Remover ou não o selo da carta?

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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Marcos Paulo em Dom Maio 20 2018, 12:36

Vejam estes exemplos de tempos atrás , no qual o selo foi retirado , e com isso se perdeu praticamente o valor da peça.

Sobrecarta de 1854 circulada de Paranaguá para Rio Grande e reenviada para Pelotas e Porto Alegre. Carimbos "Paranaguá" e "Pelotas" . e selo retirado.






Sobrecarta de 1855 - circulada de Villa de Sta Bárbara para RJ , selo retirado.



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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Celso Luiz de Moura em Dom Maio 20 2018, 20:26

Marcos Paulo escreveu:Vejam estes exemplos de tempos atrás , no qual o selo foi retirado , e com isso se perdeu praticamente o valor da peça.

Sobrecarta de 1854 circulada de Paranaguá para Rio Grande e reenviada para Pelotas e Porto Alegre. Carimbos "Paranaguá" e "Pelotas" . e selo retirado.






Sobrecarta de 1855 - circulada de Villa de Sta Bárbara para RJ , selo retirado.







Eu como colecionador de cartas e sobre cartas fico triste quando vejo essa mutilação.  Pois considero uma mutilação com uma peça histórica, com tanto a contar. Apenas para obter um selo , por vezes para apenas comercializa-lo.... Não sou radical, respeito todas as opções de colecionismo..mas, peças históricas devem ser preservadas, não destruídas...
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por JOSE RENATO em Dom Maio 20 2018, 20:38

Concordo com os colegas acima sobre as cartas completas. Sempre serão mais raras e valorizadas.

Acho que os colegas AHL, GNobre e Celso, entre outros foram bem claros. Nada à acrescentar.

Um abraço,

_________________
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Marcos Paulo em Dom Maio 20 2018, 20:46

Colegas , na época destas cartas , no qual acredito ser de numerais , ainda não se tinha o hábito de guardar a peça por completo , a moda era só retirar o selo para guardar , e na maioria das vezes também ao abrir o envelope se rasgava o selo , pois estes selos ficavam quase todos no fecho.

Por isso cartas completas com numerais são cada dia mais escassas.

Se alguém tiver alguma completa com numeral , favor postar !!!

Obs = são imagens da internet.


Última edição por Marcos Paulo em Dom Maio 20 2018, 21:14, editado 3 vez(es)
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por H Roberto em Dom Maio 20 2018, 20:52

Particularmente uso uma tesoura cortando o envelope no lado do destinatário (oposto ao selo) com uma margem 5 mm.
Estarei preservando a peça?
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Edson Benedito dos Santos em Seg Maio 21 2018, 00:20

Caros amigos,
É evidente que as sobrecartas apresentadas acima são verdadeiros documentos históricos e o que aconteceu com elas (corte para retirada dos selos) foi uma aberração filatélica. Porém, me parece que a pergunta que originou esse tópico não se referia obviamente a peças como essas, mas a cartas comuns, que são facilmente encontradas às centenas ou aos milhares. O autor do tópico disse ter herdado uma dezena de caixas com cartas que estão se deteriorando. Daí lhe veio a dúvida: guardar ou recortar o selo? Preservar a área do carimbo ou não? Desde que voltei à Filatelia há três anos já recebi acho umas trezentas cartas, entre compras e trocas, e tenho praticamente todos os envelopes intactos. Aliás, espero um dia encontrar tempo para organizar minha coleção de envelopes rsrs. Mas se algum deles um dia começar a se deteriorar, não considerarei nenhuma aberração recortar os selos, sobretudo se for uma peça comum. É claro que toda correspondência tem sua história mas não me parece que todo envelope possa se tornar um dia algo realmente importante. Imaginem se o pessoal da IECLB-SELOS recebessem e vendessem todo o seu material ainda nas cartas. Será que seria realmente possível esse trabalho social que tem ajudado tantas pessoas?
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Gnobre em Seg Maio 21 2018, 05:55

H Roberto escreveu:Particularmente uso uma tesoura cortando o envelope no lado do destinatário (oposto ao selo) com uma margem 5 mm.
Estarei preservando a peça?

Caro H Roberto,

Fico feliz pelo seu comentário, parece que esta discussão já está sendo proveitosa e trazendo bons frutos.

