ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: RUDELTAKTIK, TÁTICA DE ATAQUE EM BANDO - 1940!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: RUDELTAKTIK, TÁTICA DE ATAQUE EM BANDO - 1940!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Ter Maio 15 2018, 08:28

Compartilho com os colegas, "Rudeltaktik, Tática de Ataque em Bando - 1940".


                                                            "RUDELTAKTIK",
                                                  TÁTICA DE ATAQUE EM BANDO.
                                     
"A única coisa que realmente me assustou durante a guerra foi o perigo do U-boat (submarino). Eu estava ainda mais ansioso com essa batalha do que com a gloriosa batalha aérea chamada Batalha da Inglaterra." - Winston Churchill.
Antes de embarcar em um exame mais detalhado ou análise de qualquer batalha, é importante primeiro entender o problema. Estiveram em operação durante a Segunda Guerra Mundial, um total de 1.171 submarinos alemães, destes, 725 realizaram ataques contra embarcações aliadas, seja afundando ou danificando. Os mais de 446 submarinos restantes foram, somente, utilizados para treinamentos ou estiveram em operações navais, mas não realizaram qualquer tipo de ataque contra as embarcações aliadas, ou, foram perdidos em combate antes de poder fazê-lo. Estimasse que 474 submarinos tenham participado das "Rudeltaktik" (tática de ataque em bando), durante a Segunda Guerra Mundial. Na Batalha do Atlântico, o problema era o perigo representado pelos submarinos alemães para os comboios de navios mercantes que atravessavam o Oceano Atlântico. Esses comboios constituíam a "linha de vida" para as forças que processavam a guerra na frente européia. Sem esses suprimentos críticos, os Aliados teriam sido duramente pressionados para permanecer na guerra. Churchill classificou este perigo de submarino como "a única coisa que realmente o assustou", mais ainda do que a "gloriosa batalha aérea chamada Batalha da Grã-Bretanha". No início da batalha, ocorreram três eventos importantes que dariam o file da balança pender em favor da Alemanha - mesmo que apenas por um tempo: 1 - a captura da Normandia, 2 - a subseqüente ocupação da França e 3 - a introdução da Rudeltaktik com submarinos, “táticas de matilha” ou "táticas de ataque em bando". Os dois primeiros eventos proporcionaram aos submarinos alemães acesso imediato ao Atlântico Norte, além das minas e patrulhas aéreas britânicas, mas, também, bases ao longo da costa atlântica da França, “o que aumentou muito o número de submarinos alemães no mar”. A habilidade de colocar mais submarinos no mar contribuiu diretamente para o sucesso do terceiro evento: o uso da Rudeltaktik - mais comumente chamada de “táticas de ataque em bando”. Inicialmente inventado pelo Almirante Karl Dönitz em 1935, e posteriormente aperfeiçoada, as Rudeltaktiks foram projetadas, especificamente, para combater o uso de comboios de navios por parte da Grã-Bretanha. Essas táticas consistiam em uma curva côncava de submarinos estendidos através das rotas conhecidas ou suspeitas de uso pelos comboios aliados. Nestas operações, diversos submarinos saiam em patrulha pelo oceano. Assim que uma embarcação aliada fosse detectada, esta era perseguida discretamente, e o "Comandante de Submarinos" (em alemão: Befehlshaber der Unterseeboote/BdU),  era informado sobre a sua localização. Com a localização do comboio, era planejada uma operação de ataque, onde eram reunidos o maior número possível de submarinos, a partir da localização diária que estes passavam ao Alto Comando da Marinha Alemã. Era iniciado, então, o cerco e o ataque ocorria geralmente na noite seguinte da localização. Outro aspecto dessas táticas, conduzidas por submarinos, foi feito na superfície. Isso foi baseado na crença do Almirante Dönitz de que “o submarino era principalmente um veículo de superfície que tinha a capacidade útil de mergulhar abaixo da superfície, quando necessário.” Assim, Dönitz implementou as “táticas coordenadas de ataque, aproveitando a silhueta minúscula do submarino, para que os navios de escolta avistem à noite, e de sua velocidade na superfície, muito maior que a dos navios que compõem o comboio”. O propósito fundamental dessas "táticas de ataque de bando" era infligir dano máximo ao inimigo e, de fato, eles o fizeram, particularmente em dois períodos específicos, durante a batalha. Estes dois períodos foram referidos pelos alemães como "Happy Times" (Tempos Felizes). O primeiro "Happy Time" aconteceu entre julho de 1940 e março de 1941 nas águas da Grã-Bretanha e do Oceano Atlântico. Embora o uso efetivo das "táticas de ataque em bando" na Alemanha, ainda não tivessem sido aperfeiçoados no início dessa fase, a ocupação em julho dos portos do Atlântico francês pelo Eixo aumentou significativamente o número de alvos vulneráveis ​​a ataques dos submarinos. Somente entre julho e outubro de 1940, 282 navios aliados foram afundados, representando quase 1,5 milhão de toneladas. Embora os ataques aos navios mercantes continuassem altos, esse primeiro "Tempo Feliz" terminou em março de 1941. O segundo "Happy Time", também conhecido como "American Shooting Season" (Temporada de Tiro Americano) ou "Operation Drumbeat", aconteceu na costa leste dos Estados Unidos de janeiro de 1942 até, aproximadamente, agosto daquele ano. Como seu apelido sugere, essa fase foi uma em que os submarinos alemães desfrutaram de extremos sucessos contra navios mercantes e de transporte navais dos EUA, após a entrada dos Estados Unidos na guerra. Enfrentando defesas fracas e desorganizadas, a ofensiva da Alemanha resultou no afundamento de mais de 600 navios, 3 milhões de toneladas e a perda de milhares de vidas. As respostas dos aliados aos sucessos da Alemanha foram muitas e variadas: a implementação de comboios, o fornecimento de escoltas armadas para os comboios, o aumento das patrulhas marítimas, a melhoria do uso e da eficácia dos radares e finalmente, a capacidade de interceptar e decifrar o tráfego naval do rádio. O comando Aliado era ciente em afirmar: “Não havia uma única resposta mágica para o submarino, nem haveria; mas se houvesse uma contribuição que contasse mais do que qualquer outro fator...era a inteligência. "Quebrar o código naval alemão da máquina Enigma seria o fator mais importante para reunir essa mesma inteligência que proporcionaria às forças aliadas a consciência do espaço de batalha necessária para resolver o problema alemão. A resposta seria a solução do problema dos submarinos". Com isto, o Comando Aliado já pensava em como fazer para capturar uma máquina Enigma naval de um submarino alemão em pleno oceano Atlântico, sem que o Alto Comando da Marinha Alemã ficassem sabendo disso...mas esta é outra História!!!


QUADRA CATÁLOGO MICHEL Nº 831: U-BOOT TIPO VII A.


CARTÃO POSTAL U-BOOT TIPO VII A.


ALMIRANTE KARL DÖNITZ.


BASE DE SUBMARINOS ALEMÃES NA FRANÇA.


LOCAL DAS BATALHAS NO ATLÂNTICO.


DETALHE LOCAL COM PERIGO MÁXIMO DOS ATAQUES DOS U-BOOT.
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