ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: SCHNELLBOOT, AS TEMÍVEIS LANCHAS TORPEDEIRAS ALEMÃS - 1943!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: SCHNELLBOOT, AS TEMÍVEIS LANCHAS TORPEDEIRAS ALEMÃS - 1943!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sex Maio 11 2018, 15:32

Compartilho com os colegas, "Schnellboot, As Temíveis Lanchas Torpedeiras Alemãs".


                                                                 SCHNELLBOOT,
                                             AS TEMÍVEIS LANCHAS TORPEDEIRAS ALEMÃS.                                  
 
O conceito básico de um barco torpedeiro é de que esta seja uma embarcação pequena e rápida, capaz de lançar torpedos contra navios de maior porte. Os primeiros barcos torpedeiros concebidos, atacavam seus alvos abalroando-os com cargas de explosivo presas no extremo de uma haste, os quais se constituíram nos primeiros torpedos utilizados. Os barcos torpedeiros, armados com torpedos de haste, foram usados pela primeira vez pelos Confederados durante a Guerra Civil Americana. Na prática, esses eram pequenos barcos movidos a vapor, com uma haste com um arpão na ponta onde era fixada a carga explosiva. A tática empregada era abalroar a embarcação inimiga de forma a fixar a carga explosiva ao casco com o arpão. Logo após o torpedeiro se afastava para uma distancia segura e detonava a carga através de uma corda presa a um gatilho detonador. Posteriormente, a União também desenvolveu seus próprios torpedeiros com torpedos de haste. Embora essas embarcações não tenham obtido muito sucesso no conflito, "elas lançaram as bases do conceito dos barcos torpedeiros". O torpedo autopropulsado, tal como hoje é conhecido, foi inventado em 1860 pelo croata Ivan Braz Lupiz, oficial da Marinha do Império Austro-Hungaro e, posteriormente, aperfeiçoado em conjunto com o engenheiro inglês Robert Whitehead, sendo apresentado oficialmente em 1866. A primeira embarcação projetada para disparar um torpedo autopropulsado foi o HMS Lightning, lançado em 1877, pela Royal Navy (Marinha Real Britânica).
Durante a Segunda Guerra Mundial, o estaleiro Lurrsen/Vegesack desenvolveu com sucesso uma versão de S-Boot (Schnellboot – barco veloz)  bastante rápido, mesmo em mares agitados e com uma excelente manobrabilidade. Devido ao seu desenho muito bem balanceado, a embarcação não necessitou de mudanças muito profundas em seu desenho, durante toda a guerra. Este desenho provou o seu valor em missões de escolta, reconhecimento marítimo, operações de lançamento de minas e, acima de tudo, no combate as embarcações de superfície e submarinos inimigos. Apesar de não ter obtido o mesmo sucesso que os U-Boots (submarinos) nas operações oceânicas, graças a sua manobrabilidade e capacidade de combate, os S-Boot provaram ser uma séria ameaça aos navios inimigos em águas costeiras e no Canal da Mancha, onde havia um considerável poderio naval inimigo. Apesar do constante aperfeiçoamento de medidas defensivas por parte das forças aliadas, os S-Boot obtiveram um impressionante sucesso em seus ataques-relâmpago. A forma destemida com que esses ataques foram desferidos, fizeram com que os S-Boot fossem chamados de “Windhunde des Meeres” (Galgos do Mar). O desenvolvimento final e, também, a última versão dos S-Boot, usada em números significativos foi a Classe S-100, produzida a partir de 1943. A versão S-100 foi uma bem sucedida combinação de tamanho, performance, poderio de combate e grande raio de ação. Os S-100 foram especialmente equipados com uma ponte de comando em forma de cúpula, conhecida como “Kallote”, a qual era feita com segmentos de chapas de aço de 10mm a 12mm, soldadas entre si, assim como dispunham de proteções adicionais em outras áreas. A sua blindagem aperfeiçoada, assim como a ampliação do armamento, tornaram-se uma necessidade na medida em que as ameaças inimigas foram aumentando. Canhoneiras, corvetas e destróieres inimigos foram se multiplicando com o passar do tempo, assim como o número de ataques por aviões inimigos.  Apesar da escassez de recursos que veio com a continuidade da guerra, esse novo modelo de S-Boot possuía um sistema de armas bastante melhorado, associado com uma maior proteção contra o fogo de metralhadoras. Essa combinação não só aumentou a sua capacidade para operações de combate, como também as suas chances de sucesso. As S-100 tinham 34,94m de comprimento, 5,28m de largura, 2,9m de altura e 1,67m de calado. Deslocavam cerca de 98,91 toneladas e 110,74 toneladas quando totalmente carregadas. Dependendo da velocidade empregada, seu alcance poderia ser de 700 a 750 milhas marítimas. Vários estaleiros como Lurrsen/Vegesack, Gusto N.V./Schiedam e Schlichting/Travemünde participaram do esforço combinado para a sua produção de forma a suprir a constante demanda por novos S-Boot. Inicialmente foram equipados por três potentes motores a diesel Daimler-Benz MB 511-V de 2000hp cada, porém, as séries de produção subseqüentes receberam motores MB 501A ou MB 511 de 2500hp cada, que moviam hélices de alta velocidade de 1,10m ou 1,23m. As S-100 tinham um excelente poder de aceleração e podiam atingir a impressionante velocidade de 43,5 nós, podendo ainda por um breve período de tempo, acelerar até 48 nós quando sob condições de combate. O arranjo dos seus lemes, o qual se constituía de um leme principal central e dois lemes laterais em forma de aerofólio, que ficavam localizados na corrente de água gerada pelas hélices propulsoras, dava a embarcação uma manobrabilidade excepcionalmente vantajosa. Normalmente, os S-Boot carregavam dois torpedos TR G7A de 533mm em seus tubos lançadores e quatro outros no convés. Alternativamente, os S-Boot podiam ser usados como lança-minas, carregando seis minas no lugar dos torpedos adicionais, ou ainda podiam levar seis cargas de profundidade para serem usadas em combate contra submarinos. O armamento geral dos S-Boot variou bastante nos últimos anos da guerra, mas geralmente era constituído de dois canhões anti-aéreos Flak 38 de 20mm, com cerca de 6000 cartuchos de munição. Um deles montado em um poço na proa, o qual podia ser elevado ou abaixado (¨Drehkranzelafette 41¨) e o segundo montado próximo a popa. A partir de 1943, um terceiro canhão de 20mm, foi montado num suporte a meia nau na Classe S-100. Porém, o aumento das ameaças exigiram rapidamente a substituição desses calibres menores por um canhão Flak 36 de 37mm montado próximo a popa ou por versões diversas do canhão automático Bofors Flak 28 de 40mm, sendo esses usados alternativamente nas S-100. Adicionalmente eram carregadas na ponte duas metralhadoras MG 34 que mais tarde foram substituídas pelas MG 42. Por volta de 1944/45, um canhão quádruplo anti-aéreo de 20mm passou a ser montado próximo a popa, outro duplo de 20mm a meia nau e um SK 35 de 30mm na proa. Com esse aumento no armamento, a tripulação que era inicialmente de 24 homens, foi aumentada para 30 homens, exclusivamente para poder operarem todo esse armamento. No entanto, a principal ameaça a força de S-Boot ¨Schnellbootwaffe¨ (Força de Lanchas Rápidas), a qual operava apenas equipamentos óticos, foi a  tecnologia de localização e direcionamento de tiro por radar usada pelos navios de escolta aliados, assim como também os ataques aéreos diurnos e noturnos guiados por radar. Não haviam contra medidas defensivas adequadas a bordo dos S-Boot e essas só foram disponibilizadas muito próximo ao final da guerra. O equipamento de interceptação de radar Naxos, apenas cegava temporáriamente o radar inimigo, o que permitia apenas a adoção de algumas poucas medidas defensivas. Próximo ao final da Guerra, a superioridade aliada em termos de números e de material reduziu as chances dos S-Boot afundarem navios inimigos em números decisivos e os forçaram a operarem em conjunto em pequenos números, ficando cada vez mais na defensiva até a capitulação final. Os barcos alemães, entre os melhores do mundo, durante toda a guerra operaram das regiões costeiras ocupadas, causando o maior número de afundamentos entre as torpedeiras de todos os países. Os S-Boot da Classe S-100 compreenderam de 1943 a 1945, os barcos S-100, S-136, S-138 a S-150, S-167 a S-186, S-195 a S-200, S-203 a S-228 e S-301 a S-307. Ao final da guerra restaram 107 S-Boot sobreviventes de diversas classes, os quais foram divididos entre os aliados como espólio de guerra. Alguns destes permaneceram em operação até os anos 60 ou 70. Atualmente, só restaram dois desses sobreviventes que estão sendo restaurados para fins de preservação, infelizmente, nenhum dos dois é da Classe S-100.