Um abraço,
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por ahl em Seg Maio 21 2018, 11:23

BOAS TARDES

Edson Benedito dos Santos escreveu:Caros amigos,
É evidente que as sobrecartas apresentadas acima são verdadeiros documentos históricos e o que aconteceu com elas (corte para retirada dos selos) foi uma aberração filatélica. Porém, me parece que a pergunta que originou esse tópico não se referia obviamente a peças como essas, mas a cartas comuns, que são facilmente encontradas às centenas ou aos milhares. [...]

Caro Edson Benedito dos Santos,

O que refere acima foi e é um dos argumentos usados para se retirarem os selos das cartas.

Porém, basta que nos lembremos que o importante pode não estar no selo ou no carimbo... para impedir a destruição de documentos.

O importante pode estar... na diferença de datas entre a partida e a chegada.
O importante pode estar... numa anotação manuscrita do carteiro que recolheu a carta num marco público de correio.
O importante pode estar... na forma de tratamento dada ao destinatário.
O importante pode estar... na  numeração da etiqueta de registo.
O importante pode estar... num carimbo de operações acessórias dos correios e que como acessório que é não está a obliterar o selo.
Etc, etc.

Tudo o atrás citado pode coexistir com o selo mais vulgar do mundo e com uma obliteração igualmente vulgar e pouco legível.
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Marcelo Zampa Filgueiras em Seg Maio 21 2018, 14:19

Excelente seu comentário Edson, concordo com o que você tão bem descreveu.
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Gnobre em Seg Maio 21 2018, 14:42

Colegas, encontrei esse artigo pertinente com o assunto aqui tratado e acho que vale a pena a sua discussão:

Referência:
XAVIER JÚNIOR, M. Quando Guardar um Envelope. Boletim Informativo SPP, fev. 1996, p. 3-4. Boletim da Sociedade Philatélica Paulista.





Abraço a todos,
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Gnobre em Seg Maio 21 2018, 14:52

ahl escreveu:BOAS TARDES
...
Porém, basta que nos lembremos que o importante pode não estar no selo ou no carimbo... para impedir a destruição de documentos.
O importante pode estar... na diferença de datas entre a partida e a chegada.
O importante pode estar... numa anotação manuscrita do carteiro que recolheu a carta num marco público de correio.
O importante pode estar... na forma de tratamento dada ao destinatário.
O importante pode estar... na  numeração da etiqueta de registo.
O importante pode estar... num carimbo de operações acessórias dos correios e que como acessório que é não está a obliterar o selo.
Etc, etc.

Tudo o atrás citado pode coexistir com o selo mais vulgar do mundo e com uma obliteração igualmente vulgar e pouco legível.

Caro ahl, sem maiores comentários. Excelente e corretíssimo !!
Abraço a todos,
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por vitorlc em Ter Maio 22 2018, 09:40

Pessoal, gostaria de aproveitar o tópico para fazer uma pergunta dentro da temática:

Qual a melhor forma, então, de abrir o envelope sem danificá-lo do ponto de vista filatélico?

Geralmente, ao abrir, acabo rasgando ou 'descascando' a parte onde está a cola que o fecha.
Isso seria aceitável para uma peça filatélico? Há formas de abri-lo sem danificar em nada?

Eis uma dúvida de iniciante que me surgiu.

Se puderem responder, agradeço!
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Gnobre em Ter Maio 22 2018, 10:10

Caro vitorlc,

Obrigado pela interessante pergunta.

Minha sugestão é nunca abrir o envelope pela aba colada (vai acabar o rasgando e isso o desvaloriza).

Corte o envelope, usando para isso uma tesoura grande e bem afiada, em uma de suas laterias menores, retirando algo como aproximadamente no máximo 2 mm (na prática o mais rente possível).

Assim você irá danificar o mínimo possível o envelope (que por si já é passível de colecionismo e estudos).

Cuidado para não cortar os selos e as marcas postais.

Entretanto, na filatelia como cada caso é um caso, em cada envelope estude sempre a melhor alternativa.

Um abraço,




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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por vitorlc em Ter Maio 22 2018, 10:48

Obrigado pela resposta!

Já tinha pensado em fazer isso, mas não tinha certeza se seria algo recomendado.

