ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: BATALHA DO ATLÂNTICO, A MAIS LONGA BATALHA DA SEGUNDA GUERRA 1939 - 1945!!!

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ALEMANHA - 2ª GUERRA MUNDIAL: BATALHA DO ATLÂNTICO, A MAIS LONGA BATALHA DA SEGUNDA GUERRA 1939 - 1945!!!

Mensagem por Antonio C. Pulsy em Sex Abr 13 2018, 07:00

Compartilho com os colegas, "Batalha do Atlântico, A mais Longa Batalha da Segunda Guerra 1939 - 1945!!!".


                                                   BATALHA DO ATLÂNTICO,
                                                A MAIS LONGA DAS BATALHAS.

A Batalha do Atlântico, que durou de 03 de setembro de 1939 até a derrota alemã em 08 de maio de 1945, "foi a mais longa campanha militar contínua" da Segunda Guerra Mundial. Durante os seis anos desta guerra naval, submarinos e navios de guerra pertencentes aos países do Eixo foram lançados contra embarcações dos países Aliados que transportavam equipamentos e provisões para a Europa. Dominar o oceano Atlântico significava controlar boa parte do abastecimento do continente europeu e era, portanto, essencial para enfraquecer o inimigo. O primeiro-ministro britânico Winston Churchill sintetizou a importância dessa batalha na seguinte frase: “A Batalha do Atlântico era o fator dominante, durante toda a guerra. Nunca, por um momento que fosse, podíamos esquecer que tudo o que se passava em qualquer outro lugar, na terra, mar ou ar, dependia, em última análise, do seu resultado”. Utilizando-se sobretudo de submarinos (U-boats), a Marinha alemã (Kriegsmarine) atacava comboios Aliados vindos da América do Norte e do Atlântico Sul que tinham como destino, principalmente, o Reino Unido e a União Soviética. Com a entrada da Itália na guerra, em 10 de junho de 1940, os alemães passaram a contar também com submarinos da Marinha italiana (Regia Marina). Karl Dönitz, Comandante-em-chefe da Marinha alemã, compreendera astutamente o poderio de seus submarinos por uma razão simples: a dificuldade dos aliados em combatê-los sem se limitar ao uso de comboios de navios. O sistema ASDIC (Allied Submarine Detection and Investigation Committee/Comitê Aliado de Pesquisa e Detecção Submarina), composto de frequências de áudio que poderiam captar a presença de um submarino, era inútil contra submarinos que disparassem seus torpedos da superfície. Assim, os comandantes dos U-boats foram instruídos a atacar à tona d'água. Desde petroleiros, com sua carga facilmente incendiável, até navios com carregamentos militares, muitos não escapavam aos ataques dos U-boats. Os comboios eram escoltados, principalmente, pela Marinha britânica, mas mesmo assim, as perdas cresciam rapidamente, o que fez com que Churchill, primeiro-ministro inglês, pedisse ajuda aos Estados Unidos, em 1941. Franklin Roosvelt, então presidente, disponibilizou 50 destróieres da Marinha Americana em troca do uso de bases britânicas no Caribe. Outro aliado importante dos britânicos foi a Marinha canadense que, embora pequena, conseguiu manter boa parte do Atlântico Norte sob controle. Ainda que mantivesse posição de neutralidade em relação à guerra, os Estados Unidos começaram a fazer patrulhas, a fim de proteger o direito de navegação neutra no Atlântico, e de preparar seus comandantes navais para o caso de sua entrada no conflito, o que aconteceu, após o ataque japonês a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941. A necessidade de solucionar o problema da proteção aérea aos comboios, para enfrentar, nos vastos espaços dos oceanos, os devastadores ataques dos submarinos germânicos, levou os britânicos e norte-americanos a estudarem a possibilidade de construir porta-aviões menores e rápidos. Um dos recursos foi fabricá-los tendo por base os cascos de navios mercantes comuns, aos quais se adaptou uma coberta de vôo, introduzindo-se, também, na sua estrutura interna as modificações necessárias com o objetivo de torná-los aptos para sua nova missão. Os porta-aviões pequenos cumpririam, então, o papel de navios-escoltas, atacando os submarinos que se encontravam fora do alcance dos aviões com bases na costa. O primeiro porta-aviões de escolta foi utilizado pelos britânicos em 1941. Foi o HMS Audacity. Era um navio mercante alemão capturado, o Hannover, cuja conversão se efetuou rapidamente. Deslocava 5.537 toneladas e desenvolvia uma velocidade de 15 nós; era impulsionado por dois motores diesel que alcançavam uma potência de 4.750 HP; armado com um canhão de quatro polegadas e seis peças antiaéreas de 20mm; dotado de seis aviões, estacionados permanentemente na coberta de vôo, pois, dada a rapidez da sua transformação, o HMS Audacity não foi provido de elevadores, nem de hangares sob a coberta. Ao longo dos seis anos que durou a Batalha do Atlântico, novas tecnologias foram sendo incorporadas ao conflito em ambos os lados envolvidos, e determinava, por um período, quem tinha vantagem no conflito. Os serviços de inteligência dos dois lados foram essenciais durante a Batalha, já que diversas vezes puderam interceptar a comunicação do inimigo. O mês de março de 1943 foi o pior da guerra para os Aliados no mar: eles perderam 51 navios nesse período. Mas a agonia aliada terminou em maio de 1943, quando John Sayers, cientista britânico, anunciou a invenção de um novo sistema de radar, com ondas curtas e tamanho compacto o suficiente para ser instalado em aviões – o radar centimétrico. Seu princípio é o mesmo dos radares convencionais: um feixe de ondas eletromagnéticas é emitido e, quando um obstáculo é encontrado, o feixe retorna. Medindo o tempo entre a recepção e choque com o obstáculo, bem como o ângulo do mesmo, pode-se localizar o alvo. Com base nele, os aviadores aliados podiam, agora, localizar submarinos alemães na superfície com relativa facilidade e afundá-los com cargas de profundidade (bombas submergíveis, em forma de latões, que explodiam com a pressão da água). A destruição dos U-boats alemães cresceram vertiginosamente, e os afundamentos de navios foram drasticamente reduzidos. O episódio ficou conhecido como Maio Negro. Entre março e maio de 1943, os Aliados destruíram cerca de 50 U-boats, o que fez com que o Comandante-em-chefe da Marinha alemã, Karl Dönitz, cancelasse as operações temporariamente em 23 de maio daquele ano. Não era ainda o fim do conflito no Atlântico, mas a partir de então, o Eixo manteve-se acuado até 1945, quando uma nova frota de U-boats foi desenvolvida e enviada. A tecnologia desses submarinos era avançada e representava uma ameaça ao domínio Aliado na região. No entanto, a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim, antes que essas embarcações permitissem o domínio alemão.
O resultado da batalha do Atlântico foi uma vitória estratégica dos Aliados - o bloqueio alemão fracassou - mas com um grande custo: 3.500 navios mercantes e 175 navios de guerra foram afundados no Atlântico, vários porta-aviões de escolta foram afundados; 783 submarinos alemães foram destruídos de um total de 1.162 (a maioria dos submarinos do Tipo VII), 47 navios de guerra de superfície, incluindo 4 navios de batalha (Scharnhorst, Bismarck, Gneisenau e Tirpitz ), 9 cruzadores, 27 destróieres. Dos submarinos perdidos: 519 foram afundados por forças britânicas, canadenses ou aliadas, enquanto 175 foram destruídos pelas forças americanas; 15 foram destruídos por soviéticos e 73 foram afundados por suas tripulações, antes do final da guerra por várias razões; 500 marinheiros italianos morreram; 17 submarinos italianos foram destruídos e cerca de 100 mil homens pereceram durante a Batalha do Atlântico.


