ITÁLIA - 2ª GUERRA MUNDIAL: COMANDOS NAVAIS ITALIANOS E OS TORPEDOS HUMANOS - 1941!!!

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ITÁLIA - 2ª GUERRA MUNDIAL: COMANDOS NAVAIS ITALIANOS E OS TORPEDOS HUMANOS - 1941!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Ter Jun 12 2018, 22:16

Compartilho com os colegas, "Comandos Navais Italianos e os Torpedos Humanos - 1941".


                                                 COMANDOS NAVAIS ITALIANOS E
                                                       OS TORPEDOS HUMANOS.

O "Siluro a Lenta Corsa" (SLC) ou "Torpedo de Velocidade Lenta", também conhecido como Maiale (Porco) ou em ingles Pig (Porco), foi projetado pelos italianos no final da década de 1930, usando o conhecimento que adquiriram enquanto submergiam minúsculos submarinos e embarcações especiais de assalto, durante a Primeira Guerra Mundial. Ele era alimentado por um motor elétrico e tinha uma ogiva explosiva contendo 550 lb (250 kg) de TNT.
Na noite do dia 18 para o dia 19 de dezembro de 1941, seis marinheiros italianos da unidade de Comandos Xª MAS (Decima Flottiglia Motoscafi Armati Siluranti, também conhecida como La Decima ou "10ª Flotilha de Veículo de Assalto") saiu do submarino Scire com 03 torpedos humanos (Siluro a Lenta Corsa/SLC - Torpedo de Baixa Velocidade - apelidado de Maiale = porco em italiano) com o objetivo de atacar belonaves inglesas no Porto de Alexandria no Egito. A inteligência naval italiana sabia da presença de dois encouraçados ingleses em Alexandria e então o Comando Naval enviou o submarino Scire sob o comando do príncipe Junio Valério Borghesi com 03 torpedos humanos pilotados pelos capitães e tenentes: Luigi Durand de La Penne, Emílio Bianchi, Antonio Barceglia, Spartaco Schergat, Vicenzo Martellota e Mario Marino. A Xª Flottiglia MAS em março de 1941 já tinha conquistado uma importante vitória na Baía de Suda em Creta, quando afundaram o cruzador pesado “HMS York” e um grande petroleiro inglês. O grande objetivo dos Comandos Navais italianos sempre foi o Porto de Alexandria, uma das mais importantes bases navais da Marinha Real, essa praça de guerra era uma das mais bem defendidas de todo o Mediterrâneo: minas, cabos de aço, redes antisubmarino, navios patrulhas, aviões de reconhecimento e dezenas de peças de artilharia naval e antiaérea defendiam o porto. A missão dos italianos era quase suicida, pois o plano de resgate era quase impossível e os comandos deveriam colocar suas cargas explosivas debaixo dos navios por intermédio de um cabo de aço preso nas extremidades do navio e a ogiva ficando presa a este cabo de aço, ajustando após o temporizador da ogiva. Depois tentar se evadir até atingir as linhas do Eixo a centenas de quilômetros de distância. Ao serem despachados do submarino Scire na noite do dia 18 de dezembro de 1941, os comandos italianos tiveram sorte de avistarem a presença de três destróieres ingleses se aproximando da entrada de Alexandria que foi aberta para a passagem dos navios do qual os italianos aproveitaram para também adentrar no porto. O tenente Luigi de La Penne e seu auxiliar tiveram dificuldades em colocar sua ogiva explosiva no encouraçado HMS Valiant e após conseguirem foram obrigados a vir à superfície no que foram capturados pelos marinheiros britânicos. Os outros “Maiale” conseguiram colocar sem dificuldade os explosivos debaixo dos cascos do encouraçado HMS Queen Elizabeth e do petroleiro SS Sagona de 7900 toneladas que estava no porto. De La Penne foi logo interrogado pelos oficiais ingleses, mas permaneceu calado, devido ao seu silêncio, o Almirante Morgan do HMS Valiant mandou prender o tenente na parte mais abaixo do navio com a esperança do italiano falar onde estava os explosivos. As 05h45min da manhã do dia 19 de dezembro, ocorreu a primeira explosão que foi no petroleiro SS Sagona que explodiu com 16.000 toneladas de combustíveis e que danificou seriamente o destróier HMS Jervis, as 06h05min ocorreu a explosão no casco do HMS Valiant e logo depois no HMS Queen Elizabeth. Luigi de La Penne, milagrosamente conseguiu se salvar e foi feito prisioneiro junto com os outros 05 comandos. Os dois encouraçados ingleses foram afundados e para a sorte dos ingleses, o Porto de Alexandria era pouco profundo e nove meses depois, os dois navios foram recuperados e colocados de novo na ativa. Foi uma grande vitória naval italiana, pois durante meses, a Regia Marina pode finalmente obter superioridade no Mediterrâneo, auxiliando assim as tropas do Afrika Korps e italianas a tomarem a iniciativa no Norte da África. Para a Grã-Bretanha, apesar da entrada dos EUA na guerra, o momento era de plena derrota.

                                                   CARACTERÍSTICAS SLC MAIALE:

Comprimento: 7,3 m com ogiva; Diâmetro: 53 cm; Peso: 1.200 kg com ogiva: Velocidade: 2,3 nós a 4,5 nós; Motor: elétrico de 2.7 hp; Autonomia: 16 km; Capacidade de submersão: 30 m; Armamento: ogiva explosiva com 250 kg de TNT; Tripulação: 2.


BANDEIRA DA ITÁLIA.


CARTÃO POSTAL ENCOURAÇADO HMS QUEEN ELIZABETH.


EMBLEMA ENCOURAÇADO HMS QUEEN ELIZABETH.


EMBLEMA Xª  FLOTILHA M.A.S.


DIAGRAMA SLC MAIALE.


DIAGRAMA COLOCAÇÃO
OGIVA EXPLOSIVA.


MAPA AÇÃO DOS TRÊS SLC MAIALE NO PORTO DE ALEXANDRIA.


SUBMARINO ITALIANO SCIRE.


SUBMARINO SCIRE E CASULO PARA SLC MAIALE.


SLC MAIALE SENDO LEVADO A BORDO.


SLC MAIALE NA SUPERFÍCIE ANTES DE SUBMERGIR.


HMS QUEEN ELIZABETH.


HMS VALIANT.


HMS JERVIS.


SUBMARINO, CASULO E SLC MAIALE.


CASULO E SLC MAIALE NO SEU INTERIOR.


SLC MAIALE NO MUSEU DAS FORÇAS ARMADAS ITALIANAS.


SUBMARINO LANÇANDO TRÊS SLC MAIALE.


SLC MAIALE APROXIMANDO DO ALVO.


SLC MAIALE INSTALANDO OGIVA EXPLOSIVA.


PLASTIMODELISMO SLC MAIALE.


LIVRO SOBRE DECIMA FLOTTIGLIA M.A.S.
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