Vou passar a fazer dessa forma.

Abraço!
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por H Roberto em Ter Maio 22 2018, 11:00

Meus amigos...com uma tesoura cortei no máximo 1 mm desse envelope. Acredito igual um fio de nylon mas o suficiente para inserir o estilete. Dai pra frente tudo com ele assim acredito não corremos o risco de cortar algum selo. Podemos abrir pelas laterais também pela parte inferior.
Obrigado Gnobre pelo compartilhamento da matéria.
DSC02799 by H Roberto, no Flickr" />
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Gnobre em Ter Maio 22 2018, 11:25

H Roberto escreveu:Meus amigos...com uma tesoura cortei no máximo 1 mm desse envelope. Acredito igual um fio de nylon mas o suficiente para inserir o estilete. Dai pra frente tudo com ele assim acredito não corremos o risco de cortar algum selo. Podemos abrir pelas laterais também pela parte inferior.
Obrigado Gnobre pelo compartilhamento da matéria.
DSC02799 by H Roberto, no Flickr" />

O proposto pelo caríssimo H Roberto me parece realmente muito bom. Vou comprar hoje ainda um estilete "de ponta" rsrsrsrs

Mas a tesoura ainda será muito usada, principalmente na abertura dos pacotes (sim, eu também guardo, pelo ao menos parte, de TODOS os pacotes que recebo - mesmo os não selados).

Abraço,
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Glauber em Ter Maio 22 2018, 12:39

Olá, amigos (em especial ao Vítor que fez a pergunta)!

Eu costumo fazer um misto das técnicas do GNobre e do HRoberto. Ou seja, na lateral oposta onde colam-se os selos, perto do endereço, faço um pequeno corte e abro a carta com um estilete ou abridor de cartas mesmo.

Como sabemos, o abrir da carta é natural e deve-se ser feito, pois "como poderemos saber o que há dentro do envelope?"

Abraços,

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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Edson Benedito dos Santos em Qui Maio 24 2018, 16:42

ahl escreveu:BOAS TARDES

Edson Benedito dos Santos escreveu:Caros amigos,
É evidente que as sobrecartas apresentadas acima são verdadeiros documentos históricos e o que aconteceu com elas (corte para retirada dos selos) foi uma aberração filatélica. Porém, me parece que a pergunta que originou esse tópico não se referia obviamente a peças como essas, mas a cartas comuns, que são facilmente encontradas às centenas ou aos milhares. [...]

Caro Edson Benedito dos Santos,

O que refere acima foi e é um dos argumentos usados para se retirarem os selos das cartas.

Porém, basta que nos lembremos que o importante pode não estar no selo ou no carimbo... para impedir a destruição de documentos.

O importante pode estar... na diferença de datas entre a partida e a chegada.
O importante pode estar... numa anotação manuscrita do carteiro que recolheu a carta num marco público de correio.
O importante pode estar... na forma de tratamento dada ao destinatário.
O importante pode estar... na  numeração da etiqueta de registo.
O importante pode estar... num carimbo de operações acessórias dos correios e que como acessório que é não está a obliterar o selo.
Etc, etc.

Tudo o atrás citado pode coexistir com o selo mais vulgar do mundo e com uma obliteração igualmente vulgar e pouco legível.

Prezado amigo Ahl,
Do ponto de vista da História Postal, sua argumentação está perfeita. Mas a História Postal é uma das classes da Filatelia. Não é toda a Filatelia. Acredito que o artigo publicado pelo Gnobre ajuda a esclarecer o que eu havia dito acima.
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Gnobre em Qui Maio 24 2018, 17:03

Caríssimo amigo Edson,

Somente uma pequena correção.

Eu apenas divulguei o artigo, não o publiquei rsrsrsrsrs
(o artigo está com sua autoria devidamente referenciada, é de M. Xavier Jr. - atual presidente da SPP)

Eu o divulguei pois considero que ele traz elementos importantes para discussão, mas eu pessoalmente, estou alinhado com o pensamento já aqui muito bem delineado e manifestado pelo ahl.