U-BOAT TIPO VII.


CAPITÃO DE U-BOAT A PROCURA DE SEU ALVO...


FDC INGLÊS BATALHA DO ATLÂNTICO.


PRIMEIRO PORTA-AVIÕES DE ESCOLTA INGLÊS HMS AUDACITY.


PORTA-AVIÕES DE ESCOLTA HMS AUDACITY.


OFICIAIS INGLESES NA PONTE, A PROCURA DE SUBMARINOS ALEMÃES.


HEDGEHOG, LANÇADOR MÚLTIPLO DE CARGAS DE PROFUNDIDADE.


U-BOAT ALEMÃO SENDO ATACADO PELOS ALIADOS.


CARGA DE PROFUNDIDADE SENDO PREPARADA PARA SER DISPARADA.


EXPLOSÃO DE CARGA DE PROFUNDIDADE.


CAPTURA DE UM U-BOAT ALEMÃO PELOS ALIADOS INTACTO.


NAVIO PETROLEIRO EM CHAMAS ATINGIDO POR TORPEDO.


EXPLOSÃO DO NAVIO HMS BAHRAM, APÓS SER ATINGIDO POR TORPEDOS.


U-BOAT 534 CAPTURADO INTACTO PELOS INGLESES.


U-BOAT TIPO VII. O MAIS COMUM DOS SUBMARINOS ALEMÃES.
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