ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O TITANIC NAZISTA - 1943!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: O TITANIC NAZISTA - 1943!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Ter Maio 22 2018, 10:49

Compartilho com os colegas, "O Titanic Nazista - 1943".


                                                  O TITANIC NAZISTA - 1943.

"Titanic Nazista" é um filme alemão de 1943, feito durante a Segunda Guerra Mundial em Berlim pela Tobis Productions para a UFA (Universum Film Aktien Gesellschaft), maior companhia cinematográfica da Alemanha. Apesar de uma companhia britânica já ter lançado o filme ‘’Atlantic’’ em língua alemã sobre o RMS Titanic em 1929, este filme foi encomendado pelo Ministro da Propaganda Nazista, Joseph Goebbels com a intenção de mostrar não apenas a superioridade da indústria cinematográfica alemã, mas também, como um veículo de propaganda mostraria que o capitalismo britânico e americano foi o responsável pelo desastre em 1912. A adição de um heróico oficial alemão inteiramente ficcional à tripulação do navio, tinha como objetivo demonstrar a bravura e o altruísmo dos homens alemães em comparação com os oficiais britânicos. O diretor original do filme, Herbert Selpin, foi preso durante a produção, após falar mal contra o regime nazista – posteriormente, ele foi encontrado enforcado na prisão – e o filme foi completado por Werner Klingler, mas este não recebeu os "louros da película". Embora o filme tenha sido exibido por um breve período nos cinemas de partes da Europa ocupada, começando em novembro de 1943, não foi exibido dentro da Alemanha por ordem de Goebbels, que temia que isto enfraquecesse a moral dos cidadãos alemães. Goebbels, posteriormente, baniu a exibição do filme completamente e o filme nunca foi exibido na Alemanha na época. O "Titanic Nazista" foi o primeiro a combinar vários personagens ficcionais e tramas secundárias com personagens históricos e eventos verdadeiros ocorridos durante o naufrágio, ambas se tornaram temas recorrentes em outros filmes sobre o Titanic. Na trama nazista, "a White Star Line declara aos acionistas que o valor de suas ações está caindo. O presidente da White Star, J. Bruce Ismay, promete revelar um segredo durante a viagem inaugural do novo RMS Titanic que mudará a situação. Apenas ele sabe que o navio pode quebrar o recorde de velocidade e receber a Flâmula Azul, e acredita que isso aumentará o valor das ações. Ismay e o quadro de acionistas da White Star Line planejam manipular o mercado vendendo a descoberto suas próprias ações para comprá-las, novamente por um preço menor, pouco antes que a notícia sobre o recorde de velocidade do navio seja revelado à imprensa. Na viagem inaugural do "Titanic" em 1912, o Primeiro Oficial Peterson (Hans Nielsen), que é alemão, implora aos ricos, esnobes e desprezíveis proprietários de que diminuam a velocidade do navio, mas eles se recusam e o Titanic atinge um iceberg e afunda. Os passageiros da Primeira Classe agem como covardes, enquanto Peterson, sua ex-amante russa, a aristocrata Sigrid Olinsky (Sybille Schmitz) e outros passageiros alemães da terceira classe se comportam bravamente e com bondade. Peterson consegue resgatar vários passageiros, convencendo Sigrid a entrar em um bote salva vidas, e salva uma garotinha, que tinha sido, obviamente, deixada em sua cabine pelos pais. Na agonia final do navio, Peterson salta do deck no mar com a garotinha ainda em seus braços, e é puxado a bordo do barco salva vidas de Sigrid, onde os dois são reunidos; os ocupantes então assistem com horror o "Titanic" mergulhar para o fundo do oceano. No inquérito britânico sobre o desastre, Peterson testemunha contra Ismay, condenando suas ações, mas Ismay fica livre de todas as acusações e a culpa é colocada diretamente sobre os ombros do falecido Capitão Smith. Um epílogo afirma que "as mortes de 1500 pessoas permanecem irreparadas para sempre. Um testamento da busca interminável da Grâ-Bretanha pelo lucro". A maior parte do filme foi gravada na Polônia ocupada, no porto de Gdynia no Mar Báltico, rebatizado de Gotenhafen, à bordo do SS Cap Arcona, um transatlântico de passageiros, que eventualmente teria o mesmo destino do Titanic, pois foi afundado poucos dias antes do fim da Segunda Guerra Mundial pela Força Aérea Real/RAF em 3 de maio de 1945, com perda de vidas mais que três vezes do que o Titanic. O navio tinha se tornado uma prisão flutuante e estava lotado de prisioneiros judeus que os nazistas esperavam fossem destruídos pelos britânicos. As cenas com os botes salva vidas foram, também, filmadas no Mar Báltico; algumas das cenas do interior foram gravadas nos Estudios Tobis. Titanic enfrentou muitas dificuldades durante sua produção, incluindo um choque de egos, diferenças criativas brutais e frustrações advindas da época de guerra. Enquanto as filmagens progrediam, mais sets extravagantes foram exigidos por Selpin, bem como recursos adicionais da Marinha Alemã – estas exigências