É muito complicado se saber de antemão o que é trivial (que pode em tese ser desmontado), ou não. Acho que é impossível. Um envelope sem nenhum valor aparente hoje pode ter grande valor amanhã. Eu mesmo em minhas coleções tenho envelopes chaves, que são totalmente triviais, pelo menos até neles eu identificar algo que os tornaram especiais. Assim simplesmente defendo que tudo deva ser mantido intacto.

Em relação a existência de várias classes de filatelia, acho que na verdade esse é um excelente exemplo para não se desmembrar um envelope. Isso porque TODAS podem ser trabalhadas sem se desmantelar envelopes, entretanto, uma vez tendo sido desmanchado, somente uma ou outra passa a se poder trabalhar.

A quantidade de peças valiosas, até mesmo "múltiplos novos de selos olho de boi", que já foram desmembradas apenas para "caber" em uma folha de exposição ou pasta de catálogo não é brincadeira. Não gosto nem de pensar.

Mas vamos lá, um pouco de cada vez não é. Devagarinho, com calma e respeito, vamos conversando e tentando mudar alguns paradigmas.

Um abraço a todos,


Última edição por Gnobre em Qui Maio 24 2018, 19:01, editado 1 vez(es)
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Gnobre em Qui Maio 24 2018, 18:50

Encontrei no sitio da RHM. É relacionado com o assunto ora discutido. Vale a pena ler:



link: ArtigoCrimeFilatélicoRHM
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Marcos Paulo em Qui Maio 24 2018, 19:57

Outro artigo da RHM , no qual se refere ao envelope :

https://www.oselo.com.br/artigo/o-envelope/
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Edson Benedito dos Santos em Sex Maio 25 2018, 10:48

Prezado amigo Gnobre,
quando eu escrevi que você "publicou" eu quis mesmo dizer "divulgou". Obrigado pela correção.
Gostaria de dizer antes de mais nada que não sou a favor da retirada dos selos dos envelopes ou do descarte dos materiais, pura e simplesmente. Como já disse anteriormente, eu guardo com carinho praticamente todos os envelopes que recebo e entendo muito bem os argumentos aqui apresentados pelos aficionados da História Postal. Como você mesmo disse, é impossível saber o que pode ou não ser desmontado e fico imaginando como fará para analisar cada um dos dez mil envelopes que já me disse que tem em seus guardados rsrs. Como já foi dito aqui nesse tópico por outro colega, eu entendo que que cabe a cada um, de posse das suas cartas, estudar, pesquisar e avaliar o que deve fazer. Nesse sentido, o artigo de Mário Xavier dá algumas dicas preciosas. Sem querer contrariar a opinião sempre muito bem fundamentada dos colegas aqui do Fórum (quem sou eu para isso?), gostaria ainda de dizer que para mim a Filatelia, além de Ciência, História, Arte... é também simplesmente um hobby, e como tal serve para o entretenimento e o lazer das pessoas. E cada filatelista, colecionador ou ajuntador de selos (como eu rsrs) deve ter a liberdade de organizar seu material da maneira que achar melhor. Aqui mesmo no Fórum existem  colegas que colecionam apenas selos carimbados e que, portanto, foram retirados das cartas. O que eles teriam então que fazer? Encerrar sua coleção? Além disso, grande parte do comércio hoje se dá pela compra e venda de selos carimbados, sem falar das trocas. Isso não é importante para a Filatelia? Ainda que eu entenda a importância da História Postal não dá pra querer exigir que todos passem a colecionar objetos postais, em vez de selos.
De qualquer forma, acho muito bom que haja pessoas como você, o amigo Ahl e tantos outros que defendem a tese de que TUDO deve ser guardado. Assim muitos materiais importantes que seriam descartados tem uma chance a mais de serem preservados.
Para terminar gostaria de agradecer a oportunidade desse debate. A diversidade de ideias sempre nos faz crescer quando existe respeito e capacidade de entender o ponto de vista do outro.
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Gnobre em Sex Maio 25 2018, 11:19

Caríssimo amigo Edson,

o debate é importante, na verdade necessário, ainda mais desse ponto. Muito Obrigado mesmo pela oportunidade.

