BRASIL - RONDÔNIA: O MAJESTOSO REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA - 1776!!!

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BRASIL - RONDÔNIA: O MAJESTOSO REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA - 1776!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Qui Maio 24 2018, 17:41

Compartilho com todos, "O Majestoso Real Forte Príncipe da Beira - 1776".


                                                      O MAJESTOSO
                                           REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.

O Real Forte do Príncipe da Beira foi erguido por ordem da Coroa de Portugal para proteger as terras que dariam origem ao Brasil das possíveis invasões espanholas no século XVIII. Em 20 de junho de 1776, as bases do Real Forte do Príncipe da Beira recebiam a primeira pedra fundamental, sendo suas obras concluídas em 20 de agosto de 1783. A partir desta ação, começava a surgir a maior fortificação militar já elevada fora da Europa pela Coroa de Portugal. A origem do nome do Forte Príncipe da Beira se deu a uma homenagem ao príncipe herdeiro da Coroa Portuguesa, D. José de Bragança, futuro príncipe do Brasil, que então ainda era apenas Príncipe da Beira. Esse título manteve até o ano de 1777, quando sua mãe D. Maria I de Portugal subiu ao trono, assim, ele passou a se chamar Príncipe do Brasil. No século XV, a Coroa Portuguesa, após assinar com a Espanha o Tratado de Tordesilhas em 1494, precisava resguardar as suas divisas. No tratado assinado, as terras que ficavam a oeste pertenciam a Espanha e a leste a Portugal, mas o tratado nunca foi respeitado pelos países, o que de fato só aconteceria após a assinatura do Tratado de Madrid. O forte esta localizado às margens do rio Guaporé, na fronteira do Brasil com a Bolívia, no município de Costa Marques em Rondônia. O Real Forte Príncipe da Beira é uma construção que segue as normas da arquitetura militar da época, sendo um quadrado de conformidade com o sistema do arquiteto frances Vauban ou de praças, que utiliza a fortificação de bastiões, possuindo um perímetro de 970 metros, medindo cada face 118 metros e 50 centímetros e tendo em cada ângulo um baluarte de 59 metros sobre 48 metros na altura máxima, em cada baluarte (são quatro no total) há 14 canhões, sendo três por flanco e quatro por face. As cortinas, que ligam os baluartes entre si, medem cada uma 92 metros e 40 centímetros, e a gola 22 metros. O fosso de largura variável, entre um metro e 50 centímetros e três metros, atinge a nove metros em frente ao baluarte da Conceição, tendo em todo seu desenvolvimento dois metros de profundidade. Esse fosso obrigava o ingresso através somente da ponte elevadiça que conduzia à monumental e única porta com cerca de três metros de altura, aberta na muralha norte. No seu interior, existiam quatorze residências, destinadas ao comandante e aos demais oficiais, uma capela, um armazém, hospital, cisterna e depósitos. As pedras usadas na construção, inicialmente, eram trazidas de Belém, por via fluvial (rio Amazonas, Madeira e Guaporé), posteriormente, passaram a vir de Albuquerque ou de Corumbá, no Mato Grosso, subindo o rio Paraguai e seus afluentes da margem direita e dali eram transportadas por terra. Essas pedras percorriam mais de mil quilômetros, antes de atingir a área do forte e ali eram talhadas uma a uma. Referido em documentos, a mão de obra teve a quantidade de duzentos homens, mas estima-se que aproximadamente mil homens tenham estado envolvidos na edificação do forte, entre indígenas e escravos africanos. As peças de artilharias levaram muito tempo para chegar ao seu destino. Dados confirmados em documentos registram que quatro de seus canhões, os de bronze calibre 24, foram enviados do Pará somente em 1825, sendo transportadas pelo rio Tapajós, uma viagem que levou cinco anos para se completar. Os quatro baluartes fazem referência à Santa Bárbara, Santo Antônio de Pádua, São José Avelino e Nossa Senhora da Conceição. O último foi uma homenagem a primeira fortificação construída por Portugal, nas margens do rio Guaporé. As masmorras funcionavam na parte da entrada do Forte. Após a Proclamação da República em 1889, toda a elite da Coroa Portuguesa foi obrigada a deixar o Brasil, e o forte foi abandonado. Em 1914, Marechal Candido Mariano Rondon, em suas explorações pela região, encontrou vestígios da fortificação e constatou o abandono do histórico patrimônio, já depredado e danificado. Restava apenas ruínas do que fora o Real Forte Príncipe da Beira. Em 1930, Rondon retornou em inspeção ao mesmo local, deixando registrada sua passagem em uma placa alusiva à data em que foi criado um contingente especial de fronteira. Em 1950, o monumental Forte foi tombado pelo Instituo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Desde a passagem de Rondon, o Exército esteve presente. Primeiro, com o 4º Pelotão de Fronteira; em 1954, com o 7º Pelotão de Fronteira e, em 1977, com o 3º Pelotão Especial de Fronteira. Atualmente, vizinho ao Real Forte Príncipe da Beira, encontra-se o quartel do PEF (1º Pelotão Especial de Fronteira), os chamados "Sentinela do Guaporé", sob a jurisdição do 6º Batalhão de Infantaria de Selva. É uma organização militar vinculada à 17ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Porto Velho. Essa construção em 2009 foi selecionada para a escolha das sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.


SELO POSTAL REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.


MÁXIMO POSTAL REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.


FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.


FDC EM HOMENAGEM AO MARECHAL CÂNDIDO RONDON.


MOEDA EM HOMENAGEM AO FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.


MURALHA FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.


FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.


FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.


FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.


FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA.
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