SELO SCHNELLBOOT - 1943.


ENVELOPE PORTE SELO SCHNELLBOOT.


SELO SCHNELLBOOT - 1944.


ENVELOPE PORTE SELO SCHNELLBOOT.


CONDECORAÇÃO PARA OS MARINHEIROS DE
SCHNELLBOOT.


GRAVURA SCHNELLBOOT EM AÇÃO.


FOTO SCHNELLBOOT EM ALTO MAR.


SCHNELLBOOT ATRACADOS.


SCHNELLBOOT MODELO S-100.


SCHNELLBOOT MODELO S-100.


TORPEDO G7A DE 533MM DE DIÂMETRO.


PROTEÇÃO DA PONTE, CONHECIDA COMO "KALLOTE".


CANHÃO DE 20MM NA PROA.


CANHÃO DE 37MM.


FLACK 38 INSTALADO NAS SCHNELLBOOT-100.


CANHÃO ANTI-AÉREO DUPLO DE 20MM INSTALADO NA MEIA-NAU.
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Re: ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: SCHNELLBOOT, AS TEMÍVEIS LANCHAS TORPEDEIRAS ALEMÃS - 1943!!!

Mensagem por H Roberto em Sex Maio 11 2018, 16:02

verdadeiras vespas...pequenas mas incomodam...certa vez levei ferroadas umas 4 ou 5...putz ferroada bem dolorida Sad Sad
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