Entretanto, venho gentil e humildemente só lhe pedir mais uma pequena "coisinha":

- de vez em quando, no futuro, assim, em um momento bem tranquilo, dê uma relida nos argumentos do ahl, e nos outros aqui expostos, sem nenhum compromisso, até mesmo para os refutar no seu íntimo;

- depois reflita um pouco, pense no futuro da filatelia se os próprios filatelistas começarem a desmembrar seus itens;

- pense também em como já existem tantos e tantos selos usados soltos em abundância; e em como esses são na maioria dos casos muito, mas muito baratos em relação aos mesmos em envelopes circulados completos;

- pense também como é perfeitamente possível fazer uma coleção de qualquer item com o envelope inteiro, pode dar um pouco mais de trabalho, concordo, mas certamente será muito mais recompensador, para o colecionar e para a filatelia, em todos os pontos, histórico, prazer, e mesmo financeiro (desmembrar envelopes é também jogar dinheiro fora).

No mais somente lhe desejo todo o sucesso nas suas coleções e empreendimentos.

Um forte abraço do seu amigo,
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por Marcos Paulo em Sex Maio 25 2018, 11:29

Concordo plenamente com o Gnobre , no questionamento anterior.

E ao meu ver atualmente a História Postal vem ganhando muitos adeptos no mundo inteiro e os envelopes inteiros, em bom estado e com os selos íntegros,valem muito mais do que se fossemos considerar apenas os valores de catálogo dos selos. Até uns cinqüenta ou, sessenta anos atrás, quase
ninguém guardava os envelopes, normalmente retiravam os selos do envelope para colocá-los na coleção ou então, trocá-los com outros filatelistas. Antes disso, apenas uns poucos especialistas dedicavam-se à História Postal.
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Re: Remover ou não o selo da carta?

Mensagem por rafaelkonzen em Sex Maio 25 2018, 12:55

Estava já há alguns dias querendo comentar nessa postagem, mas acabei esperando um pouco, até para ver os comentários/ideias que surgiriam.

Vamos lá. Primeiro, ninguém respondeu explicitamente a minha pergunta:

Partindo do que foi exposto anteriormente, uma coleção de selos deveria ser, exclusivamente, de selos novos, nunca de selos usados, excetuando, é claro, quem coleciona envelopes e/ou história postal?

E complemento:
Partindo do pressuposto de que já existem bastantes selos destacados, uma coleção dita de selos usados, teria que ser encerrada, em termos de período de colecionismo, agora, já que seria um "crime", e quem faz isso, quase um "vândalo", retirar selos das correspondências? Digo isto pois a única forma de se conseguir selos postais modernos usados é retirando das correspondências, e, se ninguém pode fazer isso, terminasse com a coleção.

Concordo plenamente que deve-se sim, manter cartas completas, principalmente as mais antigas (e digo antigas, antes da virada do ano 2000), mas não consigo concordar quando se coloca que TODAS as cartas/correspondências deveriam ser mantidas intactas, independente da época, principalmente, e a minha "revolta" se resume explicitamente as mais recentes.

Como disso anteriormente, escolhi, por gosto pessoal e questão financeira, colecionar selos apenas usados (tinha iniciado a minha coleção do Brasil com novos, mas depois resolvi trocar para usados, e, no momento que consigo um selo usado, troco pelo novo, e coloco este para trocas). Desta forma, do jeito que está sendo colocado, tenho que parar minha coleção, pois estaria "proibido" e conseguir novos exemplares para minha coleção, já que, 100% deles devem vir de cartas.

O que eu devo fazer com os envelopes que eu recebo, se eu não tenho interesse em colecionar eles, desta forma? E como devo continuar minha coleção? Obrigar alguém a colecionar somente selos novos me parece, no mínimo, um desserviço a filatelia, já que selos novos demandam um investimento considerável, pois não "existe almoço grátis", ao contrário do selo usado, que pode sim, vir "de graça".

Lendo alguns comentários, me senti um vândalo, um delinquente, e quase joguei minha coleção fora. Fiquei bem frustrado.

Acho que, antes de tudo, filatelia é um hobby, e começou como um hobby. Claro que ela tem um valor histórico, no estudo, mas querer impor isso a todos, acho forçar muito a barra, e excluir um bom público disso,  já que o investimento, apenas para selos novos, é MUUUUUITO mais alto. Quem ficaria feliz com isso seriam os comerciantes filatélicos, eles fariam a festa.

