JAPÃO - 2ª GUERRA MUNDIAL: OS SUBMARINOS PORTA-AVIÕES JAPONESES - 1944!!!

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JAPÃO - 2ª GUERRA MUNDIAL: OS SUBMARINOS PORTA-AVIÕES JAPONESES - 1944!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Ter Maio 08 2018, 14:30

Compartilho com os colegas, "Os Submarinos Porta-Aviões Japoneses - 1944".


                                                             OS SUBMARINOS
                                                       PORTA-AVIÕES JAPONESES.

A idéia de usar aeronaves de observação a bordo de submarinos não era incomum durante a Segunda Guerra Mundial, mas utilizar submarinos porta-aviões como uma arma ofensiva era! A Marinha Imperial Japonesa planejou intensivamente tais operações, construindo cerca de 40 destes submergíveis de seis classes diferentes, embora tivessem sido muito pouco utilizados. Os submarinos da classe I-400, denominados Sen-Toku, da Marinha Imperial Japonesa foram os maiores da II Guerra Mundial e, permaneceram, até o desenvolvimento dos submarinos nucleares de mísseis balísticos na década de 1960. Com deslocamento de 5.200 toneladas, medindo 122 metros, cada I-400 podia carregar três aeronaves modelo Aichi M6A1 Seiran, especialmente desenhadas para serem usados nos submarinos porta-aviões, podendo, assim, atacar alvos de grande importância estratégica, como o Canal do Panamá e a Costa Oeste dos Estados Unidos. Com uma tripulação de 145 homens, capaz de alcançar velocidade de até 18 nós, possuía um alcance de mais de 37.000 milhas náuticas (69.000 km), suficiente para dar meia volta em torno do planeta. Eram equipados com radar, sonar, aparelhos acústicos e com oito tubos de torpedos na proa, um canhão de 140 mm no deck e diversas metralhadoras anti-aéreas de calibre 25 mm. Eles foram concebidos para na superfície lançar os aviões, em seguida mergulhar de novo rapidamente, antes que fossem descobertos. Após os ataques dos hidroaviões, estes pousariam no mar, próximo ao submarino porta-aviões e seriam içados por intermédio de um guincho para o convés e após acondicionados no hangar. A Classe I-400 foi projetada com capacidade para viagens para qualquer parte do mundo e voltar. Uma frota de 18 submarinos foi planejada em 1942, e começou a construção do primeiro em janeiro de 1943 em Kure, no Arsenal de Hiroshima. Dentro de um ano, o plano foi revisto para cinco, dos quais apenas três (I-400 em Kure, I-401 e I-402 em Sasebo) foram concluídos. Os submarinos da classe I-400 foram uma criação do Almirante Isoroku Yamamoto, Comandante-em-Chefe da Frota Combinada Japonesa. Pouco depois do ataque a Pearl Harbour, em 7 de dezembro de 1941, ele concebeu a idéia de levar a guerra para os Estados Unidos continental, a fim deste disponibilizar o máximo de forças militares americanas na defesa do país, enfraquecendo assim, as forças no Pacífico. O objetivo dos I-400 era executar ataques aéreos contra as cidades ao longo da Costa Oeste e Leste dos Estados Unidos, usando os aviões lançados pelos submarinos porta-aviões. Ele designou o Capitão Kameto Kuroshima para fazer um estudo. Yamamoto apresentou a proposta à sede da Frota em 13 de janeiro de 1942. Apelou para uma frota de 18 submarinos grandes, capazes de fazer três viagens de volta para a Costa Oeste dos Estados Unidos sem reabastecer ou uma ida e volta para qualquer ponto do globo. Eles, também, deviam ser capazes de armazenar e lançar pelo menos dois aviões de ataque armado com um torpedo ou uma bomba de 800 kg (1.800 lb). Até 17 de março, os planos gerais do projeto para os submarinos foram concluídos. A construção do I-400 começaram na Kure Dock Yards em 18 de janeiro de 1943 e mais quatro submarinos seriam construídos: I-401 (abril 1943) e I-402 (outubro 1943) em Sasebo, I-403 (setembro 1943) em Kobe e I-404 (fevereiro 1944), em Kure. Apenas três submarinos foram concluídos. Após a morte de Yamamoto, durante uma viagem de inspeção nas Ilhas Salomão, em abril de 1943, o número de submarinos porta-aviões a serem construídos foi reduzido de 18 para 9, depois cinco e, finalmente, apenas três. Foram comissionados o I-400 e I-401 que entraram em serviço ativo. O I-402 foi concluído três semanas antes do fim da guerra, em 24 de julho de 1945, mas nunca chegou ao mar. O hangar cilíndrico e hermético na classe I-400 foi originalmente concebido para comportar duas aeronaves. Em 1943, no entanto, o comandante Yasuo Fujimori, Oficial de Submarino do Estado-Maior Naval, pediu que o hangar fosse ampliado para acomodar três aviões, ficando este com o comprimento de 38 m, estando localizado na popa do submarino. Esta solicitação foi considerada viável e, remodelado, o I-400 pode carregar até três hidroaviões Aichi M6A1 Seiran. O hidroavião Seiran foi projetado especificamente para uso a bordo dos submarinos porta-aviões com raio de ação de 650 milhas (1000 km) a 295 milhas por hora (474 km/h). Para caber dentro dos estreitos limites do hangar, as asas do Seiran tinham de fazer uma rotação de 90 graus e dobradas, hidraulicamente, contra a fuselagem, estabilizadores horizontais dobrados para baixo e a parte superior do estabilizador vertical dobrada de modo que o perfil global para a frente da aeronave estava dentro do diâmetro de sua hélice. Quando preparados para o vôo, eles tinham uma envergadura de 40 pés (12 m) e um comprimento de 38 pés (11,6 m). Um grupo de quatro pessoas poderia preparar os três aviões em 45 minutos. Como o Seiran normalmente seria lançado durante a noite, peças e áreas do avião foram revestidas com tinta luminescente, a fim de facilitar a sua visualização. No final de 1944, o I-400 e o I-401, juntamente com dois submarinos porta-aviões de menor porte, formavam um grupo-tarefa sob o comando do Capitão Tatsunosuke Ariizumi, com a missão de planejar e executar ataques ao Canal do Panamá e uma série de ataques com armas biológicas, desenvolvidas e testadas pela famosa Unidade 731, aos maiores centros populacionais da Costa Oeste americana. A operação envolvendo armas biológicas, codinome "Cherry Blossoms at Night" (Flores de Cerejeira à Noite), foi cancelada em março de 1945, devido ao temor do Alto Comando japonês de que tal ação provocaria uma retaliação por parte dos americanos que o Japão talvez não pudesse suportar. Contudo, o ataque ao Canal do Panamá foi autorizado. Uma réplica das eclusas do Canal, em escala real, foi construída na Baía de Toyama para que os pilotos pudessem praticar o lançamento dos torpedos. Em 23 de julho de 1945, o I-400 e o I-401 deixaram sua base em rotas separadas, para se reunirem três semanas depois em um ponto de encontro em pleno oceano e assim coordenarem o ataque aéreo. Neste período, enquanto os imensos submarinos mantinham suas rotas pré determinadas, dramáticos eventos estavam ocorrendo. Depois de dois ataques americanos com bombas nucleares às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, no início de agosto, o Imperador Hirohito em pronunciamento no rádio em 15 de agosto, ordenou que todas as forças japonesas se rendessem e depusessem suas armas. Os comandantes do I-400 e I-401 ainda consideraram continuar com a missão, mas finalmente obdeceram à ordem de seu Imperador. Todas as aeronaves e torpedos foram lançados ao mar e os documentos relativos à missão foram destruídos. Quando retornavam para o Japão foram interceptados pela Marinha Americana, a leste de Honshu. Os três submarinos porta-aviões japonenses do tipo "I-400" com tripulação americana, foram transferidos para a base aeronaval de Pearl Harbour no Havaí, onde seriam analisados detalhadamente pelos engenheiros da Marinha Americana. Em 1946, os cientistas e engenheiros soviéticos, ao saberem destes "gigantes" do mar, também quiseram explorar/estudar esses submarinos, mas os Estados Unidos ignorou o pedido da URSS e torpedeou todos os três submarinos porta-aviões nas proximidades das ilhas havaianas, estando estes há mais de 1000 metros de profundidade.


