BRASIL - FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES - 1740!!!

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BRASIL - FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES - 1740!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Dom Maio 27 2018, 19:24

Compartilho com os colegas, "Fortaleza de Santo Antonio de Ratones - 1740"


                                              FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES.

A Fortaleza de Santo Antonio de Ratones está localizada na ilha de Ratones Grande, na baía norte da ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, no litoral do Estado de Santa Catarina. A ilha de Ratones Grande é a maior das duas ilhas "Ratones", assim denominadas, afirma-se, pelo explorador espanhol D. Álvar Núñes Cabeza de Vaca (1492-1560), que nomeado governador do Rio da Prata, aportou em 29 de março de 1541 na baía norte da ilha de Santa Catarina, onde permaneceu alguns meses. Projetada e construída pelo engenheiro militar Brigadeiro José da Silva Paes, primeiro governador da Capitania de Santa Catarina (1739-1749), a Fortaleza de Ratones é um dos vértices do triângulo defensivo que protegia a Barra Norte da ilha de Santa Catarina, formado ainda pela Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim e pela Fortaleza de São José da Ponta Grossa. O sistema defensivo de Silva Paes será completado pela Fortaleza de Araçatuba, na Barra Sul, iniciada a construção em 1742. Juntas, estas fortalezas deveriam proteger a ilha de Santa Catarina das investidas estrangeiras, principalmente espanholas, consolidando a ocupação do sul do Brasil Colônia, e servindo de base estratégica para a manutenção do domínio português sobre a disputada Colônia do Sacramento. A Fortaleza de Ratones teve seu início em 1740, juntamente com a Fortaleza da Ponta Grossa, e foi concluída em 1744. Apresenta os seus prédios erguidos em linha sobre o terrapleno principal, voltados para o mar e protegidos na retaguarda pela encosta. Com exceção do Paiol da Pólvora, em dois pavimentos e em posição tradicionalmente elevada no conjunto. A Fortaleza de Ratones possui as suas principais construções localizadas em um único platô, conformado por uma muralha de pedra, em formato curvo a nordeste, que segue retilineamente para sudoeste. A Porta da Fortaleza e a Casa da Guarda, por sua vez, localizam-se em cota pouco abaixo do terrapleno principal, com a fonte de água situada praticamente ao nível do mar. As construções mais significativas desse conjunto são a Portada, que contava originalmente com uma ponte levadiça e fosso seco; a fonte de água, com teto em abóbada de aresta e corredor de acesso em abóbada de berço, e um interessante sistema de captação, condução e aproveitamento de águas pluviais, que contava inclusive com um pequeno aqueduto de ligação entre a Casa do Comandante e o Quartel da Tropa. Em 1760, por determinação do Marquês de Pombal, o governador do Rio de Janeiro, Capitão-general Gomes Freire de Andrade, enviou o engenheiro militar Tenente-coronel José Custódio de Sá e Faria, do Real Corpo de Engenheiros, para fazer um levantamento das defesas da ilha de Santa Catarina, erguidas pelo Brigadeiro José da Silva Paes, e que hoje representa o mais antigo registro iconográfico desta fortificação, cujos projetos originais não são conhecidos. Guarnecida por soldados do Regimento de Infantaria de Linha da ilha de Santa Catarina, como as demais Fortalezas, também foi abandonada sem luta, quando da invasão espanhola de 1777. Contam os rumores que durante a invasão espanhola, quatro tiros foram disparados pela fortaleza contra a esquadra inimiga. Mas foi em vão, já que a ilha foi tomada sem grande resistência. Quando os espanhóis devolveram a ilha à Coroa Portuguesa por meio do Tratado de Santo Idelfonso, as fortalezas foram deixadas em descrédito e praticamente abandonadas. Um novo levantamento gráfico, com inventário também de armamentos e tropas, é realizado em 1786 pelo Alferes José Correia Rangel. Segundo o Alferes Rangel, a Fortaleza de Ratones contava então com doze canhões de ferro: cinco de calibre 24 libras, três de 18 lb, três de 12 lb e um canhão de 4 lb, além de dois canhões de bronze, ambos de calibre 12 libras. Em 1881, dispunha de apenas doze peças em mau estado, assim como a própria fortificação, posicionados em uma única e pouco espaçosa bateria que disparava à barbeta (é uma plataforma de uma fortificação, onde estão instaladas bocas de fogo que disparam por cima do parapeito). Desarmada e desativada no decorrer do século XIX, funcionou também, até princípios do século XX, como lazareto (hospital de quarentena) para doentes de cólera e outras doenças infecto-contagiosas. Durante a Revolução Federalista de 1894, à qual se juntaram os integrantes da Revolta da Armada (1893-1894), foi ocupada pelos rebeldes, que ali instalam dois canhões raiados, um de calibre 70 e outro, Krupp de calibre 8. Um canhão Whitworth de alma sextavada, permanece ainda hoje "protegendo" o porto da Fortaleza. Dominada a Revolta pelas Forças Legalistas, as suas instalações passaram para a jurisdição do Ministério da Marinha (1894), voltando a funcionar por iniciativa de Carl Hoepcke, como lazareto a partir do ano seguinte, até o início do século XX. Posteriormente, funcionou ainda como depósito de carvão da Marinha do Brasil. Em 1938, quando foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Fortaleza encontrava-se já completamente abandonada e em ruínas. Durante a década de 1960, o professor e historiador Walter Fernando Piazza coordenou uma limpeza da fortificação, com detentos da Penitenciária do Estado. No entanto, pouco tempo depois, estava a Fortaleza, novamente, invadida pela vegetação. Novo mutirão em prol da conservação do monumento seria realizado entre setembro de 1983 e setembro de 1984, com a participação de voluntários de diversos segmentos da sociedade catarinense. Novas campanhas se seguiram em 1986 e 1988, cujos recursos angariados permitiram iniciar os primeiros trabalhos de consolidação das ruínas e de pesquisa arqueológica. A restauração efetiva da Fortaleza de Ratones irá ocorrer em 1990, no âmbito do "Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina - 250 anos na História Brasileira", uma iniciativa capitaneada pela Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com recursos da Fundação Banco do Brasil. Inicialmente, sob a jurisdição da Marinha do Brasil, a Fortaleza está hoje cedida à Universidade Federal, que a gerencia e mantém desde 1990, juntamente com as Fortalezas de Anhatomirim e Ponta Grossa.


SELO RHM Nº C-1816 - FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES/SC.


CARIMBO CANHÃO.


MONUMENTO A D. ÁLVAR NÚÑES CABEZA DE VACA.


MAPA LOCALIZAÇÃO DAS TRÊS FORTALEZAS EM FLORIANÓPOLIS.


IDENTIFICAÇÃO FORTALEZA EM RATONES.


VISTA AÉREA FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES.


VISTA AÉREA FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES.


ACESSO DE ENTRADA A FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES.


PORTA DE ARMAS - ENTRADA PARA A FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES.


VISTA GERAL FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES.


VISTA LATERAL DA FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES.


PORTA DE ACESSO A CISTERNA.


CORREDOR INTERNO DE ACESSO A CISTERNA.


GUARITA NA FORTALEZA DE SANTO ANTONIO DE RATONES.


GUARITA E CANHÃO.


CANHÃO VIGIANDO O MAR.


CANHÕES EM VIGÍLIA PERMANENTE.
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Antonio C. Pulsy

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