Além disso, foi colocado que retirar os selos seria jogar dinheiro fora. Digo uma coisa: colecionar selos é jogar dinheiro fora. Por isso que se chama hobby. Duvido alguém aqui que, se fosse colocar a coleção a venda, conseguiria ter algum lucro, tirando algumas peças especiais do império. Fora  isso, seria um milagre apenas empatar com o valor investido. Então, filatelia NÃO é investimento. Pelo menos não para 90% dos colecionadores.

Fico pensando em alguém entrando agora no fórum, pois ressuscitou uma coleção antiga, guardada a muito tempo (caso de vários aqui do fórum, inclusive eu), ou que ganhou/herdou uma coleção de alguém próximo, e está pensando em retomar (ou começar, no segundo caso), e lê algumas das colocações. A grande maioria das coleções (ou ajuntamentos, se preferirem), começaram (e ainda começam) com selos usados. Como dar continuidade a isso? Pelo visto, não se continua. Começa do zero, com investimento. Podem ter certeza que se querem espantar novos colecionadores, essa é a melhor forma. Dizer que o que tem não serve para nada (já que não podem continuar) e que vão ter que investir uma boa grana, já que selos novos, comuns, custam, no mínimo, de 2 a 3 vezes o valor dos selos usados (e estou dizendo isso considerando pacotaria, que é por onde a maioria começa), é realmente uma boa forma de "incentivar" a filatelia.

Sobre "destruir o valor patrimonial...e ... o seu valor histórico natural", acredito que, por exemplo a mensagem propriamente dita tem um valor histórico muito maior que do envelope em si. Não vou entrar no mérito de missivas do século XIX, pois é chover no molhado, mas por exemplo, uma carta do final do anos 60 (época da ditadura militar), o que tem mais valor histórico e cultural: o envelope que, se for uma carta simples, pode ter apenas dados do destinatário e remetente, porte pago, carimbo de expedição e, talvez de chegada, ou seu conteúdo, que pode abordar temas políticos ou sociais da época? E não vejo ninguém lamentando ou reclamando que o conteúdo não foi guardado, ou que quem, por algum motivo, resolveu não passar adiante a mensagem propriamente dita.

Outra coisa que me ocorreu agora, lendo algumas postagens, sobre os ditos crimes filatélicos, fico pensando na minha coleção. É óbvio que minha coleção do império, por exemplo, é 100% de selos usados, e provavelmente nunca ficará completa, pois não pretendo  investir valores extratosféricos para conseguir, por exemplo, os inclinados de maior valor. Nada contra quem faz, pode e tem condições de ter, mas tenho outras prioridades. E aí, fico pensando, e se tivesse que ser apenas de selos novos.

Tenho apenas um Olho de Boi, usado, meia boca, 60rs, filho único (e vai continuar assim). Olho para ele e fico pensando, que sim, ele esteve em uma correspondência, mas por algum motivo, alguém, lá atrás, resolveu tirar ele da carta. Um “crime”, certo? Talvez, mas com certeza, se alguém não tivesse cometido esse “crime”, eu nunca poderia ter um Olho de Boi, não com o preço que é hoje um selo novo. Pergunto, quantos aqui tem um Olho de Boi novo, que não foi retirado de uma carta? Quanto pagaram? Ou um dos inclinados de 180/300/600rs? Novos!!!! Muito poucos, com certeza.

Para finalizar, não quero dizer que não se deva incentivar a conservação dos envelopes inteiros, não é isso, só acho que a forma como foi colocado, meio que imposto, vai mais atrapalhar que ajudar a filatelia.

Acho fantásticas as postagens sobre história postal, destrinchando os detalhes de um envelope, sua história e tal, mas eu não consigo me imaginar fazendo isso. E por isso, sou MENOS colecionador que quem faz? Não gosto de máximos postais, mas isso não quer dizer que eu seja MENOS colecionador.

Posso estar enganado, mas filatelia é antes de tudo, colecionar SELOS.  Tanto que a filatelia antes da emissão dos primeiros selos é considerado como pré-filatelia. Todos os demais ramos da filatelia também são importantes, mas não posso considerar como mais importantes que o próprio selo.

Desculpe o textão, não gosto, escrevi várias vezes ele, tentando reduzir, mas foi o que saiu...
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Re: Remover ou não o selo da carta?

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