SUBMARINO PORTA-AVIÕES CLASSE I-400 (SELO ESQ.)


SUBMARINO CLASSE I-400.


SUBMARINO PORTA-AVIÕES I-400 E PREPARATIVOS PARA O VOO HIDROAVIÃO SEIRAN.


VISTA DO SUBMARINO PORTA-AVIÕES I-400.


SUBMARINO PORTA-AVIÕES CLASSE I-400.


SUBMARINO PORTA-AVIÕES CLASSE I-400 E SEU PODER DE DESTRUIÇÃO COMBINADO.


COMO ERA TRANSPORTADO O HIDROAVIÃO SEIRAN.


VISTO POR TRÁS HIDROAVIÃO SEIRAN.


SUBMARINO PORTA-AVIÕES CLASSE I-401, MAR DO JAPÃO.


SUBMARINO PORTA-AVIÕES I-402.


SUBMARINO PORTA-AVIÕES I-402 E SUA RAMPA DE VOO.


HIDROAVIÃO SEIRAN LEVANTA VOO DO I-400.


TRIPULAÇÃO DO SUBMARINO PORTA-AVIÕES I-400.


SUBMARINO PORTA-AVIÕES I-400, ESQUERDA, SUBMARINO USS PROTEUS.


DOIS SUBMARINOS PORTA-AVIÕES: I-400 E I-401.


OS TRÊS SUBMARINOS PORTA-AVIÕES EM PEARL HARBOUR: I-400; I-401 E I-402.


OS SUBMARINOS PORTA-AVIÕES EM PEARL HARBOUR.


O HANGAR OU CASULO PARA OS AVIÕES AICHI M6A1 SEIRAN NO I-400.


HIDROAVIÃO AICHI M6A1 SEIRAN.
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Antonio C. Pulsy

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