Junkers, enquanto o outro foge. No ataque, os Fairey Albacore”lançam seus torpedos contra o enorme couraçado Vittorio Veneto, mas nenhum acerta o alvo. A velocidade de 30 nós, o gigantesco couraçado Vittorio Veneto furta-se com agilidade dos torpedos lançados pelos aviões. Cunnigham ordena outro ataque, agora com três Fairey Albacore”e dois Swordfish, conseguindo esta formação chegar aos navios italianos no preciso momento em que estavam sendo bombardeados pelos bombardeiros Bristol Blenheim da RAF, oriundos da Grécia. As metralhadoras antiaéreas italianas estavam apontadas a quase 90 graus, pelo que não puderam reagir imediatamente a um súbito ataque em voo rasante a três metros de altitude das ondas do mar. Os britânicos atacavam simultâneamente a bombordo e a estibordo. O tenente J. Dalyel Stead aproximou-se perigosamente e foi atingido pelos tiros de metralhadora do couraçado Vittorio Veneto, mas antes de mergulhar para sempre nas águas, largou o torpedo que na trilha das bolhas no mar, encontrou seu alvo, explodindo junto à popa do couraçado italiano e danificando seu leme. Mecânicos e engenheiros de bordo se esforçam por reparar a avaria, mas o navio já não pode fazer mais que 17 nós de velocidade. Angelo Iachino ordena uma formação cerrada em torno do couraçado para protegê-lo dos ataques aéreos e navais. Um pouco antes, a aviação do porta-aviões HMS Formidable voltou a atacar, conseguindo torpedear o cruzador pesado Pola, acertando-o no meio. A explosão destruiu grande parte das caldeiras, pelo que o cruzador Pola ficou imobilizado, o que levou Iachino a destacar os cruzadores Zara e Fiume, além de quatro destróieres em socorro do Pola, já afastado da formação principal de batalha italiana. Anoitece no mar... O que não é um problema para a frota inglesa, pois são guiados pelo radar que já tinham em seus navios, assim, aproximam-se com seus couraçados pesados HMS Warspite, HMS Valiant, HMS Barham e o destróier HMS Greyhound, encontrando os dois cruzadores italianos a socorrer o cruzador Pola e a escolta de destróieres, a pouco mais de 1.500 metros. Iluminados pelos potentes holofotes do destróier HMS Greyhound, o massacre”dos navios italianos começou pelas 22:30hs. O cruzador Pola, Zara e Fiume são despedaçados pelas granadas de 381 mm dos gigantes britânicos que também afundam dois destróieres. O couraçado Vittorio Veneto não foi alcançado pelas forças inglesas de destróieres que a grande velocidade deveriam manter o contato, mas enganaram-se na estimativa da sua rota. Mesmo assim, a Esquadra Inglesa do Mediterrâneo, sob o comando do Almirante Cunningham, afundou três dos melhores cruzadores pesados italianos armados com canhões de 203 mm, dois destróieres e perda de quase 3 mil homens, ao custo da perda de uma aeronave. O cruzador Pola acabou por ir para o fundo do mar no dia seguinte sem chegar a ser socorrido pelos navios destacados para este fim. Assim, no dia 29 de março de 1941, terminou aquela que ficou conhecida como a "Batalha do Cabo Matapan", da qual a marinha italiana nunca mais conseguiu se refazer, mais em termos psicológicos que materiais, pois as subsequentes perdas inglesas deixaram estes ainda mais destroçados que os italianos. A resistência ou auto-sacrifício dos britânicos no Mediterrâneo, nomeadamente na Grécia e no Norte de África, levou à intervenção alemã, atrasando assim o início da Operação Barbarossa, a invasão da União Soviética. Esta começou a 22 de junho de 1941, portanto, com quatro semanas de atraso ao calendário meteorológico. Hitler terá perdido um mês de tempo bom e assim não terá realizado o objetivo principal de "conquistar Moscou", antes da chegada do temível "General Inverno". No Mediterrâneo, a guerra prosseguiu em 1942 sem confrontos decisivos, já que para Hitler, passara a ser um teatro de guerra secundário.



PORTA-AVIÕES HMS FORMIDABLE.


HMS GREYHOUND.


COURAÇADO VITTORIO VENETO.


COURAÇADO VITTORIO VENETO.


CRUZADOR PESADO POLA.


CRUZADOR ZARA.


CRUZADOR FIUME.


PORTA-AVIÕES HMS FORMIDABLE.


TORPEDEIRO FAIREY ALBACORE.


TORPEDEIRO FAIREY SWORDFISH.


CAÇA FAIREY FULMAR.


BOMBARDEIRO BRISTOL BLENHEIM.


HMS GREYHOUND.


HMS BARHAM.


HMS VARIANT.


HMS WARSPITE.


PINTURA A ÓLEO DE CHARLES DAVID COBB - BATALHA DO CABO MATAPAN.
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