BRASIL - FORTALEZA DE SANTA CRUZ DE ANHATOMIRIM - 1739!!!

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BRASIL - FORTALEZA DE SANTA CRUZ DE ANHATOMIRIM - 1739!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Dom Maio 27 2018, 08:38

Compartilho com os colegas, "A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim".


                                         FORTALEZA DE SANTA CRUZ DE ANHATOMIRIM.

Historicamente, a ilha de Santa Catarina foi um dos primeiros locais do litoral sul do Brasil a sofrer o processo de ocupação pelos europeus. A partir do século XVII passou a existir uma preocupação da Coroa Portuguesa que lhe atribuía grande importância estratégica, uma vez que Desterro (primitivo nome de Florianópolis) constituía-se num importante ponto de apoio no trânsito para a Região do Rio da Prata. Como solução, a Coroa Portuguesa considerou conveniente fortificar o litoral catarinense, incumbindo o Brigadeiro José da Silva Paes, com o cargo de governador da Ilha de Santa Catarina, de projetar e implementar as defesas da ilha. Para esse fim, ele construiu quatro grandes fortalezas. A de Santa Cruz de Anhatomirim foi a primeira, erguida de 1739 a 1744, seguida pela de São José da Ponta Grossa (1740), na Ilha de Santa Catarina, pela de Santo Antônio (1740), na Ilha de Ratones Grande e pela Fortaleza de Araçatuba, na Barra Sul, iniciada em 1742. A ilha de Anhatomirim era particularmente interessante pelo fato de possuir ancoradouro seguro para uma esquadra de navios de guerra, e o porto que a protege, permite a entrada de navios com 300 toneladas, se não deslocar muita água. A Fortaleza de Santa Cruz foi a principal fortificação do antigo Sistema Defensivo da Ilha de Santa Catarina. Estrategicamente localizada na Ilha de Anhatomirim ("pequena ilha do diabo", em língua tupi), em Governador Celso Ramos, a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim configurava no século XVIII, o principal vértice do sistema triangular de defesa da Baía Norte, que protegia a Ilha de Santa Catarina contra as investidas estrangeiras. Sua fortificação foi conquistada e ocupada durante a invasão espanhola da ilha de Santa paz de Veronia de Laguna. A época da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), a ilha serviu como depósito de convalescentes, e, no final do século, como posto de controle e de isolamento de doentes atingidos pela febre amarela. A ilha serviu como ponto de sinalização marítima, tendo recebido um farolete composto por uma coluna de ferro de 8 metros de altura. A sua lâmpada, elevada 37,5 metros acima do nível do mar, tem um alcance de dez milhas náuticas. Foi inaugurado em 1883, em substituição ao que existiu desde 1873. No final do século XIX, alguns de seus edifícios já haviam desaparecido, e outros haviam sido construídos, como o novo paiol e a nova casa do comandante. Durante a Revolução Federalista, em 1894, o interventor federal, Coronel Antônio Moreira César, deu início a uma série de prisões políticas, culminando com o fuzilamento de dezenas de pessoas que eram contra o governo de Floriano Peixoto na Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim. No período compreendido pelas duas Grandes Guerras Mundiais, a fortificação foi reequipada militarmente com novos edifícios como a estação radiotelegráfica e a usina de eletricidade, e com armamentos modernos. Em 1938, a Fortaleza de Anhatomirim foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sendo desativada como unidade militar, após a Segunda Guerra Mundial. A Marinha, proprietária do imóvel, ainda manteve um destacamento de vigilância em Anhatomirim até, provavelmente, fins da década de 1950. Após esse período, permaneceu anos em total abandono até ser redescoberta e restaurada nas décadas de 1970 e 1980, numa ação conjunta da Universidade Federal de Santa Catarina e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN. A restauração da Fortaleza de Anhatomirim ocorreu em dois momentos: o primeiro na década de 1970 e início da década de 1980, onde buscou-se recuperar a imagem que as construções tinham originalmente; e no final da década de 1980 e início da década de 1990, procurando agora recuperar somente as características essenciais das construções, respeitando os vestígios remanescentes dos antigos prédios. A revitalização dos espaços restaurados, buscou garantir a preservação e ao mesmo tempo, adequar os ambientes internos e externos aos novos usos e necessidades requeridas, como instalações elétricas, de água e esgoto, imprescindíveis no funcionamento de um monumento de grande visitação pública. Assim como as demais fortalezas brasileiras do século XVIII, a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim possui traços de influência renascentista. Na Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, os prédios históricos distribuem-se em diversos níveis de maneira esparsa por uma grande área, tanto no interior da própria ilha, quanto pela paisagem circundante. Em 1979, a história da redescoberta das fortificações como patrimônio cultural de Santa Catarina e do Brasil, se confunde com a própria história da Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC, quando ela assume, definitivamente, a guarda e manutenção da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, aberta à visitação pública em 1984. A partir de 1989, a UFSC, em cooperação com o IPHAN, cria e coordena o “Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina – 250 anos na História Brasileira”, passando também a gerenciar as Fortalezas de Ratones e Ponta Grossa, restauradas no âmbito desse projeto.

SELO RHM nº C-1815 - FORTALEZA DE
SANTA CRUZ DE ANHATOMIRIM.


MÁXIMO POSTAL FORTALEZA DE SANTA CRUZ DE ANHATOMIRIM.


CARIMBO CANHÃO, REF. AS
FORTALEZAS.


VISTA AÉREA.


PLACA DE IDENTIFICAÇÃO.


PORTAL DE ENTRADA.


PORTÃO DAS ARMAS.


QUARTEL DA TROPA.


CASA DO COMANDANTE.


PRÉDIO REFEITÓRIO DA TROPA.


CANHÕES "A VIGIAR O HORIZONTE".
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