foram todas aprovadas por Goebbels, apesar do acúmulo de custos e o escoamento da economia da Alemanha no período da guerra. Após uma semana de filmagens problemáticas no SS Cap Arcona, com os Aliados bombardeando não muito longe da locação, Herbert Selpin convocou uma reunião de crise, onde fez comentários infelizes sobre oficiais da Kriegsmarine que deveriam ser os consultores do filme, mas estavam mais interessados em molestar os membros femininos do elenco. O amigo próximo de Selpin e co-autor do roteiro Walter Zerlett-Olfenius, relatou o incidente para a Gestapo e Selpin foi prontamente preso e questionado pessoalmente por Joseph Goebbels, que era a força motriz por trás do projeto Titanic. Selpin, entretanto, não se retratou em suas afirmações – enfurecendo ainda mais Goebbels, pois o Ministro da Propaganda tinha pessoalmente escolhido Selpin para dirigir seu épico da propaganda. Depois de 24 horas após sua prisão, Selpin foi encontrado enforcado em sua cela, que foi tratado como um suicídio. Entretanto, na realidade, Goebbels tinha ordenado que Selpin fosse enforcado e que fossse arranjado para "ser tratado como um suicídio". O elenco e equipe ficaram furiosos com a tentativa de esconder o óbvio assassinato de Selpin e tentaram se rebelar, mas Goebbels respondeu ao emitir um comunicado afirmando que qualquer um que evitasse Zerlett-Olfenius, que havia denunciado Selpin, responderia pessoalmente a ele. O filme inacabado, em que os custos de produção estavam em uma espiral fora de controle, foi finalmente concluído por Werner Klingler. O filme custou quase 4 milhões de Reichsmarks, ou o equivalente a US$ 180 milhões. É dito que foi o filme mais caro de sua época. As falhas do capitalismo e o mercado de ações tem um papel dominante durante o filme. Titanic faz alegoria da perda do navio especificamente em cima da avareza Britânica ao invés de, como a maioria das versões do cinema fazem, sobre o orgulho exgerado. Isto se encaixa em outros trabalhos com propaganda anti-Britânica da época como Joan of Arc, Das Herz der Königin (O Coração da Rainha), The Fox of Glenarvon (A raposa de Glenarvon), Ohm Krüger e My Life for Ireland (Minha vida para a Irlanda). O efeito desejado era minar a moral dos britânicos e franceses com as cenas de pânico e desespero destes dois povos. Cenas dos passageiros nos decks inferiores separados por membros da tripulação e a procura desesperada por seus entes queridos através de portas fechadas, tinham uma estranha semelhança com o que estava acontecendo nos campos de concentração, durante este período. Isto contribuiu para que o filme fosse banido por Goebbels dentro da Alemanha. A estreia do filme era para ter ocorrido no começo de 1943, mas o cinema que receberia a primeira exibição foi bombardeado por aviões da Real Força Aérea/RAF na noite anterior. O filme teve então uma respeitável estréia em Paris em novembro de 1943 "onde foi surpreendentemente bem recebido pela plateia", e também, foi bem recebido em outras capitais ocupadas pelos Nazistas na Europa, tais como Praga. Mas Goebbels baniu sua exibição em toda a Alemanha, afirmando que os alemães – que estavam naquele momento passando quase todas as noites sob bombardeio dos Aliados – ficariam menos entusiasmados com um filme que retratava morte em massa e pânico. Titanic foi redescoberto em 1949, mas foi rapidamente banido na maioria dos países ocidentais. Logo após a guerra, o filme, dublado em russo, foi exibido por todo o Bloco do Leste como um "filme troféu." Após os anos 1950, Titanic caiu novamente na obscuridade, algumas vezes aparecendo na TV alemã. Em 1992, uma versão censurada e de baixa qualidade em VHS foi lançada na Alemanha. Esta versão deletava as cenas mais fortes com propaganda, retirando seu conteúdo controverso. Finalmente, em 2005, Titanic foi completamente restaurado e, pela primeira vez, a versão sem censura foi lançada em edição especial em DVD pela Kino Video.
** Um documentário britânico enfatiza que os prisioneiros foram colocados no SS Cap Arcona como parte de um plano ainda maior para esconder as evidências vivas dos sobreviventes dos Campos de Concentração e fazer uma armadilha aos Aliados ao bombardear o navio. "Tragicamente, o SS Cap Arcona estava levando por volta de 5.500 prisioneiros dos Campos de Concentração da época, a maioria dos quais morreu no ataque. Eram em sua maioria, prisioneiros que tinham sido detidos em vários Campos de Concentração na Alemanha, e que foram deportados, pois uma invasão Aliada se aproximava. Mais pessoas morreram neste desastre do que os 1.500 que morreram no trágico naufrágio do Titanic em 1912."


CARTÃO POSTAL POSTADO A BORDO CAP ARCONA - 04/09/1932.


ENVELOPE E SELO "FANTASIA".


SELO "FANTASIA".


MODELO EM ESCALA CAP ARCONA.


O TITANIC NAZISTA (SS CAP ARCONA).


CAP ARCONA EM ALTO MAR.


DIRETOR HERBERT SELPIN.


KLINGLER WERNER, O NOVO DIRETOR.






CARTAZ TITANIC NAZISTA.


CARTAZ TITANIC NAZISTA.

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